quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Mateus 1 1-25 - A GENEALOGIA DE JESUS, O CRISTO!

SOBRE O EVANGELHO E ATOS

Antes de entramos nos livros de Mt, Mc, Lc e Jo, faremos um breve resumo sobre os evangelhos. Aproveitaremos, sempre que oportuno, os comentários e dicas da Bíblia de Estudo de Genebra – BEG.
Os evangelhos são os quatro livros de Mateus, Marcos, Lucas e João que narram a vida de Jesus desde o seu nascimento até sua morte, ressurreição e ascensão aos céus, 40 dias após ter ressuscitado dentre os mortos e andado com seus discípulos os preparando para a formação da sua igreja.
Jesus Cristo é a personagem central desses livros bem como seus ensinamentos, palavras, pregações, curas, sinais, prodígios e milagres. Jesus Cristo é a resposta de Deus ao homem que o buscava. Ele é a semente messiânica anunciada desde Gn 3.15, no proto-evangelho. Deus não deu opções ao homem por outro caminho até ele. Ou ele aceita a sua palavra, se converte e siga Jesus Cristo, o Messias, ou estará sendo separado para ser para sempre rejeitado.
Contexto histórico dos Evangelhos e de Atos.
Herodes o Grande, que faleceu logo depois do nascimento cie Jesus, havia designado seu filho Arquelau como sucessor no governo da Judeia e Samaria (Mt 2.19-22). Tendo herdado as fraquezas de seu pai, mas não suas virtudes, Arquelau foi banido dez anos depois de se tornar governador. Em decorrência disso, a Judeia e Samaria foram colocadas sob o controle direto de Roma, exercido por meio de governadores ou prefeitos (chamados posteriormente de "procuradores"), incluindo Pôncio Pilatos, que ocupava esse cargo durante o ministério de Jesus. Herodes havia entregue as províncias da Galileia (onde Jesus passou a maior parte de sua vida e ministério) e Pereia a outro filho, Herodes Antipas, mencionado apenas de passagem nos Evangelhos (p. ex., Mt 14.1-12; Lc 23.6-15). O reinado de Antipas foi longo, mas em 39 d.C., Herodes Agripa, neto de Herodes o Grande, conseguiu banir Antipas e assumir o controle da Galileia e da Pereia. Dois anos depois, o seu amigo de infância Cláudio, o imperador romano na época, também o coroou rei da Judeia e Samaria. Agripa tinha o apoio dos judeus, mas o seu reinado foi curto. Morreu em 44 d.C. depois de perseguir alguns dos apóstolos e receber louvores como se fosse um deus (At 12.1-4,19-23). Os romanos reassumiram o governo, dando a Agripa II o controle de apenas uma pequena porção da Terra Prometida (At 25.13-26.32). As tensões entre judeus e romanos se intensificaram nesse período e eclodiram na revolta de 66 d.C. Esse conflito teve consequências desastrosas para o povo judeu e Jerusalém foi destruída em 70 d.C.[1]
O caráter da narrativa do Novo Testamento
Com exceção do Pentateuco, os principais livros históricos do Antigo Testamento (Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis) são chamados na tradição judaica de "Profetas Anteriores", sendo que os “Profetas Posteriores” são os “Profetas maiores” e os “Profetas Menores” que se constituem dos últimos 17 livros da Bíblia, do Antigo Testamento.
Assim, não temos neles, nos Profetas Anteriores, o propósito principal de servir de registro dos acontecimentos históricos nacionais, mas sim de se constituir de mensagens proféticas que visam repreender, consolar e exortar. Do mesmo modo, os Evangelhos e Atos não fornecem, como propósito principal, todos os detalhes históricos e cronológicos, antes, registram acontecimentos selecionados e organizados de modo a apresentar da melhor maneira possível, a mensagem do evangelho.
Os livros sinópticos
Até mesmo uma leitura superficial dos quatro Evangelhos mostra que três deles (Mateus, Marcos e Lucas) são bastante parecidos, especialmente em contraste com João. Salvo poucas exceções importantes, os acontecimentos incluídos em João (p. ex., cap. 3; 9; 11; 14) não aparecem nos três primeiros Evangelhos. Por esses motivos, os três primeiros Evangelhos são chamados com frequência de "sinóticos" (pois compartilham um mesmo ponto de vista). 

O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS

Autor:
        Cremos ser de autoria de Mateus (Levi), embora pareça ter sido escrito anonimamente.
Pode haver uma sutil confirmação da autoria de Mateus pela maneira em que ele fala sobre si mesmo (9.9; 10.3), mas essa evidência pode ser questionada.
Embora seja impossível determinar a identidade do autor com absoluta certeza, a antiga associação desse livro com Mateus aponta para a sua aceitação como o relato de uma testemunha ocular da vida de Jesus.
Além disso, ouvimos no Evangelho a voz de seu principal autor, o próprio Espírito de Deus.
Propósito:
        Demonstrar pela vida e obra de Jesus que ele é o Messias esperado e desejado e assim evangelizar o ser humano em suas aldeias, povoados, vilas, povos e nações. Também o de inspirar os cristãos ao serviço grato e fiel de promover o reino de Deus ao apresentar Jesus como o tão esperado rei e apresentar o reino que ele trouxe como o cumprimento do plano da redenção de Deus.
Verdades fundamentais:
        Jesus cumpriu as Escrituras do Antigo Testamento.
        Jesus é o Rei prometido (o Messias).
        Enquanto esteve aqui na terra, Jesus inaugurou o reino de Deus.
        Os seguidores de Jesus devem espalhar o reino e fazer discípulos de todas as nações.
        Os seguidores de Jesus sofrerão, mas Jesus estará sempre com eles.
        Quando retornar, Jesus completará o reino de Deus.
Data e Ocasião
Provavelmente Data: 60-70 d.C.
Pode ser difícil determinar a data do Evangelho de Mateus, mas com certeza ele foi completado cinquenta ou sessenta anos depois dos acontecimentos que descreve.
Seu autor não poderia ter inventado as histórias livremente, uma vez que as testemunhas oculares ainda estavam vivas para desmentir as declarações falsas. Com muita probabilidade, o Evangelho de Mateus foi escrito em Antioquia, na Síria.
Público original
O Evangelho de Mateus foi provavelmente dirigido à igreja de Antioquia. Inácio, o primeiro pai da igreja a citar Mateus, era bispo de Antioquia. Além disso, a congregação em Antioquia era uma mistura de judeus e gentios (cf. At 15), um fato que poderia ter dado origem aos problemas de legalismo e antinomianismo de que Mateus particularmente tratou.
Propósito e características
O Evangelho de Mateus nos apresenta Jesus – especialmente os ensinos de Jesus sobre ele mesmo e o reino do céu.
Esse reino é o cumprimento do plano de redenção de Deus e a renovação que havia sido profetizada desde a queda (Gn 3.15).
Nesse plano, a paixão e a morte de Jesus não se constituíram numa lamentável tragédia; em vez disso, elas são os meios que Deus usou para atingir o seu objetivo.
A ressurreição de Jesus marca o início do fim da História.
O propósito do Evangelho de Mateus é transmitir o ensinamento autorizado de Jesus e sobre ele, cuja vinda marcou o cumprimento das promessas de Deus. Não se trata meramente de uma história ou biografia, uma teologia ou uma confissão, um catecismo ou um conjunto de ensinamentos; é uma combinação de todas essas coisas. Mateus não permite separação entre a narrativa e a teologia ou entre a teoria e a prática.
A História é a única base autêntica para a teologia, e a teologia dá o único significado correto para a História; o mesmo vale, também, para a teoria e a prática.
O Evangelho de Mateus é excepcional em seu extensivo apelo ao cumprimento de Jesus dos padrões, requerimentos e expectativas do Antigo Testamento.
Estes não são apresentados simplesmente como "predições" e "cumprimentos", mas como indicações do cumprimento de todas as esperanças do Antigo Testamento e do propósito da existência de Israel.
Essa preocupação com o cumprimento é evidenciada não somente nas citações de Mateus, mas também na maneira como certas coisas na História são enfatizadas.
É o Evangelho de Mateus que conta que havia dois endemoninhados e dois homens cegos, de acordo com o princípio do Antigo Testamento de que um depoimento deveria ser fundamentado pela presença de, no mínimo, duas testemunhas.
É o Evangelho de Mateus que nos mostra claramente a ilegalidade das ações do Sinédrio, a perversão do Antigo Testamento pelos escribas e fariseus e a natureza pactual no modo de Deus tratar com o seu povo.
Também distintivo em Mateus é o fato de ter estruturado o ensino de Jesus em cinco principais sermões:
1.    Ética. 
2.    Discipulado e missão.
3.    O reino do céu.
4.    A igreja.
5.    A escatologia.
Essa estrutura em si deve ter sido padronizada de acordo os cinco livros de Moisés de modo a apresentar Jesus como o "profeta [Moisés]" (Dt 18.18) que era ainda maior do que Moisés.
Hoje, a maioria dos estudiosos reconhece esses cinco principais sermões como o principal recurso da estrutura de Mateus, especialmente porque cada sermão termina o seu objetivo. A ressurreição de Jesus marca o início com uma fórmula: “E quando Jesus terminou...". Além do mais, parece haver uma relação entre cada sermão e o material narrativo anterior.
Esboço de Mateus:
Veremos ao longo desses 28 capítulos três partes: Parte I. PRÓLOGO (1.1 – 2.23); Parte II. A VINDA DO REINO (3.1 – 7.29); Parte III. AS OBRAS DO REINO (8.1 – 10.42); Parte IV. A NATUREZA DO REINO (11.1 – 13.58); Parte V. A AUTORIDADE DO REINO (14.1 – 18.35); Parte VI. AS MUDANÇAS DO REINO (19.1 – 25.46); Parte VII. A PAIXÃO E A RESSURREIÇÃO (26.1 – 28.20).

Mateus 1 1-25 - A genealogia de Jesus, o Cristo

Parte I – PRÓLOGO (1.1 – 2.23)

A razão de ser de toda as Escrituras é demonstrar a qualquer estudante sério e que busca a verdade acima de qualquer coisa que Jesus Cristo é o Filho legítimo, unigênito, de Deus que foi enviado ao mundo para salvação de todo aquele que nele crer – Jo 3.16-18.
A genealogia, o nascimento e a primeira infância de Jesus demonstram que ele era o tão esperado Messias, anunciado desde Gn 3.15. Deus trabalhou miraculosamente nos primeiros anos da vida de Jesus a fim de apresentá-lo como rei dos judeus e gentios.
Os caps. 1-2 formam o prólogo, iniciando o Evangelho com a genealogia e alguns acontecimentos extraordinários que demonstram que Jesus é o Messias.
O livro de Mateus começa exatamente com a expressão “Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.” e em seguida vai relacionando em uma certa ordem, os seus ascendentes a partir de Abraão.
Genealogia, literalmente, “Origem" ou “começo" (gênesis), o que, na terminologia bíblica poderia significar "gênese" (cf. Gn 2.4; 5.1).
O termo poderia apontar para além da genealogia para todo o Evangelho, que é um “relato do começo" de Jesus Cristo, ou seja, a inauguração do seu reino.
Ele é apresentado como Cristo como se o seu nome incluísse esse adjetivo. Baseado na palavra grega para "ungido", Cristo corresponde à palavra hebraica mashiach, ou “messias", ou "o ungido'.
No Antigo Testamento, a unção com óleo simbolizava a nomeação de uma pessoa por Deus para um ofício. Todos os três ofícios do Antigo Testamento - profeta, ministro e rei - eram nomeados dessa maneira (veja 1Rs 19.16; Ex 29.7; 1Sm 16.13, respectivamente); porém, no tempo de Jesus, "Messias" era uma nomeação primariamente usada para o cargo de rei.
O Antigo Testamento prometeu a vinda de um justo servo do Senhor (Is 42.1-9), o qual seria um profeta como Moisés (Dt 18.18-19), um ministro como Melquisedeque (SI 110.4) e um rei como Davi, o ungido do Senhor (Is 55.3-5; Jr 30.9; Ez 34.24; Os 3.5; Zc 12.8).
Israel esperava um Messias que traria vitória sobre seus inimigos e estabeleceria uma regra de paz. O Evangelho de Mateus proclama que Jesus é o "Cristo", o rei e libertador prometido - muito mais do que o Messias das expectativas populares. O próprio Jesus raramente usou esse título pelo fato de que era muito mal interpretado.
Nas genealogias do Oriente Próximo, as mulheres geralmente não são listadas, mas elas faziam parte do propósito de Deus de enviar o Cristo.
Conforme a BEG, as cinco explicitamente citadas na genealogia de Jesus relembram a todos nós que Deus frequentemente faz o inesperado e escolhe o improvável.
· Tamar nos relembra os erros de Judá (Gn 38.6-30).
· Raabe foi uma prostituta gentia (Js 2).
· Rute era uma moabita e, assim, sob uma maldição especial (cl. Dt 23.3-5).
· Bate-beba, a esposa de Urias, o hitita, foi a queda de Davi (2Sm 11).
· Maria, a virgem, não somente cumpriu Is 7.14 (cf. 1.23) como também a mais importante promessa de Gn 3.15 (cf. Cl 4.4).
Os detalhes da genealogia diferem de Lc 3.23-38, provavelmente porque o Evangelho de Lucas nos mostra a descendência biológica, enquanto o Evangelho de Mateus nos dá as sucessões ao trono.
Mateus organiza a genealogia em três grupos de quatorze (ou três grupos de sete duplos) para mostrar que Deus tem um propósito na História e que a história primitiva de Israel que levou a Davi, a monarquia que levou ao exílio e a história pós-exílio de Israel, todas levam e apontam para Cristo.
Jeconias (ou seja, Jeoaquim) está incluso tanto no segundo quanto no terceiro grupo de quatorze. Não se trata de um erro, e nem uma abreviação de Mateus da genealogia. Jeoaquim foi rei tanto antes, como também depois do exílio (Dn 9.24).
Mateus não estava interessado na numerologia “per se”; ele estava ressaltando um padrão na história redentora de Deus.
Jesus veio da linhagem de Zorobabel (Mt 1.12-16) e recebeu as promessas dadas à casa de Davi depois do exílio. Contados desde Abraão, Zorobabel foi o 31º e Jesus Cristo foi 42º.
O vs. 19 diz que José era justo e resolveu, em seu coração, deixá-la secretamente. O noivado, uma promessa de casamento, era tão comprometedor como o casamento, e a infidelidade durante o noivado tornaria virtualmente obrigatório o divórcio, uma vez que não se divorciar seria uma aceitação implícita da própria culpa.
Foi necessária a intervenção de um anjo que apareceu a José em sonho dizendo para ele que não levasse adiante seu propósito de seu coração, mas que relevasse porque o que em Maria havia sido gerado não era fruto de traição ou de adultério, mas obra do Espírito Santo de Deus para trazer o Messias ao mundo.
O anjo então lhe dá mais instruções e fala qual deve ser o nome da criança quando essa nascesse: Jesus. O equivalente grego de Josué, Jesus significa "Javé é salvação" ou “Javé salva". Era também um nome comum àquela época.
Vimos aqui a interferência de um anjo – um anjo do Senhor - na tomada de decisão de um homem. José já tinha decidido deixá-la, secretamente, por que era justo, mas um anjo, em nome de Deus, o impediu por meio de um sonho. O anjo foi instrumento de Deus na comunicação do Espírito Santo com ele.
O que acontecia ali era especial e cumprimento das Escrituras e tudo se sucedeu para que se cumprisse as palavras proféticas, especialmente de Isaías.
O significado preciso da palavra hebraica ‘almah’ em Is 7.14 anda é questionado, mas Mateus apresenta claramente Maria como virgem até o nascimento de Jesus.
A concepção de uma virgem foi um milagre e certamente foi um sinal da iminente redenção de Deus de seu povo e de sua presença com ele (nesse momento, a BEG recomenda a leitura de seu excelente artigo teológico “O nascimento virginal de Jesus”, em Mt 1 – reproduzido na íntegra, logo abaixo).
Essa é primeira de muitas referências do Antigo Testamento que Mateus usa para mostrar que Jesus cumpriu o Antigo Testamento (2.6,15,18,23). Em todo o Evangelho, há doze fórmulas desse tipo cumpridas, bem como quarenta e sete citações do Antigo Testamento.
O nome Emanuel vem à mente novamente em 28.20, onde Jesus prometeu que ele estaria com seus discípulos até a consumação do século (Is 7.14).
O propósito do evangelho de Mateus, além do óbvio que é evangelizar, é inspirar os cristãos ao serviço grato e fiel de promover o reino de Deus ao apresentar Jesus como o tão esperado rei e apresentar o reino de que ele trouxe como cumprimento do plano da redenção de Deus.
Mt 1:1 Livro da genealogia de Jesus Cristo,
filho de Davi,
filho de Abraão.
Mt 1:2 Abraão gerou a Isaque;
Isaque, a Jacó;
Jacó, a Judá e a seus irmãos;
Mt 1:3 Judá gerou de Tamar a Perez e a Zera;
Perez gerou a Esrom;
Esrom, a Arão;
Mt 1:4 Arão gerou a Aminadabe;
Aminadabe, a Naassom;
Naassom, a Salmom;
Mt 1:5 Salmom gerou de Raabe a Boaz;
este, de Rute, gerou a Obede;
e Obede, a Jessé;
Mt 1:6 Jessé gerou ao rei Davi;
e o rei Davi, a Salomão, da que fora mulher de Urias;
Mt 1:7 Salomão gerou a Roboão;
Roboão, a Abias;
Abias, a Asa;
Mt 1:8 Asa gerou a Josafá;
Josafá, a Jorão;
Jorão, a Uzias;
Mt 1:9 Uzias gerou a Jotão;
Jotão, a Acaz;
Acaz, a Ezequias;
Mt 1:10 Ezequias gerou a Manassés;
Manassés, a Amom;
Amom, a Josias;
Mt 1:11 Josias gerou a Jeconias e a seus irmãos,
no tempo do exílio na Babilônia.
Mt 1:12 Depois do exílio na Babilônia, Jeconias gerou a Salatiel;
e Salatiel, a Zorobabel;
Mt 1:13 Zorobabel gerou a Abiúde;
Abiúde, a Eliaquim;
Eliaquim, a Azor;
Mt 1:14 Azor gerou a Sadoque;
Sadoque, a Aquim;
Aquim, a Eliúde;
Mt 1:15 Eliúde gerou a Eleazar;
Eleazar, a Matã;
Matã, a Jacó.
Mt 1:16 E Jacó gerou a José, marido de Maria,
da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo.
Mt 1:17 De sorte que todas as gerações,
desde Abraão até Davi, são catorze;
desde Davi até ao exílio na Babilônia, catorze;
e desde o exílio na Babilônia até Cristo, catorze.
Mt 1:18 Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim:
estando Maria, sua mãe, desposada com José,
sem que tivessem antes coabitado,
achou-se grávida
pelo Espírito Santo.
Mt 1:19 Mas José, seu esposo,
sendo justo
e não a querendo infamar,
resolveu deixá-la secretamente.
Mt 1:20 Enquanto ponderava nestas coisas,
eis que lhe apareceu,
em sonho,
um anjo do Senhor, dizendo:
José, filho de Davi,
não temas receber Maria, tua mulher,
porque o que nela foi gerado
é do Espírito Santo.
Mt 1:21 Ela dará à luz um filho
e lhe porás o nome de Jesus,
porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.
Mt 1:22 Ora, tudo isto aconteceu
para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor
por intermédio do profeta:
Mt 1:23 Eis que a virgem conceberá
e dará à luz um filho,
e ele será chamado pelo nome de Emanuel
(que quer dizer: Deus conosco).
Mt 1:24 Despertado José do sono,
fez como lhe ordenara o anjo do Senhor
e recebeu sua mulher.
Mt 1:25 Contudo, não a conheceu,
enquanto ela não deu à luz um filho,
a quem pôs o nome de Jesus.
As verdades fundamentais encontradas em Mateus são: Jesus cumpriu as Escrituras do AT; Jesus é o Rei prometido – o Messias; Enquanto esteve aqui na terra, Jesus inaugurou o reino de Deus; Os seguidores de Jesus devem espalhar o reino a todas as nações; Os seguidores de Jesus sofrerão, mas Jesus está sempre com eles; e, quando retornar, Jesus completará o reino de Deus.
Já no primeiro capítulo, como estamos vendo, Mateus procura demonstrar a linhagem messiânica que vem desde Abraão. De Abraão até Adão foram, conforme Lucas, 35 gerações. Somando-se tudo, teremos 77 gerações de Adão até o Cristo Jesus, o Messias.
Todas as histórias e as lições do Antigo Testamento, de Adão até Cristo, são para, entre outras coisas, demonstrar mais especificamente a linhagem messiânica a qual Deus falou em Gênesis 3 para a mulher, ao homem e a Satanás.
O nascimento virginal de Jesus: Maria era mesmo virgem?[2]
Mt 1.18-25; Lc 1.26-56 e 2.4-7 testemunham em uníssono que o nascimento de Jesus foi fruto de uma concepção miraculosa. Maria engravidou pela ação criadora do Espírito Santo enquanto ela ainda era virgem (Mt 1.20; Lc 1.35).
A maioria dos cristãos aceitava o nascimento virginal sem hesitar até que a teologia moderna começou a questionar os milagres no século 19. Então, a doutrina do nascimento virginal se tornou um ponto crítico de discussão acerca do sobrenaturalismo cristão e da divindade de Jesus. O liberalismo moderno rejeitou o nascimento virginal juntamente com outros milagres bíblicos.
Na realidade, o nascimento virginal harmoniza-se perfeitamente com o restante da mensagem do Novo Testamento acerca de Jesus. O próprio Jesus operou milagres e ressuscitou miraculosamente dentre os mortos, de modo que a sua entrada miraculosa no mundo não cria nenhuma dificuldade inédita. Uma vez que ele deixou o mundo de maneira sobrenatural, pela ressurreição e ascensão, a sobrenaturalidade do seu nascimento é inteiramente apropriada. Tendo em vista a dignidade e a glória pré-encarnada de Jesus (Jo 1.1-9; 17.5; Fp 2.5-11; Cl 1.15-17; Hb 1.1-3; 1Jo 1.1), bem como a glória da obra que ele veio para realizar (Mt 1.21-23; Lc 1.31-35) é natural que o seu nascimento tenha sido glorioso e miraculoso. Rejeitar o nascimento virginal de Jesus corresponde, implicitamente a questionar todos os ensinamentos do Novo Testamento a seu respeito.
A concepção miraculosa de Jesus aponta para a sua divindade e também para a realidade do poder criador que opera no nosso próprio novo nascimento (Jo 1.13). Seu nascimento miraculoso também aponta para a sua impecabilidade. Embora Maria fosse uma pecadora (Lc 1.43-48,) deu à luz Aquele que não teve pecado algum. Por meio da operação do Espírito Santo, a humanidade de Jesus não foi maculada pelo pecado, permitindo que Jesus se tornasse o sacrifício perfeito pelos pecados dos homens e o Salvador de sua própria mãe e, com ela, do restante da verdadeira igreja.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete
http://www.jamaisdesista.com.br


[1] Extraído literalmente da Bíblia de Estudo de Genebra, pg. 1225.
[2] Artigo teológico da BEG referente a Mt 1.


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No entanto, lembre-se de juntar Cl 3:17 com 1 Co 10:31 :
devemos tudo fazer para a glória de Deus e em nome de Jesus! Deus o abençoe.