Vamos conhecer o Caminho do Senhor?

Saiba que "O caminho do SENHOR é fortaleza para os íntegros, mas ruína aos que praticam a iniqüidade." (Pv 10:29). Saiba também que aqui no 'JAMAIS DESISTA do Caminho do Senhor' você encontrará, todos os dias uma mensagem baseada na Bíblia que representa o pensamento do autor na sua contínua busca das coisas pertencentes ao reino de Deus e a sua justiça.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Ezequiel 18:1-32 - A RESPONSABILIDADE É INDIVIDUAL.

Para nos situarmos na leitura e não perdemos nosso foco, estamos estudando o livro de Ezequiel composto de 48 capítulos. Veja em nosso mapa de leitura, a seguir, que ainda estamos no primeiro capítulo “I”, agora na segunda parte “B”, na terceira seção “3”, alínea “g”, estamos no capítulo 18:
I. JULGAMENTO SOBRE JUDÁ E JERUSALÉM (1.1-24.27).
B. A segunda série de visões, a vocação, os atos simbólicos e os discursos relacionados de Ezequiel (8.1-24.27).
3. Discursos relacionados (12.21-24.27) - continuação.
g. Responsabilidade individual (18.1-32).
Os trinta e dois versículos deste capítulo são para dizer a quem se interessar que a responsabilidade é individual e não que o pai transmite ao filho ou este ao pai.
Foi a palavra do Senhor que novamente veio a Ezequiel para questionar o uso do ditado das uvas verdes. Havia esse ditado na época que era usado para descrever esse mau entendimento: os pais comeram uvas verdes, mas os dentes dos filhos é que se embotaram.
Deus jura por ele mesmo que não mais permitirá que se usem desse provérbio em Israel por não ser o reflexo da verdade, nem de longe.
Em seguida ele fala dele mesmo como soberano Senhor que não deve satisfação de seus atos a ninguém. Nessa condição, todas as almas são dele, tanto as do pai, como as do filho e a sua máxima é a alma que pecar, essa morrerá.
A condição espiritual dos israelitas, tanto dos que permaneceram na Terra Prometida, como daqueles que foram levados cativos, era tão caótica que Ezequiel teve de focalizar no chamamento de indivíduos à responsabilidade.
O exílio não foi resultado dos pecados de uma única geração. Ao contrário, a desobediência que havia sido endêmica "desde o dia em que seus pais saíram do Egito até ao dia de hoje" (2Rs 21.15) trouxe julgamento tanto sobre Israel como sobre Judá.
Deus julgou a sua culpa cumulativa nos acontecimentos que levaram à destruição de Jerusalém. A resposta dos exilados foi questionar a justiça de Deus. O provérbio popular (v. 2; cf. Jr 31.29) na realidade dizia: "A culpa não é nossa — estamos sendo punidos por algo que não fizemos. Nossos antepassados pecaram e estamos pagando o preço".
Ezequiel retrucou enfatizando que Deus havia respondido de acordo com os atos de cada pessoa e geração. Os exilados não podiam se eximir da culpa; estavam sofrendo pelos seus próprios pecados assim como pelos de seus ancestrais.
Dos versos de 5 ao 9, ele, depois de dizer que a alma que pecar, essa é a que vai morrer, ele fala do justo e de suas práticas de justiça e conclui que andando nos seus estatutos e guardando as suas ordenanças para que seu proceder seja verdadeiro e justo, este tal homem certamente viverá.
No entanto, o que dizer se ele gerar um filho que não é como o seu pai e que ao contrário pratique coisas abomináveis diante de Deus? A sua resposta está nos versos de 10 ao 13. A consequência será para este que não observou suas ordenanças, nem andou em seus estatutos, a morte por causa de sua iniquidade e não por causa da iniquidade de seu pai.
Ter um pai justo não significava que o filho injusto escaparia da punição pelos seus pecados. Por outro lado, ter um pai injusto não traria julgamento sobre um filho justo (vs. 10; veja também Dt 24.16; 2Rs 4.16; 2Cr 25.4).
Dos versos 14 ao 17, seria o caso de um pai gerar um filho que vendo os pecados de seu pai, não fez semelhantemente, mas antes se guardou, esse certamente viverá, ao contrário de seu pai que, sendo injusto, morrerá.
Dos versos 18 ao 23, ele fala do pai ímpio, do filho justo e do pai ímpio que se converter. Sempre enfatizando que alma que pecar é essa que morrerá. O verso 20 resume a ideia que se quer transmitir: A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho, A justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele.
Teria Deus prazer na morte do ímpio, do pecador? A pergunta retórica traz a sua resposta que não! Deus não tem prazer nessas mortes, antes que se convertam e vivam – vs. 23.
Ao longo de suas explicações ele vai citando alguns desses pecados e práticas abomináveis que são cometidas ou pelo pai ou pelo filho, mas certamente por aqueles que não respeitam, nem andam com Deus.
Vejamos alguns deles, para aproveitarmos justamente as ricas referencias bíblicas elencadas pela BEG:
·         Comer nos altos – vs. 6 - uma referência às refeições sacrificiais nos altos (6.13; 20.28; 22.9; 34.6; Ex 32.5-6).
·         Manter relações sexuais com a mulher na época de sua menstruação – vs. 6 - a lei proibia relações sexuais durante esse período (22.10; 36.17; Lv 12.2; 15.16-33; 18.19).
·         Não tornando ao devedor a coisa penhorada – vs. 7 - veja os vs. 12.16; Êx 22.26; Dt 24.10-13,17; Pv 20.16; 27.13; Am 2.8. Numa ostraca (um pedaço de cerâmica quebrada com inscrições sobre ela) do final do século 7 d.C., um trabalhador do campo reclamava à autoridade da vila que o seu empregador havia tomado a sua vestimenta e não a havia devolvido.
·         A prática da usura – vs. 8 - vs. 13.17; Êx 22.25; Lv 25.35-37; Dt 23.19-20.
Ele continua com seu arrazoado, agora falando do justo que se desvia – vs. 24 ao 26 - e o resultado é que se desviando o justo, nem de suas justiças Deus se lembraria, mas na sua injustiça seria punido.
Deus não se permitiria ser meramente uma escotilha de emergência a ser usada em tempos de calamidade e infortúnio. Ele não pode ser visto como Salvador sem ser também recebido como Senhor.
No entanto, convertendo-se o ímpio de sua impiedade – vs. 27 ao 29 – e praticando doravante a justiça, conservará este a sua alma em vida.
Dos versos de 30 a 32, Ezequiel apresenta um resumo de como deve ser esse relacionamento com Deus baseado na prática da justiça e no arrependimento para a vida.
No nosso relacionamento com Deus, o pecado não pode nunca ser encarado de modo leviano. Entretanto, nas solenes advertências sobre a gravidade do pecado e do risco que ele representa, permanece a certeza de que Deus não deseja nem se alegra com a morte de ninguém.
O arrependimento é o caminho para a vida (2Cr 6.37; Is 30.15; 59.20; Jr 18.8; Mt 3.2,8; 4.17; Mc 1.4,15; 6.12; Lc 5.32; 13.3,5; 15.7,10; 24.47; At 3.19; 8.22; 17.30; 2Co 7.10).
O chamado repetido de Deus para que o seu povo se arrependesse dos seus pecados indica que, a despeito do seu decreto eterno, alguns não responderão.
Deus normalmente deseja arrependimento quando determina o contrário, isso é digno de nota (p. ex., Is 6.10).
Neste ponto, a BEG propõe a leitura de seu artigo teológico "A vontade de Deus", em Ez 18.
A vontade de Deus: Como posso conhecer a vontade de Deus?
As Escrituras se referem à vontade de Deus de várias maneiras. Uma vez que até mesmo a vontade humana apresenta várias facetas, não devemos nos surpreender ao descobrir que a vontade de Deus é bastante complexa. Tradicionalmente, a teologia reformada enfatiza dois sentidos segundo os quais devemos entender a vontade de Deus. Alguns teólogos reformados falam, ainda, de um terceiro sentido.
Em primeiro lugar, as Escrituras nos falam da vontade decretiva de Deus. Trata-se do seu decreto eterno de tudo o que deve ocorrer na História, "seu eterno propósito, segundo o conselho da sua vontade, pelo qual, para a sua própria glória, ele predestinou tudo o que acontece" (BC 7). Nesse sentido, a vontade de Deus é imutável e não pode, de maneira nenhuma, ser frustrada. Aquilo que Deus decretou acontecerá exatamente do modo como ele ordenou.
A vontade decretiva de Deus não pode ser conhecida de antemão, exceto por vislumbres revelados nas profecias relativamente raras que Deus confirma por promessa ou juramento. Mesmo nessas profecias pouco frequentes, apenas os parâmetros mais gerais podem ser discernidos. O restante do plano eterno de Deus por meio do qual ele ordena o universo permanece oculto dos seres humanos até que se desdobre na História. Por esse motivo, somos chamados a confiar na bondade de Deus, segundo a qual ele fará todas as coisas cooperarem para o nosso bem (Rm 8.28).
Em segundo lugar, podemos falar da vontade normativa ou preceptiva de Deus, ou seja, a sua vontade que se expressa em preceitos ou mandamentos. A vontade normativa consiste, portanto, nos requisitos morais de Deus que ele torna conhecidos em sua revelação geral e especial e é tema de várias passagens das Escrituras (1Cr 13.2, Ed 7.18; Rm 12.2; Ef 5.17; Cl 1.9; 1Ts 4.3-6; 5.16-18). Esse sentido da vontade de Deus é conhecido em parte por meio da revelação natural ou geral. Pode ser conhecido mais plenamente pelo estudo das Escrituras, onde se encontra registrado. Na verdade, um dos propósitos centrais da revelação é nos ensinar a vontade normativa de Deus.
Por fim, várias tradições cristãs falam da vontade desiderativa de Deus como o seu desejo em relação a coisas que jamais acontecerão e o seu pesar em relação a coisas que já aconteceram. Por vezes, esse conceito é combinado com a ideia de que Deus não pode fazer o que bem lhe aprouver, o que é contrário às Escrituras (SI 115 3). Não obstante, por vezes Deus expressa verdadeiramente esse tipo de desejo e pesar (p. ex., Gn 6.6-7; 2Sm 24.16; Ez 18.23,32, 33.11).
Essas expressões não são contrárias à sua vontade decretiva -- Deus não é obrigado a fazer certas coisas acontecerem contra a sua vontade. Antes, a vontade desiderativa de Deus é intimamente relacionada à sua vontade normativa no sentido de que revela o seu desejo sincero de que seus preceitos sejam obedecidos. As expressões de desejo e pesar de Deus também mostram a sua misericórdia e o seu plano gracioso para com suas criaturas, mesmo quando estas se rebelam contra ele. Por exemplo, Deus disse a Moisés para se afastar, pois ele ---Deus — estava preste a destruir Israel (Ex 32.9-10). No entanto, depois de ouvir a oração de Moisés, Deus teve compaixão e "se arrependeu... do mal que dissera havia de fazer ao povo" (Êx 32.14). Deus também disse a Ezequiel que não tinha prazer na morte dos perversos (Ez 33.11); antes, o seu desejo era que se arrependessem. Seu desejo é expresso com frequência em ocasiões nas quais o evangelho é oferecido (1 Tm 2 4). Deus expressou preocupação até mesmo pela cidade pagã perversa de Nínive (Jn 4.11). Jesus disse a urna Jerusalém personificada que reuniria os filhos dela sob suas asas se ela tivesse sido receptiva (Mt 23.37). Alguns intérpretes também consideram passagens como 1Tm 2.4 e 2Pe 3.17 expressões da vontade desiderativa de Deus.
É possível ter um amplo conhecimento da vontade desiderativa de Deus; ela é revelada em suas emoções, ações, instruções e providência . Podemos descobrir o que Deus deseja de nós e para nós ao estudar o seu caráter e os seus preceitos. Quando discernirmos a vontade de Deus dessas maneiras, deveríamos ser levados a servi-lo com gratidão e sinceridade.
Ez 18:1 De novo veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
Ez 18:2 Que quereis vós dizer, citando na terra de Israel
este provérbio:
Os pais comeram uvas verdes,
e os dentes dos filhos se embotaram?
Ez 18:3 Vivo eu, diz e Senhor Deus,
não se vos permite mais usar deste provérbio em Israel.
Ez 18:4 Eis que todas as almas são minhas;
como o é a alma do pai,
assim também a alma do filho é minha:
a alma que pecar, essa morrerá.
Ez 18:5 Sendo pois o homem justo,
e procedendo com retidão e justiça,
Ez 18:6 não comendo sobre os montes,
nem levantando os seus olhes para os ídolos
da casa de Israel,
nem contaminando a mulher do seu próximo,
nem se chegando à mulher na sua separação;
Ez 18:7 não oprimindo a ninguém,
tornando, porém, ao devedor e seu penhor,
e não roubando,
repartindo e seu pão com o faminto,
e cobrindo ao nu com vestido;
Ez 18:8 não emprestando com usura,
e não recebendo mais de que emprestou,
desviando a sua mão da injustiça,
e fazendo verdadeira justiça entre homem e homem;
Ez 18:9 andando nos meus estatutos,
e guardando as minhas ordenanças,
para proceder segundo a verdade;
esse é justo,
certamente viverá, diz o Senhor Deus,
Ez 18:10 E se ele gerar um filho
que se torne salteador,
que derrame sangue,
que faça a seu irmão qualquer dessas coisas;
Ez 18:11 e que não cumpra com nenhum desses deveres,
porém coma sobre os montes,
e contamine a mulher de seu próximo,
Ez 18:12 oprima ao pobre e necessitado,
pratique roubos,
não devolva o penhor,
levante os seus olhos para os ídolos,
cometa abominação,
Ez 18:13 empreste com usura,
e receba mais do que emprestou;
porventura viverá ele?
Não viverá!
Todas estas abominações, ele as praticou;
certamente morrerá;
o seu sangue será sobre ele.
Ez 18:14 Eis que também, se este por sua vez gerar um filho
que veja todos os pecados que seu pai fez,
tema, e não cometa coisas semelhantes,
Ez 18:15 não coma sobre os montes,
nem levante os olhos para os ídolos da casa de Israel,
e não contamine a mulher de seu próximo,
Ez 18:16 nem oprima a ninguém,
e não empreste sob penhores,
nem roube, porém reparta o seu pão com o faminto,
e cubra ao nu com vestido;
Ez 18:17 que aparte da iniqüidade a sua mão,
que não receba usura nem mais do que emprestou,
que observe as minhas ordenanças
e ande nos meus estatutos;
esse não morrerá por causa da iniqüidade
de seu pai; certamente viverá.
Ez 18:18 Quanto ao seu pai,
porque praticou extorsão,
e roubou os bens do irmão,
e fez o que não era bom no meio de seu povo,
eis que ele morrerá na sua iniqüidade.
Ez 18:19 contudo dizeis:
Por que não levará o filho a iniqüidade do pai?
Ora, se o filho proceder com retidão e justiça,
e guardar todos os meus estatutos,
e os cumprir,
certamente viverá.
Ez 18:20 A alma que pecar, essa morrerá;
o filho não levará a iniquidade do pai,
nem o pai levará a iniquidade do filho,
A justiça do justo ficará sobre ele,
e a impiedade do ímpio cairá sobre ele.
Ez 18:21 Mas se o ímpio se converter
de todos os seus pecados que cometeu,
e guardar todos os meus estatutos,
e preceder com retidão e justiça,
certamente viverá; não morrerá.
Ez 18:22 De todas as suas transgressões que cometeu
não haverá lembrança contra ele;
pela sua justiça que praticou viverá.
Ez 18:23 Tenho eu algum prazer na morte do ímpio?
diz o Senhor Deus.
Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva?
Ez 18:24 Mas, desviando-se o justo da sua justiça,
e cometendo a iniqüidade,
fazendo conforme todas as abominações que faz o ímpio,
porventura viverá?
De todas as suas justiças que tiver feito não se fará memória;
pois pela traição que praticou,
e pelo pecado que cometeu ele morrerá.
Ez 18:25 Dizeis, porém:
O caminho do Senhor não é justo.
Ouvi, pois, ó casa de Israel:
Acaso não é justo o meu caminho?
não são os vossos caminhos que são injustos?
Ez 18:26 Desviando-se o justo da sua justiça,
e cometendo iniqüidade, morrerá por ela;
na sua iniqüidade que cometeu morrerá.
Ez 18:27 Mas, convertendo-se o ímpio da sua impiedade que cometeu,
e procedendo com retidão e justiça,
conservará este a sua alma em vida.
Ez 18:28 pois que reconsidera,
e se desvia de todas as suas transgressões
que cometeu, certamente viverá,
não morrerá.
Ez 18:29 Contudo, diz a casa de Israel:
O caminho do Senhor não é justo.
Acaso não são justos os meus caminhos, ó casa de Israel,
Não são antes os vossos caminhos que são injustos?
Ez 18:30 Portanto, eu vos julgarei,
a cada um conforme os seus caminhos, ó casa de Israel,
diz o Senhor Deus.
Vinde, e convertei-vos de todas as vossas transgressões,
para que a iniqüidade não vos leve à perdição.
Ez 18:31 Lançai de vós todas as vossas transgressões
que cometestes contra mim;
e criai em vós um coração novo
e um espírito novo; pois,
por que morrereis,
ó casa de Israel,
Ez 18:32 Porque não tenho prazer na morte de ninguém,
diz o Senhor Deus;
convertei-vos, pois, e vivei,
No verso 31, quando Deus diz para criar em cada um, um coração novo e um espírito novo, devemos entender isso como uma dádiva de Deus (36.26) e não como produto do esforço humano (cf. Ef 2.8-9). Ezequiel exortou os seus ouvintes ao arrependimento para que Deus pudesse lhes conferir, essa bênção (v. 32).
Reparem que aqui ele pede para criar e em 36.26, ele mesmo diz que criará ou dará. Compare: “Criai em vós um coração novo e um espírito novo.” com “E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo;”.
Na verdade, como já falado, é tudo graça de Deus. Sem ela, jamais poderíamos obedecer ao seu comando de criação, ainda mais de um novo coração e de um novo espírito.
É o mesmo caso quando Deus pediu para Ezequiel pôr-se de pé que ele falaria com ele; no entanto, foi necessário o Espírito entrar nele e o colocar de pé para que ele pudesse obedecer e ficar de pé e somente assim pode ouvir Deus falar. Ez 2:1,2.
p.s.: link da imagem original:
Contagem regressiva: Faltam 109 dias para 04/08/2015, quando eu irei concluir a Segmentação de toda a Bíblia.

A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdetehttp://www.jamaisdesista.com.br
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quinta-feira, 16 de abril de 2015

Ezequiel 17:1-24 - A PARÁBOLA DAS DUAS ÁGUIAS.

Para nos situarmos na leitura e não perdemos nosso foco, estamos estudando o livro de Ezequiel composto de 48 capítulos. Veja em nosso mapa de leitura, a seguir, que ainda estamos no primeiro capítulo “I”, agora na segunda parte “B”, na terceira seção “3”, alínea “f”, estamos no capítulo 17:
I. JULGAMENTO SOBRE JUDÁ E JERUSALÉM (1.1-24.27).
B. A segunda série de visões, a vocação, os atos simbólicos e os discursos relacionados de Ezequiel (8.1-24.27).
3. Discursos relacionados (12.21-24.27) - continuação.
f. A parábola das duas águias (17.1-24).
Nos próximos 24 versículos, veremos a parábola das duas águias. Esse oráculo não é datado, mas provavelmente foi pronunciado entre as datas apresentadas em 8.1 (no sexto ano, no sexto mês, aos cinco dias do mês...); 20.1 (no quinto mês do sétimo ano, aos dez dias do mês,...), que falam sobre o sexto e o sétimo anos do exílio de Joaquim (592-590 a.C.). Nabucodonosor estabeleceu o cerco a Jerusalém em 588 a.C. e depôs Zedequias do trono em 586 (v. 20).
Ezequiel diz, ao iniciar este capítulo, que ainda veio a ele, filho do homem, a palavra do Senhor que lhe dizia, para propor à casa de Israel um enigma.
Na alegoria de Ezequiel, a águia representava o poderio da Babilônia sob o comando de Nabucodonosor.  A ponta de um cedro, o reino de Judá e a dinastia de Davi que por essa ocasião já havia durado por mais de trezentos anos.
A águia bonita, de grandes asas, de plumagem colorida, foi ao Líbano e arrancou a ponta mais alta de seus ramos. Uma referência ao exílio e ao cativeiro de Joaquim na Babilônia. Os exilados continuavam a considerar Joaquim como o legítimo rei de Judá.
Também ela tomou da semente da terra e a lançou num solo frutífero, junto a muitas águas e a plantou como o salgueiro. O resultado disso foi que se tornou em uma videira mui larga, mas de pouca altura, ou seja, era Jerusalém sob a liderança de Zedequias, que havia sido empossado por Nabucodonosor após ter deportado Joaquim (2Rs 24.15-17). Essa videira prosperou, embora numa escala mais humilde.
A outra grande águia da alegoria de Ezequiel se trata do Egito – vs. 7 - o Egito, sob o governo de Psamético II (595 — 589 a.C.) ou Hofra (589-570 a.C.). Zedequias trocou a sua aliança (vs. 15-17 – veja mais à frente), o que resultou na destruição de Jerusalém.
Dos versos 8 ao 10, o Senhor explica os detalhes da alegoria e lhes dá a interpretação correta. Ela tinha sido plantada corretamente e junto a muitas águas e se esperava o seu crescimento e amadurecimento com a consequente produção de frutos.
No entanto, nada disso aconteceu, pelo contrário passou a imitar e a praticar coisas abomináveis até que veio a Águia e a levou para plantá-la na Babilônia. O que ficou dela para trás para nada prestaria, não poderia subsistir – vs. 14.
Também contra os babilônios se revoltou e buscou ajuda com os egípcios. Embora os historiadores do Antigo Testamento não mencionem o apelo por auxílio feito por Zedequias ao Egito, Jeremias o faz (Jr 37.5-11; 44.30).
Uma das cartas de Laquis escrita sobre pedaços de cerâmica nos últimos dias do reino de Judá, também informa que um comandante do exército havia ido ao Egito, talvez para solicitar auxílio. Veja 16.26-29; 29.6-7; 30.20-26.
Dos versos 16 ao 21, o Senhor fala e jura por ele mesmo que o rei que desprezou o juramento e quebrou o pacto, no meio da Babilônia ele iria morrer. (Veja também 2Rs 25.4-7).
“A rebelião de Zedequias contra o rei da Babilônia provocou o ataque dos babilônios. O resultado foi a destruição de Jerusalém – inclusive do templo – e a deportação de Zedequias e da maioria do povo de Judá.
O ano era de 586 a.C. e apesar de ser um vassalo nomeado por Nabucodonosor, Zedequias se juntou ao Egito e outras nações numa conspiração contra os babilônios – Jr 27:3-8; Ez 17:11-21.
Conforme a BEG, a decisão infeliz do rei de Judá de se rebelar contra a Babilônia pode ter recebido o incentivo de Faraó Ofra – Apries – que subiu ao poder em 589 a.C.
Foram quase dois anos exatos do cerco dos babilônios contra Jerusalém, aproximadamente uns 539 dias contados de 10 do 10 do ano 9 até 9 de 4 do ano 11. A fome apertou e não havia pão para comerem. Foi nesse momento que a cidade foi arrombada e alguns deles fugiram, inclusive o rei.
No entanto, foram alcançados, presos e fizeram subir o rei de Judá ao rei da Babilônia, a Ribla e ali foi pronunciada a sentença contra Zedequias. Seus filhos foram mortos à espada às suas vistas e Zedequias teve os seus olhos vazados e seus pés presos em cadeias e assim levados cativos para a Babilônia.
Se Zedequias tivesse ouvido os profetas Jeremias e Ezequiel – Jr 38:14-28; Ez 12:13 -, nada disso teria acontecido a ele. Jeremias tinha tentado convencer o rei a se render, pois o julgamento do Senhor era inevitável.
Quem sabe uma rendição pacífica teria poupado tanto a Jerusalém quanto ao templo? A sua rebeldia trouxe consequências terríveis tanto a ele quanto a sua família e ao povo sofrido de Judá. Ao final morre na Babilônia – Jr 52:11.”[1]
Somente nesse momento de grande dor e pesar, de remorsos e de arrependimentos, quando o juízo tivesse ocorrido e as consequências estavam sendo distribuídas em doses amargas é que saberiam que foi o Senhor quem disse isso tudo. Souberam antecipadamente, mas não creram, desprezaram, e agora, tarde demais, estavam sendo desprezados – vs. 21.
A misericórdia e a graça do Senhor permitiriam que de um topo do cedro, apanhasse um simples broto para plantá-lo. Ele seria cortado do mais tenro e plantado sobre um monte alto e sublime.
A Bíblia com frequência usa um renovo, um galho ou uma árvore como símbolos da realeza (Dn 4.9-12,19-22). Ezequiel anunciou que Deus restauraria um descendente de Joaquim ("a ponta de um cedro"; vs. 3,22) ao reinado de Judá. Essa predição foi e seria cumprida por Jesus o Messias, o Renovo do Senhor (Is 4.2; 11.1; 53.2; 60.21; Jr 23.5; 33.15; Zc 6.12).
Jr 17:1 Ainda veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
Jr 17:2 Filho do homem, propõe um enigma,
e profere uma alegoria à casa de Israel;
Jr 17:3 e dize:
Assim diz o Senhor Deus:
uma grande águia, de grandes asas e de plumagem comprida,
cheia de penas de várias cores, veio ao Líbano
e tomou o mais alto ramo dum cedro;
Jr 17:4 arrancou a ponta mais alta dos seus raminhos,
e a levou a uma terra de comércio;
e a pôs numa cidade de comerciantes.
Jr 17:5 Também tomou da semente da terra,
e a lançou num solo frutífero;
pô-la junto a muitas águas;
e plantou-a como salgueiro.
Jr 17:6 E brotou, e tornou-se numa videira larga, de pouca altura,
virando-se para ela os seus ramos,
e as suas raízes estavam debaixo dela.
Tornou-se numa videira, e produzia sarmentos,
e lançava renovos.
Jr 17:7 Houve ainda outra grande águia, de grandes asas,
e cheia de penas;
e eis que também esta videira lançou para ela
as suas raízes,
e estendeu para ela os seus ramos desde as auréolas
em que estava plantada,
para que ela a regasse.
Jr 17:8 Numa boa terra, junto a muitas águas,
estava ela plantada, para produzir ramos,
e para dar fruto, a fim de que fosse videira excelente.
Jr 17:9 Dize:
Assim diz o Senhor Deus:
Acaso prosperará ela?
Não lhe arrancará a águia as raízes,
e não lhe cortará o fruto, para que se seque?
para que se sequem todas as folhas de seus renovos?
Não será necessário nem braço forte, nem muita gente,
para arrancá-la pelas raízes.
Jr 17:10 Mas, estando plantada, prosperará?
Não se secará de todo, quando a tocar o vento oriental?
Nas auréolas onde cresceu se secará.
Jr 17:11 Então veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
Jr 17:12 Dize, pois, à casa rebelde:
Não sabeis o que significam estas coisas?
Dize-lhes:
Eis que veio o rei de Babilônia a Jerusalém,
e tomou o seu rei e os seus príncipes,
e os levou consigo para Babilônia;
Jr 17:13 e tomou um da estirpe real, e fez pacto com ele,
e o juramentou. E aos poderosos da terra removeu,
Jr 17:14 para que o reino ficasse humilhado,
e não se levantasse, embora, guardando o seu pacto,
pudesse subsistir.
Jr 17:15 Mas ele se rebelou contra o rei de Babilônia,
enviando os seus embaixadores ao Egito,
para que se lhe mandassem cavalos
e muita gente.
Prosperará ou escapará aquele que faz tais coisas?
Quebrará o pacto e escapará?
Jr 17:16 Como eu vivo, diz o Senhor Deus,
no lugar em que habita o rei que o fez reinar,
cujo juramento desprezou, e cujo pacto quebrou,
sim, com ele no meio de Babilônia
certamente morrerá.
Jr 17:17 Não lhe prestará Faraó ajuda em guerra,
nem com seu grande exército, nem com sua companhia
numerosa, quando se levantarem tranqueiras
e se edificarem baluartes, para destruir muitas vidas.
Jr 17:18 Porquanto desprezou o juramento e quebrou o pacto,
porquanto deu a sua mão, e ainda fez todas estas coisas,
ele não escapará.
Jr 17:19 Portanto, assim diz o Senhor Deus:
Vivo eu, que o meu juramento que desprezou,
e o meu pacto que violou,
isso farei recair sobre a sua cabeça.
Jr 17:20 E estenderei sobre ele a minha rede,
e ficará preso no meu laço; e o levarei a Babilônia,
e ali entrarei em juízo com ele por causa da traição
que cometeu contra mim.
Jr 17:21 E a fina flor de todas as suas tropas cairá à espada,
e os que restarem serão espalhados a todos os ventos;
e sabereis que eu, o Senhor, o disse.
Jr 17:22 Assim diz o Senhor Deus:
Também eu tomarei um broto do topo do cedro,
e o plantarei;
do principal dos seus renovos cortarei o mais tenro,
e o plantarei sobre um monte alto e sublime.
Jr 17:23 No monte alto de Israel o plantarei;
e produzirá ramos, e dará fruto,
e se fará um cedro excelente.
Habitarão debaixo dele aves de toda a sorte;
à sombra dos seus ramos habitarão.
Jr 17:24 Assim saberão todas as árvores do campo que eu,
o Senhor,
abati a árvore alta,
elevei a árvore baixa,
sequei a árvore verde,
e fiz reverdecer a árvore seca;
eu, e Senhor, o disse, e o farei.
Naquele lugar especial, no monte alto de Israel, seria plantado e vingaria e produziria ramos, dando frutos e se tornando um excelente cedro onde debaixo dele habitariam aves de toda a sorte, à sombra de seus ramos esbeltos.
Em vez de ser ameaçado por outros reinos (aves como as águias), esse esplêndido cedro tornar-se-ia um refúgio para todas as espécies de aves (cf. Dn 4.12,21; Mt 13.31-32). Essa árvore daria frutos (2Rs 19.30; Is 11.1; 37.31; Jr 17.8; Jo 15.4, 5, 8,16).
No verso 24, o fecho deste capítulo de forma profética, exortativa e instrutiva. Agora, saberão todas as árvores do campo que foi o Senhor, e sempre será a sua glória somente para ele, que:
·         Abateu a árvore alta.
·         Elevou a árvore baixa.
·         Secou a árvore verde.
·         Fez reverdecer a árvore seca.
Foi o Senhor quem disse e que o fará- vs. 24.
p.s.: link da imagem original:
Contagem regressiva: Faltam 110 dias para 04/08/2015, quando eu irei concluir a Segmentação de toda a Bíblia.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdetehttp://www.jamaisdesista.com.br




[1] Do livro do mesmo autor: O REINO DIVIDIDO - Reflexões bíblicas nas histórias dos reis de Judá e de Israel em I e II Reis.
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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Ezequiel 16:1-63 - EZEQUIEL FAZ UMA ANÁLISE PROFUNDA DE JERUSALÉM DESDE O SEU NASCIMENTO.

Para nos situarmos na leitura e não perdemos nosso foco, estamos estudando o livro de Ezequiel composto de 48 capítulos. Veja em nosso mapa de leitura, a seguir, que ainda estamos no primeiro capítulo “I”, agora na segunda parte “B”, na terceira seção “3”, alínea “e”, estamos no capítulo 16:
I. JULGAMENTO SOBRE JUDÁ E JERUSALÉM (1.1-24.27).
B. A segunda série de visões, a vocação, os atos simbólicos e os discursos relacionados de Ezequiel (8.1-24.27).
3. Discursos relacionados (12.21-24.27) - continuação.
e. Jerusalém como uma criança e uma prostituta (16.1-63).
Neste longo capítulo de 63 versículos, estaremos vendo Jerusalém como uma criança indesejada, o seu resgate e, por fim, ela como prostituta.
Ezequiel contou a história de uma criança não desejada, o seu resgate, o seu casamento e a infidelidade dela. Oseias, também, usou o casamento como urna analogia do relacionamento de aliança entre Deus e Israel (Os 1-3), e essa mesma analogia foi também usada no Novo Testamento (Ef 5.22-33; Ap 19.7; 21.2,9).
O discurso de Ezequiel parece possuir um tom judicial; ele relata a acusação de Deus contra a nação desde os tempos mais antigos até os seus dias.
E a palavra de Deus continua, invariavelmente, vindo ao filho do homem, dizendo para ele conhecer a Jerusalém e aos seus atos abomináveis.
Ele começa falando da origem da cidade. Jerusalém tinha uma origem pagã; seus habitantes anteriores aos israelitas eram descritos alternativamente como amorreus, cananeus, jebuseus e heteus (v 45; Gn 10.15-16; Js 10.5; Jz 19.11-12; 2Sm 5.6).
Nesse sentido, a cidade não era diferente dos próprios patriarcas que descendiam de arameus pagãos (Dt 26.25, Js 24.14).
Ele descreve o dia de seu nascimento como um filho indesejado ou como um que está para ser lançado fora, para ver a morte e não ter continuidade a sua vida, Ninguém teve o mínimo cuidado com ela e foi lançada fora no campo, pois dela sentiram nojo;
Ela foi abandonada para morrer. De acordo com os documentos do antigo Oriente Próximo, o abandono ou a exposição de crianças aos elementos da natureza eram práticas comuns no mundo antigo, especialmente quando essas crianças eram indesejadas, deformadas ou doentias. Em Israel, essas atrocidades eram condenadas.
Quem a viu abandonada e lhe prestou socorro porque dela se apiedou foi o Senhor e assim ele lhe deu os primeiros cuidados para que crescesse.
Ele a fez multiplicar-se como o renovo do campo e ela começou a crescer. A criança indesejada cresceu até atingir formosa maturidade. O desenvolvimento dos seios (Ez 23.3) e dos pelos pubianos assinalava a sua puberdade; mais tarde ela atingiu a idade própria para casar-se e foi ficando formosa, atraente e desejável.
Novamente o Senhor passando por ela a viu agora na sua fase de amores e toda oferecida aos seus admiradores. O que o Senhor estendeu sobre ela o seu manto e cobriu a sua nudez.
O fato de um homem cobrir a mulher com o seu manto simbolizava o casamento (Rt 3.9). A mulher permaneceria coberta para todos, exceto para o seu marido (cf. Dt 22.30 onde a frase "profanar o leito de seu pai" significa literalmente "levantar a aba do manto de seu pai").
Após isso entrou em aliança com ela por meio de seu juramento e firmou-se um pacto. Provavelmente urna alusão à formulação básica do relacionamento da aliança "serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo" - Lv 2612; Jr 7.12, 11 14; 30.22; Ez 36.28; Os 1.9. (Para uma melhor compreensão da questão do juramento divino, veja Gn 15.7-21; 26.3; Dt 1.18.).
Dos versos de 9 ao 14, ele vai dizer que cuidou e amparou dela a ponto de ela se tornar rainha. A enjeitada recebeu todo o cuidado que lhe faltara por ocasião do nascimento e muito mais. Sua vida, sua posição na vida, sua saúde e beleza derivavam-se todas da dádiva graciosa daquele que a havia escolhido. Seria interessante, nesse momento, compare esse texto com Ap 17.4.
Dos versos de 15 ao 19, ela, confiando em sua formosura, se deixou corromper-se e se prostituiu. Tudo que a rainha havia recebido do seu amoroso marido e rei foi utilizado em malícia e promiscuidade. Contraste "e passaste a ser minha" (v. 8) com "para seres dele" (v. 15).
As atitudes dela demonstram a irracionalidade do pecado. Não poderia haver nenhuma razão válida para esse tipo de comportamento (veja Dt 6.10-12).
De tudo que lhe foi dado, ela usou não para se conservar, nem para se manter íntegra, mas para se exibir e atrair amantes. Até mesmo o pão, a flor de farinha, o azeite e o mel pois diante dela em cheiro suave, mas não para o Senhor.
Se não bastasse isso tudo, ainda os filhos dela com o Senhor foram lançados em sacrifícios para serem devorados pelas chamas. Em Jerusalém essas práticas estavam associadas ao vale de Hinom, ao sul da cidade. (Sobre o sacrifício de crianças em Israel e nas nações vizinhas, veja o v. 36; 20.31; Gn 22.2,13; Lv 18.21; 20.2-5; Dt 12.31; 18 10; 2Rs 16.3; 17.17; 21.6; 23.10; 2Cr 28.3; 33.6; Sl 106.37-38; Jr 32.35; Mq 6.7).
Ainda não satisfeita com suas prostituições e sacrifícios e amantes construiu uma câmara abobadada e lugares altos em todas as praças para se fazer mais abominável a sua formosura. Começou a alargar os seus passos para se envolver com quem por ela passava e foi se prostituindo. Prostituiu-se com os egípcios, com os assírios e nem assim se fartou em seus desejos, pelo contrário sua alma parecia querer mais e mais o pecado.
O mesmo se dá com quem flerta com o pecado e se deixa envolver-se achando que será somente aquela vez. O envolvimento acaba levando a pessoa a se afundar cada vez mais. Quem deu o seu dedinho mínimo ao diabo, logo terá os outros dedos envolvidos, um a um e depois a mão, antebraço, braço, tronco, cabeça e todo o corpo envolvido com o inferno.
E o que dizer daqueles que querem apenasmente dar uma “experimentadinha” para saber como é e depois sair fora? Cuidado!
Você nunca experimentou uma droga? - Não experimente!
Você nunca experimentou sexo antes do casamento? - Não experimente!
Você nunca experimentou álcool - Não experimente!
Você nunca experimentou sexo proibido por Deus: com animais, entre pessoas do mesmo sexo, com vegetais, sozinho, etc.? - Não experimente!
Você nunca experimentou algo proibido por Deus? - Não experimente!
Tira isso da sua cabeça!
Você não estará perdendo nada!
Quem experimenta, abre uma porta, uma porta que não precisava de jeito algum de ser aberta, uma porta que poderá te aborrecer para sempre, uma porta que poderá ser a tua ruína - uma porta que não precisava de ser aberta!
Agora, se você não tem Deus ou tem, mas não está nem aí, abra tantas portas quanto quiser... Experimente tudo, mas saiba que de todas as coisas terás de prestar contas a quem te deu o dom da vida e o teu corpo não para ser um cavalo, mas templo de Deus e morada do Espírito Santo.
Feita essa pequena pausa sobre não experimentar as coisas proibidas por Deus em suas leis e alianças, voltemos aos versos 26 ao 29 que continua a falar da prostituição, do caminho depravado e das prostituições.
O fracasso de Israel em obedecer a Deus não se restringia apenas à área da idolatria. Alianças estrangeiras evidenciavam o fracasso em confiar em Deus durante os períodos de dificuldade política e representavam uma quebra da lealdade e fidelidade ao Senhor. Compare com 23.7; 29.16; Is 7-8; 30-31; Jr 2.36-37; 22.20-22; Lm 1.19; Os 7.11-13; 8.9.
O cronista se mostra particularmente preocupado em enfatizar esse ponto em sua história de Israel (2Cr 14.9-15; 16.1-9; 19.1-2; 20.1-37; 25.6-8; 28.1-36).
Ela fala no verso 26 dos grandes membros dos egípcios que representa mesmo uma tradução literal. Com frequência, as estátuas e os ícones de fertilidade no antigo Oriente Próximo exibiam uma genitália exagerada.
Essa multiplicação das suas prostituições estava atrelada ao seu coração fraco e desenfreado – vs. 30. Ela era tão lasciva que nem ao menos cobrava como fazem as prostitutas, antes pagava para seus amores e amantes para se relacionarem com ela.
Então o profeta fala claramente para que a prostituta ouça, para que a meretriz abra os seus ouvidos para ouvir e ele diz que sua lascívia tinha se derramado como água e sua nudez tinha sido descoberta pelos seus amantes por causa dos ídolos das suas abominações e do sangue dos seus filhos que Deus lhe deu – vs. 36.
Portanto, por isso, o Senhor haveria de juntar todos os seus amantes contra ela. Jerusalém buscou a lealdade e afeição de outros amantes, mas estes seriam os instrumentos de sua humilhação e castigo. Compare com Ap 17.15-17. As nações procederam traiçoeiramente para com Jerusalém.
Embora tivessem sido os agentes mediante os quais Deus puniu o seu povo, essas nações seriam punidas pelas suas ações (cap. 25; Is 10.5,12; Zc 1.14-15). A degradação pública pela exposição da nudez de prostitutas e adúlteras é mencionada também em Jr 13.22,26; Os 2.10; Na 3.5.
O Senhor (reflita sobre a ira de um marido ciumento em Pv 6.34) promete então um julgamento para ela à semelhança do julgamento das adúlteras, conforme à lei. Os amantes da mulher se apossariam de sua riqueza e vestimentas deixando-a tão nua e desprovida como no início da história. Ela seria coberta de sangue, não do seu nascimento (v. 6), mas dos seus ferimentos. A penalidade máxima para o adultério era a morte por apedrejamento (Lv 20.10; Dt 22.21-24; Jo 7.53-8.11).
Ainda assim, Deus a entregaria nas mãos dos seus inimigos que derribariam a câmara abobadada, demoliria os lugares altos, despiriam os seus vestidos e tomariam as suas joias, deixando nua e descoberta.
Após isso, fariam subir uma hoste contra ela para apedrejá-la, para traspassá-la com suas espadas, queimar as suas casas com fogo e executar juízos contra ela, à vista de muitas mulheres e assim seria feito o seu fim como meretriz que paga os seus clientes ao invés de receber a sua paga.
Uma grande parte de Jerusalém foi mesmo queimada pelo exército babilônio (Jr 39.8; cf. Jr 32.29; 34.22; 37.8; 38.18). Somente assim, estaria garantida a satisfação do furor do Senhor contra ela e o afastamento dos seus legítimos ciúmes, fazendo com que se aquietasse e não mais se indignasse- vs. 42.
Já no verso 43, o Senhor retoma a sua ameaça baseada no comportamento da meretriz que o provocou à ira, fazendo, portanto, recair sobre a sua própria cabeça, os seus próprios caminhos, principalmente por ter ela juntado a infidelidade a todas as suas abominações.
Ezequiel gostava de basear os seus oráculos em provérbios populares (12.21-28; 18.1-2). No verso 44, ele fala de um deles que dizia “tal mãe, tal filha”, isso é, geração após geração, os habitantes de Jerusalém foram infiéis ao Senhor.
Dos versos 45 ao 48, ele fala da mãe dela que tinha nojo do marido e de seus filhos e que era irmã daquelas que tinham nojo de seus respectivos maridos e filhos e declara a origem de sua mãe e pai, isto é, a mãe hetéia e o pai amorreu. Uma de suas irmãs, Samaria, habitando à sua esquerda, juntamente com suas filhas e a irmã menor, era Sodoma, que habitava à sua direita. O triste é que ela se corrompeu ainda mais que suas irmãs em todos os seus caminhos. O Senhor jura por ele mesmo que Sodoma, sua irmã, e suas filhas não fizeram tantas abominações como ela e suas filhas.
A depravação moral dos heteus e amorreus era terrível, mas Jerusalém estava se tornando pior ainda.
No verso 49, Deus fala dos pecados de Sodoma, sua irmã:
·         Soberba.
·         Fartura de pão.
·         Próspera ociosidade.
·         Descaso com o pobre e o necessitado.
·         Prática de abominações diante do Senhor.
Geralmente pensamos nos pecados de Sodoma como transgressões sexuais (Gn 19.5-9), mas Ezequiel denunciou a cidade pelo seu materialismo e negligência para com os necessitados (embora "abominações" - vs. 50 - pudessem incluir pecados sexuais).
Em Mt 11.23-24, Jesus fez uma comparação semelhante com Cafarnaum. Os pecados de Jerusalém haviam excedido os pecados das duas irmãs: Samaria e Judá (Sodoma).
Ez 16:1 Ainda veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
Ez 16:2 Filho do homem, faze conhecer a Jerusalém
seus atos abomináveis;
Ez 16:3 e dize:
Assim diz o Senhor Deus a Jerusalém:
A tua origem e o teu nascimento
procedem da terra dos cananeus.
Teu pai era amorreu, e a tua mãe hetéia.
Ez 16:4 E, quanto ao teu nascimento, no dia em que nasceste
não te foi cortado o umbigo, nem foste lavada com água,
para te alimpar;
nem tampouco foste esfregada com sal,
nem envolta em faixas;
Ez 16:5 ninguém se apiedou de ti para te fazer alguma destas coisas,
compadecido de ti; porém foste lançada fora no campo,
pelo nojo de ti, no dia em que nasceste.
Ez 16:6 E, passando eu por ti, vi-te banhada no teu sangue, e disse-te:
Ainda que estás no teu sangue, vive; sim, disse-te:
Ainda que estás no teu sangue, vive.
Ez 16:7 Eu te fiz multiplicar como o renovo do campo. E cresceste,
e te engrandeceste, e alcançaste grande formosura.
Formaram-se os teus seios e cresceu o teu cabelo;
contudo estavas nua e descoberta.
Ez 16:8 Então, passando eu por ti, vi-te,
e eis que o teu tempo era tempo de amores;
e estendi sobre ti a minha aba, e cobri a tua nudez;
e dei-te juramento, e entrei num pacto contigo,
diz o Senhor Deus, e tu ficaste sendo minha.
Ez 16:9 Então te lavei com água, alimpei-te do teu sangue
e te ungi com óleo.
Ez 16:10 Também te vesti de bordados,
e te calcei com pele de dugongo, cingi-te de linho fino,
e te cobri de seda.
Ez 16:11 Também te ornei de enfeites, e te pus braceletes nas mãos
e um colar ao pescoço.
Ez 16:12 E te pus um pendente no nariz, e arrecadas nas orelhas,
e uma linda coroa na cabeça.
Ez 16:13 Assim foste ornada de ouro e prata,
e o teu vestido foi de linho fino, de seda e de bordados;
de flor de farinha te nutriste, e de mel e azeite;
e chegaste a ser formosa em extremo,
e subiste até a realeza.
Ez 16:14 Correu a tua fama entre as nações,
por causa da tua formosura, pois era perfeita,
graças ao esplendor que eu tinha posto sobre ti,
diz o Senhor Deus.
Ez 16:15 Mas confiaste na tua formosura,
e te corrompeste por causa da tua fama;
e derramavas as tuas prostituições sobre todo o que passava,
para seres dele.
Ez 16:16 E tomaste dos teus vestidos e fizeste lugares altos adornados
de diversas cores, e te prostituíste sobre eles,
como nunca sucedera, nem sucederá.
Ez 16:17 Também tomaste as tuas belas jóias feitas do meu ouro
e da minha prata que eu te havia dado,
e te fizeste imagens de homens, e te prostituíste com elas;
Ez 16:18 e tomaste os teus vestidos bordados, e as cobriste;
e puseste diante delas o meu azeite e o meu incenso.
Ez 16:19 E o meu pão que te dei, a flor de farinha,
e o azeite e o mel, com que eu te sustentava,
também puseste diante delas em cheiro suave,
diz o Senhor Deus.
Ez 16:20 Além disto, tomaste a teus filhos e tuas filhas,
que me geraras, e lhos sacrificaste,
para serem devorados pelas chamas.
Acaso foi a tua prostituição de tão pouca monta,
Ez 16:21 que havias de matar meus filhos
e lhos entregar, fazendo os passar pelo fogo?
Ez 16:22 E em todas as tuas abominações, e nas tuas prostituições,
não te lembraste dos dias da tua mocidade,
quando tu estavas nua e descoberta,
e jazias no teu sangue.
Ez 16:23 E sucedeu, depois de toda a tua maldade
(ai, ai de ti! diz o Senhor Deus),
Ez 16:24 que te edificaste uma câmara abobadada,
e fizeste lugares altos em todas as praças.
Ez 16:25 A cada canto do caminho edificaste o teu lugar alto,
e fizeste abominável a tua formosura,
e alargaste os teus pés a todo o que passava,
e multiplicaste as tuas prostituições.
Ez 16:26 Também te prostituíste com os egípcios,
eus vizinhos, grandemente carnais;
e multiplicaste a tua prostituição,
para me provocares à ira.
Ez 16:27 Pelo que estendi a minha mão sobre ti,
e diminuí a tua porção;
e te entreguei à vontade dos que te odeiam,
das filhas dos filisteus,
as quais se envergonhavam do teu caminho depravado.
Ez 16:28 Também te prostituíste com os assírios,
porquanto eras insaciável;
contudo, prostituindo-te com eles,
nem ainda assim ficaste farta.
Ez 16:29 Demais multiplicaste as tuas prostituições
na terra de tráfico, isto é, até Caldéia,
e nem ainda com isso te fartaste.
Ez 16:30 Quão fraco é teu coração, diz o Senhor Deus,
fazendo tu todas estas coisas,
obra duma meretriz desenfreada,
Ez 16:31 edificando a tua câmara abobadada
no canto de cada caminho,
 e fazendo o teu lugar alto em cada rua!
Não foste sequer como a meretriz,
pois desprezaste a paga;
Ez 16:32 tens sido como a mulher adúltera que,
em lugar de seu marido, recebe os estranhos.
Ez 16:33 A todas as meretrizes se dá a sua paga,
mas tu dás presentes a todos es teus amantes;
e lhes dás peitas, para que venham a ti
de todas as partes, pelas tuas prostituições.
Ez 16:34 Assim és diferente de outras mulheres nas tuas prostituições;
pois ninguém te procura para prostituição;
pelo contrário tu dás a paga, e não a recebes;
assim és diferente.
Ez 16:35 Portanto, ó meretriz, ouve a palavra do Senhor.
Ez 16:36 Assim diz o Senhor Deus:
Pois que se derramou a tua lascívia,
e se descobriu a tua nudez nas tuas prostituições
com os teus amantes;
por causa também de todos os ídolos das tuas abominações,
e do sangue de teus filhos que lhes deste;
Ez 16:37 portanto eis que ajuntarei todos os teus amantes,
com os quais te deleitaste,
como também todos os que amaste,
juntamente com todos os que odiaste, sim,
ajuntá-los-ei contra ti em redor,
e descobrirei a tua nudez diante deles,
para que vejam toda a tua nudez.
Ez 16:38 E julgar-te-ei como são julgadas
as adúlteras e as que derramam sangue;
e entregar-te-ei ao sangue de furor e de ciúme.
Ez 16:39 Também te entregarei nas mãos dos teus inimigos,
e eles derribarão a tua câmara abobadada,
e demolirão os teus altos lugares,
e te despirão os teus vestidos,
e tomarão as tuas belas jóias,
e te deixarão nua e descoberta.
Ez 16:40 Então farão subir uma hoste contra ti,
e te apedrejarão,
e te traspassarão com as suas espadas.
Ez 16:41 E queimarão as tuas casas a fogo,
e executarão juízos contra ti, à vista de muitas mulheres;
e te farei cessar de ser meretriz,
e paga não darás mais.
Ez 16:42 Assim satisfarei em ti o meu furor,
e os meus ciúmes se desviarão de ti; t
ambém me aquietarei, e não tornarei mais a me indignar.
Ez 16:43 Porquanto não te lembraste dos dias da tua mocidade,
mas me provocaste à ira com todas estas coisas,
eis que eu farei recair o teu caminho
sobre a tua cabeça diz o Senhor Deus.
Pois não acrescentaste a infidelidade
a todas as tuas abominações?
Ez 16:44 Eis que todo o que usa de provérbios usará contra ti
deste provérbio:
Tal mãe, tal filha.
Ez 16:45 Tu és filha de tua mãe, que tinha nojo de seu marido
e de seus filhos; e tu és irmã de tuas irmãs,
que tinham nojo de seus maridos e de seus filhos.
Vossa mãe foi hetéia, e vosso pai amorreu.
Ez 16:46 E tua irmã maior, que habita à tua esquerda,
é Samária, ela juntamente com suas filhas;
e tua irmã menor, que habita à tua mão direita,
é Sodoma e suas filhas.
Ez 16:47 Todavia não andaste nos seus caminhos,
nem fizeste conforme as suas abominações;
mas, como se isso mui pouco fora,
ainda te corrompeste mais do que elas,
em todos os teus caminhos.
Ez 16:48 Vivo eu, diz o Senhor Deus, não fez Sodoma, tua irmã,
nem ela nem suas filhas, como fizeste tu e tuas filhas.
Ez 16:49 Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã:
Soberba,
fartura de pão,
e próspera ociosidade teve ela e suas filhas;
mas nunca fortaleceu
a mão do pobre e do necessitado.
Ez 16:50 Também elas se ensoberbeceram,
e fizeram abominação diante de mim;
pelo que, ao ver isso, as tirei do seu lugar.
Ez 16:51 Demais Samária não cometeu metade de teus pecados;
e multiplicaste as tuas abominações mais do que elas,
e justificaste a tuas irmãs, com todas
as abominações que fizeste.
Ez 16:52 Tu, também, pois que deste sentença favorável a tuas irmãs,
leva a tua vergonha; por causa de teus pecados,
que fizeste mais abomináveis do que elas,
mais justas são elas do que tu;
confunde-te logo também, e sofre a tua vergonha,
porque justificaste a tuas irmãs.
Ez 16:53 Eu, pois, farei tornar do cativeiro a elas,
a Sodoma e suas filhas, a Samária e suas filhas,
e aos de vós que são cativos no meio delas;
Ez 16:54 para que sofras a tua vergonha, e sejas envergonhada
por causa de tudo o que fizeste, dando-lhes tu consolação.
Ez 16:55 Quanto a tuas irmãs, Sodoma e suas filhas, t
ornarão ao seu primeiro estado;
e Samária e suas filhas tornarão ao seu primeiro estado;
também tu e tuas filhas tornareis ao vosso primeiro estado.
Ez 16:56 Não foi Sodoma, tua irmã, um provérbio na tua boca,
no dia da tua soberba,
Ez 16:57 antes que fosse descoberta a tua maldade?
Agora, de igual modo, te fizeste objeto de opróbrio
das filhas da Síria,
e de todos os que estão ao redor dela,
e para as filhas dos filisteus,
que te desprezam em redor.
Ez 16:58 Pela tua perversidade e as tuas abominações estás sofrendo,
diz o Senhor.
Ez 16:59 Pois assim diz o Senhor Deus:
Eu te farei como fizeste, tu que desprezaste o juramento,
quebrantando o pacto.
Ez 16:60 Contudo eu me lembrarei do meu pacto,
que fiz contigo nos dias da tua mocidade;
e estabelecerei contigo um pacto eterno.
Ez 16:61 Então te lembrarás dos teus caminhos,
e ficarás envergonhada, quando receberes tuas irmãs,
as mais velhas e as mais novas,
e eu tas der por filhas,
mas não por causa do pacto contigo.
Ez 16:62 E estabelecerei o meu pacto contigo,
e saberás que eu sou o Senhor;
Ez 16:63 para que te lembres, e te envergonhes,
e nunca mais abras a tua boca,
por causa da tua vergonha,
quando eu te perdoar tudo quanto fizeste,
diz o Senhor Deus.
Dos versos 50 ao 59, ele continua a falar dos pecados e das consequências dos pecados de Samaria e suas irmãs e compara com os de Jerusalém e vê que esta estaria na frente em abominações.
Se ela fora capaz de ir além de suas irmãs, agora deveria suportar as aflições e juízos contra ela. O que estava fazendo com que sofresse era a sua própria perversidade e práticas de suas próprias abominações desenfreadas. Terrível coisa tinha feito ela ao desprezar o juramento e ao quebrar o pacto com o Senhor – vs. 59.
Contudo, o Senhor ainda haveria de se lembrar de seu pacto que fez com ela na sua mocidade, um pacto eterno – vs. 60. Jerusalém teria novamente mais influência que as suas irmãs. Deus renovaria a sua aliança com ela, e nessa renovação, aumentaria enormemente as bênçãos que lhe conferiria.
Por isso, por causa do Senhor, ela haveria de se lembrar dos seus maus caminhos e iria se envergonhar quando o Senhor lhes der as suas irmãs por filhas, mas não por causa da aliança dela, mas pelos propósitos maiores do Senhor.
Ai, sim, ela se lembrará, se envergonhará e nunca mais falará soberbamente, por causa de seu opróbrio uma vez que será perdoada gratuitamente, pela maravilhosa graça do Senhor. No dia que o Senhor estabelecer a sua aliança com ela, ela saberá que o Senhor é Deus.
Em Cristo Jesus, na figura do Messias, o resgatador e libertador de Israel é que se cumprirá cabalmente essa palavra em sua totalidade. Por hora, Israel rejeita o seu Messias até que se cumpram todos os tempos e profecias e seja revelado o iniquo que será tragado pelo Senhor.
p.s.: link da imagem original:
Contagem regressiva: Faltam 111 dias para 04/08/2015, quando eu irei concluir a Segmentação de toda a Bíblia.

A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdetehttp://www.jamaisdesista.com.br
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