sexta-feira, 24 de julho de 2015

Dia 19/40 - CONGREGAR - VIR - ACHEGAR-SE (JUNTOS).

Nossa reflexão de hoje sobre a unidade, sobre o estar juntos nos levará novamente ao livro de Isaías.
                Is 45:20 Congregai-vos, e vinde; chegai-vos juntos,
                               os que escapastes das nações;
                                               nada sabem os que conduzem em procissão
                                                               as suas imagens de escultura,
                                                                              feitas de madeira,
                                               e rogam a um deus que não pode salvar.
Assim diz O SENHOR, mas não qualquer senhor, antes aquele que criou os céus, que formou a terra e a fez e a confirmou não para ficar vazia ou ser um caos - essa é a mesma palavra traduzida como “sem forma” em Gn 1:2 que descreve o caos primordial do momento da criação -, mas para ser habitada.
Sendo aquele que criou todas as coisas, Deus era mesmo capaz de levar adiante o seu plano. Jamais seria sua intenção manter Israel no estado de pura desolação no qual os assírios e os babilônios o haviam deixado.
Diferentemente dos oráculos pagãos, que eram obscuros e ambíguos – vs. 19 -, a revelação do Senhor era clara e pública, ainda que o resultado de suas promessas pudesse não se conformar às expectativas humanas (48:16).
O convite de Deus para ser encontrado era sincero (vs 19, 20; 55:3), por isso que ele os avisa dizendo que não o buscariam em vão, pois o encontrariam, com certeza. As palavras de Deus prometem e estabelecem ordem no seu reino (Sl 96:10; 98:9; 99:4), pois que fala a justiça e anuncia coisas retas.
Aos que escaparam das nações, o convite imperativo era para congregar, vir e se achegar juntos a Deus que se deixaria achar quando o buscassem de todo o seu coração. Que palavra maravilhosa e que promessa! Quanto aos que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira e rogam a um deus que não pode salvar, de nada sabem!
Depois de congregar, vir e se achegarem juntos, agora era para anunciar, achegarem-se novamente, tomarem conselhos todos juntos e a primeira pergunta faz uma referência à salvação iniciada com o decreto de Ciro que dizia que os israelitas deveriam retornar para casa (40:1 – 55:13; 44:24; 45:13). Quem fez ouvir e quem anunciou? A resposta simples era que o Senhor tinha feito isso porque além dele não há outro Deus que seja igualmente justo e salvador.
Era para olhar para ele para ser salvo, como os israelitas olhavam para a serpente pendurada num madeiro e eram curadas das suas mordidas letais, assim deveriam olhar para o Senhor e serem curados, salvos. Isso também nos aponta para a cruz de Cristo e a sua obra, pois os que olham para o Senhor serão salvos de seus pecados para sempre. Toda a terra – vs. 22 – todos os seus termos porque ele é Deus e não há outro!
Aqui no vs. 23, Deus entra com um juramento e como não havia alguém maior, jurou por si mesmo, ratificando e dando total validade à sua palavra de que todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor! Rm 14:11; I Co 15:25; Fp 2:10,11.
O reconhecimento será geral de que tanto a justiça como a força estão no Senhor e a ele virão mas serão envergonhados todos os que se indignarem contra Deus, no entanto, no Senhor serão justificadas e se gloriarão toda a descendência de Israel – vs. 24 e 25.
Como tenho falado e pregado a justiça de Deus é um atributo de sua pessoa que ele, por sua graça, comunica conosco de forma que também nós nos sentimos injustiçados quando sofremos algo que não seja justo.
Eu costumo dizer que temos o senso da justiça, não a justiça que é o próprio Deus.

Repararam nos verbos: CONGREGAR, VIR, ACHEGAR-SE (juntos). Depois, novamente, ANUNCIAR, ACHEGAREM-SE novamente, TOMAREM conselhos (juntos, novamente). Isso dá até uma excelente pregação. O que acham? Comentem!
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No entanto, lembre-se de juntar Cl 3:17 com 1 Co 10:31 :
devemos tudo fazer para a glória de Deus e em nome de Jesus! Deus o abençoe.