sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Mateus 10 1-42 - CONFESSE A JESUS, SEM MEDO E COM CORAGEM.

Estamos vendo o Evangelho de Mateus escrito com o propósito de inspirar os cristãos ao serviço grato e fiel de promover o reino de Deus ao apresentar Jesus como o tão esperado rei e apresentar o reino que ele trouxe como o cumprimento do plano da redenção de Deus. Estamos na parte III, no capítulo 10.
III. AS OBRAS DO REINO (8.1-10.42) - continuação.
Como já dissemos, Jesus realizou muitos milagres que mostraram o seu poder para estabelecer o reino. Ele também chamou, deu poder e enviou discípulos para espalharem o reino. Entretanto, eles foram advertidos por Jesus que perseguição e sofrimento viriam àqueles que serviam ao reino do céu.
Esses caps.-8-10 foram divididos em duas seções, conforme a BEG: A. Narrativa: curando e chamando (8.1-9.38) – já vimos – e B. Sermão: a missão do reino (10.1-42) – veremos agora.
B. Sermão: a missão do reino (10.1-42).
Em seguida, Jesus chama os doze e lhes dá autoridade para expulsar espíritos imundos e curar todas as doenças e enfermidades. Veja que a autoridade e o poder pertencem a Jesus que pode dar aos seus discípulos ou transmiti-las. Mateus dá a lista dos 12, incluindo o traidor que ficará com Jesus até o fim.
Depois dá longas instruções aos 12 para darem continuidade ao seu trabalho o qual envolve o percorrer as aldeias e vilas, pregar o evangelho do reino de Deus, ensinar e curar. Eu creio que nosso ministério atual é também continuação daquele inicial.
A obra de Jesus tem continuidade, não mais agora com os 12, mas com os seguidores do Caminho até a sua volta gloriosa.
Nesse capítulo dez, que estamos chamando de “sermão: a missão do reino”, veremos a descrição do segundo maior sermão de Jesus no qual ele anunciou a visão do reino. Nesse ponto, Jesus mandou seus doze discípulos espalharem o reino de Deus para "as ovelhas perdidas da casa de Israel" (v. 6).
Mateus os chama de apóstolos. Conforme a BEG, em grego, apostolos. Literalmente, "enviados". Embora apóstolos seja usado num sentido geral no Novo Testamento (p. ex., "mensageiros" em 2Co 8.23; veja também ITs 2.6 com 1Ts 1.1), quando usado como o ofício principal de apóstolo, o termo recebe a força adicional do hebraico shaliach, o representante da autoridade imperial do senhor cuja palavra era a do suserano.
Observe que aqui aos Doze foi dada a autoridade para fazerem exatamente as coisas que o próprio Jesus estava fazendo (10.7-8). Todas as listas dos apóstolos nos Evangelhos sinóticos (vs. 2-4; Mc 3.16-19; Lc 6.13-16) começam com Simão Pedro e terminam com Judas Iscariotes.
As duplas relatadas em Mateus podem refletir o fato de que os doze foram mandados de dois em dois (Mc 6,7).
Os doze são:
1.      Primeiro, Simão, chamado Pedro.
2.      André, seu irmão.
3.      Tiago, filho de Zebedeu.
4.      João, seu irmão.
5.      Filipe.
6.      Bartolomeu.
7.      Tomé.
8.      Mateus, o publicano.
9.      Tiago, filho de Alfeu.
10.  Tadeu (provavelmente o mesmo que Judas. filho (ou irmão) de Tiago, o qual é mencionado em Lc 6.16).
11.  Simão, o zelote (o mesmo que Simão cananeu ("zelote" em aramaico). Os zelotes defendiam ações militares contra Roma e mais tarde se tornaram uma força política muito poderosa. Provavelmente Simão foi associado com o movimento antes de seu chamado e continuou a ser chamado "zelote" para distingui-lo de seu irmão Simão Pedro).
12.  Judas Iscariotes, que o traiu.
Conforme estamos estudando pela BEG, o cap. 10 contém muitas linhas de ensino com relação às missões que estão espalhadas nos outros Evangelhos.
Isso não significa que Mateus inventou a ocasião, mas pode significar que, a fim de organizar os ensinos de Jesus sob cinco títulos, Mateus recolheu materiais relevantes que devem ter sido ensinados em uma ou mais diferentes ocasiões.
Isso é particularmente verdadeiro quanto aos vs. 17-22, que prevê uma missão mundial com predições sobre ser levado perante "governadores e... reis" (vs. 18) e parece ir além do vs. 5, que restringia a missão a Israel.
No entanto, a missão futura dos discípulos para todo o mundo está ligada à experiência da pregação em Israel. O agrupamento do material em Mateus é apropriado.
No verso 5, Jesus dá instruções claras para eles não tomarem o rumo da direção dos gentios, literalmente, "não partam para o caminho dos gentios”, ou seja, não vá às terras dos gentios. Embora Jesus já tivesse respondido à fé dos gentios (8.10), o foco da primeira missão dos discípulos, como aquela de Jesus antes de sua paixão e ressurreição (cf. 15.241, era os filhos naturais do reino, o povo judeu.
Observe, entretanto, que ele não proibiu os discípulos de pregarem aos gentios com quem eles deveriam se encontrar durante suas viagens.
O que deveriam pregar?
Jesus deixa isso claro no verso 7 e 8. A mensagem simples era “O Reino dos céus está próximo”.
O que deveriam fazer?
Isso também é muitíssimo claro em suas instruções: curem os enfermos, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios. Eles estavam recebendo autoridade e poder de graça; óbvio que deveriam ministrar do mesmo jeito, de graça. Os mesmos sinais da vinda do reino que Jesus demonstrou nos caps. 8-9 devem ser executados pelos seus discípulos.
E o que deveriam levar com eles durante o trabalho?
Não era para levarem nem ouro, nem prata, nem cobre em seus cintos; não deveriam levar nenhum saco de viagem, nem túnica extra, nem sandálias, nem bordão; pois o trabalhador é digno do seu sustento
O reino foi dado aos discípulos gratuitamente. Se eles comercializassem a mensagem, isso insultaria Deus e ocultaria a natureza do evangelho como um presente gratuito. Contudo, eles deveriam receber provisões; eles não deveriam se "prover” ("procurar" é uma melhor tradução) de dinheiro extra e provisões (vs. 9-10), mas depender da provisão de Deus. Isso é um paradigma da vida cristã em geral.
Como deveriam agir na cidade ou povoado em que entrassem?
Com relação à casa
Primeiro, procurariam alguém digno de recebê-los e ali se hospedariam. A senha de entrada no lar era a saudação da paz do Senhor. Se a casa fosse digna, a paz que estava nos discípulos, repousaria nela, na casa visitada; se não, ela retornaria para eles.
Se não o recebessem, nem os ouvissem, era para eles sacudirem o pó dos seus pés. Era costume os judeus sacudirem o pó de seus pés quando saíam das terras dos gentios. Uma cidade que não recebia os discípulos, não recebia Jesus e tornava-se espiritualmente "paga" e sujeita a julgamento, como aconteceu com Sodoma e Gomorra. (cf. At 13.51).
Com relação às suas atitudes
A palavra chave aqui era cautela. Como falamos a pouco, os vs. 17-20 antecipam uma futura e mais extensiva missão do que aquela apresentada na imediata ocasião descrita no vs. 5.
Perseguições ocorreriam tanto por parte das autoridades judaicas (vs. 17) como das autoridades gentias (vs. 18). Porém, os discípulos de Jesus não deveriam reagir a luta do mesmo modo como os pagãos faziam contratando oradores profissionais como advogados de defesa. Em vez disso, o Espírito Santo providenciaria a defesa deles.
Jesus estava pedindo a eles cautela, vigilância e sabedoria, pois por causa de seu nome eles haveriam de sofre grande perseguição. Ele mesmo chega a dizer que todos os odiariam por causa dele. Todos aqui significa "todos os tipos de pessoas". A alusão é a Mq 7.6 (Porque o filho despreza ao pai, a filha se levanta contra sua mãe, a nora contra sua sogra, os inimigos do homem são os da sua própria casa), uma passagem que Mateus cita mais adiante (vs. 35-36).
Nesse momento, Jesus orienta eles a fugirem. Existem várias visões acerca do que a "vinda” do Filho do Homem significa nesse versículo. Conforme a BEG, as mais importantes são:
(1)     Essa "vinda" refere-se à segunda vinda de Cristo em julgamento no final dos tempos. Essa visão tem a vantagem de combinar facilmente com algumas outras referências dessa "vinda" (24.30; 25.31; 26.64), embora a referência em 16.28 fale contra ela. Há três variações dessa visão:
(a) A visão dispensacional interpõe uma suspensão e uma posterior continuação da missão a Israel. O principal problema aqui é que essa visão retira tanto o vs. 23 quanto todos os vs. 16-23 do contexto e toma esse material incompreensível tanto para aqueles que ouviam Jesus quanto para a igreja primitiva.
(b) A forma simbólica dessa visão entende o uso de "Israel" aqui como significando o mundo ou a igreja. Porém, o contexto não dá nenhuma indicação de um significado simbólico para Israel, e Mateus não usa Israel dessa maneira em nenhuma outra passagem.
(c) Uma terceira visão é que Jesus simplesmente quer dizer que a tarefa de evangelização dos judeus não será completada até a segunda vinda. Esse pode ser o entendimento linguisticamente mais natural, Mas parece haver uma conotação de urgência no v. 23 que é difícil explicar.
(2)     Essa "vinda" é uma exaltação de Jesus no céu em sua ressurreição. A dificuldade aqui é que não há evidências de que os discípulos foram perseguidos com a intensidade presumida nos vs. 17-22 antes da ressurreição de Jesus.
(3)     Essa “vinda” é o derramamento do Espírito no Pentecostes. Essa explicação sofre pela falta de evidências de perseguição antes do Pentecostes. Além disso, os discípulos foram ordenados a esperarem até depois do Pentecostes antes de começarem a missão (At 1.4).
(4)     A frase "até que venha o Filho do Homem" é uma maneira de dizer "até que eu alcance vocês". Mas, mais uma vez, a perseguição descrita nos vs. 17-22 parece, então, irrelevante. O significado teológico da "vinda" do Filho do Homem também torna esse significado improvável.
(5)     Essa "vinda" se refere à destruição de Jerusalém no ano 70 d.C. Essa “vinda" é, então, a vinda do julgamento contra Israel como uma nação, a eliminação simbólica final da velha ordem e o cumprimento da profecia.
Essa visão permanece com a conotação de urgência, entende "Israel" como sendo Israel e se relaciona com a perseguição conhecida antes do ano 70 d.C.
Além disso, seria endereçada aos discípulos mais do que a uma geração hipotética mais de dois mil anos depois. Isso também pode estar ligado a todas as outras referências com relação à vinda do Filho do Homem, porque todas elas têm a ver com o grande e terrível julgamento de Deus.
Ainda há uma dificuldade, entretanto: nem todas as ocorrências da "vinda" do Filho do Homem podem prontamente ser aplicadas somente à destruição de Jerusalém.
Mesmo assim, do mesmo modo que nós podemos ver a ligação entre as ressurreições que ocorreram na morte de Jesus (27.52-53), a própria ressurreição de Jesus e a ressurreição final, também podemos perceber uma ligação entre o julgamento da cruz, o julgamento de Jerusalém e o julgamento final do mundo.
A destruição de Jerusalém foi uma intervenção no presente do juízo final de Deus contra todos os descrentes.
Que haveria perseguições, haveria e Jesus mesmo dá o tom ao dizer que se ele que era o Mestre e o Senhor, sofreu perseguições, quanto mais seus seguidores. Jesus mesmo foi chamado de Belzebu, o príncipe dos demônios, identificado como Satanás em 12.24-27.
Sua derivação pode ser do hebraico para "senhor das moscas", “príncipe Baal" ou talvez até mesmo "senhor do estrume".
Ele lhes exorta a nada temerem. Essa ordem para temer mais a Deus mais do que pessoas é talvez um desenvolvimento de Is 8.12-13. Isso é apoiado por três argumentos, conforme a BEG:
(1)     Os atos das pessoas más demonstrarão o que elas são.
(2)     Pessoas más podem somente matar o corpo, não a alma, enquanto Deus pode punir tanto a alma como o corpo eternamente.
(3)     Deus soberanamente ordena tudo, até mesmo a queda de um pardal ou o número de cabelos da cabeça da pessoa.
O temor é resposta adequada a Deus. Há um medo aterrorizante e amedrontador que o amor cura (IJo 4.18), mas um medo submisso que reconhece Deus como Deus permanece como a única atitude apropriada.
Geralmente, nas Escrituras, esse termo “alma” que Deus tem o poder de destruir, junto com o corpo no inferno, não se refere simplesmente à parte não física de um ser humano, mas à existência pessoal ou vida, que tanto inclui como transcende a vida física. Essa é a palavra traduzida "vida" no vs. 39.
No final de todas as coisas, inclusive o inferno, a morte, o diabo e todos os seus seguidores, os que não foram encontrados escritos no livro da vida, serão lançados no lago de fogo e enxofre – Ap 20.14,15.
Não era portanto para temermos esses ou qualquer outra coisa, antes deveríamos temer a Deus que tanto pode destruir a alma quanto o corpo.
Jesus então os consola dizendo que um pardal não vale nada, não mais do que uma moedinha, no entanto, nenhum deles cai, sem o consentimento de Deus que ele fez questão de enfatizar como o nosso Pai – vs. 28, 29. Exagerou até na comparação para enfatizar o cuidado de Deus para conosco ao declarar que mesmo os fios de nossos cabelos estão todos contados e sendo cuidados pelo Pai - vs. 30. Em função disso, ele pedia que não os temêssemos, pois valíamos muito mais do que pardais.
Devemos, em função dessa palavra e comparações, confessar o Senhor Jesus em todo tempo e a todos os povos, sem temor. Ainda que se levantem exércitos de opositores radicais prontos para cometerem as piores atrocidades de todos os tempos, devemos permanecer firmes em nosso testemunho, sabendo o que nos aguarda e quem nos capacita.
Jesus declarou com esse discurso forte que o relacionamento de uma pessoa com Deus depende exclusiva e eternamente do relacionamento e da atitude dessa pessoa com Jesus (cf. At 4.12).
Por isso que ele disse que não tinha vindo trazer a paz, mas a espada. Mq 7.6 falou sobre as características rebeldes e conflitantes de Israel durante o período de Acaz. Assim como a história de Israel prenuncia a história de Jesus (cf. 2.15), o seu tumulto e conflito prenunciaram o conflito que resultou da vinda do Messias, levando, até mesmo à divisão de famílias.
Muitos de passado não cristão, que se converteram, testemunharam sobre a séria verdade dessa divisão. Viver o evangelho muitas vezes torna a vida mais difícil, e não mais fácil, porque Jesus exige um comprometimento muito maior do que os mais fortes laços da vida humana (vs. 37-39).
A exigência de Jesus, de Deus, do Pai, vai além de tudo o que podemos conhecer. Devemos amá-lo acima de nosso pai, de nossa mãe, de nossos filhos e filhas e ainda devemos tomar a nossa cruz e segui-lo, caso contrário, não seremos dignos dele. É de fato muito forte! É coisa séria! É a mais pura verdade.
Esse tomar a sua cruz não significa que os seguidores de Jesus devem suportar alguma carga que o Senhor impôs. Em vez disso, refere-se à total obediência e identificação com Jesus, mesmo diante da morte. Além disso, no v. 39 devemos destacar as palavras "por minha causa".
Ele esclarece a eles que não adiantaria de nada a vida deles sem ele, o Senhor. Pois o que acha a sua vida fora dele, a perderá, mas aquele que perder a sua vida, aqui, por causa dele, a achará. Assim, quem nos receber em seu nome, receberá a ele, mas quem não nos receber, rejeitará a ele, o Senhor.
Os profetas e os justos a que se refere nos vs. 41, 42 eram os porta-vozes de Deus no Antigo Testamento (cf. 13.17; 23.29); então, aqui, isso simplesmente enfatiza o princípio de que receber alguém como emissário de outra pessoa é equivalente a receber a pessoa que o enviou (vs. 40). De modo consistente, os pequeninos aqui é uma referência aos discípulos de Jesus, não às crianças pequenas – vs. 42.
Mt 10:1 Tendo chamado os seus doze discípulos,
deu-lhes Jesus
autoridade
sobre espíritos imundos
para os expelir
e para curar
toda sorte de doenças e enfermidades.
Mt 10:2 Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes:
primeiro, Simão, por sobrenome Pedro,
e André, seu irmão;
Tiago, filho de Zebedeu,
e João, seu irmão;
Mt 10:3 Filipe
e Bartolomeu;
Tomé
e Mateus, o publicano;
Tiago, filho de Alfeu,
e Tadeu;
Mt 10:4 Simão, o Zelote,
e Judas Iscariotes, que foi quem o traiu.
Mt 10:5 A estes doze enviou Jesus, dando-lhes as seguintes instruções:
Não tomeis rumo aos gentios,
nem entreis em cidade de samaritanos;
Mt 10:6 mas, de preferência,
procurai as ovelhas perdidas da casa de Israel;
Mt 10:7 e, à medida que seguirdes,
pregai que está próximo o reino dos céus.
Mt 10:8 Curai enfermos,
ressuscitai mortos,
purificai leprosos,
expeli demônios;
de graça recebestes,
de graça dai.
Mt 10:9 Não vos provereis de ouro,
nem de prata,
nem de cobre nos vossos cintos;
Mt 10:10 nem de alforje para o caminho,
nem de duas túnicas,
nem de sandálias,
nem de bordão;
porque digno é o trabalhador do seu alimento.
Mt 10:11 E, em qualquer cidade ou povoado em que entrardes,
indagai quem neles é digno;
e aí ficai até vos retirardes.
Mt 10:12 Ao entrardes na casa,
saudai-a;
Mt 10:13 se, com efeito, a casa for digna,
venha sobre ela a vossa paz;
se, porém, não o for,
torne para vós outros a vossa paz.
Mt 10:14 Se alguém não vos receber,
nem ouvir as vossas palavras,
ao sairdes daquela casa ou daquela cidade,
sacudi o pó dos vossos pés.
Mt 10:15 Em verdade vos digo
que menos rigor haverá para Sodoma e Gomorra,
no Dia do Juízo, do que para aquela cidade.
Mt 10:16 Eis que eu vos envio como ovelhas
para o meio de lobos;
sede, portanto,
prudentes como as serpentes
e símplices como as pombas.
Mt 10:17 E acautelai-vos dos homens;
porque vos entregarão aos tribunais
e vos açoitarão nas suas sinagogas;
Mt 10:18 por minha causa sereis levados
à presença de governadores
e de reis, para lhes servir de testemunho,
a eles e aos gentios.
Mt 10:19 E, quando vos entregarem,
não cuideis em como ou o que haveis de falar,
porque, naquela hora, vos será concedido
o que haveis de dizer,
Mt 10:20 visto que não sois vós os que falais,
mas o Espírito de vosso Pai é quem fala em vós.
Mt 10:21 Um irmão entregará à morte outro irmão,
e o pai, ao filho;
filhos haverá que se levantarão contra os progenitores
e os matarão.
Mt 10:22 Sereis odiados de todos por causa do meu nome;
aquele, porém, que perseverar até ao fim,
esse será salvo.
Mt 10:23 Quando, porém, vos perseguirem numa cidade,
fugi para outra; porque em verdade vos digo
 que não acabareis de percorrer
as cidades de Israel,
até que venha o Filho do Homem.
Mt 10:24 O discípulo não está acima do seu mestre,
nem o servo, acima do seu senhor.
Mt 10:25 Basta ao discípulo ser como o seu mestre,
e ao servo, como o seu senhor.
Se chamaram Belzebu ao dono da casa,
quanto mais aos seus domésticos?
Mt 10:26 Portanto, não os temais;
pois nada há encoberto,
que não venha a ser revelado;
nem oculto,
que não venha a ser conhecido.
Mt 10:27 O que vos digo às escuras,
dizei-o a plena luz;
e o que se vos diz ao ouvido,
proclamai-o dos eirados.
Mt 10:28 Não temais os que matam o corpo
e não podem matar a alma;
temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno
tanto a alma como o corpo.
Mt 10:29 Não se vendem dois pardais por um asse?
E nenhum deles cairá em terra
sem o consentimento de vosso Pai.
Mt 10:30 E, quanto a vós outros,
até os cabelos todos da cabeça estão contados.
Mt 10:31 Não temais, pois!
Bem mais valeis vós do que muitos pardais.
Mt 10:32 Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens,
também eu o confessarei diante de meu Pai,
que está nos céus;
Mt 10:33 mas aquele que me negar diante dos homens,
também eu o negarei diante de meu Pai,
que está nos céus.
Mt 10:34 Não penseis que vim trazer paz à terra;
não vim trazer paz, mas espada.
Mt 10:35 Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai;
entre a filha e sua mãe
e entre a nora e sua sogra.
Mt 10:36 Assim, os inimigos do homem
serão os da sua própria casa.
Mt 10:37 Quem ama seu pai ou sua mãe
mais do que a mim
não é digno de mim;
quem ama seu filho ou sua filha
mais do que a mim
não é digno de mim;
Mt 10:38 e quem não toma a sua cruz
e vem após mim não é digno de mim.
Mt 10:39 Quem acha a sua vida
perdê-la-á;
quem, todavia, perde a vida por minha causa
achá-la-á.
Mt 10:40 Quem vos recebe
a mim me recebe;
e quem me recebe
recebe aquele que me enviou.
Mt 10:41 Quem recebe um profeta,
no caráter de profeta,
receberá o galardão de profeta;
quem recebe um justo,
no caráter de justo,
receberá o galardão de justo.
Mt 10:42 E quem der a beber,
ainda que seja um copo de água fria,
a um destes pequeninos,
por ser este meu discípulo,
em verdade vos digo
que de modo algum
perderá o seu galardão.
Ser discípulo de Jesus é dar continuidade às suas obras aqui na terra que ele nos deixou para executá-las. Se negligenciarmos tais obras, o que será de nós?
p.s.: link da imagem original:
Contagem regressiva: Faltam 250 dias para 20/04/16 (Inicio: 05/05/15). Tu, SENHOR, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti. (Is 26.3).

A Deus toda glória! p/ pr. Daniel Deusdetehttp://www.jamaisdesista.com.br
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No entanto, lembre-se de juntar Cl 3:17 com 1 Co 10:31 :
devemos tudo fazer para a glória de Deus e em nome de Jesus! Deus o abençoe.