Vamos conhecer o Caminho do Senhor?

Saiba que "O caminho do SENHOR é fortaleza para os íntegros, mas ruína aos que praticam a iniqüidade." (Pv 10:29). Saiba também que aqui no 'JAMAIS DESISTA do Caminho do Senhor' você encontrará, todos os dias uma mensagem baseada na Bíblia que representa o pensamento do autor na sua contínua busca das coisas pertencentes ao reino de Deus e a sua justiça.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Hebreus 5 1-14 - CRISTO JESUS, O ETERNO SUMO SACERDOTE!

Como dissemos, a epístola de Hebreus foi escrita, provavelmente, antes de 70 d.C., com a finalidade de incentivar a fidelidade a Cristo e à sua nova aliança mostrando que ele é o novo, último e superior sumo sacerdote. Estamos vendo o capítulo 5/13.
Breve síntese do capítulo 5.
Entre os homens! Sim, é entre os homens a escolha de Deus! O próprio homem foi constituído por Deus a favor dos homens para oferecer tanto dons como sacrifícios pelos pecados porque ele somente é capaz de condoer-se dos ignorantes, dos que erram, pois que também ele está rodeado dessas coisas.
E dentre os homens, a escolha do sacerdote é de Deus porque ninguém toma essa honra para si de si mesmo. O chamado é de Deus! Ano após ano ia o sacerdote chamado e escolhido oferecer os sacrifícios necessários. No entanto, este era pecador e o procedimento tinha de ser repetido e era cheio de rituais.
Essa era uma forma que o Espírito Santo apontava para os homens que haveria de vir um homem especial, o messias, aquele que iria ser o sumo sacerdote escolhido e chamado para salvar os homens de seus pecados.
Vejamos o presente capítulo com mais detalhes, conforme ajuda da BEG:
III. CRISTO É SUPERIOR A ARÃO (4.14-7.28) - continuação.
Como dissemos, o eterno sumo sacerdócio de Cristo é muito superior ao sumo sacerdócio temporário dado a Arão e a sua família.  Dos vs. 4.14 ao 7.28, veremos que Cristo é superior a Arão.
Para isso, dividimos essa parte III em 4 seções, conforme a BEG: A. Cristo, o eterno sumo sacerdote (4.14-5.10) – concluiremos agora; B. Exortação à maturidade espiritual (5.11-6.12) – começaremos a ver agora; C. Um sacerdote eterno por juramento divino (6.13-20); e, D. Um sacerdote eterno da ordem de Melquisedeque (7.1-28).
A. Cristo, o eterno sumo sacerdote (4.14-5.10).
Dos vs. 4.14 ao 5.10, veremos que Cristo é o eterno sumo sacerdote. O autor explicou que Jesus superou em muito os sacerdotes do Antigo Testamento de diversas maneiras.
Assim como no Antigo Testamento os sacerdotes eram identificados com o povo fraco e falho, os quais representavam (vs. 1-3) e serviam quando chamados por Deus (vs. 4), do mesmo modo Cristo se tornou sumo sacerdote a chamado do Pai (vs. 5-6) e foi identificado com o seu povo por meio do sofrimento (vs. 7-10).
A expressão "dons e sacrifícios" inclui diversos tipos diferentes de oferta que eram feitas pelos sacerdotes do Antigo Testamento (8.3; veja também Lv 1-7). Mas o principal interesse aqui São os sacrifícios que eram oferecidos pelos pecados.
O sumo sacerdote era escolhido entre os homens, por Deus, e ele os representavam em questões relacionadas com Deus para poderem apresentar ofertas e sacrifícios pelos pecados.
A fraqueza do sumo sacerdote no Antigo Testamento diante de suas próprias tentações forçava-o a moderar a sua indignação pelos pecados dos outros e a "condoer-se" deles.
Assim, sua misericórdia pode ter sido parecida com a grande compaixão de Jesus. Sem ter sucumbido à tentação (4.15), Jesus ainda se identifica totalmente com as lutas do seu povo, dos ignorantes e dos que erram.
A lei mosaica (Nm 15.27-31) fazia distinção entre o pecado cometido por fraqueza e ignorância e o pecado cometido em desafio à autoridade do Senhor (10.26-27).
Diferente de Cristo, nosso sumo sacerdote sem pecado (4.15; 7.26), o sumo sacerdote do Antigo Testamento tinha necessidade de reconciliação e perdão (7.27; 9.7; Lv 1611).
E assim, ninguém poderia tomar essa honra para si, mas teria de ser chamado por Deus para isso, como aconteceu com Arão. O chamado inicial de Arão (Ex 28.1) foi confirmado pelo florescimento do seu bordão (Mn 17.1-10; veja Hb 9.4) em resposta ao desafio de Corá, Datã e Abirão (Nm 16).
O privilégio sacerdotal de poder se aproximar de Deus era somente mediante o convite, mediado pelo descendente genealógico dos sacerdotes levitas no Antigo Testamento, mas basicamente estabelecido pelo juramento divino a Jesus o Filho (7.11-28).
Da mesma forma, Cristo não tomou para si a glória de se tornar sumo sacerdote, mas Deus lhe disse: "Tu és meu Filho; eu hoje te gerei" – vs. 5 - e será sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque. Uma citação de SI 110.4.
Essa figura misteriosa é mencionada somente duas vezes no Antigo Testamento (Gn 14.18; SI 110.4). A associação da frase "sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque" com as palavras "meu Filho" (1.5) mostra que Melquisedeque foi tanto rei quanto sacerdote.
Do seu modo único e incomparável, Jesus também é tanto rei como sacerdote.
Durante os seus dias de vida aqui na terra, Jesus ofereceu orações e súplicas, com forte clamor e lágrimas. A angústia de Jesus pela expectativa da cruz (Mc 14.33-36; Jo 12.27) demonstra que ele não é indiferente à fraqueza e aos temores que nos intimidam.
Ele foi bem sucedido em seu clamor em alta voz e com lágrimas por causa de sua reverente submissão. Os salmistas louvavam a Deus pelo fato de ele ouvir seus gritos de angústia (SI 22.24; 30.23; 116.1).
O apelo de Jesus para que fosse livrado da morte foi respondido não pelo seu livramento da provação da cruz, mas pela ressurreição. A forma como Deus nos responde é curiosa, nem sempre correspondente ao nosso pedido na sua forma, mas no seu resultado.
Embora sendo Filho, aprendeu a obediência. Embora inteiramente livre do pecado (4.15), a luta de Jesus contra a tentação era real (2.18). Tendo vindo ao mundo para fazer a vontade do Pai (10.7), Jesus Cristo superou cada dificuldade progressivamente mais difícil que desafiava a sua integridade.
Essas provações culminaram na sua humilhante e dolorosa morte na cruz (Fp 2.8). Essa vida de aprender obediência compensou a desobediência de Adão (Rm 5.19) e capacitou Cristo a servir como nosso eterno sumo sacerdote (2.17-18; 4.15).
Por isso, pode ser aperfeiçoado. Isso não significa que Jesus finalmente se tornou sem pecado, mas que ele concluiu o curso de sofrimento que lhe foi apresentado, incluindo a sua morte sacrifical.
Tendo feito isso, ele estava, então, "perfeito" ou "completamente habilitado" para servir como o único sumo sacerdote efetivo, salvação eterna. Jesus vive para sempre para interceder como nosso sumo sacerdote (7.24-25) sendo designado por Deus sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque – vs. 10.
B. Exortação à maturidade espiritual (5.11-6.12).
Dos vs. 5.11 ao 6.12, o autor de Hebreus nos exorta à maturidade espiritual. O ministério sacerdotal de Cristo após a ordem de Melquisedeque era "difícil de explicar" (5.11) por causa da imaturidade dos leitores. O autor, no entanto, estimulou seus leitores a deixar-se "levar para o que é perfeito" (6.1).
Havia muito a ser dito e explicado, mas o povo tinha se tornado tardio em ouvir. A palavra grega traduzida aqui como "tardio" foi traduzida como "indolente" em 6.12, sugerindo que o perigo da indolência estava sendo considerado ao longo de toda essa seção.
De fato, embora a esta altura já devessem ser mestres, eles precisavam de alguém que lhes ensinasse novamente os princípios elementares dos oráculos de Deus. Essas verdades estão listadas em 6.1-2.
Por isso, somente poderiam tomar leite e não, ainda, alimento sólido. Embora o leite seja nutritivo para as crianças (1Pe 2.2), o autor queria que seus leitores se tornassem cristãos maduros para os quais o alimento sólido é apropriado (1Co 3.1-2).
A maturidade que é necessária para compreender o ministério sacerdotal de Cristo não inclui somente sofisticação intelectual, mas também discernimento espiritual originado da obediência consistente à vontade revelada de Deus (Fp 1.9-11).
Hb 5:1 Porque todo sumo sacerdote,
sendo tomado dentre os homens,
é constituído nas coisas concernentes a Deus,
a favor dos homens,
para oferecer tanto dons
como sacrifícios pelos pecados,
Hb 5:2 e é capaz de condoer-se dos ignorantes
e dos que erram, pois também ele mesmo está
rodeado de fraquezas.
Hb 5:3 E, por esta razão,
deve oferecer sacrifícios pelos pecados,
tanto do povo como de si mesmo.
Hb 5:4 Ninguém, pois, toma esta honra para si mesmo,
senão quando chamado por Deus,
como aconteceu com Arão.
Hb 5:5 Assim, também Cristo a si mesmo não se glorificou
para se tornar sumo sacerdote,
mas o glorificou aquele que lhe disse:
Tu és meu Filho,
eu hoje te gerei;
Hb 5:6 como em outro lugar também diz:
Tu és sacerdote para sempre,
segundo a ordem de Melquisedeque.
Hb 5:7 Ele, Jesus, nos dias da sua carne,
tendo oferecido,
com forte clamor e lágrimas,
orações e súplicas
a quem o podia livrar da morte
e tendo sido ouvido
por causa da sua piedade,
Hb 5:8 embora sendo Filho,
aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu
Hb 5:9 e, tendo sido aperfeiçoado,
tornou-se o Autor da salvação eterna
para todos os que lhe obedecem,
Hb 5:10 tendo sido nomeado por Deus
sumo sacerdote,
segundo a ordem de Melquisedeque.
Hb 5:11 A esse respeito
temos muitas coisas que dizer
e difíceis de explicar,
porquanto vos tendes tornado tardios em ouvir.
Hb 5:12 Pois, com efeito,
quando devíeis ser mestres,
atendendo ao tempo decorrido,
tendes, novamente, necessidade de alguém que vos ensine,
de novo, quais são os princípios elementares
dos oráculos de Deus;
assim, vos tornastes
como necessitados de leite
e não de alimento sólido.
Hb 5:13 Ora, todo aquele que se alimenta de leite
é inexperiente na palavra da justiça,
porque é criança.
Hb 5:14 Mas o alimento sólido
é para os adultos,
para aqueles que,
pela prática,
têm as suas faculdades exercitadas
para discernir
não somente o bem,
mas também o mal.
O autor de Hebreus introduz um homem, Cristo, como o sumo sacerdote escolhido, chamado, nomeado por Deus segundo a ordem de Melquisedeque. Ele ainda diz que nos dia de sua carne:
·                    Ofereceu com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas.
·                    Foi ouvido por causa da sua piedade.
·                    Embora sendo Filho, aprendeu a obediência.
·                    Foi desse modo aperfeiçoado.
·                    Tornou-se, depois, o Autor da salvação eterna.
p.s.: link da imagem original:
Contagem regressiva: Faltam 51 dias para 20/04/16 (Inicio: 05/05/15). Tu, SENHOR, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti. (Is 26.3).

A Deus toda glória! p/ pr. Pr. Daniel Deusdete. 
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domingo, 28 de fevereiro de 2016

Hebreus 4 1-16 - VOCÊ TERÁ DE PRESTAR CONTAS A DEUS!

Como dissemos, a epístola de Hebreus foi escrita, provavelmente, antes de 70 d.C., com a finalidade de incentivar a fidelidade a Cristo e à sua nova aliança mostrando que ele é o novo, último e superior sumo sacerdote. Estamos vendo o capítulo 4/13.
Breve síntese do capítulo 4.
A advertência é para que temamos não entrarmos no descanso de Deus porque a todos foram anunciados as boas novas do evangelho. É o evangelho, como disse o próprio Senhor, como a semente lançada em terra na esperança de que frutifique para a glória de Deus.
Terrível coisa é endurecer o coração na hora da ministração da palavra de Deus porque é a oportunidade da salvação da alma humana que está sendo desprezada e Deus não irá tolerar a incredulidade.
Quando sou eu quem fala, tudo bem, pode ser desprezada e ignorada, mas quando é Deus quem fala por meio de mim, ou do homem, seja ele quem ele quiser usar, usando a sua palavra, as Escrituras, o desprezo delas poderá custar a própria vida!
Não desprezemos portanto ao que fala em nome do Senhor!
Vejamos o presente capítulo com mais detalhes, conforme ajuda da BEG:
II. CRISTO É SUPERIOR A MOISÉS (3.1-4.13) - continuação.
Como dissemos, Cristo, o Filho de Deus, nunca deve ser rejeitado por um retorno a Moisés, o servo de Deus. Veremos dos vs. 3.1 a 4.13 que Cristo é superior a Moisés. O autor não apenas afirmou que o Filho é superior aos anjos, mas também que Cristo é superior a Moisés.
Nós dividimos essa parte em duas seções: A. O Filho e o servo (3.1-6) – já vimos; e, B. Exortação a rejeitar a incredulidade (3.7-4.13) – concluiremos agora.
B. Exortação a rejeitar a incredulidade (3.7-4.13) - continuação.
Vimos que dos vs. 3.7 ao 4.13, veremos essa grande exortação a rejeitar a incredulidade. Isso nos parece ativo e não passivo; requer esforço, dedicação, luta e vigilância constante.
Uma promessa de Deus foi deixada para nós e é necessário ter o temor de não conseguir entrar no descanso de Deus. Ele nos fala para que temamos, literalmente "deixe-nos temer". O juízo divino inspira medo (10.27,31; 12.21), mas nós não deveríamos temer pelo que outras pessoas possam fazer (11.27; 13.6).
Tanto no Antigo como no Novo Testamento, o modo de salvação apresentado é o mesmo: fé nas promessas de Deus. Há, portanto, uma correlação entre a palavra de Deus que Moisés transmitiu aos israelitas do Antigo Testamento enquanto ele caminhavam para a Terra Prometida e o evangelho proclamado aos cristãos da época do Novo Testamento enquanto eles caminhavam na direção da eterna recompensa em Cristo.
Por exemplo, observe o uso de Paulo de Dt 30.14 em Rm 10.8. O escritor não quis dizer que a Palavra dada por intermédio de Moisés não tivesse valor ou que fosse fraca em si mesma quando diz que a palavra a eles não se aproveitou. No entanto, era sem valor porque muitos israelitas do Antigo Testamento não acrescentavam a fé ao que ouviam.
Pela descrença, eles negavam o valor da Palavra. Esse exemplo deveria motivar os cristãos a exercerem a sua fé juntamente com a Palavra de Deus que eles recebem.
Dos vs. 3 ao 5, por três vezes é mencionada a palavra “descanso”. O tema central desses versículos é o "descanso" de Deus, o qual existe desde o sétimo dia da criação (v. 4; Gn 2.2).
A entrada de Israel na Terra Prometida foi um passo importante com respeito à entrada do povo de Deus no descanso divino eterno. O cumprimento final da entrada do descanso de Deus irá ocorrer quando os cristãos se encontrarem na nova criação que Cristo trará quando voltar.
Ao dizer, no vs. 3, que “não entrarão no meu descanso”, o autor citou SI 95.11 por causa do tema do descanso. No vs. 7, ele retornou ao SI 95 para enfatizar o fato de que essa advertência veio muito depois de Josué ter levado Israel para a terra de Canaã. Possuir Canaã, portanto, foi somente uma antecipação, não a realização final, do descanso para o povo de Deus.
Havia uma promessa de entrarem no descanso de Deus e depois houve um juramento que não entrariam no descanso de Deus – vs. 4 ao 6. Ou seja, a porta continua aberta para se entrar nesse descanso pela fé. O texto esclarece que não entraram por causa da desobediência à palavra pregada uma vez que não foi acompanhada pela fé no que ouviram, antes a rejeitaram e escolheram seus próprios caminhos.
Ao se referir ao SI 95.7-8, falando de um novo dia chamado hoje, muito tempo depois – vs. 7 -, o autor observou a advertência de Davi de que a dureza do coração resultaria em ser impedido de entrar no descanso de Deus (veja 4.3).
Os leitores já tinham aprendido que eles viviam num tempo chamado "Hoje" (3.13). O autor usou esse termo de um modo incisivo, que corresponde aproximadamente à noção de "o Dia do Senhor", um dia em que nao haverá mais tempo para adiar uma resposta à misericórdia de Deus por causa do julgamento iminente.
Os cristãos, desde o tempo de Cristo, vivem durante um período que pede por urna decisão ("Hoje") porque o presente período inclui o "dia do juízo", o período no qual o castigo e a bênção de Deus começaram a ser dispensados.
A lógica da argumentação é muito contundente. Se Josué tivesse dado descanso ao povo, não haveria mais descanso algum e assim, Deus não falaria mais a respeito de outro dia. Essa, portanto, é outra indicação (cf. vs. 3-5) de que a terra física de Canaã não cumpria totalmente a promessa do descanso de Deus.
Davi escreveu as palavras do Sl 95 aproximadamente quatrocentos anos depois de Israel ter entrado em Canaã sob a liderança de Josué.
Se a terra para a qual Josué os guiou tivesse cumprido exatamente a promessa do descanso divino, então as advertências do salmo para a geração de Davi seriam sem sentido.
A confiança dos patriarca estava fixada numa pátria melhor, celestial (11.16). Observe argumentos semelhantes a partir do Antigo Testamento em 7.11; 8.7.
A conclusão é assim que ainda resta um descanso sabático para o povo de Deus. A celebração do dia do descanso final aguarda o povo de Deus no futuro. E todos que entram no descanso de Deus, também descansa de suas obras, como o Senhor descansou – vs. 10.
Isso provavelmente não se refere à conversão, em cuja ocorrência nós trocamos a confiança nas nossas próprias obras pela confiança na obra concluída de Cristo.
A comparação com o fato de Deus ter descansado de suas obras de organizar o mundo primevo e caótico indica que se trata de um descanso de executar boas obras na nossa luta contra o pecado.
Esse descanso vem somente com a nossa libertação final do sofrimento, da provação e do esforço (vs. 11) no retorno de Cristo. Aqueles que morrem no Senhor "descansam das suas fadigas" (Ap 14.13).
Então ele exorta e apela para que nos esforcemos. Embora a salvação seja pela graça divina do começo ao fim, os cristãos devem ativamente fazer uso de todas as suas forças para procurar a santidade, sem a qual a salvação é impossível (12.14). Essa obrigação indica que a "obra" no vs. 10 continua para os cristãos e que o "descanso" ainda está no futuro.
O argumento anterior (3.7-4.11) ilustra como a palavra de Deus expôs a incredulidade da geração do deserto, e como a Escritura (p. ex., o SI 95) penetra e julga aqueles a quem ela adverte a respeito do engano do pecado (3.13) e da possibilidade de não chegar à salvação (vs. 1).
A palavra de Deus, portanto, é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração – vs. 12. Embora alguns encontrem aqui a base para a divisão tripla do ser humano em corpo, alma e espírito, o contexto enfatiza o poder da palavra de Deus de penetrar no mais profundo ser da pessoa, e não a divisão desse ser em suas partes constituintes, separadas.
O autor adverte que, por causa da palavra de Deus que é “viva e eficaz” (vs. 12), todas as pessoas - incluindo a igreja - irão enfrentar o julgamento`final, onde terão de prestar contas ao Criador. Nada permanecerá encoberto (Lc -12.2-5; I Co 4.5; 2 Co 5). Esse fato destaca o quanto é importante procurar com diligência o descanso de Deus.
III. CRISTO É SUPERIOR A ARÃO (4.14-7.28).
O eterno sumo sacerdócio de Cristo é muito superior ao sumo sacerdócio temporário dado a Arão e a sua família.  Dos vs. 4.14 ao 7.28, veremos que Cristo é superior a Arão.
Tendo estabelecido que Cristo é superior aos anjos e a Moisés, o autor voltou-se para a sua terceira principal preocupação: a superioridade de Cristo a Arão. Esse material se divide em quatro partes importantes: Cristo é o eterno sumo sacerdote (4.14-5.10), a necessidade de crescer na fé (5.11-6.12), o juramento divino que confirma o sumo sacerdócio de Cristo (6.13-20) e a relação entre Cristo e Melquisedeque (7.1-28). Isso formará nossa seguinte divisão proposta, conforme a BEG: A. Cristo, o eterno sumo sacerdote (4.14-5.10) – começaremos a ver agora; B. Exortação à maturidade espiritual (5.11-6.12); C. Um sacerdote eterno por juramento divino (6.13-20); e, D. Um sacerdote eterno da ordem de Melquisedeque (7.1-28).
A. Cristo, o eterno sumo sacerdote (4.14-5.10).
Dos vs. 4.14 ao 5.10, veremos que Cristo é o eterno sumo sacerdote. O autor explicou que Jesus su-perou em muito os sacerdotes do Antigo Testamento de diversas maneiras.
Só o fato de pensar em estarmos completamente expostos diante de Deus nos arrasta para o grande e misericordioso sacerdote que, tendo ele mesmo sido tentado, pode nos ajudar em nossa fraqueza (cf. 2.17-18).
Uma exortação para “conservar firmes a nossa confissão" (vs. 14) completa a parte anterior, e um convite para se aproximar do trono de Deus introduz a discussão sobre Cristo como o misericordioso sumo sacerdote.
Cristo ressuscitou, ascendeu e agora está sentado à destra do trono da Majestade nos céus (8.1), onde ministra como o nosso grande e eterno sumo sacerdote (7.26; 9.11,24). Agora, sim, portanto, temos um grande sumo sacerdote que adentrou os céus, Jesus, o Filho de Deus, por isso que ele adverte para que nos apeguemos com toda a firmeza à fé que professamos – vs. 14.
Nosso atual sumo sacerdote não é mais fraco, nem humano, mas o próprio Filho de Deus – vs. 15. Como homem, ele também foi tentado em todas as coisas e pode, eficazmente nos socorrer. Jesus pode nos entender em nossas fraquezas porque ele realmente viveu como um verdadeiro ser humano. Essa é uma clara reafirmação de 2.17-18.
Apesar do seu conhecimento das lutas humanas e em face de tentações muito reais, Cristo continuou "sem pecado". Isso o torna diferente e aprovado para sempre. Seu sacerdócio é por toda a eternidade.
Sendo assim, devemos nos achegarmos confiadamente, com ousadia mesmo e segurança. Nós podemos nos achegar com toda confiança diante de Deus porque Cristo foi adiante de nós e compassivamente intercede por nós.
Foi causa da sua intercessão em nosso favor - porque fomos purificados da poluição do pecado pelo sacrifício de Jesus (7.19; 10.19,22) - podemos oferecer sacrifícios de ações de graças que são agradáveis a Deus (12.28; 13.15-16).
No vs. 16, o autor conclui sua lógica argumentativa dizendo que devemos mesmo nos aproximarmos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade. A misericórdia aponta para a nossa incapacidade de obter uma boa posição perante Deus, e a graça nos dá apoio oportuno nas ocasiões em que estamos enfrentando tentação ou sucumbindo a ela (2.18). Ele é poderoso para nos socorrer, nos livrar e fazer triunfar para a glória de Deus Pai.
HB 4:1 Temamos, portanto, que,
sendo-nos deixada a promessa de entrar no descanso de Deus,
suceda parecer que algum de vós tenha falhado.
HB 4:2 Porque também a nós foram anunciadas as boas-novas,
como se deu com eles; mas a palavra que ouviram
não lhes aproveitou,
visto não ter sido acompanhada pela fé naqueles
que a ouviram.
HB 4:3 Nós, porém, que cremos,
entramos no descanso, conforme Deus tem dito:
Assim, jurei na minha ira:
Não entrarão no meu descanso.
Embora, certamente, as obras estivessem concluídas
desde a fundação do mundo.
HB 4:4 Porque, em certo lugar, assim disse,
no tocante ao sétimo dia:
E descansou Deus, no sétimo dia,
de todas as obras que fizera.
HB 4:5 E novamente, no mesmo lugar:
Não entrarão no meu descanso.
HB 4:6 Visto, portanto, que resta entrarem alguns nele e que,
por causa da desobediência,
não entraram aqueles aos quais
anteriormente foram anunciadas as boas-novas,
HB 4:7 de novo, determina certo dia,
Hoje, falando por Davi,
muito tempo depois, segundo antes fora declarado:
Hoje, se ouvirdes a sua voz,
não endureçais o vosso coração.
HB 4:8 Ora, se Josué lhes houvesse dado descanso,
não falaria, posteriormente,
a respeito de outro dia.
HB 4:9 Portanto, resta um repouso para o povo de Deus.
HB 4:10 Porque aquele que entrou no descanso de Deus,
também ele mesmo descansou de suas obras,
como Deus das suas.
HB 4:11 Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso,
a fim de que ninguém caia,
segundo o mesmo exemplo de desobediência.
HB 4:12 Porque a palavra de Deus
é viva,
e eficaz,
e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes,
e penetra até ao ponto de dividir
alma e espírito,
juntas e medulas,
e é apta para discernir
os pensamentos
e propósitos do coração.
HB 4:13 E não há criatura que não seja manifesta na sua presença;
pelo contrário, todas as coisas estão
descobertas
e patentes aos olhos daquele
a quem temos de prestar contas.
HB 4:14 Tendo, pois, a Jesus,
o Filho de Deus,
como grande sumo sacerdote
que penetrou os céus,
conservemos firmes
a nossa confissão.
HB 4:15 Porque não temos sumo sacerdote
que não possa compadecer-se das nossas fraquezas;
antes, foi ele tentado em todas as coisas,
à nossa semelhança,
mas sem pecado.
HB 4:16 Acheguemo-nos, portanto,
confiadamente,
junto ao trono da graça,
a fim de recebermos
misericórdia
e acharmos graça
para socorro
em ocasião oportuna.
É a promessa para nós os que cremos e que fomos alcançados pela palavra da pregação e assim nos tornamos também anunciadores dessa palavra: chegar, achegar-se confiadamente ao trono da graça! Antes era muito difícil se achegar a este trono, mas agora, por meio do Filho, de seu sangue, temos livre acesso para alcançarmos duas coisas importantes nas nossas vidas: - misericórdia e graça e isto em tempos oportunos! Glórias a Deus!
A impecabilidade de Jesus: Por que era necessário que Jesus não tivesse pecado?[1]
O Novo Testamento ensina repetidamente que Jesus não teve absolutamente nenhum pecado (Jo 8.46; 2Co 5.21; Hb 4.1 5; 7.26; 1 Pe 2.22; 1Jo 3.5). A natureza moral de Jesus não estava sujeita aos efeitos da queda de Adão, sendo, portanto, semelhante à natureza de Adão antes do seu pecado. Jesus amava a lei de Deus e guardou-a perfeitamente. Ama-va o Senhor "de todo o (seu] coração, de toda a [sua] alma e de toda a [sua] força" (Dt 6.5).
Jesus precisava ser sem pecado por vários motivos. Em primeiro lugar, a impecabilidade de Jesus era necessária para que a ele pudesse ser um substituto adequado para todos os pecadores ao morrer na cruz. Se não tivesse sido um "cordeiro sem defeito e sem mácula", seu sangue não teria sido "precioso" (1Pe 1.19) aos olhos de Deus. Nesse caso, Jesus teria precisado de um salvador para si mesmo e sua morte não poderia ter nos remido do julgamento eterno. Sua perfeição o qualificou para ser o nosso sacrifício expiatório.
Em segundo lugar, ao viver uma vida em conformidade ativa e absoluta com a lei de Deus, Jesus obteve o direito de se assentar no trono de Davi para sempre (SI 89; 1 3 2; Mt 1.1). Desse modo, ao reinar sobre tudo em nosso favor, ele também garante a nossa salvação.
Em terceiro lugar, a justiça ativa de Cristo torna os cristãos justificados diante de Deus. Além de serem perdoados de seus pecados pela expiação de Cristo, os cristãos também são "feitos justiça de Deus" (2Co 5.21), pois a justiça de Cristo lhes é imputada pela fé no Salvador. Quando os cristãos estão em Cristo, Deus o Pai os vê da mesma maneira com vê o seu Filho sem pecado.
Em quarto lugar, Jesus enfrentou e venceu a tentação para se tornar nosso sumo Sacerdote compassivo diante do Pai nos lugares celestiais. Ele foi "tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado" (Hl) 4.15). Isso significa que enfrentou todos os tipos de tentação que nós enfrentamos, mas não se entregou a nenhuma delas; antes, resistiu mesmo em meio à agonia do Getsêmani e da cruz (Mt 2 6.3 6ss.; Mc 1 4.3 2ss.). A impecabilidade de Jesus diante da tentação fez dele o nosso sumo Sacerdote perfeitamente solidário e garantiu o seu direito de nos representar permanentemente diante do Pai (Hb 5.9-10; 7.2 5-8.13).
p.s.: link da imagem original:
Contagem regressiva: Faltam 52 dias para 20/04/16 (Inicio: 05/05/15). Tu, SENHOR, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti. (Is 26.3).
A Deus toda glória! p/ pr. Pr. Daniel Deusdete. http://www.jamaisdesista.com.br




[1] Extraído na íntegra da BEG, referente ao cap. 4 de Hebreus. Pg. 1.648.
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sábado, 27 de fevereiro de 2016

Hebreus 3 1-19 - INCREDULIDADE: O CÂNCER DA ALMA!

Como dissemos, a epístola de Hebreus foi escrita, provavelmente, antes de 70 d.C., com a finalidade de incentivar a fidelidade a Cristo e à sua nova aliança mostrando que ele é o novo, último e superior sumo sacerdote. Estamos vendo o capítulo 3/13.
Breve síntese do capítulo 3.
Incredulidade: o câncer da alma! Realmente não sei quem é o pior vilão da nossa história, se a incredulidade, a murmuração, a dúvida, o engano, a ilusão.
Aqui o autor fala claramente que não puderam entrar e gozar das promessas divinas por causa da incredulidade ou seja um perverso coração disposto a ser contra Deus e a favor de seu pecado.
Conta-se a ilustração de uma viúva idosa que iria para um asilo e esta colocou em seu coração que seu quartinho ia ser muito agradável, belo e até sonhava com ele. Quem a conduzia lhe censurou dizendo que como ela poderia gostar de seu quartinho sem antes vê-lo. Ela lhe respondeu que tinha determinado que ia gostar e pronto.
Assim é a questão também da incredulidade, você a escolhe quando resolve rejeitar a Deus!
Vejamos o presente capítulo com mais detalhes, conforme ajuda da BEG:
II. CRISTO É SUPERIOR A MOISÉS (3.1-4.13).
Cristo, o Filho de Deus, nunca deve ser rejeitado por um retorno a Moisés, o servo de Deus. Veremos dos vs. 3.1 a 4.13 que Cristo é superior a Moisés. O autor não apenas afirmou que o Filho é superior aos anjos, mas também que Cristo é superior a Moisés.
Sua explicação está dividida em duas partes importantes: a comparação entre Moisés como um servo fiel e Cristo como o Filho fiel (3.1-6) e a necessidade de se agarrar com firmeza à verdade sobre Cristo no Novo Testamento (3.7-4.13). Elas formarão a seguinte divisão proposta, conforme a BEG: A. O Filho e o servo (3.1-6) – veremos agora; e, B. Exortação a rejeitar a incredulidade (3.7-4.13) – começaremos a ver agora.
A. O Filho e o servo (3.1-6).
Jesus é superior a Moisés porque ele é o divino e real Filho de Deus, enquanto Moisés era nada mais que um servo de Deus.
Ele estava falando (cap. 2) de Cristo coroado de glória e como sumo sacerdote idôneo e compassivo e ele chama a atenção de todos para algo muito importante.
Ele se direciona ao seus santos irmãos participantes do chamado (vocação) celestial. O termo "irmãos" que era a maneira típica de chamar os que pertenciam à igreja visível (3.12; 10.19; At 1.16; 1Co 3.1), tem aqui um significado todo especial uma vez que Jesus fez dos cristãos seus "irmãos" (e irmãs) "santos" (2.11).
O Senhor clama dos céus, convocando os cristãos a perseverarem na fé (12.25). Ele também chama os cristãos para o reino dos céus (12.26-28; isto é, os novos céus e a nova terra; a BEG recomenda aqui a leitura e a reflexão em seu excelente artigo teológico "O reino de Deus", em Mt 4), que é a melhor pátria (11.16) e a herança eterna daqueles que foram chamados (9.15).
O seu convite ou a sua exortação é a de que deveriam, por isso, considerar atentamente ou fixar os seus pensamentos em Jesus, apóstolo e sumo sacerdote que confessamos.
Devido ao fato de Cristo ser capaz de tratar e compreender efetivamente os problemas mais significativos que os cristãos enfrentam, eles deveriam dar maior atenção ao que será dito a seu respeito. Esse título de apóstolo é aplicado a Jesus somente aqui em todo o Novo Testamento. O termo enfatiza a sua autoridade e a realização fiel da missão que o Pai o enviou para cumprir (3.2; cf. 10.5-10; Jo 6.38; 20.21).
O autor de Hebreus continua a exaltá-lo falando de sua fidelidade a Deus, que o constituíra e compara com Moisés que também foi fiel em toda a casa de Deus. Com referência a Nm 12.7, Moisés e Cristo são comparados de modo favorável quanto à fidelidade de ambos, mas contrastado quanto à honra.
Embora tendo tido o privilégio de falar com Deus face a face e ver a sua forma (Nm 12.8), Moisés ainda era somente um servo "em toda a casa de Deus" (vs. 5). Cristo, como criador (1.2,10; Cl 1,16), é digno de honra como o divino construtor de todas as coisas - incluindo o santuário definitivo de Deus (Jo 2.19-20) - e como "Filho, em sua casa" (vs. 6).
Aqui no vs. 3 a implicação necessária é que Jesus, como o construtor da casa, é divino (vs. 4). Essa passagem aponta tanto para a identidade de Cristo como Deus ("o construtor") como para a sua distinção pessoal do Pai (vs. 6). De fato, quem tem mais glória a coisa criada ou o criador da coisa? Os céus e a terra e tudo o que neles há tem sua glória, mas quanto mais glória não tem o próprio Criador de todas as coisas? Assim, era Jesus com relação ao próprio Moisés, pois que este fora criado por aquele.
Pois toda casa é construída por alguém, mas Deus é o edificador de tudo – vs. 4.
Desde que o autor alude a Nm 12.7, a ênfase está na distinção e na posição do serviço de Moisés. Moisés foi o único ministro da lei, mas o ministério de Jesus ainda é mais importante.
O ministério mais importante de Moisés era testemunhar das coisas que haviam de ser anunciadas, testemunhar a vinda de Cristo (Jo 5.46-47). A lei mosaica era uma sombra que apontava para os "bens" vindouros trazidos por Cristo (9.11; 10.1), porque em suas regulamentações, o Espírito Santo mostrou que o acesso à presença de Deus viria somente quando o tabernáculo terreno fosse substituído por algo melhor (9.8).
Cristo Jesus é fiel como Filho sobre à casa de Deus e a casa de Deus consiste de seu povo (1Sm 2.35; 2Sm 7.16; Ef 2.19-22; 1Tm 3.15; 1Pe 2.5). Ele está presente entre nós e cuida de nós.
Esse versículo – vs. 6, quando nos diz para guardarmos firme a confiança e a esperança - diz aos cristãos como provar que eles verdadeiramente pertencem a Deus. Sua fé deve ser confirmada pela perseverança (vs. 14; 6.11; 10.23). Essa nota de advertência é uma introdução apropriada à citação de SI 95 que vem a seguir (sugere a BEG novamente a leitura e a reflexão em seu excelente artigo teológico "A perseverança e a preservação dos santos", em Fp 1).
B. Exortação a rejeitar a incredulidade (3.7-4.13).
Dos vs. 3.7 ao 4.13, veremos essa grande exortação a rejeitar a incredulidade. Isso nos parece ativo e não passivo; requer esforço, dedicação, luta e vigilância constante.
O fato de mencionar a necessidade de perseverar a fim de receber a bênção de Deus, levou o autor a pedir a seus leitores que rejeitassem a descrença.
Ele citou SI 95.7-11 e fez com que ele repercutisse em toda a sua exposição. As palavras-chave dessa parte incluem "Hoje" (3.13,15; 4.7) e "descanso" (4.3,5-6,8-11). O modo de tratar o "descanso" é desenvolvido a partir do ensino sobre o sábado de Gn 2.2.
Correspondendo a esse ensino está a exortação para "entrar naquele descanso" (4.11) e a advertência para não "endurercer o... coração" (3.15; 4.7).
Uma ocasião significativa de tentação ocorreu em Refidim (Ex 17.1-7), onde o povo murmurou contra Moisés e ele feriu a rocha para dar-lhes água.
O período total de quarenta anos de desobediência e resistência enquanto viajavam pelo deserto também pode estar sendo considerado (vs. 9-10; SI 78.40). Assim como Israel no deserto, a vida dos cristãos é um teste de fé (2Co 13.5-7).
Em Nm 14.21-30 há o relato do juramento de Deus de não permitir que aquela geração entrasse na Terra Prometida. Hebreus visualiza o descanso da Terra Prometida como uma antecipação do sábado eterno que virá - um descanso que será experimentado nos novos céus e na nova terra (4.1-11).
O autor dirigiu-se a seus leitores em termos da confissão de fé que eles compartilhavam e o envolvimento que tinham com a igreja. Ainda assim, ele reconheceu que alguns na congregação de cristãos tinham "perverso coração de incredulidade" (cf. 12.15-17) que os levaria à apostasia e ao julgamento.
Cristo salva totalmente os que vão a Deus por meio dele pela fé salvadora (7.25). Contudo, os cristãos devem encorajar-se mutuamente (10.24-25), assim como faz o autor ao longo de sua carta (13.22), a perseverar e demonstrar a fé mediante a fidelidade.
Um coração perverso de incredulidade, quer dizer corações incrédulos como aqueles de seus "pais" (vs. 9), cuja descrença os havia impedido de entrar no descanso de Deus (vs. 19). Deus aceita todo tipo de pessoa, exceto os incrédulos. Por isso que seu filtro em relação aos homens não é classe social, cultura, inteligência, obras, status, mas a fé!
Assim sendo, devemos nos encorajarmo-nos uns aos outros todos os dias, principalmente durante o tempo que se chama "hoje", de modo que nenhum de nós seja endurecido pelo engano do pecado – vs. 13. Há ilusão de que a desobediência fornece mais proteção (Ex 17.3) ou prazer (11.25-26; Ex 16.3) do que o faz a peregrinação da fé.
Isso porque somos participantes de Cristo. Embora o termo grego possa significar "compartilhar com" (no sentido de companhia), aqui – vs. 14 - aponta para a união íntima do cristão com Cristo.
Se somos participantes de Cristo, com certeza, iremos nos apegar até ao fim à confiança que tivemos no princípio. Pode ser que na caminhada haja algum esmorecimento ou mesmo letargia nos afastando do alvo, mas logo voltamos ao Caminho, pois sabemos e temos experimentado Dele.
Por isso é que se diz: "Se hoje vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração, como na rebelião". A palavra chave aqui é “hoje” e não amanhã ou outro dia. O dia de nossa morte será também um dia que se chamará “hoje”. A advertência é do Espírito Santo e, sabemos, é melhor obedecer.
Quem foram os que ouviram e se rebelaram? Não foram todos os que Moisés tirou do Egito? Contra quem Deus esteve irado durante quarenta anos? Não foi contra aqueles que pecaram, cujos corpos caíram no deserto? E a quem jurou que nunca haveriam de entrar no seu descanso? Não foi àqueles que foram desobedientes? – vs. 16-18.
Vemos, assim, que foi por causa da incredulidade que não puderam entrar. Nem a bênção da saída do Egito ou o privilégio de escutar a voz de Deus garantiu à geração que morreu no deserto entrar no descanso de Deus na Terra Prometida.
A rebelião (vs. 16), o pecado (vs. 17) e a desobediência deles (vs. 18; 4.6), tinham raízes na incredulidade - eles não se apegaram com persistência à promessa de Deus (vs. 19; 4.2-3) e provaram por suas ações que não eram verdadeiramente redimidos.
Hb 3:1 Por isso, santos irmãos, que participais da vocação celestial,
considerai atentamente o Apóstolo
e Sumo Sacerdote da nossa confissão,
Jesus,
Hb 3:2 o qual é fiel àquele que o constituiu,
como também o era Moisés em toda a casa de Deus.
Hb 3:3 Jesus, todavia, tem sido considerado digno de tanto maior glória
do que Moisés,
quanto maior honra do que a casa
tem aquele que a estabeleceu.
Hb 3:4 Pois toda casa é estabelecida por alguém,
mas aquele que estabeleceu todas as coisas é Deus.
Hb 3:5 E Moisés era fiel, em toda a casa de Deus,
como servo,
para testemunho das coisas que haviam de ser anunciadas;
Hb 3:6 Cristo, porém,
como Filho,
em sua casa;
a qual casa somos nós,
se guardarmos firme, até ao fim,
a ousadia
e a exultação da esperança.
Hb 3:7 Assim, pois, como diz o Espírito Santo:
Hoje, se ouvirdes a sua voz,
Hb 3:8 não endureçais o vosso coração
como foi na provocação,
no dia da tentação no deserto,
Hb 3:9 onde os vossos pais me tentaram,
pondo-me à prova,
e viram as minhas obras por quarenta anos.
Hb 3:10 Por isso, me indignei contra essa geração e disse:
Estes sempre erram no coração;
eles também não conheceram os meus caminhos.
Hb 3:11 Assim, jurei na minha ira:
Não entrarão no meu descanso.
Hb 3:12 Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós
perverso coração de incredulidade
que vos afaste do Deus vivo;
Hb 3:13 pelo contrário,
exortai-vos mutuamente cada dia,
durante o tempo que se chama Hoje,
a fim de que nenhum de vós seja endurecido
pelo engano do pecado.
Hb 3:14 Porque nos temos tornado participantes de Cristo,
se, de fato, guardarmos firme,
até ao fim, a confiança que, desde o princípio, tivemos.
Hb 3:15 Enquanto se diz:
Hoje, se ouvirdes a sua voz,
não endureçais o vosso coração,
como foi na provocação.
Hb 3:16 Ora, quais os que, tendo ouvido, se rebelaram?
Não foram, de fato,
todos os que saíram do Egito por intermédio de Moisés?
Hb 3:17 E contra quem se indignou por quarenta anos?
Não foi contra os que pecaram,
cujos cadáveres caíram no deserto?
Hb 3:18 E contra quem jurou que não entrariam no seu descanso,
senão contra os que foram desobedientes?
Hb 3:19 Vemos, pois, que não puderam entrar
por causa da incredulidade.
A palavra de Deus é clara para você ao falar que é HOJE e não amanhã o dia de você ouvir a voz de Deus que está te chamando. Não endureça o seu coração a fim de que a palavra pregada da salvação te alcance!
p.s.: link da imagem original:
Contagem regressiva: Faltam 53 dias para 20/04/16 (Inicio: 05/05/15). Tu, SENHOR, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti. (Is 26.3).

A Deus toda glória! p/ pr. Pr. Daniel Deusdete. 
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