sábado, 10 de março de 2012

As drogas, o que fazer com elas? – parte 6

Ontem havíamos falado em primeiro lugar do exemplo e que este é fundamental. Melhor do que 1000 palavras é a ação que demonstra a fala. Nada adianta eu dizer ao meu filho para não fumar nem beber, se bebo e fumo: isso irá bagunçar a sua cabeça e incutir nele que a verdade que reina é a da enrolação, embromação, da falsidade.

Em segundo lugar

É essencial dialogar com seu filho sobre o perigo dos excessos com a bebida. O álcool tem sido considerado símbolo de divertimento e prazer, envolvendo seus adeptos numa áurea de refinamento e status, mas não revela com honestidade as mazelas que traz em seu rastro.

Converse com ele sobre os motivos, as carências, as decepções, as frustrações, enfim, o sofrimento e a insatisfação que leva um homem a permitir que a bebida o escravize e o vença. Responda correta e adequadamente às perguntas que ele fizer, até aquelas mais embaraçosas, mesmo sobre os membros da família que têm o vício de beber.

Busquem juntos, na Palavra de Deus, o que ela ensina sobre o assunto. Os jovens precisam entender claramente o que a Bíblia quer dizer quando afirma que seus corpos são santuários de Deus (1 Co 6.19,20); quem ou o quê deve controlar sua vida (Ef 5.18,20); o exemplo que ele deve transmitir aos outros (1 Co 10.23 a 11.1); a responsabilidade de ser bom mordomo de seus bens e talentos (Mt 25.14-30).

Em terceiro lugar

Dispensem a seus filhos um tempo de qualidade que proporcione o desenvolvimento de um relacionamento íntimo com eles. Empenhe-se nessa tarefa desde quando eles ainda são pequenos, mas em especial durante sua adolescência e juventude. Pai, se você for amigo íntimo de seu filho, ele terá liberdade e confiança para compartilhar com você seus conflitos, dúvidas e alegrias.

O fundamental é que seu filho sinta que você o ama e o aceita e quer o melhor para ele, mesmo que isso macule a sua reputação e imagem como homem e pai. A atração e envolvimento que uma criança, adolescente ou jovem sente pela bebida, geralmente é o sintoma perceptível de um problema interior que permanece sufocado em uma baixa-estima, na profunda necessidade de ser aceito pelos colegas ou porque ele não consegue lidar satisfatoriamente com algum problema que o atormenta.

Os pais devem aproveitar essa crise na vida dos filhos para confirmar seu amor e aceitação. Abrace-o e diga-lhe o imenso valor que ele tem para você. É através das crises da vida que é possível acontecer a transformação de relacionamentos e aprofundar a comunicação e o amor entre todos da família.

É normal os pais colocarem esses fardos às costas e os carregarem sozinhos, receosos sobre o que os outros pensarão se descobrirem o que está acontecendo. A Bíblia conclama que levemos as cargas uns dos outros (Gl 6.2). Penso que, às vezes, é mais fácil levar a carga de outra pessoa do que nos abrirmos para compartilhar nossas dores.

Compartilhe suas necessidades, angústias e dores seletivamente, com um pastor, amigo cristão, que seja aberto, compreensível e confiável. Você precisará de orações, conselhos e até de informações. Muitos têm enfrentado experiências semelhantes à sua, e a igreja é fortalecida quando se torna um hospital onde as pessoas são tratadas, curadas e recebem o carinho e o amor de seus irmãos.

Conclusão... amanhã, concluiremos.

Contagem regressiva: Faltam 414 dias para 26/04/13 (Inicio: 31/07/10). (hoje: 10/03/2012) e 824 dias para a Copa, sem álcool nos estádios....

p.s.: link da imagem original:   http://2.bp.blogspot.com/__47LSQWOggs/TTh5BSqiEjI/AAAAAAAAAkU/G_UigBLWME4/s400/pai-e-filho.jpg

A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – http://www.jamaisdesista.com.br

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No entanto, lembre-se de juntar Cl 3:17 com 1 Co 10:31 :
devemos tudo fazer para a glória de Deus e em nome de Jesus! Deus o abençoe.