segunda-feira, 11 de março de 2013

Salmo 53: 1-7 - DIZ O INSENSATO: NÃO HÁ DEUS!

Salmo bem pequenino, mas muito profundo! Talvez um dos mais profundos de toda a Bíblia. Paulo irá citá-lo em suas epístolas reforçando a ideia de que é tolice a ideia da não existência de Deus. Como já havíamos falado anteriormente, a Bíblia que é o livro de Deus – assim chamamos – jamais em suas letras questiona a existência de Deus.
Seu pressuposto básico é de que existe um Criador e sustentador da vida, soberano, sábio, tanto transcendente quanto imanente. Por isso que ela fala que o insensato diz no seu coração que não há Deus. Por que diria isso alguém?
Óbvio que é para ficarem à vontade em suas práticas que vão de encontro aos mandamentos de Deus. Não dá para fazer parceria da prática do pecado com Deus, por isso precisamos de desculpas para justificar os nossos atos.
A morte de Deus anunciada pelo filósofo alemão, filho de pastores evangélicos "Deus está morto" ("Gott ist tot" em alemão), Friedrich Nietzsche (1844-1900) foi uma tentativa desesperada de ficar a sós com seus pecados. A declaração forte foi uma justificativa de sua consciência que se perturbava com a ideia do pecado.
Não dá simplesmente para dizer para nossa consciência que Deus está morto ou que não existe Deus por que Deus existe. É loucura forçar isso e o máximo que conseguiremos serão momentos de uma falsa liberdade de Deus. Nunca foi, nem nunca serão livres os que fazem o que querem, antes aqueles que em tudo se dominam por causa da justiça, da verdade, do amor, em fim de Cristo!
Calvino, em sua introdução, bem pouco comentou sobre ele. Apenas disse que é semelhante ao Salmo 14 e que não careceria de maiores detalhes. Nós já segmentamos o Salmo 14: http://www.jamaisdesista.com.br/2013/01/salmo-14-1-7-Comentados e Segmentados.html e fizemos algumas reflexões – também está em vídeo: https://youtu.be/zAA6OfnnYg0.
Este salmo sendo quase idêntico ao décimo quarto, não foi considerado necessário subjugar qualquer comentário distinto.
Para o principal músico de Mahalath.
Um salmo de David para instrução.
Sl 53:1 Diz o insensato no seu coração:
Não há Deus.
Corrompem-se e praticam iniquidade;
já não há quem faça o bem.
Sl 53:2 Do céu,
olha Deus para os filhos dos homens,
para ver se há quem entenda,
se há quem busque a Deus.
Sl 53:3 Todos se extraviaram
e juntamente se corromperam;
não há quem faça o bem,
não há nem sequer um.
Sl 53:4 Acaso, não entendem os obreiros da iniquidade?
Esses, que devoram o meu povo como quem come pão?
Eles não invocam a Deus.
Sl 53:5 Tomam-se de grande pavor,
onde não há a quem temer;
porque Deus dispersa os ossos daquele que te sitia;
tu os envergonhas,
porque Deus os rejeita.
Sl 53:6 Quem me dera
que de Sião viesse já o livramento de Israel!
Quando Deus restaurar a sorte do seu povo,
então,
exultará Jacó,
e Israel se alegrará.

Davi como sempre em seus salmos encerra com uma palavra de vitória e de esperança para ele ou para seu povo. Ele anseia que já pudesse estar vindo o livramento de Israel QUANDO Deus irá restaurar todas as coisas. Nós aguardamos ansiosamente este dia juntamente com a própria natureza. Ele vai chegar e já não mais tardará! Maranata!
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
http://www.jamaisdesista.com.br

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domingo, 10 de março de 2013

Salmo 52: 1-9 - CONDENAÇÃO DO ÍMPIO

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No título do salmo, vemos que este foi composto por Davi pela ocasião da morte dos sacerdotes:
1.    Davi havia derrotado Golias e por isso tinha sido aclamado o que despertou a inveja de Saul que passou a querer matá-lo.
2.    Davi estava fugindo de Saul (dica de Jonatas, filho de Saul) devido ao seu temor a Deus!
3.    Na fuga, Davi foi a Nobe, lugar próximo a Jerusalém (I Sm 21:1).
4.    Em Nobe, Davi mente a Aimeleque ou Aís, sumo sacerdote, bisneto de Eli e filho de Aitube.
a.  Come dos pães da proposição que eram renovados aos sábados e em número de 12, dos quais serviam somente os sacerdotes (Ex 25:30; Lv 24:5-9; Mc 2:25,26).
b. Apanha a espada de Golias que estava ali guardada como memorial no santuário.
Observação: estava ali detido, talvez por causa de lepra (Lv 14:4, 11, 21) Doegue (Idumeu. Seu nome significa tímido) que seria posteriormente o carrasco de Nobe.
5.    De Nobe, vai para Gate
a. Com medo de Aquis, se fez passar por doido diante do rei dos filisteus.
6.    Saul persegue Davi, chega em Nobe e dá ordens de extermínio dos sacerdotes e familiares (I Sm 22:18-19)
a. Saul dá ordens a seus soldados para matar os sacerdotes e familiares
b. Guardas recusam, mas Doegue executa a ordem tresloucada de Saul (85 sacerdotes + 300 familiares, entre crianças, mulheres, animais)
7.    Continuou fugindo e foi parar na caverna de Adulão (significa refúgio) que ficava distante uns 25 km ao sudoeste de Jerusalém, na metade do caminho entre Gate e Hebron.
8.    Na caverna encontrou:
a. Seus familiares que por causa de Saul também fugiam por medo de retaliações
b. Tornou-se chefe de um grupo de pessoas – “Ajuntaram-se a ele todos os homens que se achavam em aperto, e todo homem endividado, e todos os amargurados de espírito, e ele se fez chefe deles; e eram com ele uns quatrocentos homens.” (I Sm 22:2).
9.    Após isso, foi para Mispa de Moabe, para o rei de Moabe, lugar seguro, onde deixou seus pais até saber o que Deus iria fazer com ele. Ali ficou um pouco de tempo.
10.  O profeta Gade, porém lhe disse para sair daquele lugar seguro e ir para Judá e ele foi.
11.  Em resumo:
Davi fugia, estava cansado, com fome, com medo, mentiu, se fez de louco e ainda lhe pesava em seu coração a culpa da morte dos sacerdotes. Ali estava o homem segundo o coração de Deus, dentro de uma caverna. Foi ali, naquela caverna, que ele escreve este Salmo 52 (também o 142) onde Deus falara com ele e também ainda hoje, mais de 3.000 anos após, fala conosco.
No comentário de Calvino, ele também explica isso:
Este salmo foi composto por Davi no momento em que a morte de Abimeleque e os outros sacerdotes se espalharam pelo temor universal entre as pessoas, indispondo-as por emprestar qualquer semblante à sua causa, e quando Doeg estava triunfando na questão bem-sucedida de sua informação. Apoiado, mesmo nessas circunstâncias, pela influência elevada da fé, ele inventa contra a cruel traição desse informante sem princípios, e se encoraja pelo reflexo, que Deus, que é juiz no céu, reivindicará os interesses de como temê-lo, e punir o orgulho dos ímpios.
Para o cantor-chefe. Um salmo de Davi para instrução; Quando Doeg, o Edomita, veio e contou a Saul, e disse-lhe que Davi havia entrado na casa de Abimeleque.
Já tive ocasião de observar que o termo mskyl, maskil, é estrictamente afixado aos salmos em que Davi faz menção de ter sido castigado por Deus, ou pelo menos admoestado, por algumas espécies de aflição, enviado, como a vara do professor, para administrar a correção. Disto, temos exemplos nos Salmos 32 e 42. Como inscrito acima do salmo 45, seu significado é um pouco diferente. Lá, parece projetado para intimar ao leitor que a música, apesar de respirar de amor, não pretendia agradar um mero gosto despreocupado, mas descreve o casamento espiritual de Cristo com sua Igreja. Neste e nos seguintes salmos, o termo admite ser entendido como instrução significante, mais particularmente, como o resultado da correção; e Davi, ao empregá-lo, evidentemente insinuaria que ele estava submetido a julgamentos peculiares neste momento, para instruí-lo no dever de colocar uma confiança absoluta em Deus. A parcela da história a que se refere o salmo é bem conhecida. Quando Davi fugiu para Abimeleque em Nobe, obteve provisões e a espada de Golias das mãos desse sacerdote, tendo escondido dele o perigo real em que ele estava, e fingiu que estava executando um negócio secreto e importante do rei. Doegue, chefe dos pastores do rei, tendo transmitido a informação a Saul, na expectativa de uma recompensa, era o meio de tirar a raiva do tirano, não só sobre aquele indivíduo inocente, mas o sacerdócio inteiro. O exemplo sangrento que foi feito assim deve ter dissuadido o povo de se estender a Davi até os escritórios mais comuns da humanidade, e todas as vias de alívio pareciam presas ao miserável exílio. Como Doegue triunfou no sucesso de seu crime, e outros podem ser tentados, pela recompensa que recebeu, para meditar a ruína de Davi, o encontramos neste salmo animando sua alma com consolações divinas e desafiando seus inimigos com o audácia de sua conduta.
Sl 52:1 Por que te glorias na maldade,
ó homem poderoso?
Pois a bondade de Deus dura para sempre.
Sl 52:2 A tua língua urde planos de destruição;
é qual navalha afiada,
ó praticadora de enganos!
Sl 52:3 Amas o mal antes que o bem;
preferes mentir a falar retamente.
Sl 52:4 Amas todas as palavras devoradoras,
ó língua fraudulenta!
Sl 52:5 Também Deus te destruirá para sempre;
há de arrebatar-te
e arrancar-te da tua tenda
e te extirpará da terra dos viventes.
Sl 52:6 Os justos hão de ver tudo isso,
temerão e se rirão dele, dizendo:
Sl 52:7 Eis o homem que não fazia de Deus a sua fortaleza;
antes, confiava na abundância dos seus próprios bens
e na sua perversidade se fortalecia.
Sl 52:8 Quanto a mim, porém,
sou como a oliveira verdejante,
na Casa de Deus;
confio na misericórdia de Deus para todo o sempre.
Sl 52:9 Dar-te-ei graças para sempre,
porque assim o fizeste;
na presença dos teus fiéis,
esperarei no teu nome,
porque é bom.

A palavra de Deus é clara neste salmo de Davi ao apontar para um tempo futuro onde Deus intervirá na história do homem para julgá-lo e fazer justiça. O fim do ímpio é certo! O gozo eterno do justo é certo. A Deus toda a glória!
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
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sábado, 9 de março de 2013

Ministério Mais de Deus


Algumas pessoas acreditam que ficar parado é sinônimo de estar seguro, talvez pela falsa sensação de não ser notado ou percebido quando estamos assim, mas na realidade quando paramos nas coisas do céu deixamos de experimentar novas experiências e crescer. Isto vale para qualquer área na vida de uma pessoa, portanto não fique na mesmice da unção de ontem ou de semana passada, caminhe mais em direção a Cruz para a profundidade do Espiritual de Cristo. Venha participar do Primeiro congresso Mais de Deus 2013 para Casais, e leve mais de Deus para sua Família.

Salmo 51: 1-19 - CONFISSÃO E ARREPENDIMENTO


Famoso salmo de Davi que foi criado por causa de seu pecado com Urias e Bete-Sabá. Ele foi escrito depois que Natã o confrontou e contando uma pequena parábola despertou no seu rei a cólera contra quem tinha pecado tão gravemente na parábola de um rei que querendo agradar seu convidado não tomou de suas ovelhas para lhe oferecer um banquete, mas do camponês que tinha uma única ovelha. Assim, a si mesmo atribui o veredito e, então, caindo em si viu que Natã falava dele mesmo e que aquele homem maligno que acabara de julgar e condenar à morte era ele mesmo.
Outros homens também pecaram gravemente na história e uns foram perdoados e outros poderiam ter sido perdoados, mas seu coração endurecido os levou ao remorso e não ao arrependimento. Exemplos: Pedro, que também se arrependeu e Judas, que sendo do maligno, não se arrependeu.
Davi se arrependeu e Deus o perdoou! Isso é tremendo, não o fato de podermos pecar para obter o arrependimento, mas o fato de Deus, apesar de nós, nos oferecer o perdão gratuitamente. Eu não vivo na garantia de que pecando terei oportunidades de arrependimento. Quem vive assim dessa forma jamais conheceu a Deus e não é dele, antes do maligno, como Judas foi.
Em Cristo Jesus, Deus nos perdoou de nossos pecados e nos deu vida nova nos aceitando agora como filhos dele. O perdão é certo para nós pecadores e a regra do obter é dar. Por isso que está escrito: ... perdoais as nossas ofensas, como temos perdoado aos nossos ofensores...
É tão bom sabermos que temos Deus que nos ama apesar de nós e que nos perdoa em Cristo Jesus. Davi conhecia seu Deus e sua oração é um presente para nós em aprendizado de relacionamento com Deus. Davi, todavia, não foi poupado das consequências de seus atos tresloucados, antes sofreu demasiadamente.
Se na hora da transgressão lhe fosse mostrado o preço a pagar, jamais, quero crer, o autor deste Salmo 51, Davi, teria se enveredado por este caminho reprovado por Deus. Quer um conselho sobre esta situação que você está vivendo? Cai fora urgentemente, antes que sejas devorado(a).
No comentário de Calvino, na sua introdução, ele comenta e situa este salmo na vida de Davi:
Aprendemos a causa que levou à composição deste salmo por causa do título anexado a ele, e que imediatamente será submetido a nossa consideração. Durante um longo período depois de sua melancólica queda, Davi parece ter mergulhado em uma letargia espiritual; mas, quando despertou com a exposição de Nathan, ele estava cheio de auto-aversão e humilhação aos olhos de Deus, e estava ansioso para testemunhar o arrependimento dele ao redor dele e deixar alguma prova duradoura para a posteridade. No começo do salmo, tendo os olhos direcionados para o atormentado de sua culpa, ele se encoraja a desejar o perdão, considerando a infinita misericórdia de Deus. Isso ele exalta em termos elevados, e com uma variedade de expressões, como alguém que sentiu que ele merecia multiplicar a condenação. Na parte posterior do salmo, ele ora pela restauração do favor de Deus, consciente de que ele mereceu ser expulso para sempre e privado de todos os dons do Espírito Santo. Ele promete, se o perdão fosse concedido a ele, manter-se em profundidade de gratidão. Para a conclusão, ele declara que é para o bem da Igreja que Deus deve conceder seu pedido; e, de fato, quando a maneira peculiar em que Deus depositou sua aliança de graça com Davi é considerada, não pode deixar de ser sentida que a esperança comum da salvação de todos deve ter sido abalada na suposição de sua rejeição final.
Para o principal músico. Um salmo de Davi, quando o profeta Natã veio até ele, depois de ter adulterado com Bate-Seba.
Quando Nathan, o profeta, chegou a ele, expressa-se claramente que o profeta tenha vindo antes de o salmo ter sido escrito, provando, como faz, a profunda letargia em que Davi deve ter caído. Foi uma circunstância maravilhosa que um homem tão grande, e um tão eminentemente dotado com o Espírito, deveria ter continuado nesse estado perigoso por mais de um ano. Nada além de influência satânica pode explicar esse estupor de consciência que poderia levá-lo a desprezar ou a diminuir o julgamento divino que ele havia incorrido. Ele serve, além disso, para marcar a momento em que ele havia caído, que ele parece não ter compungido seu pecado até que o profeta veio até ele. Temos aqui uma ilustração impressionante, ao mesmo tempo, da misericórdia de Deus ao enviar o profeta para recuperá-lo quando ele vagou. Nesta visão, há uma antítese na repetição da palavra veio. Foi quando Davi pecou com Bate-Seba que Nathan veio até ele. Por esse passo pecaminoso, ele se colocou a uma distância de Deus; e o Divino Deus foi exibido de forma significativa ao contemplar sua restauração. Não imaginamos que Davi, durante este intervalo, ficou tão privado do sentido da religião como não mais reconhecer a supremacia do Ser Divino. Com toda a probabilidade, ele continuou a orar diariamente, envolvido nos atos de adoração divina e visando conformar sua vida com a lei de Deus. Não há razão para pensar que a graça estava completamente extinta em seu coração; mas apenas que ele era possuído por um espírito de negligência em um ponto particular, e trabalhou sob uma insensibilidade fatal quanto à sua exposição presente à ira divina. A graça, ou o que quer que seja que ele possa emitir em outras direções, foi sufocada, por assim dizer, nisso. Bem, possamos tremer para contemplar o fato de que um profeta tão sagrado, e um rei tão excelente, deveria ter se afundado em tal condição! Que a sensação de religião não estava totalmente extinta em sua mente, é provada pela maneira como ele foi afetado imediatamente após receber a repreensão do profeta. Tal foi o caso, ele não poderia ter gritado como ele, "eu pequei contra o Senhor" (2 Samuel 12:13), nem ele se teria submetido tão facilmente, no espírito da mansidão, à admoestação e correção. A este respeito, ele deu um exemplo a todos, como pode ter pecado contra Deus, ensinando-lhes o dever de cumprir humildemente os apelos ao arrependimento, que podem ser dirigidos a eles por seus servos, em vez de permanecerem sob o pecado até que sejam surpreendido pela vingança final do Céu.
Sl 51:1 Compadece-te de mim, ó Deus,
segundo a tua benignidade;
e, segundo a multidão das tuas misericórdias,
apaga as minhas transgressões.
Sl 51:2 Lava-me completamente da minha iniquidade
e purifica-me do meu pecado.
Sl 51:3 Pois eu conheço as minhas transgressões,
e o meu pecado está sempre diante de mim.
Sl 51:4 Pequei contra ti,
contra ti somente,
e fiz o que é mau perante os teus olhos,
de maneira que serás tido por justo no teu falar
e puro no teu julgar.
Sl 51:5 Eu nasci na iniquidade,
e em pecado me concebeu minha mãe.
Sl 51:6 Eis que te comprazes na verdade no íntimo
e no recôndito me fazes conhecer a sabedoria.
Sl 51:7 Purifica-me com hissopo,
e ficarei limpo;
lava-me,
e ficarei mais alvo que a neve.
Sl 51:8 Faze-me ouvir júbilo e alegria,
para que exultem os ossos que esmagaste.
Sl 51:9 Esconde o rosto dos meus pecados
e apaga todas as minhas iniqüidades.
Sl 51:10 Cria em mim, ó Deus,
um coração puro
e renova dentro de mim
um espírito inabalável.
Sl 51:11 Não me repulses da tua presença,
nem me retires o teu Santo Espírito.
Sl 51:12 Restitui-me a alegria da tua salvação
e sustenta-me com um espírito voluntário.
Sl 51:13 Então,
ensinarei aos transgressores
os teus caminhos,
e os pecadores
se converterão a ti.
Sl 51:14 Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus,
Deus da minha salvação,
e a minha língua
exaltará a tua justiça.
Sl 51:15 Abre, Senhor,
os meus lábios,
e a minha boca manifestará os teus louvores.
Sl 51:16 Pois não te comprazes em sacrifícios;
do contrário, eu tos daria;
e não te agradas de holocaustos.
Sl 51:17 Sacrifícios agradáveis a Deus
são o espírito quebrantado;
coração compungido e contrito,
não o desprezarás, ó Deus.
Sl 51:18 Faze bem a Sião,
segundo a tua boa vontade;
edifica os muros de Jerusalém.
Sl 51:19 Então, te agradarás
dos sacrifícios de justiça,
dos holocaustos
e das ofertas queimadas;
e sobre o teu altar
se oferecerão novilhos.
O salmo é lindo e uma grande lição no nosso relacionamento com Deus que todas as coisas vê. Ele está certo de que Deus não aceitará sacrifícios nem ofertas nem holocaustos tendo um coração contrário e rebelde. O que agrada a Deus é: espírito quebrantado, coração compungido e contrito. 
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
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sexta-feira, 8 de março de 2013

Salmo 50: 1-26 - UM CONVITE A OUVIR E A OBEDECER A VOZ DE DEUS

O Todo-Poderoso está falando por este salmo, mediante o Espírito Santo na vida de seu servo Asafe e conclamando toda a terra e seus habitantes a ouvirem a sua voz e a obedecerem ao Senhor e a ele render graças em tudo por que ele tem cuidado de nós.
Interessante eu estar segmentando hoje este salmo, pois ontem tive um dia difícil e confesso que entrei em meu santuário para orar munido de escopeta, metralhadora, bazuca, canhão, raio laser, espada, faca, punhal, granada, pedras e outras coisas. Um de meus santuários é o local onde costumeiramente passo cerca de 18% do dia, de segunda a sexta-feira, indo e vindo de meu trabalho. Isso mesmo, em meu carro!
Enquanto dirijo, gosto de ouvir a bíblia, canções, orar, conversar com Deus e com os anjos, ouvir livros, adorar, louvar a Deus. No entanto, ontem eu estava armado por causa de uma série indesejada de acontecimentos e pronto para “desabafar”... mas logo, logo, somente foi apertar o cinto de segurança que o Espírito Santo me tomou e colocou em minha boca a canção do salmo 42:11 e 43:5 “Por que te abates, ó minha alma? E te comoves, perdendo a calma? Não tenhas medo, em Deus espera, Porque bem cedo, Jesus virá.” (http://www.harpacrista.org/hino/193-a-alma-abatida/).
Em seguida, O Espírito ministrou em meu coração: Filho, se sou eu teu Deus, o que está te faltando? Não tenho eu cercado você com minha bondade e misericórdia? Não tenho eu te chamado para ser meu filho? Não tenho eu te colocado nesta terra para dares testemunho de mim e evangelizares os povos por meio de minha palavra? Não tenho eu....
Aí, eu pensei que seria melhor eu dar graças pelo que ele me tem dado e como cuida de mim em todo tempo do que ficar a reclamar e a murmurar pelo que ainda não tenho. Então, o Espírito Santo me deu um espírito de gratidão tão grande que até pelo ar para respirar eu louvava a Deus.
Mulher, seja agradecida diante de Deus neste dia por que o teu senhor é Deus forte que está contigo em todo tempo. Desarme-se das armas de guerra e coloque em teus lábios uma nova canção para o teu Deus e teu Senhor. Parabéns as minhas mulheres em especial: filha, esposa e mãe. Parabéns também a todas as mulheres! Meditem neste salmo e não somente se dediquem à oração como também às ações de graça.
Calvino comentou sobre este salmo, em sua introdução. Há muitos hipócritas e religiosos de aparência e de ritos que não tem o Espírito. O salmista mostra que a adoração a Deus é espiritual e baseada em duas partes, orações e ações de graça:
Sempre houve hipócritas na Igreja, homens que colocaram a religião em mera observância de cerimônias externas, e entre os judeus havia muitos que voltavam sua atenção inteiramente para as figuras da Lei, sem considerar a verdade que estava representada sob elas. Eles acreditavam que nada lhes fora exigido, mas somente seus sacrifícios e outros ritos. Este salmo ocupa-se com a repreensão deste erro grosseiro, e o profeta expõe em termos severos a desonra que é lançada sobre o nome de Deus ao confundir a cerimônia com a religião, mostrando que a adoração de Deus é espiritual e consiste em duas partes, oração e ação de graças.
Uma canção de Asaph.
O profeta levanta a ingratidão de tais pessoas para a nossa reprovação, como provando-se indigno da honra que lhes foi colocada, e se degradando por um uso degenerado deste mundo. Desse modo, vamos aprender que, se somos miseráveis ​​aqui, deve ser por culpa nossa; pois, se possamos discernir e melhorar adequadamente as muitas misericórdias que Deus nos concedeu, não queremos, nem mesmo na terra, um antegozo da bem-aventurança eterna. Deste modo, no entanto, estamos aumentando a nossa corrupção. Os perversos, mesmo na terra, têm uma preeminência sobre os animais do campo na razão e na inteligência, que formam parte da imagem de Deus; mas em referência ao fim que os espera, o profeta coloca ambos em um nível e declara que, sendo despojado de toda a sua vã glória, eles acabarão perecendo como os animais. Suas almas realmente sobreviverão, mas não é menos verdade que a morte os expedirá à desgraça eterna.
Sl 50:1 Fala o Poderoso,
o SENHOR Deus,
e chama a terra
desde o Levante até ao Poente.
Sl 50:2 Desde Sião,
excelência de formosura,
resplandece Deus.
Sl 50:3 Vem o nosso Deus
e não guarda silêncio;
perante ele arde um fogo devorador,
ao seu redor esbraveja grande tormenta.
Sl 50:4 Intima os céus lá em cima
e a terra, para julgar o seu povo.
Sl 50:5 Congregai os meus santos,
os que comigo fizeram aliança por meio de sacrifícios.
Sl 50:6 Os céus anunciam a sua justiça,
porque é o próprio Deus que julga.
Sl 50:7 Escuta, povo meu,
e eu falarei;
ó Israel,
e eu testemunharei contra ti.
Eu sou Deus, o teu Deus.
Sl 50:8 Não te repreendo pelos teus sacrifícios,
nem pelos teus holocaustos continuamente perante mim.
Sl 50:9 De tua casa não aceitarei novilhos,
nem bodes, dos teus apriscos.
Sl 50:10 Pois são meus todos os animais do bosque
e as alimárias aos milhares sobre as montanhas.
Sl 50:11 Conheço todas as aves dos montes,
e são meus todos os animais que pululam no campo.
Sl 50:12 Se eu tivesse fome,
não to diria,
pois o mundo é meu
e quanto nele se contém.
Sl 50:13 Acaso, como eu carne de touros?
Ou bebo sangue de cabritos?
Sl 50:14 Oferece a Deus sacrifício
de ações de graças
e cumpre os teus votos
para com o Altíssimo;
Sl 50:15 invoca-me no dia da angústia;
eu te livrarei,
e tu me glorificarás.
Sl 50:16 Mas ao ímpio diz Deus:
De que te serve repetires
os meus preceitos
e teres nos lábios a minha aliança,
Sl 50:17 uma vez que aborreces
a disciplina
e rejeitas
as minhas palavras?
Sl 50:18 Se vês um ladrão,
tu te comprazes nele
e aos adúlteros te associas.
Sl 50:19 Soltas a boca para o mal,
e a tua língua trama enganos.
Sl 50:20 Sentas-te para falar
contra teu irmão
e difamas o filho de tua mãe.
Sl 50:21 Tens feito estas coisas,
e eu me calei;
pensavas que eu era teu igual;
mas eu te argüirei
e porei tudo à tua vista.
Sl 50:22 Considerai, pois, nisto,
vós que vos esqueceis de Deus,
para que não vos despedace,
sem haver quem vos livre.
Sl 50:23 O que me oferece sacrifício de ações de graças,
esse me glorificará;
e ao que prepara o seu caminho,
dar-lhe-ei que veja a salvação de Deus.

Gostei muito deste salmo de Asafe e entendo que nossa vida não é nem consiste naquilo que fazemos embora parece principal o que fazemos. Por exemplo, o crente não é assaltado, antes vive uma circunstância que ele não quer, mas que ali é posto para glorificar a Deus diante daqueles homens maus. Crente não compra imóveis, mas ali está para dar testemunho da sua fé em Deus por meio de suas ações e palavras santas. O fato “ser assaltado” ou “comprar imóveis” é secundário, sendo o principal o glorificar a Deus. Entenderam? Se não, ainda continuarei a meditar nisso. 
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
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quinta-feira, 7 de março de 2013

Salmo 49: 1-20 - A VAIDADE DO HOMEM

O que vemos no Salmo 49 de Corá? Eu li e o segmentei e vi que o seu autor faz um contraste entre o ímpio e o que teme a Deus. Os ricos e suas riquezas, os sábios e suas sabedorias, como o estulto e suas estultícias morrerão, mas Deus tomará para si a alma do justo.
Ele começa invocando os povos e falando que a sabedoria dará instruções por meio de sua fala. Ele procura juntar todos diante de si e falar ao rico e ao pobre, ao culto e ao néscio. Ele então começa a falar e a dizer que todos nós passamos por tribulações.
Quem dera eu pudesse escolher a minha tribulação ou a minha circunstância que terei de viver no dia de hoje. Eu não posso, mas posso, diante delas, reagir dando glórias a Deus ou rejeitando o seu conhecimento. O autor diz que nesses dias, os dias de nossas tribulações, ele não irá dar ocasião ao medo, principalmente se a tribulação estiver ocorrendo por causa do ímpio e seus caminhos tortuosos de ganância.
O homem mal tem o centro de sua confiança não em Deus, mas em suas riquezas e posses e coisas terrenas. Será que essas coisas poderão livrá-lo na hora da morte quanto tiver de enfrentar a pior de todas as tribulações de todos os seres humanos? Ele então pede a Deus que o livre e que o guarde da corrupção.
Ele também vê em suas reflexões que tanto morre o sábio quanto o estulto, o rico quanto o pobre. Somente Deus pode resgatar o homem da morte tomando-o para si. Foi isso que aconteceu com Jesus, pois a morte não teve domínio sobre ele e o resgate que não podíamos pagar, ele pagou por todos nós.
No comentário de Calvino, em sua introdução, também se nota isso:
Os ímpios e os devotos do prazer mundano muitas vezes desfrutam de prosperidade, enquanto que os que temem ao Senhor estejam expostos à aflição e estejam propensos a desmaiar sob a pressão dela. Para moderar esse sentimento e administrar o desânimo decorrente, o salmista demonstra que há pouco motivo para invejar a suposta felicidade dos ímpios, que, mesmo quando estão no auge, tudo é vão e evanescente. Ele nos ensina que homens bons, por maiores que sejam suas provações, são objetos do cuidado divino e serão eventualmente livrados de seus inimigos.
Para o músico-chefe, um salmo dos filhos de Corá
Sl 49:1 Povos todos,
escutai isto;
dai ouvidos,
moradores todos da terra,
Sl 49:2 tanto plebeus como os de fina estirpe,
todos juntamente, ricos e pobres.
Sl 49:3 Os meus lábios
falarão sabedoria,
e o meu coração
terá pensamentos judiciosos.
Sl 49:4 Inclinarei os ouvidos
a uma parábola,
decifrarei
o meu enigma ao som da harpa.
Sl 49:5 Por que hei de eu temer nos dias da tribulação,
quando me salteia a iniquidade dos que me perseguem,
Sl 49:6 dos que confiam nos seus bens
e na sua muita riqueza se gloriam?
Sl 49:7 Ao irmão, verdadeiramente,
ninguém o pode remir,
nem pagar por ele a Deus
o seu resgate
Sl 49:8 (Pois a redenção da alma deles é caríssima,
e cessará a tentativa para sempre.),
Sl 49:9 para que continue a viver perpetuamente
e não veja a cova;
Sl 49:10 porquanto
vê-se morrerem os sábios
e perecerem tanto o estulto como o inepto,
os quais deixam a outros as suas riquezas.
Sl 49:11 O seu pensamento íntimo é
que as suas casas serão perpétuas
e, as suas moradas,
para todas as gerações;
chegam a dar seu próprio nome às suas terras.
Sl 49:12 Todavia,
o homem não permanece em sua ostentação;
é, antes,
como os animais, que perecem.
Sl 49:13 Tal proceder é estultícia deles;
assim mesmo os seus seguidores aplaudem o que eles dizem.
Sl 49:14 Como ovelhas são postos na sepultura;
a morte é o seu pastor;
eles descem diretamente para a cova,
onde a sua formosura se consome;
a sepultura é o lugar em que habitam.
Sl 49:15 Mas Deus remirá a minha alma do poder da morte,
pois ele me tomará para si.
Sl 49:16 Não temas,
quando alguém se enriquecer,
quando avultar a glória de sua casa;
Sl 49:17 pois, em morrendo,
nada levará consigo,
a sua glória não o acompanhará.
Sl 49:18 Ainda que durante a vida
ele se tenha lisonjeado,
e ainda que o louvem
quando faz o bem a si mesmo,
Sl 49:19 irá ter com a geração de seus pais,
os quais já não verão a luz.
Sl 49:20 O homem, revestido de honrarias,
mas sem entendimento,
é, antes, como os animais, que perecem.

Nada adianta, nem resolvem as honrarias, riquezas, sabedorias, inteligência, fama, etc... sem o entendimento, pois todos nós morreremos e haveremos de ver corrupção, mas os justos resplandecerão para a glória de Deus.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
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