sábado, 28 de setembro de 2013

Êxodo 3: 1-22 – O CHAMADO DE DEUS.

O CHAMADO DE DEUS
Neste capítulo, Deus aparece a Moisés e com ele começa a travar um diálogo a fim de convencê-lo a ir ao Egito, em nome dele e libertar o povo das mãos dos egípcios e de Faraó. O diálogo tem sua sequência no próximo capítulo.
O que fazia Moisés quando Deus lhe aparece teofanicamente nas sarças ardentes que pegavam fogo e que não se consumiam e isto chamou a atenção daquele homem que trabalhava apascentando as ovelhas de seu sogro?
Exatamente: ele estava trabalhando! Foi no Monte Horebe que Deus lhe apareceu e ele estava mesmo trabalhando e apascentando as ovelhas de seu sogro. Deus não chama desocupados e sonhadores que somente sonham em suas camas macias e vazias.
Deus nos deixou o trabalho para que este fosse bênção em nossas vidas e não maldição como pensam alguns. Tem gente que sonha ficar rico em loteria e seu sonho é parar de trabalhar para viver curtindo a vida adoidado. Isso não é, nem jamais foi viver a vida que Deus planejou sabiamente para vivermos.
Moisés estava trabalhando e Deus interrompe o seu trabalho para lhe falar. Encantado com o que via e curioso de não haver consumo da sarça, ele quer se aproximar mais ainda a fim de investigar o fenômeno curioso.
Permitam-me um pequeno parêntesis para explorar um pouco melhor essa ideia do trabalho que já comentamos e gravamos quando falamos do capítulo primeiro de gênesis, mas que agora, nesse momento, é também relevante e merece lembrança e destaque.
Gn 2.15 nos diz que o Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar e cultivá-lo.
A palavra usada para "colocação/colocar" (yanichehu) Adão no Jardim tem uma raiz conectada ao nome do próximo grande herói bíblico —"Noé" (noach). A palavra Hebraica para Éden (eden) carrega em si mesma a ideia de "prazer", "fertilidade", "deleite", "luxo" e "refinamento". Portanto, o Jardim do Éden deve ser entendido nesses termos. Além disso, aqui somos informados de que Adão foi colocado no Jardim do deleite para "trabalho" (avodah) e "guarda" (shomrah).
Embora existam várias palavras diferentes em Hebraico que comunicam a ideia de adoração (especialmente quando se trata do aspecto de "serviço diante de Deus"), a mesma palavra que é usada para o serviço e adoração a Deus (avodah) é usada nesse contexto para o cultivo do solo.
Mesmo no hebraico moderno, essa é a palavra usada para ir ao trabalho. No Brasil, nós dizemos, por exemplo, que vamos ao culto do domingo, mas no inglês, ir ao culto a Deus no domingo é “Sunday service” (culto do domingo) que nos dá a ideia de serviço, de ser um processo ativo e não passivo.
Nós não devemos ir ao culto para estar ali passivamente, esperando somente receber, mas para servir, para agir, para labutar, para desprender esforço, suor. Eu tenho de ver, assim, a minha adoração como algo ativo que me faça transpirar, suar, empreender esforço e aí, sim, nossa adoração é aperfeiçoada.
A comissão "para trabalhar", que nós associamos hoje com luta e labuta, foi dada a Adão antes que a queda da humanidade tivesse lugar, não depois. Em outras palavras, quando Deus encarregou Adão com o trabalho da terra no Jardim do Éden, ainda era "muito bom", ainda não afetada pelo pecado, morte e miséria.
O dito popular de que Deus amaldiçoou o homem com trabalho é aqui posta por terra, pelo seu significado. O trabalho nunca foi maldição! Talvez, sim, a intensidade disso é que traz complicações.
A mesma palavra é ainda usada para o serviço errado, ou para o culto errado, como a idolatria.”[1]
E tem uma surpresa ao ouvir a voz de Deus falando com ele. Havia uma questão urgente que precisava de atenção e Deus compartilhava com ele que pretendia fazer em breve. Moisés, certamente, conhecia a história do seu povo e sabia desse Deus e também se lembrou que outrora tentou e até pensou em fazer algo, mas do seu jeito.
Ele então se recorda do egípcio morto, de sua tentativa de aproximamento com o povo hebreu, de sua defesa de um deles, das duras palavras que ele sofreu ao ser chamado de assassino e ser rejeitado como libertador, da sua fuga para o deserto e de sua atual vidinha longe de tudo e de todos.
Dá para perceber que ele não era mais aquele homem ousado, atrevido e valente, mas um senhor ponderado, cheio de medos, de dúvidas e inseguro. Ele já devia estar com seus 80 anos quando o senhor estava ali o visitando e o recrutando para uma grande missão.
Deus se apresenta, fala de seu nome, de uma parte da missão, que ele vai agir e cuidar dele - de Moisés - e que vai libertar o povo, mesmo tendo de ir contra a vontade de Faraó.
Deus se identifica como o “EU SOU” e também como o “Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó”. Isso é profundo! Ele não somente “é” e “é Deus” como também, a história está em suas mãos. Ele é o governante absoluto, soberano e providencial.
Havia as promessas de Deus para se cumprirem, havia o clamor do povo contra a opressão que sofria, havia o próprio povo sofrendo e havia um homem no deserto, naquele Monte Horebe, que Deus queria usar para cumprir a sua missão e também havia o próprio Deus. A história está prestes a se desenrolar doravante e Deus já está agindo em cada lugar.
Olhar a história prontinha e analisá-la é uma coisa, viver o momento que está prestes a se transformar em história e confiar em Deus é bem outra. Deus continua chamando hoje, por meio do seu Filho, do Evangelho e nós agora temos não mais uma sarça ardente ou manifestações teofânicas, mas o próprio Espírito Santo habitando em nós.
Moisés, no próximo capítulo irá resistir ao chamado de Deus a ponto de dizer para Deus enviar outro, menos a ele, mas no final ele vai, assim mesmo e todos sabemos do resultado disso e como Deus o exaltou diante de todo o povo que ele quis libertar.
Ao ouvir o chamado de Deus pelo Espírito Santo para o trabalho da seara, não dê desculpas, mas obedeça.
Ex 3:1 E apascentava Moisés
o rebanho de Jetro,
 seu sogro, sacerdote em Midiã;
e levou o rebanho atrás do deserto,
e chegou ao monte de Deus, a Horebe.
Ex 3:2 E apareceu-lhe o anjo do SENHOR
em uma chama de fogo do meio duma sarça;
e olhou,
e eis que a sarça ardia no fogo,
e a sarça não se consumia.
Ex 3:3 E Moisés disse:
Agora me virarei para lá, e verei esta grande visão,
porque a sarça não se queima.
Ex 3:4 E vendo o SENHOR que se virava para ver,
bradou Deus a ele do meio da sarça, e disse:
Moisés, Moisés.
Respondeu ele:
Eis-me aqui.
Ex 3:5 E disse:
Não te chegues para cá;
tira os sapatos de teus pés;
porque o lugar em que tu estás é terra santa.
Ex 3:6 Disse mais:
Eu sou o Deus de teu pai,
o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó.
E Moisés encobriu o seu rosto,
porque temeu olhar para Deus.
Ex 3:7 E disse o SENHOR:
Tenho visto atentamente a aflição do meu povo,
que está no Egito,
e tenho ouvido o seu clamor
por causa dos seus exatores,
porque conheci as suas dores.
Ex 3:8 Portanto
desci para livrá-lo da mão dos egípcios,
e para fazê-lo subir daquela terra,
a uma terra boa e larga,
a uma terra que mana leite e mel;
ao lugar do cananeu, e do heteu, e do amorreu,
e do perizeu, e do heveu, e do jebuseu.
Ex 3:9 E agora, eis que o clamor dos filhos de Israel
é vindo a mim,
e também tenho visto a opressão com que os egípcios
os oprimem.
Ex 3:10 Vem agora,
pois, e eu te enviarei a Faraó
para que tires o meu povo (os filhos de Israel)
do Egito.
Ex 3:11 Então Moisés disse a Deus:
Quem sou eu, que vá a Faraó
e tire do Egito os filhos de Israel?
Ex 3:12 E disse:
 Certamente eu serei contigo;
e isto te será por sinal de que eu te enviei:
Quando houveres tirado este povo do Egito,
servireis a Deus neste monte.
Ex 3:13 Então disse Moisés a Deus:
Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser:
O Deus de vossos pais me enviou a vós;
e eles me disserem:
Qual é o seu nome?
Que lhes direi?
Ex 3:14 E disse Deus a Moisés:
EU SOU O QUE SOU.
Disse mais:
Assim dirás aos filhos de Israel:
EU SOU me enviou a vós.
Ex 3:15 E Deus disse mais a Moisés:
Assim dirás aos filhos de Israel:
O SENHOR Deus de vossos pais,
o Deus de Abraão,
o Deus de Isaque,
e o Deus de Jacó, me enviou a vós;
este é meu nome eternamente,
e este é meu memorial de geração em geração.
Ex 3:16 Vai,
e ajunta os anciãos de Israel e dize-lhes:
O SENHOR Deus de vossos pais,
o Deus de Abraão,
de Isaque
e de Jacó,
me apareceu, dizendo:
Certamente vos tenho visitado
e visto o que vos é feito no Egito.
Ex 3:17 Portanto eu disse:
Far-vos-ei subir da aflição do Egito à terra
do cananeu, do heteu, do amorreu, do perizeu,
do heveu e do jebuseu,
a uma terra que mana leite e mel.
Ex 3:18 E ouvirão a tua voz;
e irás, tu com os anciãos de Israel,
ao rei do Egito, e dir-lhe-eis:
O SENHOR Deus dos hebreus nos encontrou.
Agora, pois, deixa-nos ir caminho de três dias para o deserto,
para que sacrifiquemos ao SENHOR nosso Deus.
Ex 3:19 Eu sei, porém,
que o rei do Egito não vos deixará ir,
nem ainda por uma mão forte.
Ex 3:20 Porque eu estenderei a minha mão,
e ferirei ao Egito com todas as minhas maravilhas
que farei no meio dele;
depois vos deixará ir.
Ex 3:21 E eu darei graça a este povo aos olhos dos egípcios;
e acontecerá que, quando sairdes,
não saireis vazios,
Ex 3:22 Porque cada mulher pedirá
à sua vizinha e à sua hóspeda
 jóias de prata, e jóias de ouro,
e vestes,
as quais poreis
sobre vossos filhos
e sobre vossas filhas;
e despojareis os egípcios.
Deus está dando detalhes a Moisés de como irá libertar o seu povo e de como ele sairá dali de mão cheias e não vazias. Ele chega a dizer para Moisés que saqueará o Egito como era feito com aqueles que eram vencidos nas guerras.
Eu me encanto com a história porque vejo claramente a mão de Deus nela. Por que também não veria nos tempos presentes que irão virar história? Pense nisso!




[1] Do livro “A ORIGEM - A história de Gênesis comentada e segmentada”, de Daniel Deusdete, ed. Os Semeadores.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Êxodo 2: 1-25 – MOISÉS, UM LÍDER FORJADO POR DEUS.

Aqui temos a incrível história, como nos contos de fada e nos romances mais mirabolantes, providencial de Deus relacionada ao nascimento de Moisés e sua fuga do Egito depois de matar um egípcio procurando defender um hebreu. O capítulo se estende até o nascimento de seu filho Gerson e a oração do povo que chegou aos ouvidos de Deus.
Tanto o pai, Anrão, como a mãe, Joquebede – também tia de Anrão -, de Moisés eram da tribo de Levi. Eles se casaram e no devido tempo tiveram um filho bem formoso o qual ficou escondido por três meses numa época difícil e problemática com instruções claras de Faraó para matarem todos os meninos nascidos em Israel.
Manter um menino recém-nascido por três meses sem sofrer qualquer dano, na época, já foi um grande milagre. Moisés era de fato formoso e um menino especial que Deus iria trabalhar em sua vida e levantá-lo para uma grande obra de libertação de seu povo, mas não era ele o escolhido, aquele que seria o portador da semente messiânica, descendente de Judá.
A situação deveria estar tão problemática e sem saída que a mãe num grande gesto de fé coloca seu menino, sem saber qualquer coisa do futuro breve, creio, num cesto, num leito de um rio, para entregá-lo à sua própria sorte. Era, na verdade, uma loucura o que ela estava fazendo, motivada por um gesto desesperador de sua parte.
Ou fazia isso, ou corria o sério risco de ver seu menino ser morto pelos egípcios. Deus, no entanto, tinha outros planos e logo preparou uma saída fantástica para o caso difícil e sem saída. O coração da filha de Faraó, que por acaso, tomava seu banho naquele rio, viu o cesto e se encantou com o que achara.
E foi ela quem achou o cesto e não outra pessoa, pois se assim fosse, tudo poderia tomar rumo diferente. Ela viu, encontrou-se com o bebê e quis adotá-lo para ser seu e, portanto, neto de Faraó, a máxima autoridade do Egito.
Eu tenho falado em sorte, acaso, mas somente falei assim poeticamente porque sabemos que não há nada disso quando Deus está no controle de tudo e é soberano no seu governo. Deus preparou tudo para que acontecesse da forma que aconteceu e poderia ter feito tudo diferente, mas não fez.
O que Deus fez jamais violou o direito da criatura, nem a forçou como marionete. Para todo mal e para toda ação feita há sim uma reação e uma consequência moral. O homem é inteiramente responsável por seus atos, ações, falhas e omissões em tudo que está envolvido e, igualmente, Deus é soberano, também em tudo.
A filha de Faraó, agora mãe adotiva de Moisés, consegue também arranjar uma mulher escrava, hebreia, para desmamar o menino até que ele esteja pronto, mediante um salário. E quem foi a escolhida? Exatamente, a própria mãe do menino que acabara de lançar seu filho, pela fé, no rio.
Não dá para entender os caminhos de Deus, mas este tem os seus caminhos! Depois, passado um tempo, onde tudo se encaixa e se explica, ai sim, nos maravilhamos e reconhecemos a potente mão soberana de Deus no governo providencial de todas as coisas. Eu leio a história hoje e me rio. Acho engraçada e parece estar havendo mesmo humor nisso.
E a história de minha vida ou da sua, querido leitor, seria diferente? Por que então entrarmos no desespero e darmos uma de coitadinho? Que tal sairmos do buraco e vivermos a vida celebrando-a para a glória de Deus? Eu entendo, lendo a Bíblia todos os dias, que a vida de qualquer um de nós consiste em reconhecermos Deus em todos os nossos caminhos que ele os endireitará para a sua glória.
A filha escolhe o nome do menino e este nome fica nele, Moisés, aquele que foi tirado das águas. Ele cresce e recebe a melhor educação do país, bem como do bom e do melhor. Ele cresce na elite, nas casa simplesmente do maioral do Egito, Faraó. Cresce e se desenvolve e se torna um homem.
Ele, porém, não se esqueceu de suas origens e sente um chamado de Deus em seu coração muito forte e procura fazer justiça do seu jeito, mas quebra a cara, mata um egípcio e acaba fugindo. Na sua fuga todos os seus sonhos de libertador são enterrados. Era já Deus dizendo para ele que não seria na força de seu braço, mas na força do braço do Senhor.
Ainda sim, na sua fuga, em seu caminho para não se sabe onde, defende algumas mulheres, filhas do sacerdote de Midiã e é acolhido por este que lhe dá sua filha por mulher e ele vive ali com eles no deserto e gera um filho com sua esposa o qual pôs o nome de Gerson. O nome Gérson tem a sua origem na Bíblia e vem do Hebraico Gereshom, Gershom, Gersam, que tem como significado os elementos “ger” que significa “estrangeiro” e “sam” que quer dizer “lá” – “estrangeiro lá!”.
Enquanto isso, morre no Egito o Faraó que perseguia os meninos hebreus e que tentara matar Moisés quando soube que este matou um egípcio ao tentar defender seu povo. O clamor do povo sobe até Deus que ouvindo prepara seu plano para a libertação de seu povo, justamente pelas mãos daquele que tinha fugido para o deserto que logo, logo irá ter um encontro celestial que mudaria a sua vida para sempre.
Ex 2:1 E foi um homem da casa de Levi
e casou com uma filha de Levi.
Ex 2:2 E a mulher concebeu
e deu à luz um filho;
e, vendo que ele era formoso,
escondeu-o três meses.
Ex 2:3 Não podendo, porém, mais escondê-lo,
tomou uma arca de juncos,
e a revestiu com barro e betume;
e, pondo nela o menino,
a pôs nos juncos à margem do rio.
Ex 2:4 E sua irmã postou-se de longe,
para saber o que lhe havia de acontecer.
Ex 2:5 E a filha de Faraó desceu a lavar-se no rio,
e as suas donzelas passeavam, pela margem do rio;
e ela viu a arca no meio dos juncos,
e enviou a sua criada, que a tomou.
Ex 2:6 E abrindo-a,
viu ao menino
e eis que o menino chorava;
e moveu-se de compaixão dele, e disse:
Dos meninos dos hebreus é este.
Ex 2:7 Então disse sua irmã à filha de Faraó:
Irei chamar uma ama das hebréias,
que crie este menino para ti?
Ex 2:8 E a filha de Faraó disse-lhe:
Vai.
Foi, pois, a moça,
e chamou a mãe do menino.
Ex 2:9 Então lhe disse a filha de Faraó:
Leva este menino,
e cria-mo;
eu te darei teu salário.
E a mulher tomou o menino,
e criou-o.
Ex 2:10 E, quando o menino já era grande,
ela o trouxe à filha de Faraó,
a qual o adotou;
e chamou-lhe Moisés, e disse:
Porque das águas o tenho tirado.
Ex 2:11 E aconteceu naqueles dias que,
sendo Moisés já homem,
saiu a seus irmãos,
e atentou para as suas cargas;
e viu que um egípcio feria a um hebreu,
homem de seus irmãos.
Ex 2:12 E olhou a um e a outro lado
e, vendo que não havia ninguém ali,
matou ao egípcio,
e escondeu-o na areia.
Ex 2:13 E tornou a sair no dia seguinte,
e eis que dois homens hebreus contendiam; e disse ao injusto:
Por que feres a teu próximo?
Ex 2:14 O qual disse:
Quem te tem posto a ti por maioral e juiz sobre nós?
Pensas matar-me,
como mataste o egípcio?
Então temeu Moisés, e disse:
Certamente este negócio foi descoberto.
Ex 2:15 Ouvindo, pois, Faraó este caso,
procurou matar a Moisés;
mas Moisés fugiu de diante da face de Faraó,
e habitou na terra de Midiã,
e assentou-se junto a um poço.
Ex 2:16 E o sacerdote de Midiã tinha sete filhas,
as quais vieram tirar água,
e encheram os bebedouros,
para dar de beber ao rebanho de seu pai.
Ex 2:17 Então vieram os pastores,
e expulsaram-nas dali;
Moisés, porém,
levantou-se e defendeu-as,
e deu de beber ao rebanho.
Ex 2:18 E voltando elas a Reuel seu pai, ele disse:
Por que hoje tornastes tão depressa?
Ex 2:19 E elas disseram:
Um homem egípcio nos livrou da mão dos pastores;
e também nos tirou água em abundância,
e deu de beber ao rebanho.
Ex 2:20 E disse a suas filhas:
E onde está ele?
Por que deixastes o homem?
Chamai-o para que coma pão.
Ex 2:21 E Moisés consentiu
em morar com aquele homem;
e ele deu a Moisés sua filha Zípora,
Ex 2:22 A qual deu à luz um filho,
a quem ele chamou Gérson,
porque disse:
Peregrino fui em terra estranha.
Ex 2:23 E aconteceu,
depois de muitos dias,
que morrendo o rei do Egito,
os filhos de Israel suspiraram por causa da servidão,
e clamaram;
e o seu clamor subiu a Deus
por causa de sua servidão.
Ex 2:24 E ouviu Deus o seu gemido,
e lembrou-se Deus da sua aliança
com Abraão, com Isaque, e com Jacó;
Ex 2:25 E viu Deus os filhos de Israel,
e atentou Deus para a sua condição.
Ouviu Deus o gemido do povo. Não estará Deus ouvindo hoje nosso gemido que fazemos de dia e de noite, nos tempos modernos, onde os valores estão trocados e fazer coisas abomináveis diante de Deus se tornou algo social e moderno?
Depois de ouvir, lembra-se Deus da sua aliança. Nós somos os filhos da aliança que aguardamos o Senhor que disse que voltaria para nos buscar para que onde ele estiver, nós estaremos também. 
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Êxodo 1: 1-22 – FARAÓ INTENTA O MAL CONTRA OS HEBREUS.

Vamos continuar[1] a bela história do povo de Jacó que agora estava morto, bem assim José e todos os seus irmãos e a terra havia se enchido deles, de seus filhos e isto incomodava e dava medo ao novo Faraó que se levantara no Egito e que não conhecia José.
Ele começa então a empreender estratégias para por fim ao crescimento populacional de Israel, mas Deus socorria o povo.
Quem escreveu Êxodo? Há controvérsias, mas continuamos crendo que a autoria desses escritos se deve a Moisés, conforme crê a maioria dos cristãos, se não todos.
Êxodo é a forma latina de êxodos que significa saída – Lc 9:31 – e apresenta o seu enredo principal do tempo de escravidão israelita no Egito até o recebimento das leis de Deus, no monte Sinai, mas isso não significa que tenha sido escrito, bem nessa época. Há indícios de que ele tenha sido escrito no período da segunda geração do êxodo, enquanto o povo esperava nas planícies de Moabe – Dt 1:5; Ex 16:35; Ex 40:38; Js 5:10-12.
A peregrinação no deserto durou cerca de 40 anos e se estende entre as datas prováveis de 1446-1406 AC.
O propósito deste livro, segundo a Bíblia de Estudo de Genebra - BEG, nossa referência geral, é confirmar a autoridade divina da liderança de Moises e da aliança da lei, bem como das regras para adoração.
Encontraremos neste livro as seguintes verdades fundamentais:
ü O Senhor deu autoridade a Moisés como líder de Israel para trazer a bênção da libertação do Egito.
ü As leis da aliança dadas por meio de Moisés foram divinamente autorizados para levar bênçãos ao povo de Deus.
ü As regulamentações de Moisés para adoração no tabernáculo foram divinamente ordenadas para trazer bênçãos ao povo de Deus.
Por ser o povo especial escolhido por Deus, os israelitas incorporavam a esperança do futuro da humanidade.
O grupo de setenta pessoas – Gn 46: 8-27 – faz alusão às setenta nações de Gn 10 que fala dos descendentes de Noé. O capítulo dez começa assim: “são estas as gerações dos filhos de Noé, Sem, Cam e Jafé, ...”.
São 14 de Jafté, 30 de Cam e 26 de Sem. Os setenta filhos de Israel são um microcosmo das nações – Gn 46:27. O número 70 = 7 x 10, sugerem na sua interpretação perfeição e plenitude o que representa um número completo e significativo – Jz 8:30; 2 Re 10:1.
Passados um bom tempo, agora surge um Faraó que não conhecia José, nem se interessava na história, nem conhecia este povo, mas somente sabia que ele era muito numeroso e que já era maior do que o povo egípcio e este homem resolve por fim ou tentar mudar o quadro para ficar favorável aos egípcios.
Já se tinham passados uns 350 anos que eles estavam no Egito e Deus está perto de fazer vir a existência um líder seu escolhido desde o ventre que somente se manifestaria depois, ainda, de uns 80 anos. O ataque de Faraó visava não somente este menino especial, mas sim todos os meninos israelitas, especialmente aquele que era o portador da semente messiânica que ali estava entre eles - mas quem?
Nos próximos capítulos dessa linda história teremos a oportunidade de ver quem são os contemporâneos de Moisés que guardavam a linhagem messiânica, escolhida por Deus para chegar até Cristo, daqui uns 1400 anos, considerando o hoje aquela data do êxodo.
Também podemos dividir Êxodo em três importantes partes:
I.         Deus libertando o seu povo por meio de Moisés – 1:1 – 18:27.
II.      Deus fazendo aliança com o povo por meio de Moisés – 19:1 – 24:18.
III.   Deus instruindo Moisés para erguer o tabernáculo, conforme o modelo que lhe era mostrado.
Ex 1:1 Estes pois são os nomes dos filhos de Israel,
que entraram no Egito com Jacó;
cada um entrou com sua casa:
Ex 1:2 Rúben, Simeão, Levi, e Judá;
Ex 1:3 Issacar, Zebulom, e Benjamim;
Ex 1:4 Dã e Naftali, Gade e Aser.
Ex 1:5 Todas as almas, pois, que procederam
dos lombos de Jacó,
foram setenta almas;
José, porém, estava no Egito.
Ex 1:6 Faleceu José,
e todos os seus irmãos,
e toda aquela geração.
Ex 1:7 E os filhos de Israel
frutificaram, aumentaram muito, e multiplicaram-se,
e foram fortalecidos grandemente;
de maneira que a terra se encheu deles.
Ex 1:8 E levantou-se um novo rei sobre o Egito,
que não conhecera a José;
Ex 1:9 O qual disse ao seu povo:
Eis que o povo dos filhos de Israel é muito,
e mais poderoso do que nós.
Ex 1:10 Eia,
usemos de sabedoria para com eles,
para que não se multipliquem,
e aconteça que, vindo guerra,
eles também se ajuntem com os nossos inimigos,
e pelejem contra nós,
e subam da terra.
Ex 1:11 E puseram sobre eles maiorais de tributos,
para os afligirem com suas cargas.
Porque edificaram a Faraó cidades-armazéns,
Pitom e Ramessés.
Ex 1:12 Mas quanto mais os afligiam,
tanto mais se multiplicavam,
e tanto mais cresciam;
de maneira que se enfadavam
por causa dos filhos de Israel.
Ex 1:13 E os egípcios
faziam servir os filhos de Israel com dureza;
Ex 1:14 Assim que lhes fizeram amargar a vida com dura servidão,
em barro e em tijolos,
e com todo o trabalho no campo;
com todo o seu serviço,
em que os obrigavam com dureza.
Ex 1:15 E o rei do Egito falou às parteiras das hebréias
(das quais o nome de uma era Sifrá, e o da outra Puá),
Ex 1:16 E disse:
Quando ajudardes a dar à luz às hebréias,
e as virdes sobre os assentos,
se for filho,
matai-o;
mas se for filha,
então viva.
Ex 1:17 As parteiras, porém,
temeram a Deus
e não fizeram como o rei do Egito lhes dissera,
antes conservavam os meninos com vida.
Ex 1:18 Então o rei do Egito chamou as parteiras e disse-lhes:
Por que fizestes isto, deixando os meninos com vida?
Ex 1:19 E as parteiras disseram a Faraó:
É que as mulheres hebréias não são como as egípcias;
porque são vivas,
e já têm dado à luz
antes que a parteira venha a elas.
Ex 1:20 Portanto Deus fez bem às parteiras.
E o povo se aumentou,
e se fortaleceu muito.
Ex 1:21 E aconteceu que,
como as parteiras temeram a Deus,
ele estabeleceu-lhes casas.
Ex 1:22 Então ordenou Faraó a todo o seu povo, dizendo:
A todos os filhos que nascerem
lançareis no rio,
mas a todas as filhas
guardareis com vida.
Foram três tentativas de matar os meninos. As parteiras temiam ao Senhor que as livrou de Faraó e lhes deu socorro. Quem pode impedir ou atrasar ou atrapalhar os planos de Deus? Deus estava ali preparando a saída daquele povo do Egito e não iria fazer isso de forma simples.


[1] Realmente se trata de uma continuação a qual foi iniciada no livro de Gênesis.

A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Gênesis 50: 1-26 – A MORTE DE JACÓ E A DE JOSÉ.

Esse último capítulo narra a morte e o cortejo fúnebre gigantesco de Jacó em Canaã, e também narra a morte de José e as suas palavras finais e proféticas a seus irmãos e a toda aquela geração. Sua palavra dizia que Deus os visitaria para os tirar dali e para os levar para Canaã, a terra prometida.
A bela história dos patriarcas está agora chegando ao seu final, no entanto, nada há registrado acerca da morte dos irmãos de José. Nada se sabe, quem morreu primeiro ou por último. Nós temos interesse particular na data precisa da morte de Judá por causa da semente messiânica, mas cremos que deve ter vivido ali perto dos 110 anos como José. Estariam todos os seus irmãos vivos quando José morreu? Com quantos anos Judá morreu? Nada se sabe.
Todos os preparativos relacionados à morte de Jacó foram tomados por seus filhos, mas em especial por José, que tivera o privilégio ainda de conviver com seu pai no Egito dos 130 aos 147 anos da vida de Jacó.
José ordenou que se realizassem o embalsamento de seu pai Jacó e, cremos, deve ter sido daqueles embalsamentos típicos de Faraós, com tudo o que o dinheiro, o poder e a fama poderiam conseguir. Esse cerimonial levava um pouco de tempo para ficar tudo preparado, devidos aos seus requintes.
Depois de tudo feito, José procura por Faraó que o atende em tudo além das suas necessidades que ele pede, dando-lhe mais recursos e pessoas para o acompanharem. José promete ir e voltar e assim fez: foi sepultar seu pai na terra de Canaã, junto com Abraão e Isaque e depois voltou à terra do Egito.
Na volta, seus irmãos entraram em pânico e tiveram medo de que José se voltasse contra eles e elaboraram seu pedido de perdão. Que bênção! Agora o objetivo dos irmãos de José era obedecer a palavra de Deus. Então, eles falaram a José, que sentindo a presença de Deus e a transformação que no coração deles se operara por parte do Espírito Santo, chorou diante deles.
Foi sem dúvida um momento especial e a paz voltou a reinar ali em Gósen e o povo cresceu e se multiplicou e teve paz e prosperidade, sob a proteção de Deus por meio da instrumentalidade de seu filho José.
Após a morte de Jacó, José dirigiu a atenção dos patriarcas para a Terra Prometida. Ele reafirmou a segurança deles no Egito – vs. 15-21 - e o futuro deles na Terra Prometida – vs. 22-26.
O tempo vai passando, e após 50 anos da morte de Jacó, José agora vai caminhando para seu fim, com seus 110 anos de vida e reúne seus irmãos e lhes fala profeticamente conforme entendia do que lhe falara seu pai e conforme os seus próprios apontamentos. José morre e é embalsamado e colocado num caixão do Egito. Provavelmente foi levado, como queria, para onde foi sepultado os seus pais, embora nada há registrado sobre isso.
Os registros dessa era patriarcal estavam sendo concluídos. O livro se encerra com a expectativa da visitação de Deus, em breve. Também é curioso que o Novo Testamento também se encerra com uma expectativa de uma visitação do céu, quando todos os crentes farão o êxodo da morte para a vida física eterna – Ap 22:20.
Gn 50:1 Então José
se lançou sobre o rosto de seu pai
e chorou sobre ele,
e o beijou.
Gn 50:2 E José
ordenou aos seus servos, os médicos,
que embalsamassem a seu pai;
e os médicos embalsamaram a Israel.
Gn 50:3 E cumpriram-se-lhe quarenta dias;
porque assim se cumprem os dias daqueles que se embalsamam;
e os egípcios o choraram setenta dias.
Gn 50:4 Passados, pois, os dias de seu choro,
falou José à casa de Faraó, dizendo:
Se agora tenho achado graça aos vossos olhos,
rogo-vos que faleis aos ouvidos de Faraó,
dizendo:
Gn 50:5 Meu pai me fez jurar, dizendo:
Eis que eu morro; em meu sepulcro,
que cavei para mim na terra de Canaã,
ali me sepultarás.
Agora, pois, te peço,
que eu suba, para que sepulte a meu pai;
então voltarei.
Gn 50:6 E Faraó disse:
Sobe,
e sepulta a teu pai como ele te fez jurar.
Gn 50:7 E José subiu para sepultar a seu pai;
e subiram com ele todos os servos de Faraó,
os anciãos da sua casa,
e todos os anciãos da terra do Egito.
Gn 50:8 Como também toda a casa de José, e seus irmãos,
e a casa de seu pai;
somente deixaram na terra de Gósen
os seus meninos, e as suas ovelhas e as suas vacas.
Gn 50:9 E subiram também com ele,
tanto carros como gente a cavalo;
e o cortejo foi grandíssimo.
Gn 50:10 Chegando eles, pois,
à eira de Atade, que está além do Jordão,
fizeram um grande e dolorido pranto;
e fez a seu pai uma grande lamentação por sete dias.
Gn 50:11 E vendo os moradores da terra, os cananeus,
o luto na eira de Atade, disseram:
É este o pranto grande dos egípcios.
Por isso chamou-se-lhe Abel-Mizraim,
que está além do Jordão.
Gn 50:12 E fizeram-lhe os seus filhos
assim como ele lhes ordenara.
Gn 50:13 Pois os seus filhos
o levaram à terra de Canaã,
e o sepultaram na cova do campo de Macpela,
que Abraão tinha comprado com o campo, por herança
de sepultura de Efrom, o heteu, em frente de Manre.
Gn 50:14 Depois de haver sepultado seu pai,
voltou José para o Egito,
ele e seus irmãos,
e todos os que com ele subiram a sepultar seu pai.
Gn 50:15 Vendo então os irmãos de José
que seu pai já estava morto, disseram:
Porventura nos odiará José
e certamente nos retribuirá todo o mal
que lhe fizemos.
Gn 50:16 Portanto mandaram dizer a José:
Teu pai ordenou, antes da sua morte, dizendo:
Gn 50:17 Assim direis a José:
Perdoa, rogo-te,
a transgressão de teus irmãos,
e o seu pecado, porque te fizeram mal;
agora, pois, rogamos-te
que perdoes a transgressão dos servos do Deus de teu pai.
E José chorou quando eles lhe falavam.
Gn 50:18 Depois vieram também seus irmãos,
e prostraram-se diante dele, e disseram:
Eis-nos aqui por teus servos.
Gn 50:19 E José lhes disse:
Não temais;
porventura estou eu em lugar de Deus?
Gn 50:20 Vós bem intentastes mal contra mim;
porém Deus o intentou para bem,
para fazer como se vê neste dia,
para conservar muita gente com vida.
Gn 50:21 Agora, pois, não temais;
eu vos sustentarei a vós e a vossos filhos.
Assim os consolou,
e falou segundo o coração deles.
Gn 50:22 José, pois, habitou no Egito,
ele e a casa de seu pai;
e viveu José cento e dez anos.
Gn 50:23 E viu José os filhos de Efraim,
da terceira geração;
também os filhos de Maquir,
filho de Manassés,
nasceram sobre os joelhos de José.
Gn 50:24 E disse José a seus irmãos:
Eu morro;
mas Deus certamente vos visitará,
e vos fará subir desta terra à terra que jurou
a Abraão, a Isaque e a Jacó.
Gn 50:25 E José fez jurar os filhos de Israel, dizendo:
Certamente vos visitará Deus,
e fareis transportar os meus ossos daqui.
Gn 50:26 E morreu José
da idade de cento e dez anos,
e o embalsamaram
e o puseram num caixão no Egito.
Foi Moisés quem cumpriu o juramento feito a José sobre o seu sepultamento – Êx 13:19 – e foi Josué quem completou o sepultamento. José foi sepultado em Siquém – Js 24:32.
Ressalte-se ainda que pela primeira vez é registrado o termo Abraão, Isaque e Jacó juntos – vs. 24.
Veja esta última tabela.

QUADRO V - QUADRO DEMONSTRATIVO DA CONTEMPORANEIDADE DE ABRAÃO ATÉ NAASSON
Obs.: os números 20º, 21º, até o 28º correspondem a ordem do nascimento daquele que é o portador da semente messiânica, conforme narra Lucas 3:23-38. Reparem, mais uma vez, que a destruição de Sodoma e Gomorra, por volta do ano 2110, também contados a partir de Adão.
Infelizmente, não temos os tempos de vida de Judá em diante até Naasson, por isso que estão acinzentados e iguais, mas muito provavelmente isso se deu, conforme está exposto.

A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
http://www.jamaisdesista.com.br
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