Vamos conhecer o Caminho do Senhor?

Saiba que "O caminho do SENHOR é fortaleza para os íntegros, mas ruína aos que praticam a iniqüidade." (Pv 10:29). Saiba também que aqui no 'JAMAIS DESISTA do Caminho do Senhor' você encontrará, todos os dias uma mensagem baseada na Bíblia que representa o pensamento do autor na sua contínua busca das coisas pertencentes ao reino de Deus e a sua justiça.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Is 25:1-12 - O DEUS DE ISAÍAS ESTÁ PRESENTE NA HISTÓRIA DAS NAÇÕES.

Estamos no capítulo 25/66, na terceira parte do livro de Isaías, na subparte “B”. Como temos dito, a época corresponde ao período entre 740 a.C e 686 a.C que se encontra detalhada em II Re 15:1 a 20:21, envolvendo os públicos de Israel e Judá.
Parte III – A RESPOSTA DE ISAÍAS AO JULGAMENTO ASSÍRIO – 7:1 – 39:8.
B. Levante internacional durante o julgamento assírio – 13:1 a 27:13.
2. O objetivo do levante internacional – 24:1 ao 27:13
Como havíamos dito, os capítulos 24 ao 27 - "Pequeno Apocalipse" de Isaías - fornecem um retrato em larga escala de como Deus vai lidar com o mundo atribulado no qual vive o seu povo.
Esses capítulos resumem e combinam as descrições dos capítulos anteriores num retrato de grande significado cósmico do amplo julgamento assírio (13:1 - 23:18).
Nós também dividimos essa subparte “2” em quatro:
a.         O profeta prediz que o julgamento é o caminho para a alegria do povo de Deus (24.1-23) – já vista.
b.        O profeta oferece o seu próprio cântico de louvor a Deus pela sua fidelidade (25.1-8) – veremos agora.
c.         O profeta fala da intervenção na História (25:9 – 26:8) – veremos também agora.
d.       O profeta prediz o tempo de espera e o resultado final dos grandes julgamentos e bênçãos de Deus na terra (26:9 – 27:13).
b. O profeta oferece o seu próprio cântico de louvor a Deus pela sua fidelidade (25.1-8).
Dos versos 1 ao 8, veremos presente o louvor pela fidelidade de Deus. Isaías ficou muito feliz e extasiado ao perceber que Deus por fim estenderia o seu reino até os confins da terra por causa de sua fidelidade ao seu povo.
Nos primeiros cinco versos, a alegria e o louvor do profeta são pela destruição das nações ímpias, daquelas que se esquecem das leis de Deus as quais ele deixou para todos os seres humanos criados à sua imagem e à sua semelhança.
Isaías está louvando a Deus por ele cumprir as promessas da aliança a respeito de vitória e da herança para o seu povo.  Ele começa tudo dizendo ao Senhor que ele é o seu Deus e que por isso o exaltaria e louvaria. Ele reconhece que as maravilhas e os conselhos antigos são dele verdade e firmeza para os que se mantem fiéis à sua aliança.
A cidade mencionada no verso 2 é uma metáfora para a força das nações que se rebelam contra Deus e os seus propósitos, cujo fim se avizinhava próximo, pois assim que o reino de Deus vier em sua plenitude, as cidades dos inimigos de Deus nunca mais se levantarão em rebeldia contra ele.
As nações reconhecerão e glorificarão o Senhor (2:2-4; 19:23-25; 24:14-16) por que reconhecerão nele que ele é a fortaleza do pobre e do necessitado na sua angústia e refúgio conta a tempestade e o calor contra os opressores – vs 4 – que por fim serão abatidos e humilhados.
O profeta se deleita num grande banquete – versos 6 ao 8 - a ser promovido como celebração pela vitória de Deus sobre as nações. Os convidados dessa celebração virão de todas as nações (Ap 14:6) para um banquete festivo de celebração pelo reinado do Senhor (I Re 1:25) e, assim, as melhores comidas e bebidas serão desfrutadas como um reflexo da grandeza desse acontecimento (Sl 23:5; Mt 8:11; Lc 13:29; Ap 19:9).
Todo luto, tristeza (30:19; 35:10; 61:2-5; Ap 7:17; 21:4) e desgraça - incluindo "morte" e o aguilhão da morte (I Co 15:54) serão eliminados quando Deus reinar sobre a terra, a partir de Sião.
Paradoxalmente, a grande boca da morte (5:24), da qual ninguém escapa, será ela própria engolida pelo SENHOR Deus, o Mestre-Rei-Salvador (cf. 28:16; 40,10; 52,4; 65:13). Tragada foi a morte pela vitória, diz-nos Paulo, ao falar da ressurreição de nosso Senhor e Salvador.
I Coríntios 15:54 E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória.
I Coríntios 15:55 Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?
I Coríntios 15:56 Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.
I Coríntios 15:57 Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.
I Coríntios 15:58 Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.
Isaías chega a antecipar de que maneira os redimidos celebrarão quando chegar o julgamento e como desfrutarão da salvação em Sião.
c. O profeta fala da intervenção na História (25:9 – 26:8).
A história não pertence aos fatos independentemente de Deus, por isso que o povo de Deus haverá de se regozijar na fidelidade de Deus para com o seu povo.
Todos os que estão celebrando ou haverão de celebrar reconhecem  que eles pertencem ao Deus que trouxe grande vitória, pois era nele em quem o povo de Deus esperava. Os redimidos da terra ficarão felizes pelo fato de terem confiado que Deus seria fiel às suas promessas (2:22; 7:2; 8:12,17; 12:2). A confiança no Senhor é necessária porque as ameaças das nações ímpias parecem ser fortes demais. Seria na sua salvação que o povo exultaria e se alegraria.
A mão de Deus de bênção e proteção estará sobre Sião, a capital do seu reino, mas o seu pé pisara os seus inimigos. Moabe, aqui, provavelmente está representando todas as nações rebeldes, como as vezes Edom é representada em 34:5-17; 63:1-6, 25:11.
A pretensão das nações é motivada pela sua altivez enquanto se opõem a Deus e ao seu povo, mas serão abaixadas suas altas fortalezas e serão abatidas e derrubadas por terra até ao pó – vs 12.
Is 25:1 O SENHOR, tu és o meu Deus; exaltar-te-ei, e louvarei o teu nome,
                porque fizeste maravilhas; os teus conselhos antigos
                               são verdade e firmeza.
                Is 25:2 Porque da cidade fizeste um montão de pedras,
                               e da cidade forte uma ruína, e do paço dos estranhos,
                                               que não seja mais cidade,
                                                               e jamais se torne a edificar.
                Is 25:3 Por isso te glorificará um povo poderoso,
                               e a cidade das nações formidáveis te temerá.
                Is 25:4 Porque foste a fortaleza do pobre, e a fortaleza do necessitado,
                               na sua angústia; refúgio contra a tempestade,
                                               e sombra contra o calor;
                               porque o sopro dos opressores é como a tempestade
                                               contra o muro.
                Is 25:5 Como o calor em lugar seco, assim abaterás
                               o ímpeto dos estranhos; como se abranda o calor
                                               pela sombra da espessa nuvem,
                                                               assim o cântico dos tiranos será humilhado.
                Is 25:6 E o SENHOR dos Exércitos dará neste monte a todos os povos
                               uma festa com animais gordos, uma festa de vinhos velhos,
                                               com tutanos gordos, e com vinhos velhos,
                                                               bem purificados.
                Is 25:7 E destruirá neste monte a face da cobertura,
                               com que todos os povos andam cobertos,
                                               e o véu com que todas as nações se cobrem.
                Is 25:8 Aniquilará a morte para sempre,
                               e assim enxugará o Senhor DEUS as lágrimas
                                               de todos os rostos, e tirará o opróbrio do seu povo
                                                               de toda a terra; porque o SENHOR o disse.
                Is 25:9 E naquele dia se dirá:
                               Eis que este é o nosso Deus, a quem aguardávamos,
                                               e ele nos salvará;
                               este é o SENHOR, a quem aguardávamos;
                                               na sua salvação gozaremos e nos alegraremos.
                Is 25:10 Porque a mão do SENHOR descansará neste monte;
                               mas Moabe será trilhado debaixo dele,
                                               como se trilha a palha no monturo.
                Is 25:11 E estenderá as suas mãos por entre eles,
                               como as estende o nadador para nadar;
                                               e abaterá a sua altivez com
                                                               as ciladas das suas mãos.
                Is 25:12 E abaixará as altas fortalezas dos teus muros,
                               abatê-las-á e derrubá-las-á por terra até ao pó.
É o orgulho e a vaidade que nos levam a pensar que somos alguma coisa e que não precisamos do Senhor nosso Deus. Somos criaturas tão frágeis e tão arrogantes que se tirassem o folego de vida nos dado por Deus, todas tombaríamos mortos para sempre.
p.s.: link da imagem original:
Contagem regressiva: Faltam 225 dias para 04/08/2015, quando eu irei concluir a Segmentação de toda a Bíblia.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdetehttp://www.jamaisdesista.com.br
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domingo, 21 de dezembro de 2014

Is 24:1-23 - A TERRA PRANTEIA E SE MURCHA; O MUNDO ENFRAQUECE E SE MURCHA;


Estamos no capítulo 23/66, na terceira parte do livro de Isaías, na subparte “B”. Como temos dito, a época corresponde ao período entre 740 a.C e 686 a.C que se encontra detalhada em II Re 15:1 a 20:21, envolvendo os públicos de Israel e Judá.
Parte III – A RESPOSTA DE ISAÍAS AO JULGAMENTO ASSÍRIO – 7:1 – 39:8.
B. Levante internacional durante o julgamento assírio – 13:1 a 27:13.
2. O objetivo do levante internacional – 24:1 ao 27:13
Estamos chegando ao final dessa parte III que fala da resposta de Isaías ao julgamento assírio, cujo objetivo principal seria chegar-se a uma elaborada descrição do julgamento que viria sobre Judá, Israel e sobre algumas nações, quando o povo de Deus seria então restaurado após o exílio.
Os capítulos 24 ao 27 fornecem um retrato em larga escala de como Deus vai lidar com o mundo atribulado no qual vive o seu povo.
Essa parte de nossa divisão, seguindo a proposta da BEG, é frequentemente chamado de "Pequeno Apocalipse" de Isaías porque descreve o futuro em termos universais e cósmicos, em vez de usar termos históricos e políticos. Isaías também é chamado de a pequena Bíblia pois tem 66 capítulos e nele podemos ainda dividi-los em duas partes como se fosse o AT e o NT.
Não há nenhuma nação que seja melhor do que qualquer outra, nem delas qualquer uma que seja privilegiada independentemente de sua conduta. Toda nação que se comportar e seguir as leis e os mandamentos de Deus será abençoada independentemente de qualquer coisa. No entanto, nenhuma nação obedecerá por causa da questão do pecado de Adão.
Por isso que o Dia do Senhor trará um julgamento devastador sobre todas as nações que se opõem a Deus e ao seu povo, e concederá um novo mundo ao povo de Deus fiel espalhado pelas nações, salientamos, por pura graça e misericórdia divina.
Esses capítulos resumem e combinam as descrições dos capítulos anteriores num retrato de grande significado cósmico do amplo julgamento assírio (13:1 - 23:18).
O fim do mal é esperado por todos os filhos de Deus que não o suportam e dirigem suas orações a Deus que pode todas as coisas. Saber que o mal terá um fim é um grande alívio!
Tudo aqui se resume nos propósitos de Deus que até no sofrimento ou no seu juízo, como aqui se utilizando de uma nação ímpia para castigar o seu povo, tem os seus objetivos maiores.
Quando tudo for restaurado, haverá também mudanças físicas globais, mas esse destino do cosmos será somente plenamente cumprido por Cristo quando ele retornar em glória.
Dividiremos essa subparte “2” em quatro:
a.         O profeta prediz que o julgamento é o caminho para a alegria do povo de Deus (24.1-23).
b.        O profeta oferece o seu próprio cântico de louvor a Deus pela sua fidelidade (25.1-8).
c.         O profeta fala da intervenção na História (25:9 – 26:8).
d.       O profeta prediz o tempo de espera e o resultado final dos grandes julgamentos e bênçãos de Deus na terra (26:9 – 27:13).
a. O profeta prediz que o julgamento é o caminho para a alegria do povo de Deus (24.1-23).
O profeta anuncia a futura e derradeira esperança para o povo de Deus ao resumir os retratos do julgamento encontrados nos capítulos anteriores (13:1 – 23:18). Apesar de seus sofrimentos atuais nas mãos de nações malignas, o futuro seria maravilhoso para Israel e Judá.
Esse material se divide em quatro seções:
(1)   O julgamento amplo (vs. 1-13).
(2)   A tensão entre a alegria do futuro e a dor do presente (vs. 14-16).
(3)   A resolução do julgamento futuro (vs. 17-20).
(4)   O estabelecimento do reino de Deus (vs. 21-23).
(1) O julgamento amplo (vs. 1-13).
O profeta descreve primeiramente o amplo alcance do julgamento de Deus.
Esvaziar a terra e a desolar, transtorná-la e dispersar os seus moradores, saqueá-la e a fazer prantear e até murchar e se enfraquecer são linguagens usadas pelo profeta. Com frequência, os profetas usavam essa linguagem do levante cósmico para descrever o significado dramático de um acontecimento histórico como o ataque de um exército como instrumento da ira de Deus (2:10,19,21; 5:25; 13:10; 14:18).  
Na verdade, na verdade, a própria natureza geme e a terra dá sinais de que está no seu limite ao suportar o mal e homem nela que não teme ao Senhor.
Isaías declara aqui que Deus lidaria com a rebelião do seu povo e com as nações ao redor dele. Essa descrição espetacular do julgamento divino foi cumprida nas campanhas militares da Assíria nos dias do Antigo Testamento, mas também aponta para a maneira como Deus vai finalmente julgar a impiedade e redimir o seu povo em Cristo.
No verso 2, tudo se sucederá a todos, independentemente de suas classes sociais. Elas não farão qualquer diferença e Deus julgará a todos sem exceção.
A natureza sofrerá como numa seca (vs 4; 1:30-31; 15:6; 34:4) mostrando que a ira de Deus tem o propósito de humilhar o provocador e o orgulhoso.
O julgamento de Deus é ocasionado pela corrupção humana de sua criação e a rebelião contra as ordenanças de sua criação. Todas as nações são responsáveis perante Deus pelo menos por meio de sua aliança com Noé (Gn 9:1-17), mas todas violaram flagrantemente os termos dessa aliança e, portanto, merecem o julgamento divino.
A maldição, por isso, tem consumido a terra e todos os que nela habitam. A rebelião humana trará julgamento internacional (13:9) fazendo com que poucos homens nela restem. Isso é o que nos indica a palavra hebraica também traduzida como "restante" ou "remanescente" (veja 1:9; 7:3; 10:20-21).
O profeta explica que haverá tristeza em vez de sorriso (vs. 8-11; 22:2,13). Os músicos pararão no meio de sua festividade (cf. 5:12). A cidade literalmente será a "cidade do caos" ( "sem forma" em Gn 1:2). As grandes cidades da civilização humana serão lançadas num pandemônio. As casas que normalmente são lugares de segurança particular e prazer na vida (3:7; 5:9; 6:11; 13:16,21; 31:2; 32:13) estarão fechadas e vazias. As ruas que são os lugares públicos nas cidades (5:25; 10:6; 15:3; 33:7; 42:2) estarão desertas. Nem o vinho, símbolo do prazer e do folguedo, haverá.  E tem mais ainda, pois o julgamento de Deus não ficará limitado a Judá e Israel, mas será espalhado.
É a sacudidura da oliveira – vs 13 – que deixa somente os rabiscos quando está acabada a vindima. Somente os remanescentes, por amor e misericórdia e graça do Senhor, ainda permanecerão.
(2) A tensão entre a alegria do futuro e a dor do presente (vs. 14-16).
O profeta descreve a alegria futura do povo redimido de Deus, como fez nos capítulos anteriores (14:1-21, 18:7; 19:19-25), mas reconhece que essa alegria não era uma realidade naquele momento.
O novo cântico do vs 14 é uma resposta ao ato de salvação de Deus (12:1-6; 35:6; 42:10-13; 44:23; 45:8; 49:13; 52:8-9; 54:1; 61:7; 65:14). Eles cantam a grandeza do Senhor, que é superior ao orgulho dos seres humanos.
As nações também se ajuntarão, como o profeta ouvir cantar glória ao Justo dos confins da terra, concedendo a Deus o reconhecimento que lhe é devido como o guerreiro divino (25:3; 43:20; Sl 22:23; Ap 4:8 – 5:13).
Enquanto ansiava pela salvação de Deus, Isaías sentia-se apreensivo porque ele também observava a crescente corrupção ao seu redor. Ao olhar para o mundo de sua época, Isaías observa que a falsidade e o engano estavam em todo lugar. A alegria ainda não podia ser achada.
O pérfido continua a tratar perfidamente, sim o pérfido continua a agir perfidamente – vs 16. Repetidamente, ele proclama com dupla proclamação mostrando a teimosia dos corações resistentes às ministrações proféticas.
(3) A resolução do julgamento futuro (vs. 17-20).
Por causa dessa dureza dos corações pérfidos, a resolução do ai de Isaías sobre as condições de momento (vs. 16 “Emagreço, emagreço, ai de mim!”) será a dramática intervenção do julgamento de Deus contra todas as nações.
Temor ou terror, cova e laço estarão sendo destinados aos moradores da terra, de modo que não haverá salvação, uma vez que escapando de um, cairá em outro. A imagem de um terremoto, fenômeno terrível e natural que abala as estruturas da própria terra e de nossas habitações, é explanada nos vs 19-20 em conexão com o julgamento de Deus (Sl 18:7,15; 6:4; 13:13).
No verso 20, temos duas imagens da percepção humana de culpa – o ébrio e a rede ou a choça de noite -  quando confrontada com o dramático julgamento que Deus estava prestes a fazer.
(4) O estabelecimento do reino de Deus (vs. 21-23).
Que maravilhoso não será esse dia em que o Senhor finalmente estabelecer de fato o seu reino sobre a terra e os céus. Na verdade, ele já estabeleceu e reina absoluto, no entanto, vivemos o “ainda não” e o ”já”.
O profeta completa a descrição do julgamento de Deus sobre todo o mundo como o meio pelo qual Deus estabeleceria o seu reino glorioso. Foi em Jesus que isso aconteceu e ele agora tem todo o poder tanto nos céus como na terra. O pleroma de Deus está nele, a plenitude da divindade habita corporalmente nele.
Todas as hostes de Satanás, assim como os pervertidos poderes humanos (Ef 6:11-12) estão destinados à punição e serão tirados da presença de Deus (II Pe 2:4; Ap 9:2,11; 11:7;17:8) para sempre e sempre.
Is 24:1 Eis que o SENHOR
                esvazia a terra, e a desola, e transtorna a sua superfície,
                               e dispersa os seus moradores.
                Is 24:2 E o que suceder ao povo, assim sucederá ao sacerdote;
                               ao servo, como ao seu senhor; à serva, como à sua senhora;
                               ao comprador, como ao vendedor; ao que empresta,
                                               como ao que toma emprestado;
                               ao que dá usura, como ao que paga usura.
                Is 24:3 De todo se esvaziará a terra, e de todo será saqueada,
                               porque o SENHOR pronunciou esta palavra.
                Is 24:4 A terra pranteia e se murcha;
                               o mundo enfraquece e se murcha;
                                               enfraquecem os mais altos do povo da terra.
                Is 24:5 Na verdade a terra está contaminada
                               por causa dos seus moradores;
                                               porquanto têm transgredido as leis,
                                               mudado os estatutos,
                                               e quebrado a aliança eterna.
                Is 24:6 Por isso a maldição tem consumido a terra;
                               e os que habitam nela são desolados;
                por isso são queimados os moradores da terra,
                               e poucos homens restam.
                Is 24:7 Pranteia o mosto, enfraquece a vide;
                               e suspiram todos os alegres de coração.
                Is 24:8 Cessa o folguedo dos tamboris, acaba o ruído dos que exultam,                             
                              e cessa a alegria da harpa.
                Is 24:9 Com canções não beberão vinho;
                               a bebida forte será amarga para os que a beberem.
                Is 24:10 Demolida está a cidade vazia, todas as casas fecharam,
                               ninguém pode entrar.
                Is 24:11 Há lastimoso clamor nas ruas por falta do vinho;
                               toda a alegria se escureceu, desterrou-se o gozo da terra.
                Is 24:12 Na cidade só ficou a desolação,
                               a porta ficou reduzida a ruínas.
                Is 24:13 Porque assim será no interior da terra,
                               e no meio destes povos, como a sacudidura da oliveira,
                                               e como os rabiscos, quando está acabada a vindima.
                Is 24:14 Estes alçarão a sua voz, e cantarão com alegria;
                               e por causa da glória do SENHOR exultarão desde o mar.
                Is 24:15 Por isso glorificai ao SENHOR no oriente,
                               e nas ilhas do mar, ao nome do SENHOR Deus de Israel.
                Is 24:16 Dos confins da terra ouvimos cantar:
                               Glória ao justo.
                Mas eu disse:
                               Emagreço, emagreço, ai de mim!
                               Os pérfidos têm tratado perfidamente; sim, os pérfidos
                                               têm tratado perfidamente.
                Is 24:17 O temor, e a cova, e o laço vêm sobre ti,
                               ó morador da terra.
                Is 24:18 E será que aquele que fugir da voz de temor cairá na cova,
                               e o que subir da cova o laço o prenderá;
                                               porque as janelas do alto estão abertas,
                                                               e os fundamentos da terra tremem.
                Is 24:19 De todo está quebrantada a terra,
                de todo está rompida a terra,
                e de todo é movida a terra.
                Is 24:20 De todo cambaleará a terra como o ébrio,
                               e será movida e removida como a choça de noite;
                                               e a sua transgressão se agravará sobre ela, e cairá,
                                                               e nunca mais se levantará.
                Is 24:21 E será que naquele dia o SENHOR castigará
                               os exércitos do alto nas alturas, e os reis da terra
                                               sobre a terra.
                Is 24:22 E serão ajuntados como presos numa masmorra,
                               e serão encerrados num cárcere; e outra vez serão castigados
                                               depois de muitos dias.
                Is 24:23 E a lua se envergonhará, e o sol se confundirá
                               quando o SENHOR dos Exércitos reinar no monte Sião
                                               e em Jerusalém,
                                                               e perante os seus anciãos gloriosamente.
Por enquanto - “ainda não” - ele pode até prender alguns de nós na tentativa de barrar o evangelho, mas jamais poderá prender a mensagem do evangelho.
Nenhuma nação pode impedir a mensagem do evangelho, nenhum reino desse mundo pode barrar a palavra da pregação do evangelho.
O evangelho somente não produz resultado quando, por algum motivo não for proclamado. Imagine o pior lugar do mundo para proclamar o evangelho e ali, naquele meio, o Senhor reina absoluto e sua mensagem não pode ser barrada.
Somente Deus será rei quando restaurar o seu povo do exílio e conquistar todos os seus inimigos (32:1; 33:17,22; 41:21; 43:21; 44:6: 52:7; I Co 15:24; Ap 4:1 - 5:14). Na cruz do calvário, ele fez tudo isso e prendeu o valente.
p.s.: link da imagem original:
Contagem regressiva: Faltam 226 dias para 04/08/2015, quando eu irei concluir a Segmentação de toda a Bíblia.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdetehttp://www.jamaisdesista.com.br
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sábado, 20 de dezembro de 2014

Is 23:1-18 - O DÉCIMO ORÁCULO DE ISAÍAS - TIRO E SEU SISTEMA COMERCIAL.


Estamos no capítulo 23/66, na terceira parte do livro de Isaías, na subparte “B”. Como temos dito, a época corresponde ao período entre 740 a.C e 686 a.C que se encontra detalhada em II Re 15:1 a 20:21, envolvendo os públicos de Israel e Judá.
Parte III – A RESPOSTA DE ISAÍAS AO JULGAMENTO ASSÍRIO – 7:1 – 39:8.
B. Levante internacional durante o julgamento assírio – 13:1 a 27:13.
1. Oráculos acerca de nações específicas – 13:1 ao 23:18.
Nessa seção “1”, como já dissemos, estamos apresentando as profecias (oráculos) de Isaías relativas às ações de Deus para com dez nações específicas que desempenharam papéis importantes durante o período do julgamento assírio.
Os oráculos também foram igualmente divididos em 10 partes, envolvendo, portanto, dez nações: a. Babilônia (Assíria) – 13:1 a 14:27 – já vista. b. Filístia – 14:28 – 32 – já vista. c. Moabe – 15:1 – 16:14 – já vista. d. Damasco – 17:1-14 – já vista. e. A Etiópia e o Egito – 18:1 – 20:6 – já vista. f. Babilônia – 21:1-10 – já vista. g. Edom – 21:11-12 – já vista. h. Arábia – 21:13-17 – já vista. i. Jerusalém – 22:1-25 – já vista. j. Tiro – 23:1-18 – veremos agora.
j. Tiro – 23:1-18.
A última das dez nações das profecias de Isaías da parte 1 dos oráculos acerca de nações específicas – 13:1 ao 23:18.
O profeta condena aqui o sistema comercial de Tiro, que não era condizente com as leis de Deus. Quando ele diz para uivar os navios de Tarsis – vs 1- ele utiliza uma linguagem estilizada, geral e simbólica, não sendo historicamente específica.
Isaías predisse o ataque dos assírios em 732 a.C., mas os babilônios e os gregos também atacaram a cidade.
Falando sua sentença contra Tiro, ele diz uivai para os navios de Társis – vs 1 – e diz calai-vos para os moradores da ilha. Tiro era um porto fenício de destaque na costa mediterrânea. Judá havia desfrutado de um longo relacionamento com Tiro quando Salomão negociou com Hirão de Tiro (I Re 5:8-9) e marinheiros fenícios foram tripulantes da esquadra de Salomão (I Re 9:.27).
Os navios de Társis os quais ele disse para uivarem eram os grandes navios da frota mercante (I Re 10:22; 22:48; Sl 48:7; Jn 1:3) que atravessavam grandes distâncias pelas costas mediterrâneas para chegar às colônias fenícias.
Tiro não caiu completamente diante dos assírios, mas foi severamente atingida.
Como havíamos dito, para Tiro foi dito para uivar e para os moradores da ilha para se calarem – uma espécie de lamento, dor e silêncio -, principalmente aqueles que encheriam os mercadores de Sidom, uma cidade portuária ao norte de Tiro que também foi afetada pelo ataque a essa cidade.
No verso 4, vemos o deus fenício do mar - Yam ("mar") vs 4 - sendo retratado como que se lamentando pela perda das cidades portuárias atacadas pelos assírios.
Todas as nações que dependiam de Tiro - inclusive Tartesso na Espanha (vs 6) -, se uniram nesse lamento sofrível e amargurante, uma vez que Tiro tinha uma excelente influência no mundo mediterrâneo – vs 7.  
O profeta pergunta quem teria formado este desígnio terrível contra Tiro – vs 8. As nações precisavam reconhecer que o Senhor havia feito isso (vs. 9) e ele explica por que assim procedeu e isso envolvia o denegrimento da soberba e o envilecimento dos nobres da terra.
Társis deveria procurar outros recursos econômicos com outras terras se quisesse continuar sua trajetória como fora nos dias antigos da glória de sua mãe, pois aqui o profeta fala da filha de Társis, uma personificação de Társis, a mãe. (veja o vs. 12).
Mas o SENHOR não deixaria isso assim de qualquer jeito e ele estendeu a sua mão, ou seja, o Senhor executou o seu plano e continuará a executá-lo sobre os mares e turbando os reinos, pois ele é o Senhor deles.
A soberania de Deus se estende sobre terra e mar, sobre a oprimida virgem, filha de Sidom – vs 12 -, sobre a terra dos caldeus que a Assíria destinava para os sátiros do deserto – vs 13.
Se os assírios conquistaram Babilônia em 689 a.C. e se ela, a grande Babilônia caiu, muito mais facilmente cairia Tiro.
O profeta fala do tempo do esquecimento de Tiro que envolve o número 70, ou seja, setenta anos. Este era um período padrão de tempo usado nas literaturas israelita (veja Jr 25:11; 29:10) e assíria para indicar um tempo de julgamento divino. Poderia ser encurtado ou ampliado por uma série de fatores (Dn 9).
No entanto, o SENHOR ainda atentaria para Tiro outra vez. O Senhor tinha mais coisas planejadas para Tiro e no futuro, Tiro voltaria a enriquecer-se ao se entregar a outras nações em novas prostituições por casa de sua ganância de prostituta – vs 17.
Quando acontecesse a plena restauração do povo de Deus no exílio, a riqueza de Tiro (juntamente com alguns de seus cidadãos) seria incorporada ao reino de Deus (cf. 45:14; 60:5,11; 61:6; 66:12; Ag 2:7-8; Ap 21:26) como aconteceu com os filhos de Israel ao deixarem o Egito.
 Is 23:1 Peso de Tiro.
                Uivai, navios de Társis, porque está assolada,
                               a ponto de não haver nela casa nenhuma,
                                               e de ninguém mais entrar nela;
                               desde a terra de Quitim lhes foi isto revelado.
                Is 23:2 Calai-vos, moradores da ilha,
                               vós a quem encheram os mercadores de Sidom,
                                               navegando pelo mar.
                Is 23:3 E a sua provisão era a semente de Sior,
                               que vinha com as muitas águas, a ceifa do Nilo,
                                               e ela era a feira das nações.
                Is 23:4 Envergonha-te, ó Sidom, porque o mar, a fortaleza do mar,
                               fala, dizendo:
                                               Eu não tive dores de parto, nem dei à luz,
                                               nem ainda criei jovens, nem eduquei virgens.
                Is 23:5 Como quando se ouviram as novas do Egito,
                               assim haverá dores quando se ouvirem as de Tiro.
                Is 23:6 Passai a Társis; clamai, moradores da ilha.
                Is 23:7 É esta, porventura, a vossa cidade exultante, cuja origem
                               é dos dias antigos, cujos pés a levaram para longe
                                               a peregrinar?
                Is 23:8 Quem formou este desígnio contra Tiro,
                               distribuidora de coroas, cujos mercadores são príncipes
                                               e cujos negociantes são os mais nobres da terra?
                Is 23:9 O SENHOR dos Exércitos formou este desígnio para denegrir
                               a soberba de toda a glória, e envilecer os mais nobres
                                               da terra.
                Is 23:10 Passa como o Nilo pela tua terra, ó filha de Társis;
                               já não há quem te restrinja.
                Is 23:11 Ele estendeu a sua mão sobre o mar, e turbou os reinos;
                               o SENHOR deu ordens contra Canaã,
                                               para que se destruíssem as suas fortalezas.
                Is 23:12 E disse:
                               Nunca mais exultarás de alegria, ó oprimida virgem,
                                               filha de Sidom; levanta-te, passa a Quitim,
                                                               e ainda ali não terás descanso.
                Is 23:13 Vede a terra dos caldeus, ainda este povo não era povo;
                               a Assíria a fundou para os que moravam no deserto;
                                               levantaram as suas fortalezas, e edificaram os seus
                                                               palácios; porém converteu-a em ruína.
                Is 23:14 Uivai, navios de Társis, porque está destruída
                               a vossa fortaleza.
                Is 23:15 Naquele dia Tiro será posta em esquecimento por
                               setenta anos, conforme os dias de um rei;
                                               porém no fim de setenta anos Tiro cantará
                                                               como uma prostituta.
                Is 23:16 Toma a harpa, rodeia a cidade, ó prostituta entregue
                               ao esquecimento; faça doces melodias, canta muitas canções,
                                               para que haja memória de ti.
                Is 23:17 Porque será no fim de setenta anos que o SENHOR
                               visitará a Tiro, e ela tornará à sua ganância de prostituta,
                                               e prostituir-se-á com todos os reinos que há sobre
                                                               a face da terra.
                Is 23:18 E o seu comércio e a sua ganância de prostituta
                               serão consagrados ao SENHOR;
                                               não se entesourará, nem se fechará;
                                                               mas o seu comércio será para
                                                               os que habitam perante o SENHOR,
                                               para que comam até se saciarem,
                                                               e tenham vestimenta durável.
Esse último versículo nos lembra dos tesouros dos egípcios que os acumularam, mas que ao final, na saída do povo do cativeiro, eles entregaram tudo para os israelitas, talvez por medo. Nós até podemos juntar nossos tesouros, mas o destino deles é muito incerto.
Quem é que disse que o meu dinheiro é meu e bem assim os meus bens e coisas colocadas em meu nome para se perpetuarem? Tudo é de Deus. Tudo é para ele e para a sua glória!
p.s.: link da imagem original:
Contagem regressiva: Faltam 227 dias para 04/08/2015, quando eu irei concluir a Segmentação de toda a Bíblia.

A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdetehttp://www.jamaisdesista.com.br
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