quarta-feira, 8 de maio de 2013

Salmo 111.1-10 - AS MAGNÍFICAS OBRAS DE DEUS

Aleluias!!! É assim que começa este salmo que o Espírito Santo nos deixou para nossa reflexão e aprendizado. É de todo o coração que devemos render graças ao Senhor na companhia dos justos e na assembleia.
Um coração agradecido diante de Deus é um coração sábio porque tudo vem dele para nós e nós somos sustentados pela sua grande graça e misericórdia. A gratidão deveria fazer parte de tudo em nossas vidas. Não significa que eu deva dar graças pelas tragédias, como aquele que diz: “obrigado Senhor pela morte de meu irmão...”. Isso não é sábio!
Eu sou crente na soberania de Deus e sei que tudo o que acontecesse não acontece por acaso, mas por ação ou permissão de Deus, inclusive a morte de meu irmão. Eu não irei agradecer a morte que não faz parte do reino de Deus, mas eu irei agradecer a Deus a vida. Mas como, se ele morreu? Meu irmão não morreu, meu irmão passou para o Senhor e agora vive eternamente com ele, assim como será com cada um de nós.
Haverá sempre um ou mais motivos pelos quais devemos dar graças a Deus inclusive nas calamidades, não pelas calamidades... nunca! Por isso, devemos confiar em Deus e fazer como o salmista que escolheu render graças a Deus de todo coração.
Eu também resolvo, doravante, dar graças a Deus não somente de todo coração, mas de toda alma, forças e entendimento... é o CAFÉ! C = coração; A = alma; F = forças e E = entendimento. Sim, é de todo CAFÉ que iremos dar graças a Deus, como este salmista sábio.
Calvino comenta este salmo, na sua introdução. Ele fala dos 11 versos como um apócrifo que em cada verso há duas letras na ordem alfabética hebraica.
O título deste salmo fornece o lugar de um argumento; e, para que outros possam ser induzidos a se engajar nos louvores de Deus, o salmista aponta a maneira de fazê-lo pelo seu próprio exemplo. Então ele dá um breve relato dos múltiplos benefícios que, antigamente, ele conferiu aos fiéis e confere diariamente sobre eles. O salmo é composto em ordem alfabética, cada verso contendo duas letras. O primeiro versículo começa com um aleph, enquanto a letra b, v beth, é colocada no início da próxima metade do verso. Os dois últimos versos apenas não são divididos em hemistiches; mas cada um deles tem três letras. Se, no entanto, qualquer um examinar atentamente os conteúdos, ele descobrirá que isso ocorreu por erro ou inadvertidamente; pois se fazemos estes dois versículos em três, a construção das frases corresponde muito bem uma com a outra; e consequentemente, os transcritores erraram ao não atender a distinção do profeta.
Sl 111:1 Aleluia!
De todo o coração
renderei graças ao SENHOR,
na companhia dos justos
e na assembléia.
Sl 111:2 Grandes são as obras do SENHOR,
consideradas por todos os que nelas se comprazem.
Sl 111:3 Em suas obras
há glória e majestade,
e a sua justiça
permanece para sempre.
Sl 111:4 Ele fez memoráveis
as suas maravilhas;
benigno e misericordioso
é o SENHOR.
Sl 111:5 Dá sustento
aos que o temem;
lembrar-se-á sempre
da sua aliança.
Sl 111:6 Manifesta ao seu povo
o poder das suas obras,
dando-lhe a herança das nações.
Sl 111:7 As obras de suas mãos
são verdade e justiça;
fiéis,
todos os seus preceitos.
Sl 111:8 Estáveis são eles
para todo o sempre,
instituídos
em fidelidade
e retidão.
Sl 111:9 Enviou ao seu povo
a redenção;
estabeleceu para sempre
a sua aliança;
santo e tremendo
é o seu nome.
Sl 111:10 O temor do SENHOR
é o princípio da sabedoria;
revelam prudência
todos os que o praticam.
O seu louvor
permanece para sempre.

A finalização deste salmo é interessante por causa do destaque ao temor do Senhor que é o princípio da sabedoria e que revelam prudência todos os que o praticam, assim, seu louvor permanece para sempre.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 

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terça-feira, 7 de maio de 2013

Salmo 110.1-7 - O REINO E O SACERDÓCIO DO MESSIAS

Salmo de Davi, muito profundo, profético, messiânico, comentado pelo Senhor e citado em diversas partes pelos apóstolos, especialmente por quem escreveu o livro de Hebreus.
Já no verso primeiro deste salmo, citado por Jesus quando ensinava no templo, fez uma pergunta sobre como os escribas explicavam o fato de que Cristo era filho de Davi porque Davi, pelo Espírito Santo, disse: “Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés.”? Jesus ali explicava que o mesmo Davi de quem o Cristo era, chamava o Cristo de Senhor. (Mc 12:35-37).
Também de outra feita, certamente, os fariseus estavam interrogando Jesus, mas com o propósito de o apanhar em algum deslize, no entanto, sabiamente, escapava de todas as armadilhas montadas e ele mesmo faz a pergunta aos fariseus sobre a declaração de Davi, neste salmo, sobre o Cristo ser filho de Davi e eles ficaram sem palavras. (Mt 22: 41-46).
Nós entendemos a declaração porque nos foi revelado a Trindade de Deus com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Em seguida, o salmista fala do domínio deste Cristo que se estenderá por toda parte e dominará sobre tudo e todos. Nada irá escapar ou ficar de fora.
Também ele é o sumo-sacerdote que entrou uma única vez no santuário, no santo dos santos, e se rasgou o véu que fazia a separação do homem que se aproximava de Deus, do próprio Deus. Seu sacerdócio não decorreu de ordem humana, mas foi segundo a ordem de Melquisedeque, uma figura enigmática que conforme Hebreus, permanece também sacerdote para sempre.
Hebreus 7:1 Porque este Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, que saiu ao encontro de Abraão, quando voltava da matança dos reis, e o abençoou,
Hebreus 7:2 para o qual também Abraão separou o dízimo de tudo (primeiramente se interpreta rei de justiça, depois também é rei de Salém, ou seja, rei de paz;
Hebreus 7:3 sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias, nem fim de existência, entretanto, feito semelhante ao Filho de Deus), permanece sacerdote perpetuamente.
Calvino faz na introdução sobre este salmo, em seus comentários, algumas colocações importantes para o entendimento do salmo. Em primeiro lugar fala que Davi coloca Cristo como aquele a quem Deus constituiu sobre todos, tendo domínio supremo e poder e força e em segundo lugar, que Deus expandiu seu reinado além de todos os limites, constituindo-o em sacerdote eterno diante de Deus a favor dos homens e, finalmente, que assim, ele estabelecerá uma nova ordem pondo fim nas coisas antigas e fazendo tudo novo.
Neste salmo, Davi estabelece a perpetuidade do reinado de Cristo e a eternidade do seu sacerdócio; e, em primeiro lugar, ele afirma que Deus conferiu a Cristo o supremo domínio, combinado com o poder invencível, com o qual ele conquista todos os seus inimigos, ou os obriga a submeter-se a ele. Em segundo lugar, ele acrescenta: que Deus estenderia os limites deste reino; E, em terceiro lugar, que Cristo, tendo sido instalado no recinto sacerdotal com toda a solenidade de um juramento, sustenta as honras disso igualmente com as de seu sacerdócio real. Finalmente, que esta seja uma nova ordem de sacerdócio, cuja introdução deve pôr fim ao sacerdócio levítico, que foi temporário, e que será eterna.
Um salmo de David.
Tendo o testemunho de Cristo de que este salmo foi escrito em referência a si mesmo, não precisamos de nenhum outro para corroborar esta afirmação; e, mesmo admitindo que não tivéssemos autoridade, nem o testemunho do apóstolo, o próprio salmo não admitiria nenhuma outra interpretação; pois, embora tenhamos uma disputa com os judeus, as pessoas mais obstinadas do mundo, sobre a aplicação correta dela, somos capazes, pelos argumentos mais irresistíveis, de obrigá-los a admitir que as verdades aqui referidas se relacionam nem para David nem para qualquer outra pessoa além do Mediador. É reconhecido que o reino de Cristo é tipificado na pessoa de Davi, mas não pode ser afirmado dele, nem de nenhum dos seus sucessores, que ele deve ser um rei cujo domínio deve ser amplamente estendido e quem, no mesmo  tempo era sacerdote, não de acordo com a lei, mas de acordo com a ordem de Melquisedeque, e para sempre; pois, naquela época, nenhuma dignidade sacerdotal nova e incomum poderia ser instituída, sem privar a casa de Levi dessa honra peculiar. Além disso, a perpetuidade atribuída ao ofício sacerdotal não pode pertencer a nenhum homem, porque, com exceção do homem Cristo Jesus, esta honra termina imediatamente no fim do curso curto e incerto da vida presente. Mas, como esses tópicos serão considerados, em maior proporção, em seu devido lugar, basta que, neste momento, façamos alusão a eles em breve.
Sl 110:1 Disse o SENHOR
ao meu senhor:
Assenta-te à minha direita,
até que eu ponha os teus inimigos
debaixo dos teus pés.
Sl 110:2 O SENHOR
enviará de Sião o cetro do seu poder, dizendo:
Domina entre os teus inimigos.
Sl 110:3 Apresentar-se-á voluntariamente o teu povo,
no dia do teu poder;
com santos ornamentos,
como o orvalho emergindo da aurora,
serão os teus jovens.
Sl 110:4 O SENHOR
jurou e não se arrependerá:
Tu és sacerdote para sempre,
segundo a ordem de Melquisedeque.
Sl 110:5 O Senhor,
à tua direita,
no dia da sua ira,
esmagará os reis.
Sl 110:6 Ele julga entre as nações;
enche-as de cadáveres;
esmagará cabeças por toda a terra.
Sl 110:7 De caminho,
bebe na torrente
e passa de cabeça erguida.

Jesus Cristo é o Senhor para sempre! Por isso Deus o exaltou acima de tudo e de todos e a ele deu todas as coisas, nos céus e na terra. Agora, ele julga e brevemente se completará o tempo dos gentios e todas as coisas serão reconciliadas com Deus e com Cristo.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Salmo 109: 1-31 - DAVI ORA A DEUS POR SOCORRO, SALVAÇÃO E JUSTIÇA

Dividimos este salmo em três partes. Onde na primeira veremos a queixa de Davi, o autor deste salmo, seguidas de diversas imprecações. Davi não se sente errado ou em dívida para com ninguém e a sua queixa não é bem um queixume, uma murmuração, mas uma oração a Deus.
É como se ele estivesse intercedendo e orando a Deus de forma que Deus pudesse ser dele o seu vingador, pois que Deus tudo vê e sabe que ele, seu escolhido, não têm abusado de nada, mas esperado com paciência e está ainda em confiança total com Deus.
É como se ele dissesse, meu Deus estou limpo, mas estão vindo contra mim e de forma tão cruel, ajude-me e me de vitórias. Davi sente o peso ali porque também ele é um tipo de Cristo que sofreu injustamente pelos pecadores.
A sua invocação inicial é digna de imitação: ó Deus do meu louvor! Sim, Davi sabe que quem está por trás de todas as coisas permitindo ou refreando as coisas é Deus. Ele não questiona a justiça de Deus, mas sente o peso injusto de uma perseguição absurda e injusta. Não é por menos que ele sofre porque ele traz em si a semente messiânica.
Eu vi a primeira parte como tendo a queixa de Davi e as suas imprecações fortes que servem de sinal a todos os que desprezam a Deus, pois este será o fim dos que insistem em rejeitar o conhecimento de Deus.
Depois de expor o mal, na segunda parte, ele ainda se dirigindo a Deus faz uma oração pedindo a justiça de Deus a seu favor e não é isso favorecimento, mas justiça mesmo. Ai ele se justifica diante de Deus a quem ora, jejua e espera o socorro.
Na terceira parte vem o seu pedido de socorro e de salvação.
Calvino comenta deste salmo em sua introdução dizendo que ele está dividido em três partes. Que começa com o salmista se queixando, em seguida enumera uma série de imprecações e e então vem a oração com uma expressão de gratidão.
Este salmo consiste em três partes. Começa com uma queixa; Em seguida, segue uma enumeração de várias imprecações; e depois vem uma oração com uma expressão de verdadeira gratidão. E, embora Davi aqui se queixa das lesões que ele sofreu, ainda assim, como ele era um personagem típico, tudo o que se expressa no salmo deve ser aplicado corretamente a Cristo, ao Chefe da Igreja e a todos os fiéis, na medida em que eles são seus membros; de modo que, quando injustamente tratados e atormentados pelos inimigos, podem pedir ajuda a Deus, a quem a vingança pertence.
Sl 109:1 Ó Deus do meu louvor,
não te cales!
Sl 109:2 Pois contra mim se desataram lábios maldosos e fraudulentos;
com mentirosa língua falam contra mim.
Sl 109:3 Cercam-me com palavras odiosas
e sem causa me fazem guerra.
Sl 109:4 Em paga do meu amor,
me hostilizam;
eu, porém,
oro.
Sl 109:5 Pagaram-me
o bem com o mal;
o amor, com ódio.
Sl 109:6 Suscita contra ele um ímpio,
e à sua direita esteja um acusador.
Sl 109:7 Quando o julgarem,
seja condenado;
e, tida como pecado, a sua oração.
Sl 109:8 Os seus dias sejam poucos,
e tome outro o seu encargo.
Sl 109:9 Fiquem órfãos os seus filhos,
e viúva, a sua esposa.
Sl 109:10 Andem errantes os seus filhos
e mendiguem;
e sejam expulsos das ruínas de suas casas.
Sl 109:11 De tudo o que tem,
lance mão o usurário;
do fruto do seu trabalho,
esbulhem-no os estranhos.
Sl 109:12 Ninguém tenha misericórdia dele,
nem haja quem se compadeça dos seus órfãos.
Sl 109:13 Desapareça a sua posteridade,
e na seguinte geração se extinga o seu nome.
Sl 109:14 Na lembrança do SENHOR,
viva a iniquidade de seus pais,
e não se apague o pecado de sua mãe.
Sl 109:15 Permaneçam ante os olhos do SENHOR,
para que faça desaparecer da terra a memória deles.
Sl 109:16 Porquanto não se lembrou de usar de misericórdia,
mas perseguiu
o aflito
e o necessitado,
como também o quebrantado de coração,
para os entregar à morte.
Sl 109:17 Amou a maldição;
ela o apanhe;
não quis a bênção;
aparte-se dele.
Sl 109:18 Vestiu-se de maldição
como de uma túnica:
penetre, como água,
no seu interior
e nos seus ossos,
como azeite.
Sl 109:19 Seja-lhe
como a roupa que o cobre
e como o cinto com que sempre se cinge.
Sl 109:20 Tal seja,
da parte do SENHOR,
o galardão dos meus contrários
e dos que falam mal contra a minha alma.
Sl 109:21 Mas tu, SENHOR Deus,
age por mim,
por amor do teu nome;
livra-me,
porque é grande a tua misericórdia.
Sl 109:22 Porque estou aflito e necessitado
e, dentro de mim, sinto ferido o coração.
Sl 109:23 Vou passando,
como a sombra que declina;
sou atirado para longe,
como um gafanhoto.
Sl 109:24 De tanto jejuar,
os joelhos me vacilam,
e de magreza
vai mirrando a minha carne.
Sl 109:25 Tornei-me para eles
objeto de opróbrio;
quando me vêem,
meneiam a cabeça.
Sl 109:26 Socorre,
SENHOR, Deus meu!
Salva-me
segundo a tua misericórdia.
Sl 109:27 Para que saibam vir isso das tuas mãos;
que tu, SENHOR, o fizeste.
Sl 109:28 Amaldiçoem eles,
mas tu, abençoa;
sejam confundidos
os que contra mim se levantam;
alegre-se, porém,
o teu servo.
Sl 109:29 Cubram-se de ignomínia
os meus adversários,
e a sua própria confusão
os envolva como uma túnica.
Sl 109:30 Muitas graças darei ao SENHOR
com os meus lábios;
louvá-lo-ei
no meio da multidão;
Sl 109:31 porque ele se põe à direita do pobre,
para o livrar dos que lhe julgam a alma.

Ele encerra, como sempre, dando graças a Deus no meio da multidão, isto é, fazendo questão de que suas graças sejam públicas e notórias entre o seu povo.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
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domingo, 5 de maio de 2013

Salmo 108: 1-13 - DEUS CONCEDE VITÓRIAS AO SEU POVO - NÃO GUARDE MÁGOAS

Com Deus em nossas vidas poderá haver situações que não sejamos capazes de vivenciar sem perdermos nossas forças? Não! Por isso que o salmista começa este salmo dizendo que está firme o seu coração e assim, ele irá cantar e entoar louvores de toda a sua alma.
Sendo assim, ele quer despertar a alva e seus instrumentos para estarem todos prontos para o momento de louvar, adorar, render graças ao nosso Deus porque ele é bom e a sua misericórdia dura para sempre.
Eu mesmo quero ter uma disposição desta dos salmistas que conseguiam colocar de lado toda chateação, toda dor, todo problema, toda angústia para somente adorar a Deus que está nos sustentando e nos dando mais um dia de vida para nos alegrarmos em Deus.
Nada adianta você guardar mágoa em seu coração contra o seu próximo. Aprenda a se livrar disso confiando em Deus e não se entregando ao desespero como se tudo estivesse acabado ou como se não houvesse mais jeito. Também a vingança não te levará a lugar algum, antes destruirá você que a possui.
Quem guarda mágoas em seu coração e dá lugar aos pensamentos decorrentes é como aquele que segura em suas mãos brasas quentes prontas para atirar em alguém na primeira oportunidade, mas quem está sendo destruído primeiro é o próprio agressor. Antes mesmo de atirá-las, ele estará já todo ferido.
Havia um desespero no salmista quando ele dizia para Deus que ele, Deus, já o tinha esquecido e que não saia mais com seus exércitos. Há momentos em nossas vidas que as coisas parecem ter chegado a um fim não desejado, no entanto é exatamente nestes momentos que Deus nos conduz em seus braços.
Calvino nada quis comentar sobre este salmo porque já o fez nos salmos 57 e 60 e ele entende que o salmo 108 é uma mistura destes dois salmos.
Porque este salmo é composto por partes retiradas dos salmos do século cinquenta e sexagésimo, seria supérfluo repetir, neste lugar, o que já dissemos por meio da exposição nesses salmos.
Sl 108:1 Firme está o meu coração, ó Deus!
Cantarei e entoarei louvores de toda a minha alma.
Sl 108:2 Despertai, saltério e harpa!
Quero acordar a alva.
Sl 108:3 Render-te-ei graças
entre os povos, ó SENHOR!
Cantar-te-ei louvores
entre as nações.
Sl 108:4 Porque acima dos céus
se eleva a tua misericórdia,
e a tua fidelidade,
para além das nuvens.
Sl 108:5 Sê exaltado, ó Deus,
acima dos céus;
e em toda a terra
esplenda a tua glória,
Sl 108:6 para que os teus amados sejam livres;
salva com a tua destra
e responde-nos.
Sl 108:7 Disse Deus na sua santidade:
Exultarei;
dividirei Siquém
e medirei o vale de Sucote.
Sl 108:8 Meu é Gileade,
meu é Manassés;
Efraim é a defesa de minha cabeça;
Judá é o meu cetro.
Sl 108:9 Moabe, porém, é a minha bacia de lavar;
sobre Edom atirarei a minha sandália;
sobre a Filístia jubilarei.
Sl 108:10 Quem me conduzirá à cidade fortificada?
Quem me guiará até Edom?
Sl 108:11 Não nos rejeitaste, ó Deus?
Tu não sais, ó Deus, com os nossos exércitos!
Sl 108:12 Presta-nos auxílio na angústia,
pois vão é o socorro do homem.
Sl 108:13 Em Deus faremos proezas,
porque ele mesmo calca aos pés os nossos adversários.

Sim, o socorro do homem é vão e somente em Deus encontraremos refúgio e abrigo. O salmista então termina seu salmo com uma palavra de esperança e de vitórias pois sabe que em Deus fará proezas.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
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sábado, 4 de maio de 2013

Salmo 107: 1-43 - DEUS NOS SALVA DE TODAS AS NOSSAS TRIBULAÇÕES

Gostei tanto deste salmo, em especial. Ele nos parece ser algo preparado para ser uma grande lição de Jeová para nós, do Espírito Santo, para nós em todos os tempos, desde quando foi escrito e disponibilizado a todos em todo o mundo.
Tudo começa com render graças! E devemos render graças porque o Senhor é bom e porque a sua misericórdia dura para sempre. Isto quer dizer que ele tem cuidado de nós e nos dado em justa medida de tudo o que necessitamos para nossa vida ter evolução.
É um salmo que fala de Deus como soberano sobre todas as coisas. No seu governo, no entanto, não está o anular de nossas vontades. Não somos bonecos de marionete em suas mãos, sem vontades e sem responsabilidades. Por isso nos metemos em tantas confusões e em nossas angústias, clamamos a Deus que nos livra e nos coloca em lugar seguro.
Neste salmo há 5 repetições, envolvendo 5 situações em que por causa de nossas vontades nos metemos em confusões, precisando assim do socorro do Senhor e da sua ajuda. O salmista explora cada uma delas e faz análise em simples palavras que envolvem a alção de Deus e a ação dos homens.
Os que aceitam a repreensão do Senhor serão curados, mas os que se endurecem, apesar da graça e da misericórdia de Deus ainda permitir a eles vida, serão preservados, mas não para a salvação. Deus não admite que o homem o rejeite!
Eu entendo assim. É como se Deus falasse para mim. Filho, eu existo. Eu criei todas as coisas. Eu governo todas as coisas. Eu não preciso da sua ajuda em nada. Você tem recebido, todos os dias de minha graça e misericórdia. Portanto, não admito que rejeites o meu conhecimento.
Se eu não o rejeito, irei fazer o quê? Como diz este salmo: render-lhe graças porque ele é bom e a sua misericórdia dura para sempre. Se o rejeito? Ele simplesmente me entrega a mim mesmo para eu “ser livre” para fazer o que quiser. Ele continuará me dando de sua graça e misericórdia, mas... as consequências serão terríveis.
Calvino, em seu comentário, na sua introdução, fala sobre o que este salmo nos ensina que nossos destinos não são determinados pela sorte, mas é Deus quem está no controle de tudo.
O salmista nos ensina, em primeiro lugar, que os assuntos humanos não são regulados pela roda inconstante e incansável da fortuna, mas que devemos observar os julgamentos de Deus nas diferentes vicissitudes que ocorrem no mundo e que os homens imaginam acontecer por acaso. Por conseguinte, a adversidade e todos os males que a humanidade sofre, como naufrágios, fome, destruição, doenças e desastres na guerra, devem ser considerados como tantos tokens do desagrado de Deus, pelo qual ele os convoca, por causa de seus pecados, antes seu trono judicial. Mas a prosperidade e a questão feliz dos acontecimentos também devem ser atribuídos à sua graça, para que ele sempre receba o louvor que ele merece, o de ser um Pai misericordioso e um juiz imparcial. Sobre o fim do salmo, ele fala daqueles homens ímpios que não reconhecerão a mão de Deus, em meio a demonstrações tão palpáveis de sua providência.
Sl 107:1 Rendei graças ao SENHOR,
porque ele é bom,
e a sua misericórdia dura para sempre.
Sl 107:2 Digam-no os remidos do SENHOR,
os que ele resgatou da mão do inimigo
Sl 107:3 e congregou de entre as terras,
do Oriente e do Ocidente, do Norte e do mar.
Sl 107:4 Andaram errantes pelo deserto,
por ermos caminhos,
sem achar cidade em que habitassem.
Sl 107:5 Famintos e sedentos,
desfalecia neles a alma.
Sl 107:6 Então, na sua angústia,
clamaram ao SENHOR,
e ele os livrou das suas tribulações.
Sl 107:7 Conduziu-os pelo caminho direito,
para que fossem à cidade em que habitassem.
Sl 107:8 Rendam graças ao SENHOR
por sua bondade
e por suas maravilhas para com os filhos dos homens!
Sl 107:9 Pois dessedentou a alma sequiosa
e fartou de bens a alma faminta.
Sl 107:10 Os que se assentaram nas trevas
e nas sombras da morte,
presos em aflição e em ferros,
Sl 107:11 por se terem rebelado contra a palavra de Deus
e haverem desprezado o conselho do Altíssimo,
Sl 107:12 de modo que lhes abateu com trabalhos o coração
- caíram, e não houve quem os socorresse.
Sl 107:13 Então, na sua angústia,
clamaram ao SENHOR,
e ele os livrou das suas tribulações.
Sl 107:14 Tirou-os das trevas
e das sombras da morte
e lhes despedaçou as cadeias.
Sl 107:15 Rendam graças ao SENHOR
por sua bondade
e por suas maravilhas para com os filhos dos homens!
Sl 107:16 Pois arrombou as portas de bronze
e quebrou as trancas de ferro.
Sl 107:17 Os estultos,
por causa do seu caminho de transgressão
e por causa das suas iniqüidades,
serão afligidos.
Sl 107:18 A sua alma aborreceu toda sorte de comida,
e chegaram às portas da morte.
Sl 107:19 Então, na sua angústia,
clamaram ao SENHOR,
e ele os livrou das suas tribulações.
Sl 107:20 Enviou-lhes a sua palavra,
e os sarou,
e os livrou do que lhes era mortal.
Sl 107:21 Rendam graças ao SENHOR
por sua bondade
e por suas maravilhas para com os filhos dos homens!
Sl 107:22 Ofereçam sacrifícios de ações de graças
e proclamem com júbilo as suas obras!
Sl 107:23 Os que, tomando navios,
descem aos mares,
os que fazem tráfico na imensidade das águas,
Sl 107:24 esses vêem as obras do SENHOR
e as suas maravilhas nas profundezas do abismo.
Sl 107:25 Pois ele falou
e fez levantar o vento tempestuoso,
que elevou as ondas do mar.
Sl 107:26 Subiram até aos céus,
desceram até aos abismos;
no meio destas angústias,
desfalecia-lhes a alma.
Sl 107:27 Andaram,
e cambalearam como ébrios,
e perderam todo tino.
Sl 107:28 Então, na sua angústia,
clamaram ao SENHOR,
e ele os livrou das suas tribulações.
Sl 107:29 Fez cessar a tormenta,
e as ondas se acalmaram.
Sl 107:30 Então, se alegraram com a bonança;
e, assim, os levou ao desejado porto.
Sl 107:31 Rendam graças ao SENHOR
por sua bondade
e por suas maravilhas para com os filhos dos homens!
Sl 107:32 Exaltem-no também na assembléia do povo
e o glorifiquem no conselho dos anciãos.
Sl 107:33 Ele converteu rios
em desertos
e mananciais,
em terra seca;
Sl 107:34 terra frutífera,
em deserto salgado,
por causa da maldade dos seus habitantes.
Sl 107:35 Converteu o deserto
em lençóis de água
e a terra seca,
em mananciais.
Sl 107:36 Estabeleceu aí
os famintos,
os quais edificaram uma cidade em que habitassem.
Sl 107:37 Semearam campos,
e plantaram vinhas,
e tiveram fartas colheitas.
Sl 107:38 Ele os abençoou,
de sorte que se multiplicaram muito;
e o gado deles não diminuiu.
Sl 107:39 Mas tornaram a reduzir-se
e foram humilhados
pela opressão,
pela adversidade
e pelo sofrimento.
Sl 107:40 Lança ele o desprezo
sobre os príncipes
e os faz andar errantes,
onde não há caminho.
Sl 107:41 Mas levanta da opressão
o necessitado,
para um alto retiro,
e lhe prospera famílias como rebanhos.
Sl 107:42 Os retos vêem isso
e se alegram,
mas o ímpio
por toda parte fecha a boca.
Sl 107:43 Quem é sábio
atente para essas coisas
e considere as misericórdias do SENHOR.
Quem é sábio, como diz este salmo 107, deve atentar para essas coisas e considerar as misericórdias do Senhor e nelas se alegrar porque os ímpios não agirão assim, antes fecharão as suas bocas negando o Senhor e trazendo sobre eles mesmos a recompensa do endurecimento dos seus corações que estão rejeitando o conhecimento do Altíssimo.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
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