terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Gálatas 6 1-18 - A LEI DA SEMEADURA É BÍBLICA!

Como dissemos, Gálatas foi escrito para auxiliar os cristãos da Galácia a resistir aos falsos mestres que pregavam que só era salvo quem acrescentava à fé em Cristo, o mérito humano da obediência à lei. Estamos refletindo no capítulo 6/6.
Breve síntese do capítulo 6.
Paulo fala muito no último capítulo de Gálatas depois de diversas exortações e explanações sobre obras, sobre semear. “... pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.” – Gl 6:7. A chamada LEI DA SEMEADURA é bíblica e não vinda de algum movimento ou de alguém especial, mas da Bíblia.
Veja outros trechos semelhantes que falam disso:
  • Romanos 2:6 que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento:
  • Salmos 62:12 e a ti, Senhor, pertence a graça, pois a cada um retribuis segundo as suas obras.
  • Provérbios 24:12 Se disseres: Não o soubemos, não o perceberá aquele que pesa os corações? Não o saberá aquele que atenta para a tua alma? E não pagará ele ao homem segundo as suas obras?
Poderíamos estudar mais o assunto e citar muitos outros trechos bíblicos importantes, mas estes bastam, no momento. O que você semear, meu amigo, repercutirá no que você recolherá! Mas não de uma vida sua para outra vida sua, em outro tempo. Fique ligado para não ser enganado por espíritos que se fazem de anjos de luz: cuidado!
Vejamos o presente capítulo com mais detalhes, conforme ajuda da BEG:
V. EXORTAÇÕES PRÁTICAS (5.1-6.10) - continuação.
Finalizando a epístola, como já dissemos, estamos vendo dos vs. 5.1 a 6.10 diversas exortações práticas. Esse material foi dividido em três partes, conforme a BEG: A. A liberdade em Cristo (5.1-15) – já vimos; B. O poder do Espírito Santo (5.16-6.6) – concluiremos agora; e, C. Julgamento divino e bênçãos (6.7-10) – veremos e concluiremos agora.
B. O poder do Espírito Santo (5.16-6.6) - continuação.
Dos vs. 5.16 ao 6.6, estamos vendo Paulo discorrendo sobre o poder do Espírito. Confiar no Espírito Santo é o único caminho para viver para Cristo.
Nos escritos de Paulo a palavra "espiritual" com frequência significa "do Espírito Santo" (p. ex., Rm 1.11; 1Co 2.13; 12.1; 14.1,37; Cl 1.9). Ser espiritual para Paulo, nesses casos, não tinha o mesmo sentido atual de espiritualista, mas aquele que era cheio do Espírito e não de espíritos, como pretendem alguns.
Aqueles que estão em compasso com o Espírito (5.25) devem corrigir os que foram enganados pelo pecado. Devem ter cuidado, porém, ao fazê-lo, para que o pecado não os agarre no processo.
O fardo pesado da lei de Cristo incluia não apenas amar o próximo (Mt 22.39; GI 5.14), mas também o inimigo (Mt 5.43), tendo o amor de Deus como padrão. O cuidado de Paulo era muito grande com as suas ovelhas, mesmo as que estivessem incorrendo em erro. Exortá-las, sim, era necessário e mesmo vital, mas a regra disso era o amor.
Examinar-se a si mesmo era a regra geral para se saber se a própria pessoa não seria repreendida e reprovada por seus critérios. Era preciso provar cada um o seu próprio labor.
Paulo insiste com os gálatas cristãos para examinarem a si mesmos como indivíduos perante Deus e a não derivarem falsa confiança a partir de comparações relativas com os outros (cf. 2Co 13.5-6).
Aquele que quisesse se gloriar, deveria fazê-lo unicamente em si. Literalmente, "ter razão para orgulhar-se de si mesmo". Como Paulo deixou bem claro logo em seguida, a razão para "gloriar-se" não deve ser buscada na obediência à lei.
Enquanto os falsos mestres se gloriavam no sucesso do avanço do legalismo (vs. 13), Paulo se gloriava exclusivamente na cruz de Cristo (vs. 14; cf. 2Co 11.16-12.10).
Cada um de nós deverá levar o seu próprio fardo, ou carga. No grego, bem como na tradução para o português, essa palavra é diferente da que Paulo usou em 6.2 ("cargas"), e essa mudança de palavra indica uma mudança de significado.
Em 6.2, Paulo quis dizer que devemos ajudar os outros a resistirem ao "peso" da tentação do pecado. Aqui, Paulo quis dizer que não devemos nos orgulhar da nossa superioridade em relação aos outros, pois Deus é o nosso juiz e nós, como indivíduos, somos responsáveis perante ele. Logo, devemos cumprir o nosso chamado para a glória de Cristo.
C. Julgamento divino e bênçãos (6.7-10).
Vos vs. 7 ao 10, vemos o julgamento divino e bênçãos decorrentes, obviamente daquilo que o próprio homem semear. Paulo encerra as suas exortações práticas com uma advertência severa e um encorajamento firme. Todos serão julgados por Deus, mas os cristãos que andam pelo Espírito colherão uma recompensa eterna.
A igreja tem a responsabilidade de ajudar a aliviar o sofrimento daqueles que não compartilham da comunhão, mas tem ainda uma responsabilidade especial para ajudar os irmãos e irmãs em Cristo que estão necessitados (1Ts 3.12).
A regra da semeadura aqui diz que aquele que semeia para a carne, dela colherá destruição; mas o que semeia para o Espírito, dele colherá a vida eterna. E agora, o que estamos semeando e o que colheremos?
Quem faz o bem, com certeza colherá o bem, mas deverá permanecer firme, sem desanimar – vs. 9. Destarte, enquanto tivermos oportunidade de fazer o bem, façamos o bem a todos, mas em especial, aos da fé ou do caminho. Quem faz o bem, bem faz. Faça sempre o bem e, por favor, pode cobrar isso de mim sempre. Te amarei ainda mais por isso. Tá bem?
VI. POSFÁCIO (6.11-18).
Paulo resume a sua carta e faz uma saudação de encerramento.
Dos vs. 11 ao 18, Paulo encerra a epístola com um sumário de sua mensagem e uma saudação final.
Às vezes, Paulo ditava suas cartas a um secretário (Rm 16.22), mas habitualmente pegava ele mesmo a pena para escrever o final da carta (1 Co 16.21; Cl 4.18; 2Ts 3.17).
Suas cartas com essas “letras grandes” têm sido, às vezes, consideradas como evidência de sua dificuldade para enxergar (4.15).
É possível que aqueles que defendiam a circuncisão na Galácia – vs. 12 - o faziam sob pressão de judeus nacionalistas da Judeia, pessoas extremamente zelosas (4.17). Eles o faziam apenas para gloriarem-se neles e não na cruz – vs. 14 -, pois eles mesmos eram incapazes de cumprirem a lei. Para mais detalhes sobre esse conceito, veja 1Co 1.18-2.5.
Em muitos aspectos, essa afirmação resume a carta de Paulo aos gálatas. Paulo queria que os gálatas abandonassem as coisas decaídas da velha criação (incluindo a circuncisão) e abraçassem a maravilha da criação renovada que começou com a morte e ressurreição de Cristo.
Nessa nova criação, a atividade do Espírito Santo na vida do cristão começa a reverter os efeitos da queda e a produzir uma nova pessoa (2Co 5.17). Quando Cristo retornar, tomaremos o nosso lugar nos novos céus e na nova terra (Ap 21.1).
Enquanto isso, devemos nos concentrar em viver nas bênçãos da nova criação, que já é uma realidade.
Paulo deseja a todos a paz e a misericórdia, ou a graça sobre todos os que seguem os seus ensinos e andam conforme à lei do Espírito e sobre todo o Israel de Deus.
Essa expressão “Israel de Deus” se refere ao recém-constituído povo de Deus. A marca identificadora deles é o Espírito Santo, e não a circuncisão, e, como um grupo, inclui tanto gentios como judeus.
Em outras passagens, expressões semelhantes se referem à eleição da nação judaica, cuja salvação era motivo de muita preocupação para Paulo (Rm 9.1-6; 11.12,26,31); porém, no contexto dessa carta, essa interpretação é insustentável - especialmente à luz do vs. 15, que indica que o Israel de Deus contém cristãos tanto circuncisos quanto incircuncisos.
Finalizando, ele diz que não quer ser perturbado por ninguém, pois já trazia em si mesmo, em seu corpo as marcas de Jesus – vs. 17. A palavra grega indica as marcas feitas nos escravos pelo ferro em brasa, visando indicar que eles pertenciam um determinado proprietário.
A palavra também foi usada para se referir à marca que os sacerdotes pagãos utilizavam para identificar o deus a quem serviam. É mais provável que Paulo estivesse se referindo às cicatrizes que recebeu durante as suas atividades missionárias (2Co 11.23-25).
Essas cicatrizes o identificavam como um escravo de Cristo (Rm 1.1; Fp 1.1; Tf 1.1).
Por último, finaliza desejando que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo fosse com o espírito deles todos – vs. 18. Essa bênção é uma conclusão adequada para essa carta, na qual Paulo estava muito preocupado com a graça de Deus.
Ela resume a esperança de Paulo de que o evangelho da graça de Deus triunfará entre os gálatas.
Gl 6:1 Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta,
vós, que sois espirituais,
corrigi-o
com espírito de brandura;
e guarda-te para que não sejas também tentado.
Gl 6:2 Levai as cargas uns dos outros
e, assim, cumprireis a lei de Cristo.
Gl 6:3 Porque, se alguém julga ser alguma coisa, não sendo nada,
a si mesmo se engana.
Gl 6:4 Mas prove cada um o seu labor
e, então, terá motivo de gloriar-se
unicamente em si
e não em outro.
Gl 6:5 Porque cada um
levará o seu próprio fardo.
Gl 6:6 Mas aquele que está sendo instruído na palavra
faça participante de todas as coisas boas
aquele que o instrui.
Gl 6:7 Não vos enganeis:
de Deus não se zomba;
pois aquilo que o homem semear,
isso também ceifará.
Gl 6:8 Porque o que semeia para a sua própria carne
da carne colherá corrupção;
mas o que semeia para o Espírito
do Espírito colherá vida eterna.
Gl 6:9 E não nos cansemos de fazer o bem,
porque a seu tempo ceifaremos,
se não desfalecermos.
Gl 6:10 Por isso, enquanto tivermos oportunidade,
façamos o bem a todos,
mas principalmente aos da família da fé.
Gl 6:11 Vede com que letras grandes vos escrevi de meu próprio punho.
Gl 6:12 Todos os que querem ostentar-se na carne,
esses vos constrangem a vos circuncidardes,
somente para não serem perseguidos
por causa da cruz de Cristo.
Gl 6:13 Pois nem mesmo aqueles que se deixam circuncidar
guardam a lei;
antes, querem que vos circuncideis,
para se gloriarem na vossa carne.
Gl 6:14 Mas longe esteja de mim
gloriar-me,
senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo,
pela qual o mundo está crucificado para mim,
e eu, para o mundo.
Gl 6:15 Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão,
mas o ser nova criatura.
Gl 6:16 E, a todos quantos andarem de conformidade com esta regra,
paz
e misericórdia
sejam sobre eles
e sobre o Israel de Deus.
Gl 6:17 Quanto ao mais,
ninguém me moleste;
porque eu trago no corpo as marcas de Jesus.
Gl 6:18 A graça de nosso Senhor Jesus Cristo
seja, irmãos, com o vosso espírito. Amém!
A exortação final aqui, em Gálatas 6, é para TODOS nós, para fazermos o bem a todos, repito, TODOS, mas principalmente aos da família da fé. Faça sempre o bem, pois isto te fará bem!
A união com Cristo: O que significa estar "em Cristo"?[1]
Uma das doutrinas mais citadas pelos escritores do Novo Testamento é a da união dos cristãos com Cristo. Ela está presente na grande maioria das ocasiões em que são usadas expressões como "em Cristo", "em Jesus" e "nele". Em geral, a teologia reformada reconhece duas ideias centrais nessa união: (1) os cristãos são unidos de modo místico e vital com Jesus, de modo que ele permanece nos cristãos e eles permanecem nele; e (2) Jesus é o representante dos cristãos diante do Pai, especialmente em sua morte e ressurreição.
É comum falar da união vital entre Jesus e os cristãos como uma união mística, pois a Bíblia não define exatamente como ela ocorre ou quais são suas implicações. Não obstante, as Escrituras deixam claro que essa união envolve tanto o nosso corpo quanto o nosso espírito (1 Co 6.1 5-1 7). Ela é a fonte de nossa vida espiritual e resultará, por fim, na ressurreição e glorificação do nosso corpo (Rm 8.9-11; Cl 3.3-4). Por meio dessa união, Cristo nos liberta do domínio do pecado sobre a nossa vida (Rm 6.3-11; GI 5.24), nos capacita e impele a realizar boas obras (Jo 15.1-8) e mostra o seu próprio poder por nosso intermédio (2Co 1 3.3-6). A união de Cristo com os cristãos é tão próxima que é possível dizer que os cristãos sofrem porque Jesus sofre (Rm 8.1 7; 2Co 1.5; Fp 3.10; Cl 1.24) - não se tratando apenas de Jesus sofrer ao ver as dificuldades do seu povo, mas também de seu povo suportar novas adversidades como uma extensão dos sofrimentos que sobrevieram primeiro a Jesus. Desse modo, o consolo que Jesus experimenta também flui para os cristãos (2Co 1.4-5). Na verdade, uma vez que ele já deu início à era vindoura (veja o artigo teológico "O plano das eras", em Hb 7) e já começou a desfrutar, em parte, as bênçãos dessa era (p. ex., a sua ressurreição em glória), os cristãos também podem participar parcialmente das bênçãos dessa era vindoura (2Co 5.1 7).
Uma vez que os cristãos são misticamente unidos com Cristo, compartilham não apenas suas experiências, mas sua própria identidade, de modo que o Pai olha para os cristãos como se fossem o próprio Cristo, atribuindo-lhes a posição e os direitos do Filho (GI 3.26-29). Por meio dessa identificação, Jesus também representa os cristãos. Eis alguns dos principais resultados dessa identificação: (1) A morte de Jesus é imputada aos cristãos como se fosse sua própria morte; assim, eles cumpriram plenamente o requisito do castigo pelo pecado e jamais serão condenados (Rm 5.15-19; 6.3-11; 7.1-6; 8.1; 2Co 5.14). (2) A ressurreição de Jesus garante a ressurreição futura de todos os que estão nele (Rm 6.3-11; 2Tm 2.11); ele se tornou merecedor de vida não apenas para si mesmo, mas para os seus. (3) A ascensão de Jesus até a destra do Pai concede honra e segurança aos cristãos, e também autoridade (Ef 1.18-23; 2.6-7; Cl 3.1; cf. Rm 5.1 7; 2Tm 2.12). (4) Até mesmo a predestinação dos cristãos à salvação depende dessa identificação e representação (Ef 1.4,11). (5) Além disso, todas as outras bênçãos da aliança de Deus que Cristo herdou também pertencem aos cristãos - não apenas a vida eterna e o perdão, mas também consolo, alegria, intimidade, amor, riqueza e muitas outras dádivas eternas. Cristo obteve todas essas bênçãos para si, mas pelo fato de os cristãos serem identificados com o Filho, ele as compartilha com eles (GI 3.26-29).
Além dessas bênçãos decorrentes da união dos cristãos com Cristo, também somos unidos misticamente uns com os outros nele (Rm 12.5; GI 3.26-28; Ef 4.25). Por esse motivo, compartilhamos as alegrias e dores uns dos outros (1 Co 12.26). Ademais, não obstante os nossos relacionamentos sociais uns com os outros segundo os padrões do mundo, temos a mesma dignidade diante em Cristo (2Co 5.14-16; GI 3.28; Cl 3.11) e devemos tratar uns aos outros de acordo com essa verdade, com toda paciência e amor (1Co 1 2.14-25; Cl 3.12-15).
p.s.: link da imagem original:
Contagem regressiva: Faltam 95 dias para 20/04/16 (Inicio: 05/05/15). Tu, SENHOR, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti. (Is 26.3).
A Deus toda glória! p/ pr. Daniel Deusdete. http://www.jamaisdesista.com.br




[1] Extraído da BEG – Artigo teológico referente à Gálatas 6.
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No entanto, lembre-se de juntar Cl 3:17 com 1 Co 10:31 :
devemos tudo fazer para a glória de Deus e em nome de Jesus! Deus o abençoe.