quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Deuteronômio 24: 1-22 – O DIVÓRCIO.

Ainda estamos com o tema, bem extenso, do detalhamento das condições da aliança – são 15 capítulos que vai do 12:1 até o capítulo 26:15, estamos no segundo discurso de Moisés em Deuteronômio à segunda geração.
Ressaltamos que em cada capítulo, estamos vendo algum aspecto que Moisés queria enfatizar àquela segunda geração preparando eles para a ocupação da Terra Prometida.
No presente capítulo, 24, teremos as seguintes divisões didáticas: orientações gerais acerca do divórcio – vs. 1-4; orientações gerais de caráter humanitário – vs. 5-22.
Uma questão importante e delicada é a questão do divórcio que mesmo os fariseus vieram a experimentar o Senhor com perguntas relacionadas à carta de divórcio permitida por Moisés.
Por isso que eles perguntaram ao Senhor se era lícito repudiar a sua mulher por qualquer motivo. Ao que o Senhor lhes respondeu que não era assim que estava na lei, nem era o que Deus fez desde o início e que se ele, Deus ajuntou, quem seria o homem para desajuntar?
Eles estavam se valendo de uma interpretação gramatical que o texto lhes permitia, mas que não era a essência das coisas de Deus. Depois da resposta sábia e cheia do Espírito Santo a eles,  praticamente proibindo o divórcio, eles lhe jogaram em rosto que Moisés tinha permitido repudiar.
A intenção deles era pegar Jesus se contradizendo ou contradizendo Moisés. No entanto, Jesus lhes mostrou que Moisés em Dt 24:1-4 não estava dando razões para o divórcio, mas fazendo provisões para o caso de divórcio.
Vejamos um Artigo Teológico interessante referente a Mt 19 da Bíblia de Estudo de Genebra: Casamento e divorcio: o divórcio é uma opção?
O casamento é um relacionamento exclusivo no qual um homem e uma mulher assumem um compromisso mútuo de viver em aliança e, com base nesse voto solene, se tornam fisicamente "uma só carne" (Gn 2.24; MI 2.14; Mt 19.4-6). De acordo com a Confissão de Fé de Westrninster, "O matrimônio foi ordenado para o mútuo auxílio de marido e mulher, para a propagação da raça humana por uma sucessão legitima e da Igreja por uma semente santa, e para impedir a impureza [licenciosidade sexual e imoralidade)" (CFW 24.2; cf. Gn 1.28; 2.18; 1C:o 7.2-9). O ideal de Deus para o casamento é que o homem e a mulher experimentem plenitude nessa relação de reciprocidade (Gn 2.23) e que compartilhem da obra criadora divina ao gerar novos seres humanos. O casamento é para todos, salvo raras exceções, mas é da vontade de Deus que os cristãos só se casem com pessoas comprometidas com Cristo (1Co 7.39; cf. Ed 9-10; Ne 13.23-27; Mt 19.10-12; 2Co 6.14). A intimidade mais profunda é impossível quando os cônjuges não compartilham a mesma fé.
Ao usar o relacionamento de Cristo com a igreja para ilustrar como o casamento cristão deve ser, Paulo ressalta a responsabilidade específica do marido como servo, líder e protetor de sua esposa, bem como o chamado da esposa para aceitar esse papel do seu marido (Ef 5.21-33). No entanto, a distinção de papéis não sugere, de maneira nenhuma, que a esposa seja inferior. Como portadores da imagem de Deus, tanto o marido como a esposa possuem a mesma dignidade e valor e devem cumprir seus papeis com base no respeito mútuo fundamentado no reconhecimento de sua igualdade aos olhos de Deus.
Deus odeia o divórcio (Ml 2:16) e, no entanto, criou um procedimento de separação que proteja a esposa divorciada (Dt 24,1 -4). No entanto Jesus declarou que essa prescrição foi dada "por causa da dureza do vosso coração" (Mt 19.8). O divórcio não é o ideal, mas sim um modo de amenizar os danos causados pelo pecado. Em Ml 5.31-39 e 19.8-9, Jesus ensina que a infidelidade conjugal (o pecado de adultério) rompe a aliança de casamento e justifica o divórcio (embora seja preferível buscar a reconciliação). No entanto, um homem que repudia a sua esposa por qualquer outro motivo menos sério se torna culpado de adultério quando se casa novamente e leva a sua esposa divorciada a adulterar se esta também se casar outra vez. O divórcio e o novo casamento sempre constituem um desvio do ideal de Deus para o relacionamento sexual. Convém observar que, ao lhe ser perguntado "É lícito ao marido repudiar sua mulher...?" (Mt 19:3), Jesus não afirmou que, por vezes, o divórcio é uma boa opção, preferível a manter um relacionamento conjugal doentio. Antes, explicou que o divórcio pode ser permitido pelo fato de haver ocasiões em que o coração continua endurecido (Mt 19.4-6).
Paulo acrescentou que um cristão abandonado pelo seu cônjuge incrédulo não está "sujeito à servidão" I Co 7:15, indicando que esse cristão pode considerar o relacionamento encerrado. Ainda assim, a Bíblia deixa várias questões sem resposta clara: Que tipo de comportamento da parte de um cônjuge incrédulo pode ser caracterizado como abandono? Um cristão professo pode ser tido como um incrédulo caso abandone o seu cônjuge? O abandono permite à parte abandonada casar-se novamente? Estas e outras questões relacionadas são e, ao que parece, continuarão sendo motivo de controvérsia entre os teólogos reformados.
Pelo exposto, vimos que a questão do divórcio não é tão simples assim. Eu sou do tipo que crê piamente em Deus como aquele capaz de resolver qualquer assunto relacionado aos relacionamentos conjugais devendo o homem, portanto, ter muita paciência, temor a Deus e esperar a solução de Deus que certamente virá.
Um exemplo que sempre me impressionou foi o caso entre Nabal e Abigail. Nabal era tão mal esposo que o Senhor o feriu depois de uma bebedeira e ele veio a morrer dentro de dez dias. Se o seu marido ou esposa é “um Nabal” deixe que o Senhor resolverá toda questão.
Somente o tema divórcio dá livros e mais livros e não será numa reflexão no capítulo 24 que conseguiremos algo importante, mas fica aí algumas ideias e opiniões para continuarmos a refletir no assunto.

Depois do divórcio, o presente capítulo falará de diversas leis de caráter humanitário que resumidamente procuravam melhorar a sociedade daquela época. 
 Dt 24:1 Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela,
               então será que, se não achar graça em seus olhos, por nela encontrar                              
                              coisa indecente, far-lhe-á uma carta de repúdio,
                                            e lha dará na sua mão, e a despedirá da sua casa.
               Dt 24:2 Se ela, pois, saindo da sua casa, for e se casar
                              com outro homem, Dt 24:3 E este também a desprezar,
                                            e lhe fizer carta de repúdio, e lha der na sua mão,
                                                           e a despedir da sua casa,
                              ou se este último homem, que a tomou para si por mulher,
                                            vier a morrer, Dt 24:4 Então seu primeiro marido,
                                            que a despediu, não poderá tornar a tomá-la,
                              para que seja sua mulher, depois que foi contaminada;
                                            pois é abominação perante o SENHOR;
                              assim não farás pecar a terra que o SENHOR teu Deus
                                            te dá por herança.
Dt 24:5 Quando um homem for recém-casado não sairá à guerra,
               nem se lhe imporá encargo algum; por um ano inteiro ficará
                              livre na sua casa para alegrar a mulher, que tomou.               
Dt 24:6 Não se tomará em penhor ambas as mós,
                              nem a mó de cima nem a de baixo;
                                            pois se penhoraria assim a vida.
Dt 24:7 Quando se achar alguém que tiver furtado
               um dentre os seus irmãos, dos filhos de Israel, e escravizá-lo,
                              ou vendê-lo, esse ladrão morrerá,
                                            e tirarás o mal do meio de ti.
Dt 24:8 Guarda-te da praga da lepra, e tenhas grande cuidado de fazer
               conforme a tudo o que te ensinarem os sacerdotes levitas;
                              como lhes tenho ordenado, terás cuidado de o fazer.
               Dt 24:9 Lembra-te do que o SENHOR teu Deus
                              fez a Miriã no caminho, quando saíste do Egito.
Dt 24:10 Quando emprestares alguma coisa ao teu próximo,
               não entrarás em sua casa, para lhe tirar o penhor.
                              Dt 24:11 Fora ficarás; e o homem, a quem emprestaste,
                                            te trará fora o penhor.
               Dt 24:12 Porém, se for homem pobre, não te deitarás
                              com o seu penhor. Dt 24:13 Em se pondo o sol, sem falta
                                            lhe restituirás o penhor; para que durma na sua
                                                           roupa, e te abençoe;
                              e isto te será justiça diante do SENHOR teu Deus.
Dt 24:14 Não oprimirás o diarista pobre e necessitado de teus irmãos,
               ou de teus estrangeiros, que está na tua terra e nas tuas portas.
Dt 24:15 No seu dia lhe pagarás a sua diária, e o sol não se porá sobre isso;
               porquanto pobre é, e sua vida depende disso;
                              para que não clame contra ti ao SENHOR,
                                            e haja em ti pecado.
Dt 24:16 Os pais não morrerão pelos filhos, nem os filhos pelos pais;
               cada um morrerá pelo seu pecado.
Dt 24:17 Não perverterás o direito do estrangeiro e do órfão;
               nem tomarás em penhor a roupa da viúva.
                              Dt 24:18 Mas lembrar-te-ás de que foste servo no Egito,
                                            e de que o SENHOR teu Deus te livrou dali;
                                                           pelo que te ordeno que faças isso.
Dt 24:19 Quando no teu campo colheres a tua colheita,
               e esqueceres um molho no campo, não tornarás a tomá-lo;
                              para o estrangeiro, para o órfão, e para a viúva será;
               para que o SENHOR teu Deus te abençoe em toda a obra
                              das tuas mãos. Dt 24:20
               Quando sacudires a tua oliveira, não voltarás para colher o fruto dos
                              ramos; para o estrangeiro, para o órfão, e para a viúva será.
               Dt 24:21 Quando vindimares a tua vinha, não voltarás
                              para rebuscá-la; para o estrangeiro, para o órfão,
                                            e para a viúva será.
Dt 24:22 E lembrar-te-ás de que foste servo na terra do Egito;
               portanto te ordeno que faças isso.
São diversas orientações gerais para os casos de caráter humanitário e entre eles se destaca a preocupação e o cuidado com os estrangeiros, os órfãos e as viúvas. O fato de eles terem sido escravos no Egito deve estar fresco em suas memórias para poderem tratar os outros com mais brandura e humanidade.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
http://www.jamaisdesista.com.br
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No entanto, lembre-se de juntar Cl 3:17 com 1 Co 10:31 :
devemos tudo fazer para a glória de Deus e em nome de Jesus! Deus o abençoe.