quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Mateus 22 1-45 - O AMOR É O CUMPRIMENTO DE TODA A LEI.

Estamos vendo o Evangelho de Mateus escrito com o propósito de inspirar os cristãos ao serviço grato e fiel de promover o reino de Deus ao apresentar Jesus como o tão esperado rei e apresentar o reino que ele trouxe como o cumprimento do plano da redenção de Deus. Estamos agora na parte VI, veremos o capítulo 22.
VI. AS MUDANÇAS DO REINO (19.1-25.46) - continuação.
As ações de Jesus, suas parábolas e respostas a desafios revelaram que o seu reino traz mudanças extraordinárias na crença e nas práticas do povo de Deus. Jesus condenou fortemente líderes religiosos de Israel por causa de sua hipocrisia e advertiu-os quanto ao julgamento divino.
Os caps. 19-25 focalizam essas mudanças ocasionadas pela vinda do reino em Cristo. O material foi também dividido em duas seções, seguindo a BEG: A. Narrativa: parábolas e "ais" (19.1-23.39) – estamos vendo e B. Sermão: o julgamento do reino (24.1-25.46).
A. Narrativa: parábolas e "ais" (19.1-23.39) - continuação.
Como já dissemos, os caps. 19-23 registram a última viagem de Jesus para a Galileia e a sua entrada em Jerusalém antes da sua crucificação. Essa passagem enfatiza reações divergentes aos ensinos de Jesus - tanto aceitação quanto rejeição.
Até o verso 14, estaremos vendo a parábola das bodas. Embora essa parábola lembre uma outra encontrada em Lc 14.16-24, existem, na verdade, poucas verdadeiras semelhanças verbais - e algumas notáveis diferenças.
Conforme a BEG, as duas deveriam ser entendidas como parábolas diferentes que foram contadas em diferentes ocasiões. Essa parábola tem duas partes.
(1)     Os vs. 1-10 prosseguem com o tema iniciado no capítulo anterior de que aqueles que deveriam ter recebido o reino rejeitaram-no maldosamente, o que resultou no oferecimento do reino a outros.
A inclusão não somente de "publicanos e meretrizes" (21.31), mas também dos gentios é prefigurada aqui.
O v. 9 sugere que os servos de Deus têm a tarefa de oferecer o evangelho a todas as pessoas.
(2)     Os vs. 11-14 falam sobre o fato de que receber um convite para o reino de Deus não nos garante inclusão; a pessoa deve estar devidamente vestida, e, de acordo com GI 3.27, esse vestuário é o próprio Cristo.
Embora todos nós que ouvimos o evangelho tenhamos sido convidados, e apesar de muitos poderem, na verdade, fingir estar no reino, somente aqueles providos da justiça de Deus são verdadeiramente apresentáveis a Deus.
As duas partes estão atadas pelo v. 14, que concisamente expressa o tema da soberania eletiva de Deus.
Tanto judeus como gentios são chamados, mas somente aqueles que são escolhidos estarão presentes no banquete das bodas do Cordeiro e essa eleição não depende de qualquer situação prévia (cf. 8.11-12). Aqueles que "se auto escolherem" terminarão sendo jogados fora.
As bodas – vs. 2 – é um símbolo da consumação, no tempo em que o Filho do Rei, o Noivo (Jesus), estará totalmente unido com o seu povo.
Na verdade, muitos são chamados, mas poucos escolhidos. Essa foi mais uma palavra em forma de parábola sobre o reino dos céus ou de Deus. Ela falou, como vimos, da festa de bodas do filho do rei em que os convidados desprezaram o convite deixando o rei irado.
Assim, para a festa das bodas do filho são convidados maus e bons que estavam por ai nas encruzilhadas. Na hora da festa, surge um penetra que entrou sem receber o convite. Quero crer que este entrou não por causa do convite, mas por seu próprio caminho.
Então haviam os convidados que rejeitaram a festa das bodas do filho; os da encruzilhada, que foram convidados ali na hora, independentemente de qualquer coisa que tivessem feito e os que acham que podem entrar com suas obras e méritos. Sem passar por Jesus, ninguém tem acesso ao reino de Deus!
Para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes - uma descrição da punição eterna no inferno -, ficarão os penetras que não estiverem usando as vestes nupciais.
Em seguida, começam a confabularem entre si – vs. 15 - sobre como o surpreenderiam em alguma palavra. Começam uma série de tentativas de apanhá-lo em seus laços, mas Jesus desvia de todos os laços e ainda nos dá muitas respostas.
Os fariseus acharam que poderiam apanhá-lo em alguma palavra e foram indagá-lo sobre as questões dos tributos – vs. 15-22.
A obrigação odiosa da taxa simbolizava submissão a Roma. Se Jesus tivesse simplesmente respondido: "Sim, paguem o tributo", ele teria afastado a maioria das pessoas.
Se ele tivesse dito "Não", os herodianos teriam tido razões para acusá-lo por traição.
A resposta de Jesus transcende a questão ao focalizar na questão principal: o relacionamento da pessoa com Deus. A moeda portava a imagem de César; nós portamos a imagem de Deus. Jesus também colocou a base da relação de seus discípulos com o governo civil. Ou seja, sua resposta foi tão sábia que além de escapar dos ardis, ensinou-nos grandes lições sobre o reino de Deus e a sua justiça.
Depois do fracasso dos fariseus, lá vem os saduceus com a questão da ressurreição dos mortos, em que não criam. Eles contaram a sua história - compare com Dt 25.5-6 – e pediram a Jesus que resolvesse a questão, aparentemente sem solução.
No vs. 31, Jesus citou o Pentateuco (Ex 3.6), a única porção das Escrituras aceita pelos saduceus. Ele afirmou que Deus é (não era) o Deus dos patriarcas e isso provava a ressurreição porque o Deus vivo não nomearia a si mesmo como o Deus dos mortos.
O Deus eterno convida seus escolhidos para um relacionamento eterno com ele. Deus fez promessas pactuais aos patriarcas, promessas que não foram cumpridas durante a vida terrena deles e que, no entanto, ainda estão em vigor. Tudo isso indica que Deus restaurará os patriarcas à vida. Eu ainda vou mais longe, eles estão vivos na presença de Deus hoje, em perfeita comunhão com ele, nos céus, mas incomunicáveis com os vivos aqui na terra.
A resposta de Jesus calou os saduceus e todo povo se admirou da sabedoria dele. Novamente os fariseus se achando os tais, resolvem colocá-lo à prova com mais um grande ardil, mas Jesus dá a volta por cima numa questão aparentemente perdida que extraiu dos próprios questionadores elogios.
Jesus resume toda a Lei e os Profetas - esse é um modo de se referir a todo o Antigo Testamento – a dois grandes mandamentos:
(1)     Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento.
(2)     Ame o seu próximo como a si mesmo.
O amor cumpre a lei porque ele resume os mandamentos de Deus e motiva a nossa obediência a eles (Rm 13.8-10; 1Co 13). O amor não anula as normas de Deus de conduta, mas as ilumina e aprofunda (cf. 5.17; Rm 8.4).
Agora foi a vez de Jesus colocá-los à prova com uma questão simples relacionada a ele mesmo. Os fariseus haviam testado Jesus; agora, Jesus os estava testando. Que pensais vós do Cristo, é ele filho de quem? Ao que imediatamente responderam ser ele filho de Davi.
Ele focalizou na questão crucial da identidade do Messias (o Cristo), e sua citação de SI 110 (no vs. 44) mostra que o conceito comum do Messias era limitado demais.
Mt 22:1 De novo, entrou Jesus a falar por parábolas, dizendo-lhes:
Mt 22:2 O reino dos céus é semelhante a um rei
que celebrou as bodas de seu filho.
Mt 22:3 Então, enviou os seus servos
a chamar os convidados para as bodas;
mas estes não quiseram vir.
Mt 22:4 Enviou ainda outros servos, com esta ordem:
Dizei aos convidados:
Eis que já preparei o meu banquete;
os meus bois e cevados já foram abatidos,
e tudo está pronto;
vinde para as bodas.
Mt 22:5 Eles, porém, não se importaram e se foram,
um para o seu campo,
outro para o seu negócio;
Mt 22:6 e os outros, agarrando os servos,
os maltrataram e mataram.
Mt 22:7 O rei ficou irado e, enviando as suas tropas,
exterminou aqueles assassinos e lhes incendiou a cidade.
Mt 22:8 Então, disse aos seus servos:
Está pronta a festa,
mas os convidados não eram dignos.
Mt 22:9 Ide, pois, para as encruzilhadas dos caminhos
e convidai para as bodas a quantos encontrardes.
Mt 22:10 E, saindo aqueles servos pelas estradas,
reuniram todos os que encontraram, maus e bons;
e a sala do banquete ficou repleta de convidados.
Mt 22:11 Entrando, porém, o rei para ver os que estavam à mesa,
notou ali um homem que não trazia veste nupcial
Mt 22:12 e perguntou-lhe:
Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial?
E ele emudeceu.
Mt 22:13 Então, ordenou o rei aos serventes:
Amarrai-o de pés e mãos
e lançai-o para fora, nas trevas;
ali haverá choro e ranger de dentes.
Mt 22:14 Porque muitos são chamados,
mas poucos, escolhidos.
Mt 22:15 Então, retirando-se os fariseus,
consultaram entre si como o surpreenderiam em alguma palavra.
Mt 22:16 E enviaram-lhe discípulos,
juntamente com os herodianos, para dizer-lhe:
Mestre, sabemos que és verdadeiro
e que ensinas o caminho de Deus,
de acordo com a verdade,
sem te importares com quem quer que seja,
porque não olhas a aparência dos homens.
Mt 22:17 Dize-nos, pois:
que te parece?
É lícito pagar tributo a César ou não?
Mt 22:18 Jesus, porém, conhecendo-lhes a malícia, respondeu:
Por que me experimentais,
hipócritas?
Mt 22:19 Mostrai-me a moeda do tributo.
Trouxeram-lhe um denário.
Mt 22:20 E ele lhes perguntou:
De quem é esta efígie e inscrição?
Mt 22:21 Responderam:
De César.
Então, lhes disse:
Dai, pois,
a César o que é de César
e a Deus o que é de Deus.
Mt 22:22 Ouvindo isto,
se admiraram
e, deixando-o, foram-se.
Mt 22:23 Naquele dia, aproximaram-se dele alguns saduceus,
que dizem não haver ressurreição, e lhe perguntaram:
Mt 22:24 Mestre, Moisés disse:
Se alguém morrer, não tendo filhos,
seu irmão casará com a viúva
e suscitará descendência
ao falecido.
Mt 22:25 Ora, havia entre nós sete irmãos.
O primeiro, tendo casado, morreu
e, não tendo descendência,
deixou sua mulher
a seu irmão;
Mt 22:26 o mesmo sucedeu com o segundo,
com o terceiro,
até ao sétimo;
Mt 22:27 depois de todos eles,
morreu também a mulher.
Mt 22:28 Portanto, na ressurreição,
de qual dos sete será ela esposa?
Porque todos a desposaram.
Mt 22:29 Respondeu-lhes Jesus:
Errais, não conhecendo as Escrituras
nem o poder de Deus.
Mt 22:30 Porque, na ressurreição,
nem casam,
nem se dão em casamento;
são, porém, como os anjos no céu.
Mt 22:31 E, quanto à ressurreição dos mortos,
não tendes lido o que Deus vos declarou:
Mt 22:32 Eu sou
o Deus de Abraão,
o Deus de Isaque
e o Deus de Jacó?
Ele não é Deus de mortos,
e sim de vivos.
Mt 22:33 Ouvindo isto,
as multidões se maravilhavam da sua doutrina.
Mt 22:34 Entretanto, os fariseus,
sabendo que ele fizera calar os saduceus,
reuniram-se em conselho.
Mt 22:35 E um deles,
intérprete da Lei,
experimentando-o, lhe perguntou:
Mt 22:36 Mestre,
qual é o grande mandamento na Lei?
Mt 22:37 Respondeu-lhe Jesus:
Amarás o Senhor, teu Deus,
de todo o teu coração,
de toda a tua alma
e de todo o teu entendimento.
Mt 22:38 Este é o grande e primeiro mandamento.
Mt 22:39 O segundo, semelhante a este, é:
Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Mt 22:40 Destes dois mandamentos
dependem toda a Lei
e os Profetas.
Mt 22:41 Reunidos os fariseus, interrogou-os Jesus:
Mt 22:42 Que pensais vós do Cristo?
De quem é filho?
Responderam-lhe eles:
De Davi.
Mt 22:43 Replicou-lhes Jesus:
Como, pois, Davi,
pelo Espírito,
chama-lhe Senhor, dizendo:
Mt 22:44 Disse o Senhor ao meu Senhor:
Assenta-te à minha direita,
até que eu ponha os teus inimigos
debaixo dos teus pés?
Mt 22:45 Se Davi, pois,
lhe chama Senhor,
como é ele seu filho?
Mt 22:46 E ninguém lhe podia responder palavra,
nem ousou alguém,
a partir daquele dia,
fazer-lhe perguntas.
É aqui em Mateus 22 que Jesus nos fala de Deus como o Deus dos Vivos! Não existe morte no reino de Deus, pois para Deus todos vivem. O que experimentamos atualmente (estou falando apenas dos que vão para os céus) é separação entre os vivos da terra e os vivos nos céus. Estando os vivos nos céus e os vivos na terra: onde estão os mortos?
p.s.: link da imagem original:
Contagem regressiva: Faltam 238 dias para 20/04/16 (Inicio: 05/05/15). Tu, SENHOR, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti. (Is 26.3).

A Deus toda glória! p/ pr. Daniel Deusdetehttp://www.jamaisdesista.com.br
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No entanto, lembre-se de juntar Cl 3:17 com 1 Co 10:31 :
devemos tudo fazer para a glória de Deus e em nome de Jesus! Deus o abençoe.