domingo, 2 de novembro de 2014

MEDITATIO - E A PREDESTINAÇÃO, O QUE DIZER? (ROMANOS 8:28-30; 9: 1 – 33)



Há três pontos que devem ser colocados antes de se falar sobre tal decretum de Deus revelado na Escritura.

a)        Primeiro, Deus sabe todas as coisas, ele é sábio, justo, bom e não muda. (Tiago 1:17) .
b)        Segundo, a Escritura é o limite, não podemos e nem devemos ir além dela. (2Timóteo 3:16-17).
c)        Terceiro, o finito não compreende o infinito, a não ser que este se revele.( I Coríntios 2:4, Deuteronômio 29:29).

Dito isto e acolhido, alinhemos o que podemos saber sobre a doutrina.

1.        Em primeiro lugar, a eleição é um fato, é um ato de um Deus livre. Não é uma criação de Agostinho de Hipona , João Calvino, Lutero ou quem quer que seja. A escritura é clara: “Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão”. (v.15)
2.        Em segundo lugar, a eleição não foi porque Deus previu que esse ou aquele iriam crer. Se fosse assim, a eleição seria por obras e não pela graça. Observemos: “E ainda não eram os gêmeos nascidos , nem tinham praticado o bem ou o mal para que o propósito de Deus, quanto à eleição ,prevalecesse , não por obras ,mas por aquele que chama, já fora dito a ela: O mais velho será servo do mais moço. Como está escrito: Amei a Jacó, porém me aborreci de Esaú.” (vs.11-13). Em rigor, a eleição foi construida na eternidade, antes da fundação do mundo. (Efésios 1:4).
3.        Em terceiro lugar, todo eleito só é chamado quando crer em Cristo. Se não crer em Cristo não é eleito. (João 6:44).
4.        Em quarto lugar, uma vez eleito, regenerado e chamado “de modo nenhum o lançarei fora”.(João 6:37).
5.        Em quinto lugar, ser eleito não significa que alcançou um nível superior de espiritualidade, mas foi chamado justamente para tal fim, ou seja, “ser santo e irrepreensível perante ele“. (Efésios 1:4). Todo eleito peca, peca aqui ou ali, mas como é eleito “não vive na prática do pecado“. O pecado é um acidente e não a regra. (I João 2:1-2, 3:9).
6.        Em sexto lugar, o eleito odeia o pecado, o pecado o aproxima mais de Deus. (Salmo 51:10-12). Ele não vive naquele círculo vicioso que diz: “Onde abunda o pecado, superabunda a graça.” (Romanos 6:1-2).
7.        Em sétimo lugar, o eleito ama esta doutrina, não se escandaliza , não se revolta, pelo contrário, passa a ter uma consciência maior da necessidade de se pregar o Evangelho. Os teólogos e homens piedosos que mais compreenderam esta doutrina foram grandes avivalistas. Estes constantemente diziam: “Ai de mim , se eu não pregar o Evangelho”. ( I Coríntios 9:16). “Minha paróquia é o mundo” pregava John Knox. 

por, Joel Paulo Sousa Filho, em 02/11/2014.
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Também o seguinte texto sobre a predestinação irá ajudar a entender muito bem esse assunto tão delicado e importante na teologia:

Predestinação: Cinco Afirmações Incontestáveis - John Stott

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Comentário Sobre Romanos 8:28-30
“A predestinação para a vida é o eterno propósito de Deus, pelo qual (antes de lançados os fundamentos do mundo) tem constantemente decretado por seu conselho, a nós oculto, livrar da maldição e condenação os que elegeu em Cristo dentre o gênero humano, e conduzi-los por Cristo à salvação eterna, como vasos feitos para honra. Por isso os que se acham dotados de um tão excelente benefício de Deus, são chamados segundo o propósito de Deus, por seu Espírito operando em tempo devido; pela graça obedecem à vocação; são justificados gratuitamente; são feitos filhos de Deus por adoção; são criados conforme à imagem de seu Unigênito Filho Jesus Cristo; vivem religiosamente em boas obras, e, enfim, chegam, pela misericórdia de Deus, à felicidade eterna”. (XVII Artigo de Religião – Predestinação e Eleição).
“Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito. Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, também chamou, também justificou; aos que justificou também glorificou” (Romanos 8:28-30). Nestes dois versículos Paulo esclarece o que quis dizer no versículo 28 ao referir-se ao “propósito” de Deus, segundo o qual ele nos chamou e age para que tudo contribua para o nosso bem. Ele analisa o “bem” segundo os parâmetros de Deus, bem como o seu propósito de salvação, através de cinco estágios, desde que a idéia surgiu em sua mente até a consumação do seu plano na glória vindoura. Segundo o apóstolo, esses estágios são: presciência, predestinação, chamado, justificação e glorificação. Primeiro há uma referência a aqueles que Deus de antemão conheceu. Essa alusão a “conhecer de antemão”, isto é, saber de alguma coisa antes que ela aconteça, tem levado muitos comentaristas, tanto antigos como contemporâneos, a concluir que Deus prevê quem irá crer e que essa presciência seria a base para a predestinação. Mas isso não pode estar certo, pelo menos por duas razões. A primeira é que neste sentido Deus conhece todo mundo e todas as coisas de antemão, ao passo que Paulo está se referindo a um grupo específico. Segundo, se Deus predestina as pessoas porque elas haverão de crer, então a salvação depende de seus próprios méritos e não da misericórdia divina; Paulo, no entanto, coloca toda a sua ênfase na livre iniciativa da graça de Deus. Assim, outros comentaristas nos fazem lembrar que no hebraico o verbo “conhecer” expressa muito mais do que mera cognição intelectual; ele denota um relacionamento pessoal de cuidado e afeição. Portanto, se Deus “conhece” as pessoas, ele sabe o que passa com elas [138]; e quando se diz que ele “conhecia” os filhos de Israel no deserto, isto significa que ele cuidava e se preocupava com eles.[139] Na verdade Israel foi o único povo dentre todas as famílias da terra a quem Javé “conheceu”, ou seja, amou, escolheu e estabeleceu com ele uma aliança. [140] O significado de “presciência” no Novo Testamento é similar. “Deus não rejeitou o seu povo [Israel], o qual de antemão conheceu”, isto é, a quem ele amou e escolheu (11:2). [141] À luz deste uso bíblico John Murray escreve: “’Conhecer’... É usado em um sentido praticamente sinônimo de ‘amar’... Portanto, ‘aqueles que ele conheceu de antemão’... é virtualmente equivalente a ‘aqueles que ele amou de antemão”.[142] Presciência é “amor peculiar e soberano”. [143] Isto se encaixa com a grande declaração de Moisés: “Não vos teve o Senhor afeição, nem vos escolheu, porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo... mas porque o Senhor vos amava...”. [144] A única fonte de eleição e predestinação divina é o amor divino.
Segundo, aqueles que [Deus] de antemão conheceu, ou que amou de antemão, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos (29). O verbo predestinou é uma tradução de proorizõ que significa “decidiu de antemão” (BAGD), como se vê em Atos.4:28 (“Fizeram o que o teu poder e tua vontade haviam decidido de antemão que acontecesse”). É, pois, evidente que o processo de tornar-se um cristão implica uma decisão; antes de ser nossa, porém, tem de ser uma decisão de Deus. Com isso não estamos negando o fato de que nós “nos decidimos por Cristo”, e isso livremente; o que estamos afirmando é que, se o fizemos, é só porque, antes disso, ele já havia “decidido por nós”. Esta ênfase na decisão ou escolha soberana e graciosa de Deus é reforçada pelo vocabulário com o qual ela está associada. Por um lado, ela é atribuída ao “prazer” de Deus, a sua “vontade”, “plano” e “propósito”, [145] e por outro lado, já existia “antes da criação do mundo” [146] ou “antes do princípio das eras”. [147] C. J. Vaughan resume esta questão nas seguintes palavras:
Cada um que se salva no final só pode atribuir sua salvação, do primeiro ao último passo, ao favor e à ação de Deus. O mérito humano tem de ser excluído: e isto só pode acontecer voltando às origens do que foi feito e que se encontra muito além da obediência que evidencia a salvação, ou mesmo da fé a que ela é atribuída; ou seja, um ato de espontâneo favor da parte daquele Deus que antevê e pré-ordena desde a eternidade todas as suas obras.[148]
Este ensino não pode se minimizado. Nem a Escritura nem a experiência nos autoriza faze-lo. Se apelarmos para a Escritura, veremos que no decorrer de todo o Antigo Testamento se reconhece ser Israel “a única nação na terra” a quem Deus decidiu “resgatar para ser seu povo”, escolhido para ser sua “propriedade peculiar”; [149] e em todo o Novo Testamento se admite que os seres humanos são por natureza cegos, surdos e mortos, de forma que sua conversão é impossível, a menos que Deus lhes dê vista, audição e vida. Nossa própria experiência confirma isso. O Dr. J. I. Packer, em sua excelente obra O Evangelismo e a Soberania de Deus,[150] aponta que, mesmo que neguem isso, a verdade é que os cristãos crêem na soberania de Deus na salvação. “Dois fatos demonstram isso”, ele escreve. “Em primeiro lugar, o crente agradece a Deus pela sua conversão. Ora, por que o crente age assim? Porque sabe em seu coração que Deus foi inteiramente responsável por ela. O crente não se salvou a si mesmo; Deus o salvou. (…) Há um segundo modo pelo qual o crente reconhece que Deus é soberano na salvação. O crente ora pela conversão de outros... roga a Deus para que opere neles tudo quanto for necessário para a salvação deles”. Assim os nossos agradecimentos e a nossa intercessão provam que nós cremos na soberania divina. “Quando estamos de pé podemos apresentar argumentos sobre a questão; mas, postados de joelhos, todos concordamos implicitamente”. [151] Mesmo assim há mistérios que permanecem. E, como criaturas caídas e finitas que somos, não nos cabe o direito de exigir explicações ao nosso Criador, que é perfeito e infinito. Não obstante, ele lançou luz sobre o nosso problema de tal maneira a contradizer as principais objeções que são levantadas e a mostrar que a predestinação gera conseqüências bem diferentes do que se costuma supor. Vejamos cinco exemplos: 1. Dizem que a predestinação gera arrogância, uma vez que (alega-se) os eleitos de Deus se gloriam de sua condição privilegiada. Mas o que acontece é justamente o contrário: a predestinação exclui a arrogância, pois afinal, não dá para entender como Deus pode se compadecer de pecadores indignos como eles! Humilhados diante da cruz, eles só querem gastar o resto de suas vidas “para o louvor da sua gloriosa graça” [152] e passar a eternidade adorando o Cordeiro que foi morto. [153]2. Dizem que a predestinação produz incerteza e que cria nas pessoas uma ansiedade neurótica quanto a serem ou não predestinadas e salvas. Mas não é bem assim. Quando se trata de incrédulos, eles nem se preocupam com a sua salvação – até que, e a não ser que, o Espírito Santo os convença do pecado, como um prelúdio para a sua conversão. Mas, se são crentes, mesmo que estejam passando por um período de dúvida, eles sabem que no final a sua única certeza consiste na eterna vontade predestinadora de Deus. Não há nada que proporcione mais segurança e conforto do que isso. Como escreveu Lutero ao comentar o versículo 28, a predestinação “é uma coisa maravilhosamente doce para quem tem o Espírito”. [154]3. Dizem que a predestinação leva à apatia. Afinal, se a salvação depende inteiramente de Deus e não de nós, argumentam, então toda responsabilidade humana diante de Deus perde a razão de ser. Uma vez mais, isso não é verdade. A Escritura, ao enfatizar a soberania de Deus, deixa muito claro que isso não diminui em nada a nossa responsabilidade. Pelo contrário, as duas estão lado a lado em uma antinomia, que é uma aparente contradição entre duas verdades. Diferentemente de um paradoxo, uma antinomia “não é deliberadamente produzida; ela nos é imposta pelos próprios fatos... Nós não a inventamos e não conseguimos explicá-la. Não há como nos livrar dela, a não ser que falsifiquemos os próprios fatos que nos levaram a ela”. [155] Um bom exemplo se encontra no ensino de Jesus quando declarou que “ninguém pode vir a mim, se o Pai... não o atrair” [156] e que “vocês não querem vir a mim para terem vida”. [157] Por que as pessoas não vão a Jesus? Será porque não podem? Ou é porque não querem? A única resposta compatível com o próprio ensino de Jesus é: “Pelas duas razões, embora não consigamos conciliá-las”. 4. Dizem que a predestinação produz complacência e gera antinomianos. Afinal, se Deus nos predestinou para a salvação eterna, por que não podemos viver como nos agrada, sem restrições morais, e desafiar a lei divina? Paulo já respondeu esta questão no capítulo 6. Aqueles que Deus escolheu e chamou, ele os uniu com Cristo em sua morte e ressurreição. E agora, mortos para o pecado, eles renasceram para viver para Deus. Paulo escreve também em outro lugar que “Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença”. [158] Ou melhor, ele nos predestinou para sermos conformes à imagem de seu Filho (29). 5. Dizem que a predestinação deixa as pessoas bitoladas, pois os eleitos de Deus passam a viver voltados apenas para si mesmos. Mas o que acontece é o contrário. Deus chamou um único homem, Abraão, e sua família apenas, não para que somente eles fossem abençoados, mas para que através deles todas as famílias da terra pudessem ser abençoadas. [159] Semelhantemente, a razão pela qual Deus escolheu seu Servo, a figura simbólica de Isaías que vemos cumprida parcialmente em Israel, mas especialmente em Cristo e em seu povo, não foi apenas para glorificar Israel, mas para trazer luz e justiça às nações. [160] Na verdade estas promessas serviram de grande estímulo para Paulo (como deveriam ser também para nós) quando ele, num ato de grande ousadia, decidiu ampliar sua visão evangelística para alcançar os gentios.[161] Assim, Deus fez de nós seu “povo exclusivo”, não para nos tornarmos seus favoritos, mas para que fôssemos suas testemunhas, “para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. [162]Portanto, a doutrina da predestinação divina promove humildade, não arrogância; segurança e não apreensão; responsabilidade e não apatia; santidade e não complacência; e missão, não privilégio. Isso não significa que não existam problemas, mas é uma indicação de que estes são mais intelectuais do que pastorais. E o ponto que Paulo quer enfatizar no versículo 29 é, com toda certeza, pastoral. Tem a ver com dois propósitos práticos da predestinação de Deus. O primeiro é que nós devemos serconformes [viver de conformidade com] à imagem de seu Filho. Ou, dito da forma mais simples possível, o eterno propósito de Deus para seu povo é que nos tornemos como Jesus. O processo de transformação começa aqui e agora, em nosso caráter e conduta, por meio da obra do Espírito Santo, [163] mas só será completado e aperfeiçoado quando Cristo vier e nós o virmos, [164] e quando nossos corpos se tornarem como o corpo de sua glória. [165] O segundo propósito da predestinação de Deus é que, como resultado de nos tornarmosconformes à imagem de Cristo, ele passe a ser o primogênito entre muitos irmãos, desfrutando da comunhão da família como também da prerrogativa de ser o primogênito. [166]Vamos agora à terceira afirmação de Paulo: E aos que predestinou, também chamou (30a). O chamado de Deus é a aplicação histórica da sua predestinação eterna. Seu chamado chega às pessoas por meio do evangelho; [167] quando esse evangelho é anunciado a elas com poder e elas lhe respondem com a obediência da fé, aí é que se sabe que Deus as escolheu. [168] Assim a evangelização (o anúncio do evangelho), longe de se tornar supérflua em virtude da predestinação de Deus, é indispensável, pois é exatamente ela o meio proporcionado por Deus para que o seu chamado chegue às pessoas e desperte a sua fé. Fica, pois, evidente que aqui, quando Paulo fala do “chamado de Deus”, não se trata daqueles apelos generalizados do evangelho, mas sim da convocação divina que levanta os espiritualmente morto e lhes dá vida. Geralmente se chama isso de chamado “efetivo” de Deus. Aqueles a quem Deus dirige esse chamado (30) são os mesmos que “foram chamados de acordo com o seu propósito” (28). Em quarto lugar, aos que chamou, também justificou (30b). O chamado efetivo de Deus capacita aqueles que o ouvem a crer; e aqueles que crêem são justificados pela fé. Como a justificação pela fé é um assunto dominante nos capítulos anteriores desta carta de Paulo, não há necessidade de se repetir o que já foi dito, a não ser talvez enfatizar que a justificação é muito mais do que simples perdão ou absolvição, ou mesmo aceitação; é uma declaração de que nós, pecadores, agora somos justos aos olhos de Deus, pois ele nos conferiu o status de justos, que na verdade trata-se da justiça do próprio Cristo. É “em Cristo”, em virtude da nossa união com ele, que nós fomos justificados. [169] Ele se fez pecado com o nosso pecado, para que nós pudéssemos nos tornar justos com a sua justiça. [170]Quinto, aos que justificou, também glorificou (30c). Já por diversas vezes Paulo usou o substantivo “glória”. Trata-se essencialmente da glória de Deus, a manifestação do seu esplendor, a glória da qual todos os pecadores estão destituídos (3:23), mas que se regozijam na esperança de recobrar (5:2). Paulo promete também que se participarmos dos sofrimentos de Cristo iremos participar também da sua glória (8:17), e que a própria criação irá um dia experimentar a liberdade da glória dos filhos de Deus (8:21). Agora ele usa o verbo: aos que justificou, também glorificou. Nosso destino é receber corpos novos em um mundo novo, e ambos serão transfigurados com a glória de Deus. Muitos estudiosos percebem que o processo da santificação, que ocorre entre a justificação e a glorificação, foi omitido no versículo 30. No entanto, ele está implícito ali, tanto na alusão a sermos conformados à imagem de Cristo, como na preliminar necessária para nossa glorificação. Pois “santificação é glória iniciada; glória é santificação consumada”.[171] Além disso, tão certo é esse estágio final que, embora ainda se encontre no futuro, Paulo o coloca no mesmo tempo aoristo, como se fosse um fato passado, tal como tem usado para os outros quatro estágios que já são passado. É o assim chamado “passado profético”. James Denney escreve que “o tempo da última palavra é impressionante. É a mais ousada antecipação de fé que o próprio Novo Testamento contém”. [172]
Vimos aqui, portanto, as cinco afirmações incontestáveis apresentadas por Paulo. Deus é retratado como alguém que se move irresistivelmente de um estágio ao outro; de uma presciência e predestinação eternas, através de um chamado e uma justificação históricos, para a glorificação final de seu povo em uma eternidade futura. Faz-nos lembrar uma cadeia composta de cinco elos inquebráveis.

NOTAS:
[136] Jeremias 29.11; [137] At 2.23; cf. 4.27; [138] Sl. 1.6; 144.3; [139] Os 13.5; [140] Am 3.2;[141] Cf. 1 Pe 1.2; [142] Murray, vol. I, p. 317; [143] Ibid., p. 318; [144] Dt 7.7s.; cf. Ef 1.4s; [145] Ef 1.5,9,11; 3.11; [146] Ef 1.4; [147] 1 Co 2.7; 2 Tm 1.9; cf. 1 Pe 1.20; Ap 13.8; [148]Vaughan, 9. 163; [149] 2 Sm 7.22ss; cf. Êx 19.3ss; Dt 7.6; 10.15; 14.2; Sl 135.4. [150] Edições Vida Nova, 1961; [151] Ibid., pp. 13ss. [152] Ef 1.6,12.14; [153] Ap 5.11ss; [154] Lutero (1515), p. 371; [155] Packer, op. cit., p. 21. [156] Jo 6.44. [157] Jo 5.40. [158] Ef 1.4; cf 2 Tm 1.9. [159]Gn 12.1ss. [160] Is 40.1ss; 49.5ss. [161] Ver; por exemplo, At 13.47; 26.23. [162] 1 Pe 2.9ss.[163] 2 Co 3.18. [164] 1 Jo 3.2ss. [165] 1 Co 15.49; Fp 3.21. [166] Cf. Cl 1.18. [167] 2 Ts 2.13s.[168] 1 Ts 1.4s. [169] Gl 2.17. [170] 2 Co 5.21. [171] Bruce, p. 168. [172] Denney, p. 652.

Fonte: STOTT, John. A Mensagem de Romanos. Trad. Silêda e Marcos D S Steuernagel. 1ed. São Paulo: ABU Ed., 2000. 528p.; pp. 300-306. Www.Monergismo.Com - 
http://jovensreformados.blogspot.com.br/2012/08/predestinacao-cinco-afirmacoes.html 
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sábado, 1 de novembro de 2014

Esdras 7:1-28 - ESDRAS, AUTORIDADE GOVERNAMENTAL E MESTRE DA LEI DE DEUS

Parte II – O REGRESSO DE ESDRAS E A RECONSTRUÇÃO DO POVO DE DEUS COMO NAÇÃO – 7:1 – 10:44.
Esdras deu continuidade aos trabalhos dos primeiros exilados que regressaram. Esdras e seus companheiros foram libertos da Babilônia e abençoados por Deus. Esdras conduziu o povo às bênçãos de Deus ao reformar a vida moral deles.
O foco da atenção passa dos trabalhos iniciais de reconstrução sob Zorobabel para o trabalho de Esdras. Cerca de 60 anos transcorreram entre os acontecimentos do final do cap. 6 e os do começo do cap. 7.
A falta de material intermediário retrata o trabalho de Esdras coo uma continuação legítima do trabalho de Zorobabel.
Ed 7:1-28 Segmentação e Reflexões
Dividiremos essa segunda parte, conforme a BEG, em duas outras partes. A. O regresso de Esdras – 7:1 a 8:36. B. A reconstrução do Povo de Deus como nação (os remanescentes do pós-exílio ou a nova nação unificada de Israel) – 9:1 a 10:44.
A. O regresso de Esdras – 7:1 a 8:36.
Esdras tinha chegado à Terra Prometida algum tempo depois e começou o seu próprio programa de restauração. Ele não tinha voltado sozinho, mas liderou um grupo de exilados – vs 7. Ele tinha partido da Babilônia na primavera – vs 9 – quando havia ainda suprimento abundante de água ao longo do caminho para o trajeto de uns 4 meses.
Para melhor compreensão dessa parte “A”, dividiremos o assunto em cinco outras partes. 1. A apresentação de Esdras – 7:1-10. 2. A comissão de Esdras – 7:11 – 26. 3. A doxologia de Esdras – 7:27 – 28. 4. OS companheiros de Esdras – 8:1-14. 5. A chegada de Esdras – 8:15-36.
1. A apresentação de Esdras – 7:1-10.
O capítulo primeiro começa com a frase “passadas estas coisas” que nos remete ao único período entre Zorobabel e Esdras no livro de Esdras-Neemias o qual se refere a oposição à reconstrução dos muros da cidade no tempo de Assuero (Xerxes) – vs 4:6.
Esdras estava no cativeiro da Babilônia – vs 1 – e agora estava voltando à Terra Prometida. É provável que na ocasião do primeiro regresso, com Sesbazar – Zorobabel - Esdras ainda não tivesse nascido. Ele cresceu na Babilônia, onde a maioria dos exilados vivia.
A preservação de sua linhagem serviria para mostrar sua linhagem e autoridade sacerdotal. Ele era o 17º descendente de Arão que fora descendente de Anrão, de Coate, de Levi, de Jacó, de Isaque e de Abraão. Era ele portanto coatita.
No capitulo 6 de I Crônicas encontraremos os descendentes de Levi os quais foram organizados da seguinte maneira, conforme já vimos em “AO POVO DE DEUS DO PÓS EXÍLIO - O reino davídico, o templo e bênçãos e maldições – Reflexões nos livros de I e II Crônicas.”
O propósito do cronista neste capítulo 6, na inclusão dessas tribos no povo de Deus, é apresentar um relato extenso sobre a tribo de Levi como pano de fundo para a organização dos servos do templo na comunidade pós-exílica.
Na sua concepção acerca do povo restaurado, as esperanças de ter um rei estavam ligadas à centralidade do culto no templo.
Ele dividiu os 81 versículos deste capítulo em duas principais partes, onde na primeira, que vai do verso 1 ao 53, apresenta a organização das famílias dos levitas onde vemos a importância que o cronista atribuía ao templo e ao sacerdócio.
Para que os judeus que regressaram vissem a bênção de Deus, não apenas na família real de Judá, mas também nos servos do templo – Levi – precisariam estes exercerem as suas devidas funções.
Assim são apresentados – ver segmentação do capítulo 6[1], abaixo - nos versos de 1 ao 15, os sacerdotes descendentes de Arão (a lista passa rapidamente dos três filhos de Levi: Gerson, Coate e Merari para a família sumo sacerdotal de Arão. Dos filhos de Arão para Eleazar, versos 1 ao 4a, prosseguindo com os descendentes de Eleazar e acompanhando sua sucessão até o exílio, dos versos 4b ao 15).
Nos versos de 16 ao 30, é apresentado um levantamento dos três clãs de Levi. Essa genealogia foi provavelmente extraída de Ex 6:16 ao 19; Nm 3:17 ao 20; 26:57 ao 61.
Dos versos de 31 ao 47, são apresentados os músicos do templo nomeados por Davi. Davi tinha nomeado grupos de cada um desses três clãs de Levi para serem músicos – 15:16 ao 26; II Cr 35:3: a família de Hemã de Coate – vs 33 ao 38; a família de Asafe de Gérson – vs 39 ao 43; e, a família de Etã de Merari, vs 44 ao 47.
E, dos versos 48 ao 53, a seção final que faz a distinção entre os deveres dos filhos de Arão e dos membros de outras famílias. O destaque de oferecer sacrifícios é dado de forma exclusiva aos zadoquitas. Isso para se evitar qualquer controvérsia entre as famílias levíticas no período pós-exílio.
Percebe-se, destarte, uma preocupação com a estruturação para a organização da tribo de Levi no período pós-exílio. Também é de se notar o seu profundo interesse pela música sacra que acaba por legitimar a organização levítica no período que se seguiu ao exílio.
E na segunda divisão, do 54 ao 81, são apresentados os territórios separados para as famílias. Com isso em mente, consegue-se perceber sua preocupação dupla de  manter a identidade do povo de Deus e os seus direitos territoriais.
O cronista, bem provavelmente está se baseando em Js 21.5-39 e apontando para as propriedades amplas às quais os descendentes de Arão tinham direito.
A maioria desses locais ficava fora dos limites da província pós-exílio e reflete o interesse do cronista pela expansão territorial do Povo de Deus (os remanescentes do pós-exílio ou a nova nação unificada de Israel) restaurada.
A palavra de Deus fala no vs 7 que ele era escriba versado na Lei de Moisés (provavelmente os cinco primeiros livros), dada pelo Senhor – II Tm 3:16 - e ainda tinha sobre ele a boa mão do Senhor que lhe era favorável concedendo-lhe tudo o que pedia.
Seu papel aqui agora estava bem definido e claro quanto aos registros do restante da narrativa. No AT, um escriba era um funcionário do governo encarregado de uma ou mais funções administrativas:
·         levar a vara de comando – Jz 5:14;
·         ser um oficial do exército incumbido de alistar pessoas – II Re 25:19;
·         ser encarregado do palácio – Is 22:15;
·         ter funções literárias – Jr 36:32;
·         ser uma autoridade governamental – vs 25 (era o seu caso aqui).
Esdras, além disso, no caso, era também o mestre da Lei de Deus – vs 10,11,14; Ne 8:1,4,9.
Esdras estava focado e tinha seus objetivos, principalmente de ensinar outros para que eles também pudessem ouvir e fazer. A razão do sucesso de Esdras está na Bíblia – vs 10:
Esdras tinha preparado o seu coração (isso demonstra uma pré- disposição mental favorável ao reino de Deus e à sua justiça):
·         Para buscar a lei do SENHOR.
·         Para cumpri-la.
·         Para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos.
2. A comissão de Esdras – 7:11 – 26.
Foi por meio de uma carta que Artaxerxes autorizou o trabalho de Esdras. Ela pode ser visualizada entre os vs. 12 e 26, o qual foi escrita, como já tivemos a oportunidade de ver, em aramaico, a língua usada na diplomacia internacional do antigo Oriente Próximo.
Ela concedia a Esdras a autoridade que lhe seria necessária para realizar as reformas registradas nos capítulos seguintes. É possível que a carta tenha sido escrita por Esdras e assinada por Artaxerxes, ou que Artaxerxes tenha contado com a ajuda de conselheiros judeus para redigi-la, como alguns dos detalhes parecem indicar. É só reparar nos versos de 15 a 17 na riqueza de detalhes do culto israelita que sugere fortemente que Esdras ou seus conselheiros judeus tenham escrito a carta ou ajudado Artaxerxes a redigi-la.
Sabemos que o único Rei dos reis e Senhor do senhores, mesmo no livro de Esdras-Neemias isso está claro, é o Senhor Jesus Cristo – I Tm 6:15; Ap 17: 14 e Ap 19:16 -, mas aqui Artaxerxes se utilizava desse título para indicar a sua supremacia sobre todos os reis vassalos.
No verso 13 essa permissão de regressar se estendia a todos os que estivessem dispostos a voltar, como foi o caso com a permissão inicial de Ciro no vs 1:3.
Assim, o ministério de Esdras enfatiza a importância da participação de todos do povo de Deus. Agora unidos como uma só nação, sem rachas ou divisões, sem o Reino do Norte ou do Sul, mas um só povo, unido em um só templo, com um só Deus, O Senhor.
Enquanto Ciro comissionou os primeiros judeus que regressaram para "edificar" um templo (1:2), o qual foi ratificado por Dario (6:8), Artaxerxes comissionou Esdras para ir muito além e assim "fazer inquirição" sobre a condição espiritual do povo. A sua generosidade foi semelhante a de Dario – vs 6:9.
Portanto, o tema de 7:1 a 10:44 passa a ser a reconstrução desse Povo de Deus (os remanescentes do pós-exílio ou a nova nação unificada de Israel), um elemento essencial para que tivessem continuidade depois do tempo de Esdras.
 Duas funções ficaram claras para Esdras, conforme vs 25:
1.      Exercer autoridade governamental.
2.      Ensinar a Lei de Deus ao povo de Deus.
No decreto de Artaxerxes, conforme a BEG, a autoridade de aplicar castigos não era dada explicitamente ao próprio Esdras, mas era exercida pelo “conselho dos príncipes e dos anciãos” – 10:8.
Ed 7:1 E passadas estas coisas no reinado de Artaxerxes, rei da Pérsia,  
                Esdras, filho de Seraías, filho de Azarias, filho de Hilquias,
                               Ed 7:2 Filho de Salum, filho de Zadoque, filho de Aitube,
                               Ed 7:3 Filho de Amarias, filho de Azarias, filho de Meraiote,
                               Ed 7:4 Filho de Zeraquias, filho de Uzi, filho de Buqui,
                               Ed 7:5 Filho de Abisua, filho de Finéias, filho de Eleazar,
                                               filho de Arão, o sumo sacerdote;
                Ed 7:6 Este Esdras subiu de Babilônia; e era escriba hábil
                               na lei de Moisés, que o SENHOR Deus de Israel tinha dado;
                                               e, segundo a mão do SENHOR seu Deus, que estava
                                               sobre ele, o rei lhe deu tudo quanto lhe pedira.
                Ed 7:7 Também subiram a Jerusalém alguns dos filhos de Israel,
                               dos sacerdotes, dos levitas, dos cantores, dos porteiros e dos
                               servidores do templo, no sétimo ano do rei Artaxerxes.
                Ed 7:8 E no quinto mês chegou a Jerusalém, no sétimo ano deste rei.
                Ed 7:9 Pois no primeiro dia do primeiro mês foi o princípio da partida
                               de Babilônia; e no primeiro dia do quinto mês
                                               chegou a Jerusalém, segundo a boa mão do seu Deus
                                                               sobre ele.
                Ed 7:10 Porque Esdras tinha preparado o seu coração
                               para buscar a lei do SENHOR e para cumpri-la
                               e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos.
                Ed 7:11 Esta é, pois, a cópia da carta que o rei Artaxerxes
                               deu ao sacerdote Esdras, o escriba das palavras dos
                                               mandamentos do SENHOR, e dos seus estatutos
                                                               sobre Israel:
                Ed 7:12 Artaxerxes, rei dos reis, ao sacerdote Esdras,
                               escriba da lei do Deus do céu, paz perfeita, etc.
                Ed 7:13 Por mim se decreta que no meu reino todo aquele
                               do povo de Israel, e dos seus sacerdotes e levitas, que quiser
                                               ir contigo a Jerusalém, vá.
                Ed 7:14 Porquanto és enviado da parte do rei
                               e dos seus sete conselheiros para fazeres inquirição
                                               a respeito de Judá e de Jerusalém,
                                               conforme à lei do teu Deus, que está na tua mão;
                Ed 7:15 E para levares a prata e o ouro que o rei
                               e os seus conselheiros voluntariamente deram ao Deus de
                                               Israel, cuja habitação está em Jerusalém;
                Ed 7:16 E toda a prata e o ouro que achares em toda a província
                               de Babilônia, com as ofertas voluntárias do povo
                                               e dos sacerdotes, que voluntariamente oferecerem,
                                               para a casa de seu Deus, que está em Jerusalém.
                Ed 7:17 Portanto diligentemente comprarás com este dinheiro
                               novilhos, carneiros, cordeiros, com as suas ofertas de
                                               alimentos, e as suas libações, e as oferecerás sobre o
                                               altar da casa de vosso Deus, que está em Jerusalém.
                Ed 7:18 Também o que a ti e a teus irmãos bem parecer fazerdes
                               do restante da prata e do ouro, o fareis conforme a vontade
                                               do vosso Deus.
                Ed 7:19 E os utensílios que te foram dados para o serviço
                               da casa de teu Deus, restitui-os perante o Deus de Jerusalém.
                Ed 7:20 E tudo mais que for necessário para a casa de teu Deus,
                               que te convenha dar, dá-lo-ás da casa dos tesouros do rei.
                Ed 7:21 E por mim mesmo, o rei Artaxerxes, se decreta
                               a todos os tesoureiros que estão dalém do rio que tudo quanto
                               vos pedir o sacerdote  Esdras, escriba da lei do Deus
                                               dos céus, prontamente se faça.
                Ed 7:22 Até cem talentos de prata, e até cem coros de trigo,
                               e até cem batos de vinho, e até cem batos de azeite;
                                               e sal à vontade.
                Ed 7:23 Tudo quanto se ordenar, segundo o mandado do Deus do céu,
                               prontamente se faça para a casa do Deus dos céu;
                                               pois, para que haveria grande ira sobre o reino do
                                                               rei e de seus filhos?
                Ed 7:24 Também vos fazemos saber acerca de todos os sacerdotes
                               e levitas, cantores, porteiros, servidores do templo e ministros
                                               desta casa de Deus, que não será lícito impor-lhes,
                                                               nem tributo, nem contribuição, nem renda.
                Ed 7:25 E tu, Esdras, conforme a sabedoria do teu Deus, que possuis,
                               nomeia magistrados e juízes, que julguem a todo o povo que
                                               está dalém do rio, a todos os que sabem as leis do
                                               teu Deus; e ao que não as sabe, lhe ensinarás.
                Ed 7:26 E todo aquele que não observar a lei do teu Deus
                               e a lei do rei, seja julgado prontamente; quer seja morte,
                               quer desterro, quer multa sobre os seus bens, quer prisão.
                Ed 7:27 Bendito seja o SENHOR Deus de nossos pais, que tal inspirou
                               ao coração do rei, para ornar a casa do SENHOR,
                                               que está em Jerusalém.
                Ed 7:28 E que estendeu para mim a sua benignidade perante o rei
                               e os seus conselheiros e todos os príncipes poderosos do rei.
                                               Assim me animei, segundo a mão do SENHOR
                                                               meu Deus sobre mim,
                               e ajuntei dentre Israel alguns chefes para subirem comigo.
Esdras reconhece a Deus em toda a sua jornada abençoada, coo veremos a seguir.
3. A doxologia de Esdras – 7:27 – 28.
Esdras agradeceu a Deus pela sua bondade e se animou para ajuntar de Israel alguns chefes para irem com ele – vs 28.
Ele bendiz ao Senhor e entende que o fato do coração do rei estar com eles foi decorrência de sua boa vontade para com eles que inclinou o coração do rei como está escrito em Provérbios: Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR; este, segundo o seu querer, o inclina. (Pv 21:1).
Além disso entende que é pecador e que portanto carece da misericórdia e da graça de Deus sobre sua vida – vs 28.
Ficou concluída aqui a segunda seção de Esdras em aramaico.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
http://www.jamaisdesista.com.br




[1] Ver segmentação no livro “AO POVO DE DEUS DO PÓS EXÍLIO - O reino davídico, o templo e bênçãos e maldições – Reflexões nos livros de I e II Crônicas.” Ou no site do autor: http://www.jamaisdesista.com.br/2014/08/i-cr-61-81-estruturacao-para.html
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