sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Atos 12 1-25 - A ORAÇÃO DA IGREJA, OS ANJOS E A RESPOSTA DE DEUS.

Como já dissemos, Atos foi escrito para orientar a igreja em sua missão permanente por meio do relato de como o Espírito Santo capacitou os apóstolos para propagar o testemunho de Cristo ao mundo gentio. Estamos no capítulo 12, da parte III.
Breve síntese do capítulo 12
Narrativa muito interessante com a libertação de Pedro e o castigo de Herodes por meio de anjos. Herodes tinha acabado de matar a Tiago, irmão de João e reparou que sua atitude tinha agradado os judeus.
Agora queria continuar assim e logo tomou a Pedro para fazer o mesmo e o colocou em prisão e, com certeza, bem vigiada, mas havia oração incessante a favor dele por parte da igreja e Deus envia um socorro a Pedro libertando-o daquele cárcere em que estava.
Sua libertação foi espetacular parecendo aqueles filmes de ficção. Era Deus movendo o povo à oração e era Deus respondendo à igreja a sua oração. Quem é que entende os planos de Deus? Tiago foi morto por Herodes e este achou que era o cara... mal sabia ele que Deus já tinha determinado a sua morte.
Vejamos o presente capítulo com mais detalhes, conforme ajuda da BEG:
III. O TESTEMUNHO APOSTÓLICO NA JUDEIA E EM SAMARIA (8.1-11.18) - continuação.
Nós já vimos que a perseguição causou o deslocamento do testemunho apostólico de Jerusalém para a Judeia e Samaria, como Jesus havia ordenado. Quanto a isso, dois acontecimentos importantes possibilitaram que o testemunho dos apóstolos se propagasse geograficamente:
(1)   A conversão de Paulo ao Cristianismo.
(2)   O crescimento espiritual de Pedro (isto é, o seu entendimento de que os cristãos gentios tinham tanto direito às promessas de Deus quanto os cristãos judeus).
Para melhor entendimento, dividimos esta parte III em seis seções: A. O testemunho se propaga (8.1-40) – já vimos; B. A conversão de Paulo e o crescimento da igreja (9.1-31) – já vimos; C. O testemunho continua a se propagar (9.32-43) – já vimos; D. O testemunho alcança os gentios de Samaria (10.1-11.18) – já vimos; E. A igreja em Antioquia da Síria (11.19-30) – já vimos; e, F. Perseguição e julgamento em Jerusalém (12.1-25) – veremos agora.
F. Perseguição e julgamento em Jerusalém (12.1-25).
Lucas registrou o modo como a igreja de Jerusalém sofreu perseguições, mas também relatou o julgamento de Deus contra os perseguidores.
Esse material esclarece que, sem dúvida, surgirão perseguições contra o povo de Deus, mas que um dia Deus julgará todos os seus inimigos. Lucas continua a apresentar informações sobre o ministério de Paulo.
O capítulo 12 começa falando de um tempo “Por aquele tempo”. A data da escassez de alimentos que afetou os irmãos da Judeia (11.27-30) é incerta. A visita de Barnabé e Saulo (45-47 d.C.; cf. 11.28), que levavam as ofertas, pode ter ocorrido após a conclusão dos acontecimentos registrados no cap. 12. Nesse momento, Barnabé e Saulo retornaram de Jerusalém para Antioquia (vs. 25).
Foi nessa ocasião que Herodes prendeu alguns irmãos e a Tiago, irmão de Pedro, matou à espada. Vemos aqui um exemplo da soberania de Deus na vida de seus servos, ambos igualmente dedicados: Tiago foi morto ao fio da espada, ao passo que Pedro foi libertado da prisão (veja também Jo 21.20-22).
E eram os dias dos pães asmos. Com tantos judeus visitando a cidade para a festa, era um momento bastante oportuno para efetuar a prisão.
Aquela morte de Tiago tinha agradado aos judeus e Herodes quis agradá-los ainda mais e lançou mão de Pedro e o aprisionou com quatro escoltas de quatro soldados cada uma. A intenção dele era, depois da páscoa, submetê-lo a julgamento público.
Pedro, então, ficou detido na prisão, mas a igreja orava intensamente a Deus por ele – vs. 5. Pedro parecia muito tranquilo que até adormeceu entre dois guardas. Ele nem parecia preocupado com o fato de Tiago ter sido morto à espada a pouco tempo.
Repentinamente (é sempre de repente que algo acontece) um anjo do Senhor apareceu a ele e uma luz iluminou aquela cela. O aparecimento de um anjo era a garantia da presença de Deus e a luz provavelmente evocou em Pedro a lembrança da glória do Senhor no Antigo Testamento (Ex 3.2; 13.22; 40.34; At 9.3).
Aquele anjo fala com Pedro para ele se vestir, calçar as suas sandálias, colocar a sua capa e segui-lo. Pedro foi libertado da prisão, que provavelmente fosse a Fortaleza Amônia (reconstruída por Herodes, o Grande, que lhe deu esse nome em homenagem ao seu patrono, Marco Antônio), que ficava ao norte do terraço do templo.
Como era de fácil acesso, permitia que as pessoas se ajuntassem para observar o julgamento de prisioneiros que ocorria ao final da Páscoa.
Na mente de Pedro havia uma confusão, pois não sabia se aquilo era real ou se se tratava de uma simples visão. Com certeza, aquilo tudo deveria ter a máxima segurança em guardas, escoltas e cadeias, mas eles andavam e saiam dos ambientes sem qualquer problema.
Por fim, havia um portão de ferro que dava para a cidade e este se abriu como se fosse porta automática com sensor de presença. A Fortaleza Antônia possuía, além de uma entrada ao sul que dava acesso ao átrio do templo, outras entradas que davam acesso à cidade.
Estando já Pedro em segurança, depois de um tempo, aquele anjo o deixou. Somente nesse momento, Pedro se deu conta da situação e entendeu que tinha recebido ajuda de Deus por meio de seus anjos.
Ao perceber isso, se dirigiu à casa de Maria, mãe de João, também chamado de Marcos, onde, ali, havia muita gente reunida e orando por ele. Pedro deve ter chegado eufórico para contar as bênçãos à igreja e bateu à porta do alpendre esperando que abrissem para ele.
Uma serva chamada Rode foi atender e ficou confusa, pois tinha reconhecido a voz de Pedro e ao invés de logo abrir a porta, voltou para contar aos demais que era Pedro à porta. Ninguém acreditou!
Observe a ironia da situação: os discípulos oravam fervorosamente (cf. 4.23-24) para que o soberano Deus do céu protegesse e libertasse Pedro da prisão; porém, quando finalmente Pedro apareceu na casa onde estavam reunidos, recusaram-se a acreditar que o Senhor tinha respondido às suas orações.
Entre os judeus piedosos havia a ideia de que cada pessoa tinha um anjo da guarda (Mt 18.10; Hb 1.14) e que este possuía a capacidade de assumir a aparência da pessoa a quem protegia.
Pedro continuou a bater na porta e foram conferir e quando o viram, ficaram perplexos. Pedro os acalma e explica tudo, como maravilhosamente o Senhor houvera nesse caso e pediu que isso fosse contado a Tiago e aos irmãos, em seguida foi para outro lugar.
Pela manhã, grande foi o alvoroço sobre o prisioneiro que havia escapado sem deixar qualquer pista.
Herodes tudo examinou e não encontrando uma explicação, mandou executar todos aqueles guardas. A lei romana prescrevia que se um guarda deixasse um prisioneiro fugir, deveria pagar por isso com a própria vida (cf. 16.27.28).
Herodes então sai da Judeia e vai para Cesaréia e permanece ali algum tempo. Havia muita ira em seu coração contra o povo de Tiro e Sidom. Estes procuravam ter com ele uma audiência e para isso conseguiram o apoio de Blasto, homem de confiança do rei.
Num dia marcado, Herodes discursa ao povo vestido de seus trajes reais e o povo gritava que aquilo era a voz de Deus e não de um homem, mas Herodes não glorificou ao Senhor antes tomou aquilo para si.
Diz a palavra que imediatamente, por ele não haver dado glória a Deus, um anjo do Senhor o feriu e ele morreu comido por vermes. Uma atitude característica da natureza depravada da humanidade (Rm 1.21).
Josefo (Antiguidades, 19.346,349-350) relata que Herodes Agripa sentiu fortes dores no coração e no abdome e morreu cinco dias depois.
Lucas registra que ele foi comido por vermes, possivelmente ancilóstomos, vermes que se alimentam de sangue e geralmente parasitam o intestino e os órgãos próximos.
Caso Herodes tenha sido afligido por uma apendicite ou peritonite, sem dúvida pereceu em muita agonia. Herodes morreu em 44 a.C., no quarto ano do reinado do Imperador Cláudio César.
Já a palavra de Deus continuava a crescer e a se espalhar – vs. 24.
Lucas começa falando no capítulo 12 de Herodes que tinha mandado executar a Tiago, depois narra a história do livramento de Pedro das mãos de Herodes e por fim de sua morte trágica, comido por vermes, por causa de suas obras más. Era, com os fatos, para o evangelho sofrer um baque, mas ao contrário cresceu e se espalhou ainda mais.
Barnabé e Saulo haviam cumprido a sua missão e voltaram de Jerusalém levando com eles João, também conhecido como Marcos. A missão era a de levar para os irmãos de Jerusalém as ofertas levantadas em Antioquia (11.27-30).
João, apelidado Marcos, possivelmente foi o jovem que fugiu desnudo na noite da prisão de Jesus (Mc 14.51-52). Marcos, o escritor do segundo Evangelho (cf. 1Pe 5.13), acompanhou Paulo e Barnabé a Antioquia e durante a primeira viagem missionária (13.4).
No entanto, Paulo considerou-o inadequado para a segunda viagem missionária, de modo que Barnabé levou-o para Chipre (At 15.36-39). Mais tarde, Paulo alegrou-se com a companhia de Marcos (Cl 4.10; 2Tm 4.11; Fm 24).
At 12:1 Por aquele tempo, mandou o rei Herodes
prender alguns da igreja para os maltratar,
At 12:2 fazendo passar a fio de espada
a Tiago, irmão de João.
At 12:3 Vendo ser isto agradável aos judeus,
prosseguiu, prendendo também a Pedro.
E eram os dias dos pães asmos.
At 12:4 Tendo-o feito prender,
lançou-o no cárcere,
entregando-o a quatro escoltas de quatro soldados cada uma,
para o guardarem, tencionando apresentá-lo
ao povo depois da Páscoa.
At 12:5 Pedro, pois, estava guardado no cárcere;
mas havia oração incessante
a Deus
por parte da igreja
a favor dele.
At 12:6 Quando Herodes estava para apresentá-lo,
naquela mesma noite,
Pedro dormia entre dois soldados,
acorrentado com duas cadeias,
e sentinelas à porta guardavam o cárcere.
At 12:7 Eis, porém, que sobreveio um anjo do Senhor,
e uma luz iluminou a prisão;
e, tocando ele o lado de Pedro,
o despertou, dizendo:
Levanta-te depressa!
Então, as cadeias caíram-lhe das mãos.
At 12:8 Disse-lhe o anjo:
Cinge-te
e calça as sandálias.
E ele assim o fez. Disse-lhe mais:
Põe a capa
e segue-me.
At 12:9 Então, saindo, o seguia,
não sabendo que era real
o que se fazia por meio do anjo;
parecia-lhe, antes, uma visão.
At 12:10 Depois de terem passado
a primeira
e a segunda sentinela,
 chegaram ao portão de ferro
que dava para a cidade,
o qual se lhes abriu
automaticamente;
e, saindo,
enveredaram por uma rua,
e logo adiante
o anjo se apartou dele.
At 12:11 Então, Pedro, caindo em si, disse:
Agora, sei, verdadeiramente,
que o Senhor enviou o seu anjo
e me livrou da mão de Herodes
e de toda a expectativa do povo judaico.
At 12:12 Considerando ele a sua situação,
resolveu ir à casa de Maria,
mãe de João, cognominado Marcos,
onde muitas pessoas estavam congregadas
e oravam.
At 12:13 Quando ele bateu ao postigo do portão,
veio uma criada, chamada Rode, ver quem era;
At 12:14 reconhecendo a voz de Pedro,
tão alegre ficou,
que nem o fez entrar,
mas voltou correndo para anunciar
que Pedro estava junto do portão.
At 12:15 Eles lhe disseram:
Estás louca.
Ela, porém, persistia em afirmar que assim era.
Então, disseram: É o seu anjo.
At 12:16 Entretanto, Pedro continuava batendo; então,
eles abriram,
viram-no
e ficaram atônitos.
At 12:17 Ele, porém, fazendo-lhes sinal com a mão para que se calassem,
contou-lhes como o Senhor o tirara da prisão
e acrescentou:
Anunciai isto a Tiago e aos irmãos.
E, saindo, retirou-se para outro lugar.
At 12:18 Sendo já dia,
houve não pouco alvoroço entre os soldados
sobre o que teria acontecido a Pedro.
At 12:19 Herodes,
tendo-o procurado
e não o achando,
submetendo as sentinelas a inquérito,
ordenou que fossem justiçadas.
E, descendo da Judéia para Cesareia,
Herodes passou ali algum tempo.
At 12:20 Ora, havia séria divergência
entre Herodes e os habitantes de Tiro e de Sidom;
porém estes, de comum acordo,
se apresentaram a ele
e, depois de alcançar o favor de Blasto,
camarista do rei,
pediram reconciliação,
porque a sua terra se abastecia do país do rei.
At 12:21 Em dia designado, Herodes,
vestido de trajo real,
assentado no trono,
dirigiu-lhes a palavra;
At 12:22 e o povo clamava:
É voz de um deus,
e não de homem!
At 12:23 No mesmo instante,
um anjo do Senhor o feriu,
por ele não haver dado glória a Deus;
e, comido de vermes, expirou.
At 12:24 Entretanto,
a palavra do Senhor
crescia
e se multiplicava.
At 12:25 Barnabé e Saulo,
cumprida a sua missão,
voltaram de Jerusalém,
levando também consigo a João, apelidado Marcos.
Seu livramento foi tão espetacular que a própria igreja que orava incessantemente por ele não creu a princípio e até chamaram de louca a sua criada Rode que anunciava que Pedro estava à porta.
Quantos não são os milagres que rejeitamos porque estamos com o coração endurecido? Assim, também perdemos a chance de dar glórias a Deus e sermos abençoados.
p.s.: link da imagem original:
Contagem regressiva: Faltam 160 dias para 20/04/16 (Inicio: 05/05/15). Tu, SENHOR, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti. (Is 26.3).
A Deus toda glória! p/ pr. Daniel Deusdete.

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No entanto, lembre-se de juntar Cl 3:17 com 1 Co 10:31 :
devemos tudo fazer para a glória de Deus e em nome de Jesus! Deus o abençoe.