quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Ester 10:1-3 - MORDECAI CRESCEU E PROSPEROU TORNANDO-SE O SEGUNDO NO REINADO DOS MEDOS E DOS PERSAS.


Chegamos ao final de mais um livro para a glória de Deus. Para não nos perdermos, segue, em seguida, nosso mapinha de leitura:
Parte V – A HISTÓRIA DE ESTER – Et 1:1 a 10:3.
(1) Introdução e contexto – 1:1-22 – já vista.
(2) O primeiro decreto do rei resulta em perigo mortal para Israel – 2:1 – 3:15 – já vista.
(3) O conflito entre Hamã e Mordecai – 4:1 – 5:14 – já vista.
(4) O triunfo de Mordecai sobre Hamã – 6:1 – 7:10 – já vista.
(5) O segundo decreto do rei resulta em salvação para Israel – 8:1 – 9:32. – já vista.
(6) Epílogo – 10:1-3 – veremos agora e concluiremos.
(6) Epílogo – 10:1-3.
Como já vimos no capítulo anterior, Ester e Mordecai enviaram uma carta oficial e final sobre o Purim, situando a festa no contexto do jejum e da lamentação como aquelas práticas israelitas mais estabelecidas – vs 9:31.
O Purim tinha assim sido institucionalizado como uma celebração religiosa oficial, uma tarefa que o escritor pareceu ter visto como muito importante por causa da origem não mosaica da festa.
Depois disso, histórica e biblicamente falando, os eventos mais importantes para Israel serão a luta dos macabeus, a vinda do Messias - sua obra de anunciar o evangelho do reino de Deus e de sua justiça, morte, ressurreição e ascensão aos céus – a destruição da cidade santa e bem assim do templo, 70 anos depois da vinda do Messias.
A festa do Purim era a festa mais importante do calendário bíblico judaico depois das festas instituídas por Moisés. Moisés anunciou ao povo a mensagem da Terra Prometida que eles estariam saindo do Egito e do deserto, depois, para irem para uma terra que jorra leite e mel.
Eles chegaram na terra e se estabeleceram, mas não foram obedientes ao Senhor que por sua graça e misericórdia os suportou por muitos anos e os avisou que poderia ser, por causa da desobediência deles, que fossem exilados e sofressem cativeiro.
Veio a época dos juízes, onde Deus sempre provia para eles um grande libertador que os livrava dos seus inimigos, mas eles tornavam a cair, pecavam, se aliançavam com as pessoas daquela terra que Deus tinha falado para não se aliançarem e tornavam a passar por aflições e invocavam ao Senhor que os salvava com esses juízes e isso virou um ciclo vicioso por muitos anos.
Depois, rejeitando ao Senhor, escolheram para si reis e estes dominaram sobre eles por muitos tempos. A grande maioria deles, infiéis, que não guardavam a aliança com Deus e faziam toda a nação pecar. Outros, poucos, permaneciam fieis e reformavam o povo e a cidade. E isso também se tornou em outro ciclo vicioso até que não teve mais jeito e foram parar no cativeiro.
No cativeiro, clamaram ao Senhor por libertação e agora estavam sendo libertos para novamente ocuparem a Terra Prometida. Foi nesse contexto de cativeiro que surge essa história de Ester e de Mordecai que enfrentaram os inimigos dos judeus, os amalequitas e Deus lhes deu grande livramento e vitória sobre eles e instituíram essa festa do Purim.
Nesse contexto se destacaram Ester como rainha no reino dos persas e medos e Mordecai como um grande e expoente líder, o segundo no reino dos medos e dos persas – vs 2 e 3. Era ele estimado como o ideal de um oficial judeu em poder, comparáveis com José – Gn 41:39-44 - e Daniel – Dn 2:48; 6:28.
A sua importância como um modelo para os judeus em estabelecer a Festa do Purim foi reconhecida no livro apócrifo de Macabeus, no qual o Purim é chamado de “O Dia de Mordecai” – II Macabeus 15:36.
Neste pós-escrito dos versos de 1 a 3 vemos o leitor sendo remetido para o livro dos Reis da Média e da Pérsia – vs 2; 2:23. Ester não é citada sem explicações plausíveis.
Ficou interessante esse fecho do livro que mostra no vs 1 que o rei Assuero, depois disto – dos acontecimentos narrados em todo o livro - impôs tributo sobre a terra, e sobre as ilhas do mar, ou seja, ele está retomando o início do livro: “Aconteceu no tempo do rei Assuero...” – 1:1. Isso tudo para indicar ao leitor que todo o relato de Ester e Mordecai ficam bem definidos dentro do reinado de Assuero (Xerxes).
Por fim, a lápide, digamos assim, de Mordecai ou Mardoqueu – vs 3.
Et 10:1 Depois disto impôs o rei Assuero
                tributo sobre a terra, e sobre as ilhas do mar.
                Et 10:2 E todos os atos do seu poder e do seu valor,
                               e o relato da grandeza de Mardoqueu, a quem o rei exaltou,
                                               porventura não estão escritos no livro das crônicas
                                                               dos reis da Média e da Pérsia?
                Et 10:3 Porque o judeu Mardoqueu
                               foi o segundo depois do rei Assuero,
                               e grande entre os judeus,
                               e estimado pela multidão de seus irmãos,
                                               procurando o bem do seu povo,
                                               e proclamando a prosperidade
                                                               de toda a sua descendência.
Uma história dentro da história do rei Xerxes da pérsia. O mesmo rei que foi pai de Artaxerxes, onde Neemias era o copeiro do rei e solicitou e ganhou autorização para ir reconstruir os muros da cidade de Jerusalém.
Com certeza, foram contemporâneos em algum momento de suas vidas Esdras, Neemias, Ester e Mordecai que estiveram presentes e atuantes nos reinados de Ciro, Dario, Assuero e Artaxerxes.


Conclusão de Esdras, Neemias e Ester
Estamos satisfeitos com o resultado alcançado se bem que, com certeza, ainda há muito a melhorar.
De fato é muito bom terminarmos algo que começamos! Como é bom termos propósitos e levarmos a sério nossa missão! Como é bom termos fé neste Deus maravilhoso cuja graça é maior do que a nossa vida! Como é bom saber que Deus nos fez promessas incríveis e ele cumprirá todas elas!
A palavra de Deus foi anunciada em cada um dos trinta e três capítulos da história de vida de cada um desses líderes fantásticos que nos ensinaram grandes lições.
Em cada um deles temos visto uma grande devoção e temor a Deus que os faziam buscar ao Senhor e se humilharem diante dele com a fé e a certeza de que os seus clamores não seriam em vão.
Em Esdras vimos um enorme desejo de fazer tudo conforme à Lei do Senhor. Em Neemias, um desejo forte de ver reconstruídos os muros, a cidade e o próprio povo de Deus. Em Ester, beleza, charme, coragem e vontade de servir bem a Deus e ao rei. Em Mordecai a garra, a bravura e a certeza de que pertencia ao povo de Deus escolhido.
Também aprendemos com os líderes persas Ciro, Dario, Xerxes e Artaxerxes que apesar de terem sido reis pagãos e sem conhecimento do Senhor, nada haveriam de fazer sem que a Providência divina agisse derretendo os seus corações para serem conformes às necessidades do povo de Deus.
Não são os líderes que são colocados diante do povo de Deus para serem estrelas, brilharem e serem destaques, antes é a graça de Deus que levanta líderes para cuidarem do povo de Deus pelo qual o Senhor se animou a morrer e a dar a sua vida.
O destaque não é, nem deve ser o líder, mas Deus e a sua glória que está abençoando o seu povo. Os maiores líderes de Deus em todos os tempos se ofereceram à morte para que o povo fosse poupado, ou mesmo, enfrentaram grandes desafios a favor do povo de Deus.
Não há como não percebermos que do início ao fim, seja qual for o livro que estivermos estudando da Bíblia, é Deus orientando, esclarecendo, falando, instruindo, mostrando o quê, como, de que forma, quando, quanto, por quanto tempo. Percebe-se assim o Deus imanente na história de Israel e que se utiliza de líderes por ele escolhidos para realizarem as suas obras, no caso aqui, ele se utilizou de Zorobabel, Esdras, Ester, Mordecai, Neemias a fim de reorientar o povo de Israel, de forma que fossem mais unidos em obediência e temor a Deus.
Do Senhor sempre veio a ordem e a organização; os líderes e os mandamentos; os símbolos e suas representações; os artífices e ourives que tudo fizeram de acordo com o modelo que lhes fora mostrado; a vitória e as guerras; a força e a coragem para lutar e vencer e sair vencedor; a paz e a prosperidade; a proteção e o abrigo contra as intempéries do mundo; o caminho, a verdade e a vida para que seguissem; o filho de Deus, o Messias esperado que ali estava sendo preservado com os descendentes messiânicos.
Para finalizarmos, busquemos a face de Deus e nos convertamos de nossos maus caminhos, pois assim, e somente assim, abriremos caminho para derramar as numerosas bênçãos resultantes do poder e dos milagres de que precisamos para nossa vida! Aleluia!
Não é hora de desanimar, embora tantas não foram as vezes que pensei em parar, principalmente ao tirar os olhos do Senhor para colocá-los em alvos terrestres, mas o Senhor teve misericórdias de mim.

Que eu seja testemunha do poder que existe somente em ti. Em nome do Teu amado Filho, Jesus, meu Senhor e Salvador. Amém e amém!
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
http://www.jamaisdesista.com.br
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No entanto, lembre-se de juntar Cl 3:17 com 1 Co 10:31 :
devemos tudo fazer para a glória de Deus e em nome de Jesus! Deus o abençoe.