quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Mateus 1 1-25 - A GENEALOGIA DE JESUS, O CRISTO!

Parte I – PRÓLOGO (1.1 – 2.23)
A razão de ser de toda as Escrituras é demonstrar a qualquer estudante sério e que busca a verdade acima de qualquer coisa que Jesus Cristo é o Filho legítimo, unigênito, de Deus que foi enviado ao mundo para salvação de todo aquele que nele crer – Jo 3.16-18.
A genealogia, o nascimento e a primeira infância de Jesus demonstram que ele era o tão esperado Messias, anunciado desde Gn 3.15. Deus trabalhou miraculosamente nos primeiros anos da vida de Jesus a fim de apresentá-lo como rei dos judeus e gentios.
Os caps. 1-2 formam o prólogo, iniciando o Evangelho com a genealogia e alguns acontecimentos extraordinários que demonstram que Jesus é o Messias.
O livro de Mateus começa exatamente com a expressão “Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.” e em seguida vai relacionando em uma certa ordem, os seus ascendentes a partir de Abraão.
Genealogia, literalmente, “Origem" ou “começo" (gênesis), o que, na terminologia bíblica poderia significar "gênese" (cf. Gn 2.4; 5.1). A palavra também ocorre (nos melhores manuscritos) em 1.18, onde ela não pode significar "genealogia".
O termo poderia apontar para além da genealogia para todo o Evangelho, que é um “relato do começo" de Jesus Cristo, ou seja, a inauguração do seu reino.
Ele é apresentado como Cristo como se o seu nome incluísse esse adjetivo. Baseado na palavra grega para "ungido", Cristo corresponde à palavra hebraica mashiach, ou “messias", ou "o ungido'.
No Antigo Testamento, a unção com óleo simbolizava a nomeação de uma pessoa por Deus para um ofício. Todos os três ofícios do Antigo Testamento - profeta, ministro e rei - eram nomeados dessa maneira (veja 1Rs 19.16; Ex 29.7; 1Sm 16.13, respectivamente); porém, no tempo de Jesus, "Messias" era uma nomeação primariamente usada para o cargo de rei.
O Antigo Testamento prometeu a vinda de um justo servo do Senhor (Is 42.1-9), o qual seria um profeta como Moisés (Dt 18.18-19), um ministro como Melquisedeque (SI 110.4) e um rei como Davi, o ungido do Senhor (Is 55.3-5; Jr 30.9; Ez 34.24; Os 3.5; Zc 12.8).
Israel esperava um Messias que traria vitória sobre seus inimigos e estabeleceria uma regra de paz. O Evangelho de Mateus proclama que Jesus é o "Cristo", o rei e libertador prometido - muito mais do que o Messias das expectativas populares. O próprio Jesus raramente usou esse título pelo fato de que era muito mal interpretado.
Nas genealogias do Oriente Próximo, as mulheres geralmente não são listadas, mas elas faziam parte do propósito de Deus de enviar o Cristo.
Conforme a BEG, as cinco explicitamente citadas na genealogia de Jesus relembram a todos nós que Deus frequentemente faz o inesperado e escolhe o improvável.
·         Tamar nos relembra os erros de Judá (Gn 38.6-30).
·         Raabe foi uma prostituta gentia (Js 2).
·         Rute era uma moabita e, assim, sob uma maldição especial (cl. Dt 23.3-5).
·         Bate-beba, a esposa de Urias, o hitita, foi a queda de Davi (2Sm 11).
·         Maria, a virgem, não somente cumpriu Is 7.14 (cf. 1.23) como também a mais importante promessa de Gn 3.15 (cf. Cl 4.4).
Os detalhes da genealogia diferem de Lc 3.23-38, provavelmente porque o Evangelho de Lucas nos mostra a descendência biológica, enquanto o Evangelho de Mateus nos dá as sucessões ao trono.
Mateus organiza a genealogia em três grupos de quatorze (ou três grupos de sete duplos) para mostrar que Deus tem um propósito na História e que a história primitiva de Israel que levou a Davi, a monarquia que levou ao exílio e a história pós-exílio de Israel, todas levam e apontam para Cristo.
Jeconias (ou seja, Jeoaquim) está incluso tanto no segundo quanto no terceiro grupo de quatorze. Não se trata de um erro, e nem uma abreviação de Mateus da genealogia. Jeoaquim foi rei tanto antes, como também depois do exílio (Dn 9.24).
Mateus não estava interessado na numerologia por se; ele estava ressaltando um padrão na história redentora de Deus.
Jesus veio da linhagem de Zorobabel (Mt 1.12-16) e recebeu as promessas dadas à casa de Davi depois do exílio. Contados desde Abraão, Zorobabel foi o 31º e Jesus Cristo foi 42º.
O vs. 19 diz que José era justo e resolveu, em seu coração, deixá-la secretamente. O noivado, uma promessa de casamento, era tão comprometedor como o casamento, e a infidelidade durante o noivado tornaria virtualmente obrigatório o divórcio, uma vez que não divorciar-se seria uma aceitação implícita da própria culpa.
Foi necessária a intervenção de um anjo que apareceu a José em sonho dizendo para ele que não levasse adiante seu propósito de seu coração, mas que relevasse porque o que em Maria havia sido gerado não era fruto de traição ou de adultério, mas obra do Espírito Santo de Deus para trazer o Messias ao mundo.
O anjo então lhe dá mais instruções e fala qual deve ser o nome da criança quando essa nascesse: Jesus. O equivalente grego de Josué, Jesus significa "Javé é salvação" ou “Javé salva". Era também um nome comum àquela época.
Vimos aqui a interferência de um anjo – um anjo do Senhor - na tomada de decisão de um homem. José já tinha decidido deixá-la, secretamente, por que era justo, mas um anjo, em nome de Deus, o impediu por meio de um sonho. O anjo foi instrumento de Deus na comunicação do Espírito Santo com ele.
O que acontecia ali era especial e cumprimento das Escrituras e tudo se sucedeu para que se cumprisse as palavras proféticas, especialmente de Isaías.
O significado preciso da palavra hebraica ‘almah’ em Is 7.14 anda é questionado, mas Mateus apresenta claramente Maria como virgem até o nascimento de Jesus.
A concepção de uma virgem foi um milagre e certamente foi um sinal da iminente redenção de Deus de seu povo e de sua presença com ele (nesse momento, a BEG recomenda a leitura de seu excelente artigo teológico “O nascimento virginal de Jesus”, em Mt 1 – reproduzido na íntegra, logo abaixo).
Essa é primeira de muitas referências do Antigo Testamento que Mateus usa para mostrar que Jesus cumpriu o Antigo Testamento (2.6,15,18,23). Em todo o Evangelho há doze fórmulas desse tipo cumpridas, bem como quarenta e sete citações do Antigo Testamento.
O nome Emanuel vem à mente novamente em 28.20, onde Jesus prometeu que ele estaria com seus discípulos até a consumação do século (Is 7.14).
O propósito do evangelho de Mateus, conforme BEG, é inspirar os cristãos ao serviço grato e fiel de promover o reino de Deus ao apresentar Jesus como o tão esperado rei e apresentar o reino de que ele trouxe como cumprimento do plano da redenção de Deus.
Mt 1:1 Livro da genealogia de Jesus Cristo,
filho de Davi,
filho de Abraão.
Mt 1:2 Abraão gerou a Isaque;
Isaque, a Jacó;
Jacó, a Judá e a seus irmãos;
Mt 1:3 Judá gerou de Tamar a Perez e a Zera;
Perez gerou a Esrom;
Esrom, a Arão;
Mt 1:4 Arão gerou a Aminadabe;
Aminadabe, a Naassom;
Naassom, a Salmom;
Mt 1:5 Salmom gerou de Raabe a Boaz;
este, de Rute, gerou a Obede;
e Obede, a Jessé;
Mt 1:6 Jessé gerou ao rei Davi;
e o rei Davi, a Salomão, da que fora mulher de Urias;
Mt 1:7 Salomão gerou a Roboão;
Roboão, a Abias;
Abias, a Asa;
Mt 1:8 Asa gerou a Josafá;
Josafá, a Jorão;
Jorão, a Uzias;
Mt 1:9 Uzias gerou a Jotão;
Jotão, a Acaz;
Acaz, a Ezequias;
Mt 1:10 Ezequias gerou a Manassés;
Manassés, a Amom;
Amom, a Josias;
Mt 1:11 Josias gerou a Jeconias e a seus irmãos,
no tempo do exílio na Babilônia.
Mt 1:12 Depois do exílio na Babilônia, Jeconias gerou a Salatiel;
e Salatiel, a Zorobabel;
Mt 1:13 Zorobabel gerou a Abiúde;
Abiúde, a Eliaquim;
Eliaquim, a Azor;
Mt 1:14 Azor gerou a Sadoque;
Sadoque, a Aquim;
Aquim, a Eliúde;
Mt 1:15 Eliúde gerou a Eleazar;
Eleazar, a Matã;
Matã, a Jacó.
Mt 1:16 E Jacó gerou a José, marido de Maria,
da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo.
Mt 1:17 De sorte que todas as gerações,
desde Abraão até Davi, são catorze;
desde Davi até ao exílio na Babilônia, catorze;
e desde o exílio na Babilônia até Cristo, catorze.
Mt 1:18 Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim:
estando Maria, sua mãe, desposada com José,
sem que tivessem antes coabitado,
achou-se grávida
pelo Espírito Santo.
Mt 1:19 Mas José, seu esposo,
sendo justo
e não a querendo infamar,
resolveu deixá-la secretamente.
Mt 1:20 Enquanto ponderava nestas coisas,
eis que lhe apareceu,
em sonho,
um anjo do Senhor, dizendo:
José, filho de Davi,
não temas receber Maria, tua mulher,
porque o que nela foi gerado
é do Espírito Santo.
Mt 1:21 Ela dará à luz um filho
e lhe porás o nome de Jesus,
porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.
Mt 1:22 Ora, tudo isto aconteceu
para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor
por intermédio do profeta:
Mt 1:23 Eis que a virgem conceberá
e dará à luz um filho,
e ele será chamado pelo nome de Emanuel
(que quer dizer: Deus conosco).
Mt 1:24 Despertado José do sono,
fez como lhe ordenara o anjo do Senhor
e recebeu sua mulher.
Mt 1:25 Contudo, não a conheceu,
enquanto ela não deu à luz um filho,
a quem pôs o nome de Jesus.
As verdades fundamentais encontradas em Mateus são: Jesus cumpriu as Escrituras do AT; Jesus é o Rei prometido – o Messias; Enquanto esteve aqui na terra, Jesus inaugurou o reino de Deus; Os seguidores de Jesus devem espalhar o reino a todas as nações; Os seguidores de Jesus sofrerão, mas Jesus está sempre com eles; e, Quando retornar, Jesus completará o reino de Deus.
Já no primeiro capítulo, como estamos vendo, Mateus procura demonstrar a linhagem messiânica que vem desde Abraão. De Abraão até Adão foram, conforme Lucas, 35 gerações. Somando-se tudo, teremos 77 gerações de Adão até o Cristo Jesus, o Messias.
Todas as histórias e as lições do Antigo Testamento, de Adão até Cristo, são para, entre outras coisas, demonstrar mais especificamente a linhagem messiânica a qual Deus falou em Gênesis 3 para a mulher, ao homem e a Satanás.
O nascimento virginal de Jesus: Maria era mesmo virgem?[1]
Mt 1.18-25; Lc 1.26-56 e 2.4-7 testemunham em uníssono que o nascimento de Jesus foi fruto de uma concepção miraculosa. Maria engravidou pela ação criadora do Espírito Santo enquanto ela ainda era virgem (Mt 1.20; Lc 1.35).
A maioria dos cristãos aceitava o nascimento virginal sem hesitar até que a teologia moderna começou a questionar os milagres no século 19. Então, a doutrina do nascimento virginal se tornou um ponto crítico de discussão acerca do sobrenaturalismo cristão e da divindade de Jesus. O liberalismo moderno rejeitou o nascimento virginal juntamente com outros milagres bíblicos.
Na realidade, o nascimento virginal harmoniza-se perfeitamente com o restante da mensagem do Novo Testamento acerca de Jesus. O próprio Jesus operou milagres e ressuscitou miraculosamente dentre os mortos, de modo que a sua entrada miraculosa no mundo não cria nenhuma dificuldade inédita. Uma vez que ele deixou o mundo de maneira sobrenatural, pela ressurreição e ascensão, a sobrenaturalidade do seu nascimento é inteiramente apropriada. Tendo em vista a dignidade e a glória pré-encarnada de Jesus (Jo 1.1-9; 17.5; Fp 2.5-11; Cl 1.15-17; Hb 1.1-3; 1Jo 1.1), bem como a glória da obra que ele veio para realizar (Mt 1.21-23; Lc 1.31-35) é natural que o seu nascimento tenha sido glorioso e miraculoso. Rejeitar o nascimento virginal de Jesus corresponde, implicitamente a questionar todos os ensinamentos do Novo Testamento a seu respeito.
A concepção miraculosa de Jesus aponta para a sua divindade e também para a realidade do poder criador que opera no nosso próprio novo nascimento (Jo 1.13). Seu nascimento miraculoso também aponta para a sua impecabilidade. Embora Maria fosse uma pecadora (Lc 1.43-48,) deu à luz Aquele que não teve pecado algum. Por meio da operação do Espírito Santo, a humanidade de Jesus não foi maculada pelo pecado, permitindo que Jesus se tornasse o sacrifício perfeito pelos pecados dos homens e o Salvador de sua própria mãe e, com ela, do restante da verdadeira igreja.
p.s.: link da imagem original:
Contagem regressiva: Faltam 259 dias para 20/04/16 (Inicio: 05/05/15). Tu, SENHOR, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti. (Is 26.3).
A Deus toda glória! p/ pr. Daniel Deusdetehttp://www.jamaisdesista.com.br




[1] Artigo teológico da BEG referente a Mt 1.
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No entanto, lembre-se de juntar Cl 3:17 com 1 Co 10:31 :
devemos tudo fazer para a glória de Deus e em nome de Jesus! Deus o abençoe.