domingo, 12 de maio de 2019

Feliz dia das mães!



Quem já perdeu a sua mãe, sabe o que isso significa....
Mãe é mãe... É incrível essa nossa ligação com ela que começou em seu próprio corpo.
Quando a perdemos, parece que perdemos parte de nosso corpo.
Não tem como eu dar um abraço, nem fazer um afago, nem dar um beijo, um presente, um cheiro, uma palavra de carinho...
Eu não posso mais, mas você que ainda tem mãe, pode e deve amá-la com toda intensidade.
Valorizem isso! É bíblico! É o mandamento com promessa! E quem prometeu é fiel!
Eu dou testemunho, como pai, do zelo, do amor, do carinho e da vontade e garra da mãe dos meus filhos... Eu acho isso impressionante, fantástico, incrível... A mãe dos meus filhos é capaz de deixar de respirar só para vê-los viverem e serem felizes e completos em Deus.
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*Honra a teu pai _E A TUA MÃE_, que é o primeiro mandamento com promessa; Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.* Ef 6:2,3
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Pr. Daniel Deusdete - Igreja Os Semeadores

sexta-feira, 10 de maio de 2019

O SEMEADOR SAIU A SEMEAR - LC 8.5



Olhem só que bênção de Deus que nasceu no nosso quintal, de umas sementes que joguei. (*)

A nossa parte é semear; a parte de Deus é fazer a semente vingar, prosperar. Ele não faz os frutos aparecerem de forma mesquinha, contados, NÃO! Ele faz os frutos aparecerem de forma generosa, abundante, incontável!

Deus é bom e generoso! Os bens que Ele nos dá são sem arrependimento - Rm 11.29.

Existem muitas sementes que você pode semear, de diversos tipos: no seu trabalho, 
no seu negócio, 
no seu estudo, 
na sua vida familiar... 
A mais importante das sementes é a palavra de Deus, que dá fruto para a vida eterna.

Eis que o semeador saiu a semear...(Lc 8.5)
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IGREJA OS SEMEADORES
QNA 30, LOTE 7 - AV. COMERCIAL NORTE - TAGUATINGA NORTE/DF
(*) Texto de autoria de João Carlos Barreto, em Guarulhos/SP para a Semeadores.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

APOLOGÉTICA – OS IRMÃOS DE JESUS


Aron Correia - (Pergunta)
Lá em marcos 3.31-35 há o relato sobre a família de Jesus em que no relato é citado sobre Jesus ter irmãos. Como a teologia católica mantem o fato de que não eram irmãos de Jesus de fato? Não temos elementos, apesar da obviedade, que de fato Jesus tinha irmãos?
Alexandre Dias - (Resposta)
Texto em questão:
Chegaram, então, seus irmãos e sua mãe; e, estando fora, mandaram-no chamar.
E a multidão estava assentada ao redor dele, e disseram-lhe: Eis que tua mãe e teus irmãos te procuram, e estão lá fora.
E ele lhes respondeu, dizendo: Quem é minha mãe e meus irmãos?
E, olhando em redor para os que estavam assentados junto dele, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos.
Porquanto, qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã, e minha mãe. (Marcos 3:31-35)
Em Inglês:
Then came his brothers and his mother; and when they were gone, they sent for him.
And the multitude sat around him, and said unto him, Behold, thy mother and thy brethren seek thee, and are without.
And he answered them, saying, Who is my mother and my brethren?
And looking round about them that sat by him, he said, Behold my mother and my brethren.
For whoever does the will of God is my brother, and my sister, and my mother. (Mark 3: 31-35).
Em grego:
Καὶ ἔρχονται ἡ μήτηρ αὐτοῦ καὶ οἱ ἀδελφοὶ αὐτοῦ, καὶ ἔξω στήκοντες ἀπέστειλαν πρὸς αὐτὸν καλοῦντες αὐτόν.
καὶ ἐκάθητο περὶ αὐτὸν ὄχλος, καὶ λέγουσιν αὐτῷ Ἰδοὺ ἡ μήτηρ σου καὶ οἱ ἀδελφοί σου ἔξω ζητοῦσίν σε.
καὶ ἀποκριθεὶς αὐτοῖς λέγει Τίς ἐστιν ἡ μήτηρ μου καὶ οἱ ἀδελφοί;
καὶ περιβλεψάμενος τοὺς περὶ αὐτὸν κύκλῳ καθημένους λέγει Ἴδε ἡ μήτηρ μου καὶ οἱ ἀδελφοί μου.
ὃς ἂν ποιήσῃ τὸ θέλημα τοῦ Θεοῦ, οὗτος ἀδελφός μου καὶ ἀδελφὴ καὶ μήτηρ ἐστίν.
A Bíblia de Jerusalém não comenta a este respeito nos livros de Marcos, Lucas e João, porém na sua nota de rodapé assim ela afirma, na página 1726, ao comentar Mateus 12.46 a respeito desta parte do texto “Sua mãe e seus irmãos”:
“Há diversas menções de “irmãos” (e “irmãs”) de Jesus (13,55; Jo 7,3: At 1,14; 1 Cor 9,5; Gl1,19). Embora tendo o sentido primeiro de “irmão de sangue”, a palavra grega usada (adelphos), assim como a palavra correspondente em hebraico e aramaico, pode designar relações de parentesco mais amplas (cf. Gn 13.8; 29,15; Lv 10,4) e principalmente um primo irmão (1 Cr 23,22). O grego possui outro termo para “primo” (anèpsios), ver Cl 4,10, único emprego deste termo no NT. Mas o livro de Tobias atesta que ambas as palavras podem ser indiferentemente usadas para falar da mesma pessoa c.f 7,2 “nosso irmão Tobit” (adelphos ou anèpsios conforme os manuscritos). Desde os Padres da Igreja, a interpretação predominante viu nesses “irmãos” de Jesus “primos”, de acordo com a crença na virgindade perpétua de Maria. Além disso, isto concorda com Jo 19, 26-27 o qual deixa supor que, na morte de Jesus, Maria estava sozinha.
Ao meu ver este comentário de rodapé deixa claro o seguinte:
1° O primeiro sentido do termo é irmão de sangue.
2° O termo para primo só aparece em Cl 4,10 em todo Novo Testamento.
3° O livro Tobias para os protestantes é considerado um livro apócrifo.
4° A interpretação dos Padres da Igreja é predominante por causa da crença na virgindade perpétua de Maria. (Um dogma)
5° O fator de Maria estar no momento da crucificação sozinha não significa que ela não tinha filhos. 
O interessante é o que estes textos dizem:
Em Mateus 13.55-56: Não é este o filho do carpinteiro? E não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas? E não estão entre nós todas as suas irmãs? De onde lhe veio, pois, tudo isto?
οὐχ οὗτός ἐστιν ὁ τοῦ τέκτονος υἱός; οὐχ ἡ μήτηρ αὐτοῦ λέγεται Μαριὰμ καὶ οἱ ἀδελφοὶ αὐτοῦ Ἰάκωβος καὶ Ἰωσὴφ καὶ Σίμων καὶ Ἰούδας; καὶ αἱ ἀδελφαὶ αὐτοῦ οὐχὶ πᾶσαι πρὸς ἡμᾶς εἰσιν; πόθεν οὖν τούτῳ ταῦτα πάντα;
Em João 7.3:
Disseram-lhe, pois, seus irmãos: Sai daqui, e vai para a Judéia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes.
εἶπον οὖν πρὸς αὐτὸν οἱ ἀδελφοὶ αὐτοῦ Μετάβηθι ἐντεῦθεν καὶ ὕπαγε εἰς τὴν Ἰουδαίαν, ἵνα καὶ οἱ μαθηταί σου θεωρήσουσιν τὰ ἔργα σοῦ ἃ ποιεῖς·
Em Atos 1.14:
Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos.
οὗτοι πάντες ἦσαν προσκαρτεροῦντες ὁμοθυμαδὸν τῇ προσευχῇ σὺν γυναιξὶν καὶ Μαριὰμ τῇ μητρὶ τοῦ Ἰησοῦ καὶ σὺν τοῖς ἀδελφοῖς αὐτοῦ.
Em 1 Coríntios 9.5:
Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?
μὴ οὐκ ἔχομεν ἐξουσίαν ἀδελφὴν γυναῖκα περιάγειν, ὡς καὶ οἱ λοιποὶ ἀπόστολοι καὶ οἱ ἀδελφοὶ τοῦ Κυρίου καὶ Κηφᾶς;
Em Gálatas 1.19:
E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor.

ἕτερον δὲ τῶν ἀποστόλων οὐκ εἶδον, εἰ μὴ Ἰάκωβον τὸν ἀδελφὸν τοῦ Κυρίου.
Em colossenses 4.10:
Aristarco, que está preso comigo, vos saúda, e Marcos, o primo de Barnabé, acerca do qual já recebestes mandamentos; se ele for ter convosco, recebei-o;
Ἀσπάζεται ὑμᾶς Ἀρίσταρχος ὁ συναιχμάλωτός μου, καὶ Μᾶρκος ὁ ἀνεψιὸς Βαρνάβα, (περὶ οὗ ἐλάβετε ἐντολάς, ἐὰν ἔλθῃ πρὸς ὑμᾶς, δέξασθε αὐτόν,)
Αδελφοί = Irmãos (adelfoí)                                                                     
ἀνεψιὸς = Primo (anipsiós)
Αδελφές = Irmãs (Adelfés)
Na nota de rodapé da bíblia Ave Maria em Marcos 3.31-35 na página 1588 diz:
“Jesus aproveita a visita de sua família para ensinar algo fundamental: não podemos ser sovinas com o reino agarrando-nos somente a uma família. É preciso abrir-se para novas famílias e para novas comunidades. A verdadeira família de Jesus ultrapassa as fronteiras biológicas e étnicas, e constituem-na todos os homens e as mulheres que cumpram uma cláusula de pertença: fazer a vontade do Pai. Não se é cristão por tradição ou por herança, mas por opção e testemunho de vida”.
Na nota de rodapé da bíblia Ave Maria em Mateus 12.46-50 na página 1538 diz:
“...A palavra “irmão” no hebraico do AT designava também os parentes próximos: Tios, sobrinhos e primos. No NT, esta palavra pode designar parentes e pessoas da mesma raça ou comunidade...”.
Traduções dos originais grego, hebraico e aramaico mediante a versões dos Monges Beneditinos de Moredsous (Bélgica). Notas: Pastoral Biblie Fundation - Quezon City (Filipinas) e Edciones Mensajeiro, S. A. V. - Bilbao (Espanha).
Na nota de rodapé da bíblia Tradução Ecumênica em Mateus 12.46-50 na página 1882 diz:
“ Na bíblia, como ainda hoje no Oriente, a palavra irmãos pode designar tanto os filhos da mesma mãe, como os parentes próximos (cf. Gn 13.8; 29.15; Lv 10,4: 1 Cr23,22).
Na nota de rodapé da bíblia Tradução Ecumênica em Marcos 3.31-35 na página 1930 diz:
“...Alguns mss. (Manuscritos) trazem: Teus irmãos e irmãs".
No livro de comentário da Editora Paulus (Católica) e Editora Academia Cristã (Protestante) chamado Leitura do Evangelho segundo Marcos do autor J. Delorme originalmente publicado em Francês o comentário não questiona o termo e os aceita como irmãos e irmãs:
“Esses são de duas espécies: Os parentes de Jesus, que procuravam retê-lo em seu meio...” cita Marcos: 3.31-33 e 3.34-35 ambos os textos citam a palavra irmãos, irmãs, irmão e irmã.
JEAN DELORME sacerdote da diocese de Annecy e professor nas faculdades católicas de Lião, é conhecido entre seus colegas como exegeta competente, em 1972 fez uma conferência para sacerdotes sobre o evangelho de Marcos, no qual é especialista.
No livro de Comentário Bíblico Latinoamericano do Novo Testamento de Marcos da Editora Fonte Editorial dos autores Sebastião Armando Gameleira Soares, João Luiz Correa Júnior, José Raimundo na página 158 diz:
“No v.31 volta-se a falar dos parentes de Jesus. Chegam até onde está. E Marcos é explícito e até duro: “Sua mãe e seus irmãos”. Mas não entram em casa. Não são da casa. O paralítico-pecador entrara de qualquer jeito, sua fé o impelira até lá dentro. E é acolhido como filho (cf. 2.1-12). A multidão se acha prazerosamente sentada a seu redor porque é de casa.
“Diz-se que “tua mãe e teus irmãos te procuram” É o mesmo verbo usado em 1.37: “perseguem”, ainda não têm fé, não são capazes de romper os obstáculos para se aproximarem de Jesus (cf. 2, 1-12)”.
“Para Jesus, os vínculos da carne já se dissolveram, perderam sua importância decisiva. Agora, só um vínculo importa: fazer a vontade de Deus. É esta a porta de entrada em sua nova Casa. Aí se acha toda a explicação de sua loucura. É que tudo o mais fica relativizado: família, propriedades, pátria, estado, até mesmo a própria vida”.
SEBASTIÃO ARMANDO GAMELEIRA SOARES - Dom Sebastião, Bacharel e Mestrado em Teologia na Universidade Gregoriana, de Roma, com dissertação sobre Santo Anselmo, Arcebispo de Cantuária, mestrado em ciências bíblicas, no instituto, bíblico de Roma, Mestrado em Filosofia na Universidade Lateranense, de Roma, fez especialização em Sociologia em Roma, na Universidade de Estudos Sociais. Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Olinda. Atualmente é Bispo Diocesano da Diocese Anglicana do Recife.
JOSÉ RAIMUNDO OLIVA - Formado em Engenharia pela escola politécnica da Universidade de São Paulo, teólogo pela Escola Dominicana de Teologia de São Paulo, licenciado em Filosofia, Psicologia e Sociologia pela Universidade Católica de Pernambuco.
JOÃO LUIZ CORREIA JÚNIOR - Tem mestrado e Doutorado em Teologia, pela Pontificia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC - RIO. É professor e pesquisador da Universidade Católica de Pernambuco - UNICAMP, onde ensina curso de Teologia e no programa de Mestrado em Ciência da Religião. 
No novo testamento grego de Nestle-Aland: THE GREEK NEW TESTAMENT - Forth Revised Edition em seu dicionário traduzido para o Espanhol na página 3 traduz como (Hermano) = (Irmão) e (Hermana) = (Irmã).
EBERHARD NESTLE (Stuttgart, 1 de maio de 1851 — Stuttgart, 9 de março de 1913) foi um teólogo protestante e orientalista alemão. Nestle iniciou seus estudos na área de Orientalismo e escreveu, entre outras obras, uma gramática seríaca. Nos anos seguintes, o seu interesse se centrou na obtenção de um texto bíblico estabelecido pelo método da crítica textual. Após formar-se e ter atuado como professor adjunto no Seminário de Tübingen, assumiu o cargo de professor do Instituto de Ulm. Logo depois obteve uma cátedra na Universidade de Tubingen. Foi também professor e, desde 1912, Ephorus no Seminário de Maulbronn. Em 1898, foi publicada na Württembergischen Bibelanstalt de Stuttgart, a edição de Nestle da versão grega do Novo Testamento, editada por ele a partir de antigos manuscritos, sob o título de Novum Testamentum Graece cum apparatu critico ex editionibus et libris manu scriptis.
KURT ALAND (Steglitz, 28 de março de 1915 — Münster, 13 de abril de 1994) foi um teólogo alemão e professor de Novo Testamento e História da Igreja. Kurt Aland é considerado uma das mais destacadas autoridades do século passado no campo da crítica textual do Novo Testamento.
No livro de Variantes Textuais do Novo Testamento - Análise e Avaliação do Aparato Crítico de “O Novo Testamento Grego” de Roger L. Omanson na página 67 sobre Marcos 3.32 diz:
“3.32 οι αδελφοί του [Και οι αδελφές του] (teus irmãos [ e tuas irmãs]) {G}
A maioria dos manuscritos não traz a locução Και οι αδελφές του (e tuas irmãs). Tudo indica, porém, que essas palavras são originais.  Devem ter sido omitidas, de modo acidental, quando o copista passou do primeiro pronome σου ao segundo pronome σου. Outra possibilidade é que se trate de omissão internacional, visto que as irmãs não aparecem no v. 31 nem no v. 34. Além disso, se essas palavras não fossem originais, e sim um acréscimo feito por copista, seria mais lógico que fossem inseridas no v. 31, e não aqui, no v.32. No entanto, o texto mais breve tem um sólido apoio de manuscritos, o que faz com que a locução Και οι αδελφοί σου apareça, no texto, entre colchetes, para indicar que há dúvidas quanto ao texto original. REB,TEB, NVI, BN e NTLH adotam o texto mais breve, omitindo a locução “e tuas irmãs””.
No Novo Testamento Interlinear de Waldyr Carvalho Luz da Editora Hagnos nas páginas 118 e 119 traduz as palavras por irmãs e irmãos.
WALDYR CARVALHO LUZ por três décadas, foi professor de Grego e Hebraico no Seminário Presbiteriano do Sul; na área de Linguística no instituto de Estudos de Linguagem (IEL) da UNICAMP; e de Grego e Exegese do Novo Testamento no Instituto Bíblico Palavra da Vida. É tradutor de várias obras, entre elas, As institutas de Calvino (do latim), e autor da gramática grega Manual de Grego Neotestamentário e da biografia John Knox.
No Novo Testamento Interlinear de Grego e Português da Sociedade Bíblica do Brasil na página 139 também traduz as palavras por irmãs e irmãos.
VILSON SHOLZ especialista em Novo Testamento. Doutor em Teologia, professor de grego, hermenêutica e exegese do Novo Testamento. Atualmente é Consultor de Tradução em treinamento da Sociedade Bíblica do Brasil.
No Novo Testamento Trinlíngue da Editora Vida Nova na página 104, Grego, Português, Inglês traduz a palavra por irmãos/brothers, e irmã/sister.
No Léxico Grego-Português do Novo Testamento - baseado em domínios semânticos de Johannes Louw e Eugene Nida da Sociedade Bíblica do Brasil na página 108:
“... A interpretação de άδερφος como significando “primos”, em passagens como Mt 12.46; Mc 3.31; e Jo 2.12 (com base num termo hebraico correspondente, que é usado, em certos casos, para designar parentes em vários graus, do sexo masculino), não tem registro na língua grega nem é afirmada ou confirmada no léxico grego-inglês editado por Arndt, Gingrich e Danker. Tal interpretação se baseia acima de tudo em tradição eclesiástica”.
JOHANNES LOUW - (31 de dezembro de 1932 - 23 de dezembro de 2011) foi o editor do Léxico Grego-Inglês do Novo Testamento Baseado em Domínios Semânticos (UBS, 1988, com Eugene Nida); ele também desenvolveu uma abordagem à linguística   que ficou conhecida como Análise do Discurso Sul-Africana.
EUGENE NIDA - (Oklahoma City, 11 de novembro de 1914 - Madrid, 25 de agosto de 2011) foi um linguista, tradutor e ministro protestante americano. Desenvolveu a teoria de tradução da equivalência formal e dinâmica e é um dos fundadores da disciplina moderna dos Estudos da Tradução. Um dos mais influentes tradutores da Bíblia de todos os tempos.
No Dicionário Teológico do Novo Testamento organizado por Gerhard Kittel e Gerhard Friedrich, vol 1, da Editora Cultura Cristã na página 25:
“ adelphós [irmão], adelphe [irmã], adelphótes [fraternidade], philádelphos [fraterno], philadelphía [amor fraternal], pseudádelphos [falso irmão]
1. Irmandade con-sanguínea. Existem referências aos irmãos de sangue de Judá em Mt 1.2, a irmãos entre os discípulos em Mc 1.16,19, ao irmão de Marta e Maria em Jo 11.2ss., à irmã de Paulo em At 23.16, aos irmãos de Jesus em Mc 10. 29-30.
2. Irmãos espirituais. Adelphós, referindo-se a irmãos de culto, aparece umas trinta vezes em Atos e 130 vezes em Paulo. Esse uso tem como base o uso judaico e do AT (cf. At.3.22; Mt 5.22-23; At 2.29; 3.17, etc.). Jesus usa o termo em Mt 23.8; 25.40. Os cristãos são seus irmãos (Rm 8.29) e, como tais, devem amar uns aos outros (1 Jo 2-3). Adelphótes denota o fraternalismo (1 Pe 2.17) e significa disposição fraterna em Hermas (Mandatos 8,10). [H. von Soden, I, 144-46]
GERHARD KITEEL - (1888-1948) foi professor de novo testamento em Greifswald e em Tubingen, na Alemanha. Ele assumiu a direção editorial do Theologisches Wurterbuch zum Neuen Testamente em 1928.
GERHARD FRIEDRICH - Ensinou Novo Testamento na Universidade de Erlangem desde 1954.
No comentário originalmente publicado em Inglês do Novo Testamento de Marcos do autor William Hendriksen Editora Cultura Cristã na página 185 diz:
“Com relação à questão da identidade desses irmãos de Jesus, a evidência favorece a posição que Jesus e esses homens eram irmãos carnais, filhos de Maria. Os argumentos em favor dessa posição são:
a. Outras passagens nos informam que Jesus tinha irmãos e irmãs, evidentemente membros de uma mesma família (Mt 12.46, 47; Mc 6.3; Lc 8.19,20; Jo 2.12; 7.3,5,10; At 1.14).
b. Lucas 2.7 nos informa que Jesus era o “primogênito de Maria. Apesar de que, por si mesmo, esse argumento possa não ser suficiente para provar que Jesus tinha irmãos carnais, quando o consideramos juntamente com o argumento anterior, a evidência se torna mais conclusiva.
c. Também a luz de Mateus 1.25, a necessidade de apresentar provas contundentes está inteiramente nas mãos daqueles que negam que, depois do nascimento de Jesus, José e Maria passaram a ter o tipo de relacionamento que se espera de um casal, e que tiveram filhos e filhas, que, portanto, eram irmãos e irmãs de Jesus. Os nomes dos irmãos são dados em Marcos 6.3, cf. Mateus 13.55”.
WILLIAM HENDRIKSEN Th. D. (Princeton Theological Seminary), por dez anos foi professor de novo testamento no Calvin Seminary. Iniciou a sua série de comentários em 1953. Desde a sua morte, em 1982, seu trabalho foi continuado e completado pelo Dr. Simon Kistemaker, professor de Novo Testamento no Reformed Theological Seminary.
O Novo Testamento interpretado versículo por versículo da Editora Candeia do autor R.N. Champlin, Ph. D. na página 396 comentando sobre Mateus 12.47:
“...Marcos menciona por nome quatro irmãos de Jesus (Marc. 6.3), bem como um número indeterminado de irmãs. Muitos discutem a questão dos irmãos de Cristo, aqui mencionados. Alguns, pretendendo preservar a doutrina da perpétua virgindade de Maria, inventada pelos homens, apresentam as seguintes explicações: 1. Esses irmãos de Jesus eram seus primos, e não irmãos no sentido literal, como podem indicar as palavras grega e hebraica para irmãos. Alguns sugerem que eram filhos de Alfeu e de Maria, a irmã de Jesus. 2. Seriam filhos de José mediante um casamento anterior. 3. Seriam filhos de José mediante um casamento posterior; e José teria contraído essas núpcias a fim de criar os filhos de um irmão seu, já falecido. Todas essas ideias tiveram início bem cedo na história eclesiástica, e até hoje perduram.
Os argumentos enumerados abaixo favorecem a ideia que os irmãos e as irmãs de Jesus eram filhas de José e Maria, e seu sentido literal.
1.João 7:5 parece excluir seus irmãos do número dos doze, mesmo porque não eram realmente filhos de Alfeu, pai de Tiago, o apóstolo. Atos 1:14 também os menciona em separado dos doze. Portanto, esses homens (os irmãos) não poderiam, realmente, ser primos de Jesus e estar no número dos doze apóstolos. Os nomes Tiago, Judas e Simão eram nomes muito comuns, e é provável que alguns dos primos de Jesus tivessem os mesmos nomes de seus irmãos literais. As Escrituras também indicam que seus irmãos não tiveram fé nele senão após a sua ressurreição (João 7:5).
2.Das quinze vezes em que esses irmãos são mencionados (dez nos evangelhos, uma em Atos e algumas vezes nos escritos de Paulo) quase sempre são mencionados em companhia de Maria, mãe de Jesus, É estranho que os primos de Jesus andassem sempre em companhia de sua tia, que nesse caso seria Maria, mãe de Jesus, ao invés de andarem em companhia de sua própria família.
3.Em nenhuma porção das Escrituras é indicado que eles fossem primos de Jesus ou filhos somente de José, e não de Maria. Tais suposição são especulações humanas para estabelecer e firmar uma teologia humana.
4.A não ser por motivo de preconceito teológico, não há razão para não acolhermos essas palavras em seu sentido mais natural, isto é, eram filhos de José e Maria, em sentido literal. A elevação de Maria à estatura de deusa mãe (vs. 49, onde ele não reconhece qualquer relação especial, devido à ligação física) e contrária à ideia que diz que Jesus era o único de sua espécie entre homens, posição essa que ele jamais dividiu com sua mãe. Finalmente, devemos notar que a doutrina da perpétua virgindade de Maria não é apoiada nas escrituras. A preservação dessa doutrina forma a base nos argumentos que explicam erroneamente esses irmãos, como se não fossem irmãos literais de Jesus; e também não goza de base alguma nas Escrituras. Parece razoável que uma doutrina dessa natureza, caso tivesse tanta importância como alguns afirmam, pelo menos fosse apoiada por uma pequena afirmação bíblica neste sentido”.
No livro O comentário de Marcos originalmente publicado em Inglês de James R. Edwards da Editora Publicações Shedd na página 168-169:
“31,32 Marcos conclui a unidade... Retornando aos seguidores de Jesus em 3.31-35, os quais já não são mais apenas aqueles assentados “ao seu redor” (v.32), mas sua “mãe” e “irmãos”.... Ficamos sabendo por duas vezes que a mãe e irmãos de Jesus estão do lado de fora. Contudo aqui a ordem é reversa: a família de Jesus está fora e mandam “chamá-lo” (gr. Kalein, v.31)... Mas aqui sua família tenta declarar seu direito sobre ele. Eles também o “procuram”. O termo grego zetein ocorre dez vezes em Marcos, e, em cada uma dessas ocorrências, descreve uma tentativa de delimitar Jesus e adquirir controle sobre ele. Sua família, como seguidores dos versículos 20,21, assume que tem direitos que Jesus é obrigado a honrar”.
“33,35 Jesus, no entanto, não compartilha desse pressuposto. “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos? ”, pergunta ele. Essa resposta solene não é exatamente um insulto a sua família, mas também não é uma afirmação inequívoca. Os ouvintes de Jesus têm de ponderar sobre as implicações para si mesmos: aqueles que pressupõe que estão próximos de Jesus devem pensar de novo; aqueles que assumem que estão distantes dele devem ter esperança. A questão inquieta os que sentem confortáveis e encoraja os desanimados. Mais uma vez, em uma investigação autoritativa (gr. Periblepomai 3.5), Jesus “olhou para os que estavam assentados ao seu redor” e declara: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos” Jesus, ao fazer isso redefine a família. Ele, sem qualquer maldade, alerta sua família natural que o relacionamento de sangue não pode reivindicar qualquer privilégio”.
JAMES R. EDWARDS - É professor de Teologia na Universidade Whitworth, Spokane, de Washington. 
No livro da série Comentário Expositivo de Marcos de Grant R. Osborne publicado pela Editora Vida Nova na página 62 diz:
“3.31 a mãe e os irmãos de Jesus chegaram. Em Marcos 6.3 e Mateus 13.55 encontramos uma lista dos irmãos de Jesus (as duas passagens também mencionam “suas irmãs” [Mt 13.56]) Para corroborar a virgindade perpétua de Maria, nos círculos católicos foi desenvolvida a ideia de que o termo adelphoi se refere aos primos de Jesus (segundo Jerônimo e Agostinho) ou aos filhos de José de um casamento anterior (de acordo com as teses elaboradas por Orígenes e Eusébio). No entanto o significado natural, que harmoniza melhor com as ocorrências no Novo Testamento, é “irmãos de sangue”.
GRANT R. OSBORNE - (1942 - 2018) PhD, University of Aberdeen) foi professor do Novo Testamento na Trinity Evangelical Divinity School, em Deerfield, Illinois, nos Estados Unidos. Também é autor de vários livros, entre eles (da Série Comentário Exegético), publicados por Vida Nova.
No livro Vincent - Estudo no vocabulário grego do Novo Testamento, vol 1, da Editora CPAD sobre Marcos 3.21 diz:
“Literalmente, aqueles que estavam do seu lado, isto é, pela origem ou por nascimento. A sua mãe e os seus irmãos. Compare como os versículos 31-32. Na BP consta seus familiares. Na EP, os parentes; na TEB, sua parentela. Não os discípulos, pois estes já se encontravam na casa com ele”.
MARVIN R. VINCENT (1834-1922), doutor em teologia pela Union Theological Seminary (Nova York), teve carreira eclesiástica e magisterial. Liderou igrejas no Broklyn e em Troy. Foi professor de Latim na Troy University (Nova York), e deteve a cadeira Balldwin de literatura sagrada e exegese do Novo Testamento no Union Theological Seminary (Nova York). Além de seu Estudo no Vocabulário Grego do Novo Testamento, ele escreveu, nessa mesma área: Student´s New Testament Handbook (1893), That Monster, the Higher Crict (1894), A Critical and Exegetical commentary on the Epistles to the Philippians and to philemon (1897), History of the Textual Criticismo f the New Testament (1899).
No livro de Comentário Bíblico de Mateus & Marcos - À luz do Novo Testamento grego de A. T. Robertson de Editora CPAD, na página 143 falando sobre o texto de Mateus 12.46 diz:
“Os irmãos de Jesus, filhos mais jovens de José e Maria. Os discípulos de Jesus não creram na acusação dos fariseus de que Jesus estava em conluio com Satanás. Mas alguns dos amigos pensaram que ele estava fora de si, transtornado (Mc 3.21), por causa da agitação e tensão. Era natural que Maria quisesse leva-lo para casa para que ele descansasse e restaurasse as forças. A cena apresenta a mãe e irmãos parados no lado de fora da casa (ou da multidão). Eles enviam um mensageiro a Jesus”.
A. T. ROBERTSON (1863-1934) foi em seus dias o principal estudioso do grego do Novo Testamento. Escreveu quarenta e cinco livros, inclusive A Harmony of the Gospels e An Introduction to Textual Criticism. Robertson é estimado em alta conta pela combinação única de excelência acadêmica e devoção cristã profunda.
No livro de Comentário Alemão da Editora Evangélica Esperança do evangelho de Marcos de Adolf Pohl na página 146 diz:
“...Para um califado, um reinado no oriente baseado em laços de sangue, não havia lugar entre os primeiros cristãos. Este tipo de prestígio é exatamente o que é condenado aqui. Pela segunda vez (veja v.22) forma-se um paralelo entre os parentes físicos de Jesus e seus inimigos, que o empurraram para a morte, pois dos dois grupos diz-se que estavam “fora” enquanto Jesus estava na casa (cf. 3.6)”.
ADOLF POHL - Nasceu em 1927 na cidade de Hamburgo, na Alemanha. Formou-se na Faculdade Teológica de Hamburgo e no Seminário Batista da Mesma cidade. Após a sua formação, trabalhou como pastor na antiga Alemanha Oriental, onde, após dois anos, foi convidado para lecionar no Seminário Batista de Buckow as disciplinas: Novo Testamento e Dogmática.
No livro de Comentário Bíblico Moody da Editora Imprensa Batista Regular - IBR dos autores Charles F. Pfeiffer e Everett F. Harrison diz o seguinte na página 90 acerca de Marcos 6.3 que diz:
“Jesus foi chamado de irmão de Tiago e outros, uma designação que deve ser tomada literalmente. Não há motivo bíblico nenhum para deixarmos de aceitar que esses quatro homens e suas irmãs fossem filhos de José e Maria, nascidos algum tempo depois de Jesus. Tiago tornou-se o líder da igreja de Jerusalém (Atos 15:13 e segs.) e autor da epístola que leva o seu nome. Judas é o autor da epistola geral do mesmo nome...”.
EVERETT F. HARRISON (Bacharelado, Universidade de Washington; Mestrado, Princeton Universidade; Th.B., Princeton Seminário; Th.D., Seminário Teológico de Dallas; Ph.D., Universidade da Pensilvânia), serviu como missionário na China. E como ministro presbiteriano na Pensilvânia, embora a maior parte de seu trabalho estivesse na sala de aula. Ele ensinou no Seminário Teológico de Dallas e no Seminário Teológico Fuller. Ele é autor de inúmeros livros e comentários, incluindo colossenses (Comentário Bíblico de Everyman), Interpretação de Atos: A Igreja em Expansão e Romanos (Comentário Bíblico do Expositor).