quarta-feira, 6 de março de 2013

Salmo 48: 1-14 - A CIDADE DE DEUS

Grande é o Senhor, assim começa este salmo lindo ao falar de Jerusalém, da cidade do nosso Deus. A exaltação é devida ao nome de Deus que está acima de todas as coisas. Muitas religiões tem surgido no mundo procurando por um deus que satisfaça ao homem. Todas elas vão apontar coisas, caminhos, ritos e irão falar até coisas bonitas e aparentemente muito profundas, mas Deus rejeitou todas elas.
O homem não alcança Deus por meio de sua religião, antes afasta-se mais ainda dele. O que Deus fez? Proveu ele mesmo um caminho para o homem se achegar a ele. Assim, a verdadeira religião não é o caminho do homem até Deus, antes é o caminho de Deus até o homem. Deus viu que o homem estava perdido, por isso lhes mostrou o caminho.
Neste salmo, no seu vs. três é ele que se faz conhecer como alto refúgio. Assim, Deus ao se deixar achar por nós, nós o achamos. A sua misericórdia e seu amor tem nos alcançado. O evangelho é a resposta de Deus para o homem.
A rejeição do evangelho encaminha o homem por caminhos estranhos: as religiões! A aceitação do evangelho conduz o homem a Deus. Jesus Cristo não somente trouxe a mensagem de Deus como ele mesmo é o evangelho que anunciamos da parte do Espírito de Deus. Tudo é de Deus amados!
No comentário de Calvino em sua introdução ele fala da contextualização deste salmo e de seu autor explicando a ação soberana de Deus sobre a santa cidade onde está o Monte Sião.
Neste salmo, celebra-se uma notável libertação da cidade de Jerusalém em um momento em que muitos reis conspiravam para destruí-la. O profeta, (aquele que foi o autor do salmo), depois de ter dado graças a Deus por essa libertação, aproveita a oportunidade de exaltar em termos magníficos o feliz estado daquela cidade, vendo que Deus tinha sido o seu contínuo guardião e protetor. Não teria sido suficiente para o povo de Deus ser reconhecido e ter sentido que uma vez foram preservados e defendidos pelo poder de Deus, ao mesmo tempo, foram assegurados de serem também preservados e protegidos pelo mesmo Deus no tempo por vir, porque ele os adotou como suas possessões peculiares. O profeta, portanto, insiste principalmente neste ponto, que não foi em vão que o santuário de Deus foi erguido sobre o monte de Sião, mas que o nome dele foi aclamado para que seu poder fosse manifesto de forma evidente para a salvação de pessoas. É fácil deduzir-se do assunto do salmo que foi composto após a morte de Davi. De fato, admito que entre os inimigos de Davi havia alguns reis estrangeiros, e que não era por exercício de sua vontade que a cidade de Jerusalém não fosse completamente destruída; mas não lemos que eles já passaram o a sitiá-la e a  reduzirem a tal situação que tornasse necessário que seus esforços fossem reprimidos por uma maravilhosa manifestação do poder de Deus. É mais provável que o salmo seja encaminhado para o tempo do rei Acaz, quando a cidade foi assediada e os habitantes chegaram ao ponto de desespero total, e quando, no entanto, o cerco surgiu repentinamente (2 Reis 16: 5), ou ao tempo de Jeosafá e Asa (2 Crônicas 14: 9 e 20: 2), pois sabemos que, sob seus reinados, Jerusalém foi preservada de uma destruição total somente por ajuda milagrosa do céu. Isto deve-se considerar como certo que o salmista aqui exibiu aos verdadeiros crentes um exemplo do favor de Deus para com eles, do qual eles tinham razão para reconhecer que sua condição era propícia, visto que Deus havia escolhido para si uma habitação sobre monte de Sião, que desde então ele poderia presidi-los por seu bem e segurança.
Uma canção de louvor dos filhos de Corá.
Sl 48:1 Grande é o SENHOR
e mui digno de ser louvado,
na cidade do nosso Deus.
Sl 48:2 Seu santo monte, belo e sobranceiro,
é a alegria de toda a terra;
o monte Sião, para os lados do Norte,
a cidade do grande Rei.
Sl 48:3 Nos palácios dela,
Deus se faz conhecer como alto refúgio.
Sl 48:4 Por isso, eis que os reis se coligaram e juntos sumiram-se;
Sl 48:5 bastou-lhes vê-lo,
e se espantaram,
tomaram-se de assombro
e fugiram apressados.
Sl 48:6 O terror ali os venceu,
e sentiram dores como de parturiente.
Sl 48:7 Com vento oriental
destruíste as naus de Társis.
Sl 48:8 Como temos ouvido dizer,
assim o vimos na cidade do SENHOR dos Exércitos,
na cidade do nosso Deus.
Deus a estabelece para sempre.
Sl 48:9 Pensamos,
ó Deus, na tua misericórdia no meio do teu templo.
Sl 48:10 Como o teu nome,
ó Deus, assim o teu louvor
se estende até aos confins da terra;
a tua destra está cheia de justiça.
Sl 48:11 Alegre-se o monte Sião,
exultem as filhas de Judá,
por causa dos teus juízos.
Sl 48:12 Percorrei a Sião,
rodeai-a toda,
contai-lhe as torres;
Sl 48:13 notai bem os seus baluartes,
observai os seus palácios,
para narrardes às gerações vindouras
Sl 48:14 que este é Deus,
o nosso Deus para todo o sempre;
ele será nosso guia até à morte.

É Deus o nosso guia até a morte! Esta é a conclusão do salmo de Corá.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 

...

terça-feira, 5 de março de 2013

Salmo 47: 1-9 - DEUS, O REI DA TERRA

Outro salmo de Corá que exalta e magnifica a Deus sobre todas as coisas. No salmo, o que percebemos é grande alegria, gozo e vontade de adorar a Deus com verdadeiro entusiasmo. O convite à celebração é de alguém que vibra com a festa e com o momento de adoração. É Deus quem deve ser adorado entre as nações.
As festas sempre fizeram parte do calendário judeu e nosso Deus, com certeza, é Deus que gosta de nossas festas e da alegria que há em nossos corações. Deus é alegre como é alegre a vida e tudo o que ele criou, por isso devemos celebrá-lo.
Não adianta nem resolve nada fecharmos nossa cara e ficarmos emburrados pelos rumos que as coisas estão seguindo como que contrariados. Deus reina e governa soberanamente e nos convidou para junto com ele sermos seus cooperadores na administração e no governo de muitas coisas na terra que ele nos deu. Os mandados de Deus, cultural, social e espiritual, não foram anulados com o novo testamento. Antes foram ratificados e confirmados.
O salmista canta pelas vitórias alcançadas e pelo status que alcançaram diante das nações e reinos da terra. O canto forte aqui é o da soberania por que Deus é aquele que reina entre as nações.
No comentário de Calvino, a explicação e a contextualização deste salmo que provavelmente deve ter sido escrito por ocasião da inauguração do templo ou próximo a ele. Também pode ter sido composto por Davi, mas nada é certo. O que percebemos é que o autor exorta a todos os povos a celebrar e a adorar Deus como rei soberano sobre toda a terra.
Alguns pensam que este salmo foi composto no momento em que o templo foi dedicado, e a arca da aliança colocada no santuário. Mas, como esta é uma conjectura que tem pouco para apoiá-la, é melhor, se não me engano, em vez de nos deter com isso, considerar o assunto do salmo e o uso que deveria ser especialmente aplicado. Sem dúvida, foi nomeado para as assembléias sagradas declaradas, como pode ser facilmente obtido de todo o conteúdo do poema; e talvez tenha sido composto por Davi e entregue por ele aos levitas, para serem cantados por eles antes que o templo fosse construído, e quando a arca ainda permaneceu no tabernáculo. Mas quem fosse seu autor, ele exorta não só os israelitas, mas também todas as nações, a adorar o único Deus verdadeiro. Ele magnifica principalmente o favor que, de acordo com o estado das coisas naquele tempo, Deus agradou graciosamente aos descendentes de Abraão; e a salvação para o mundo inteiro era proceder dessa fonte. No entanto, contém, ao mesmo tempo, uma profecia do futuro reino de Cristo. Ensina que a glória que depois brilhava sob a figura do santuário material difundirá seu esplendor por toda parte; quando o próprio Deus fará com que os raios da sua graça se transformem em terras distantes, que os reis e as nações possam unir-se em comunhão com os filhos de Abraão.
Ao músico-chefe dos filhos de Corá: um salmo.
 Sl 47:1 Batei palmas,
todos os povos;
celebrai a Deus
com vozes de júbilo.
Sl 47:2 Pois o SENHOR Altíssimo é tremendo,
é o grande rei de toda a terra.
Sl 47:3 Ele nos submeteu os povos
e pôs sob os nossos pés as nações.
Sl 47:4 Escolheu-nos a nossa herança,
a glória de Jacó,
a quem ele ama.
Sl 47:5 Subiu Deus por entre aclamações,
o SENHOR, ao som de trombeta.
Sl 47:6 Salmodiai a Deus,
cantai louvores;
salmodiai ao nosso Rei,
cantai louvores.
Sl 47:7 Deus é o Rei de toda a terra;
salmodiai com harmonioso cântico.
Sl 47:8 Deus reina sobre as nações;
Deus se assenta no seu santo trono.
Sl 47:9 Os príncipes dos povos se reúnem,
o povo do Deus de Abraão,
porque a Deus pertencem
os escudos da terra;
ele se exaltou gloriosamente.

A Deus pertencem todas as coisas. Deus governa e reina entre as nações. O convite é o de adoração e exaltação àquele que reina e governa. Deus é soberano!
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdetehttp://www.jamaisdesista.com.br

segunda-feira, 4 de março de 2013

Salmo 46: 1-11 - DEUS É NOSSO REFÚGIO E FORTALEZA

Um salmo de vitória! Já começa dizendo quem é o nosso refúgio e nossa fortaleza nas principais horas de nossas tribulações que às vezes temos de passar. Ninguém escolhe certas circunstâncias a enfrentar em sua vida. Não há como dizer a elas: volte outro dia, ou, está amarrado em Nome de Jesus, ou está repreendido!
É exatamente nestas horas difíceis que ali está a promessa de vitória de nosso Deus que muitas das vezes não é aquilo que desejaríamos, mas que aconteceu, sendo ele soberano sobre todas as coisas. A palavra de vitória não é a do livramento da circunstância, mas ele ser o nosso refúgio e a nossa fortaleza nessas horas.
Aqueles jovens que foram jogados na fornalha acesa sete vezes mais para exatamente ser o fim deles disse a Nabucodonosor que se Deus os quisesse livrar, os livraria, mas se não, que eles não iriam adorá-lo, nem se curvarem diante da estátua erguida. Deus, ali, os livrou, mas nem sempre é assim, pois muitos testemunhos sobre Deus e Cristo foram escritos em sangue.
A circunstância que foi pano de fundo deste salmo, conforme Calvino, é o momento em que Jerusalém se vê cercada pelo exército de Senaqueribe e as esperanças do povo desaparecem por que o fim parecia iminente e certo. Deus aqui, novamente os livrou de fato.
Eu aprendo no Salmo 46, de Corá, que o fim das coisas não é o fim das aparências e do que a circunstância sugere, embora toda a lógica, matemática, probabilidades e prognósticos apoiem, mas é aquilo que Deus quer que seja! Deus é soberano!
Vejamos o comentário de Calvino, somente a introdução:
Este salmo parece ser mais uma expressão de ação de graça por  uma libertação particular, do que um pedido de ajuda constante a Deus que sempre protegeu e preservou sua Igreja. Pode deduzir-se disso por causa da cidade de Jerusalém. Quando atingida com grande terror e colocada em perigo extremo, foi preservada, ao contrário de toda expectativa, pelo poder inesperado e milagroso de Deus. O profeta, portanto, ou quem compôs o salmo, elogiando uma libertação tão singularmente justificada por Deus, exorta os fiéis a se comprometer com confiança à sua proteção e a não duvidar disso, a confiar sem medo nele como seu guardião e o protetor de seu bem-estar, pois eles devem ser preservados continuamente em segurança de todos os assaltos de seus inimigos, porque é seu escritório peculiar para apagar todas as agitações.
Ao músico-chefe dos filhos de Coré, uma canção sobre Alamoth.
Os intérpretes não concordam quanto ao significado da palavra lmvt, alamoth; mas sem perceber todas as opiniões diferentes, devo mencionar apenas duas delas, ou seja, que seja um instrumento de música, ou seja, o início de uma música comum e conhecida. A última conjectura me parece o mais provável. Quanto ao momento em que este salmo foi escrito, também é incerto, a menos que, talvez, possamos supor que foi escrito quando o cerco da cidade subiu de repente pela destruição terrível e dolorida que Deus trouxe ao exército de Senaqueribe (2 Reis 19:35.) Esta opinião admito prontamente, porque é o que mais se parece com toda a extensão do salmo. É abundantemente manifesto que algum favor de Deus, que merece ser lembrado, tal como foi, é aqui elogiado.
Sl 46:1 Deus
é o nosso refúgio e fortaleza,
socorro bem presente nas tribulações.
Sl 46:2 Portanto,
não temeremos
ainda que a terra se transtorne
e os montes se abalem no seio dos mares;
Sl 46:3 ainda que as águas tumultuem
e espumejem e na sua fúria
os montes se estremeçam.
Sl 46:4 Há um rio,
cujas correntes alegram a cidade de Deus,
o santuário das moradas do Altíssimo.
Sl 46:5 Deus está no meio dela;
jamais será abalada;
Deus a ajudará desde antemanhã.
Sl 46:6 Bramam nações,
reinos se abalam;
ele faz ouvir a sua voz,
e a terra se dissolve.
Sl 46:7 O SENHOR dos Exércitos
está conosco;
o Deus de Jacó
é o nosso refúgio.
Sl 46:8 Vinde, contemplai as obras do SENHOR,
que assolações efetuou na terra.
Sl 46:9 Ele põe termo à guerra
até aos confins do mundo,
quebra o arco e despedaça a lança;
queima os carros no fogo.
Sl 46:10 Aquietai-vos
e sabei que eu sou Deus;
sou exaltado entre as nações,
sou exaltado na terra.
Sl 46:11 O SENHOR dos Exércitos
está conosco;
o Deus de Jacó
é o nosso refúgio.
Este salmista conhecia seu Deus como Deus imanente, que administra, que atua, que está conosco, o Deus Emanuel. Ao nos pedir para aquietarmos significa que devemos confiar em Deus que não nos tem esquecido e logo, logo, estará se revelando a nós. Por isso, encerra com uma palavra de força e de esperança: Deus está conosco! Deus é nosso refúgio!
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
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domingo, 3 de março de 2013

Salmo 45: 1-17 - O UNGIDO DE DEUS E A SUA NOIVA

Ninguém sabe quem foi o autor deste lindo salmo que relaciona as figuras do rei e de sua esposa, de Salomão e de sua mulher, uma estrangeira saída do Egito e, sem dúvida, aponta para Cristo e a sua igreja, pela qual ele morreu.
Ela começa falando do rei e que seu coração está transbordando ao falar dele e para ele. Ela está verdadeiramente encantada com ele, com sua beleza, sabedoria, justiça, amor, graça e verdade. Ela fala de seu reino, do seu trono e domínio que Deus lhe concedeu.
Depois, fala de quão feliz é a sua mulher e quão bela também ela é. Quando lemos e meditamos neste salmo, logo nos vem à lembrança o Senhor e a sua igreja que o aguarda aqui na Terra ansiosa pelo momento de sua reunião com o seu Senhor para sempre.
No Calvin's Commentary, em sua introdução, ele aborda essas coisas e faz um pano de fundo mostrando os detalhes que acabei de expor, resumidamente.
Neste salmo, a graça e a beleza de Salomão, suas virtudes ao governar o reino, e também seu poder e riqueza, são ilustradas e descritas em termos de grande elogio. Mais especialmente, como ele tinha levado a esposa para fora do Egito, a benção de Deus lhe é prometida nesta relação, desde que a noiva recém-casada, oferecendo adeus a sua própria nação, e renunciando a todo o apego a ela, se devolva inteiramente para o marido. Ao mesmo tempo, não há dúvida de que, sob essa figura, a majestade, a riqueza e a extensão do reino de Cristo são descritas e ilustradas por termos apropriados, para ensinar aos fiéis que não há felicidades maiores ou mais desejáveis ​​do que viver o reinado deste rei, e estar sujeito ao seu governo.
Ao músico-chefe sobre os lírios; dos filhos de Coré; para instrução; uma canção de amores.
Sabe-se que este salmo foi composto sobre Salomão; mas é incerto quem foi seu autor. É, na minha opinião, provável, que alguns dos profetas ou professores piedosos (seja após a morte de Solo-Men, ou enquanto ele ainda estivesse vivo, não é importante investigar) tomou isso como assunto de seu discurso, com o propósito de mostrar, que qualquer que seja a excelência em Salomão tivesse uma aplicação mais alta. Este salmo é chamado de canção de amores, não, como alguns supõem, porque ilustra o amor paternal de Deus, quanto aos benefícios que ele conferiu de maneira tão distinta a Salomão, mas porque contém uma expressão de alegria por conta de seu casamento feliz e próspero. Assim, as palavras, de amores, são colocadas para um epíteto descritivo, e denotam, que é uma canção de amor. Na verdade, Salomão foi chamado ydydyh, Yedidyah, o que significa amado do Senhor, 2 Samuel 12:25. Mas o contexto, na minha opinião, exige que este termo, Yrydvt, seja o amor, seja entendido como se referindo ao amor mútuo que o marido e a esposa devem apreciar uns aos outros. Mas, como a palavra amores às vezes é tomada em mau sentido, e, como até mesmo o afeto conjugal em si, por bem regulamentado que seja, sempre houve alguma irregularidade da carne misturada com ela; esta música é, ao mesmo tempo, chamada mskyl, maskil, para nos ensinar, que o assunto aqui tratado não é algum amado obsceno ou impuro, mas que, segundo o que aqui se diz de Salomão como um tipo, o santo e divino. A união de Cristo e sua Igreja aqui é descrita e estabelecida. Quanto à parte restante da inscrição, os intérpretes explicam de várias maneiras. svsn, shushan, significa corretamente um lírio; e o sexagésimo salmo tem em sua inscrição o mesmo termo no número singular. Aqui, e no oitavo salmo, o número plural é empregado. Portanto, é provável que seja o início de uma música comum, ou então um instrumento de música. Mas, como isso não é uma grande consequência, não dou opinião, mas deixo isso indeciso; pois, sem qualquer perigo para a verdade, cada um pode adotar livremente sobre este ponto qualquer visão que ele escolher.
Sl 45:1 De boas palavras
transborda o meu coração.
Ao Rei consagro
o que compus;
a minha língua é
como a pena de habilidoso escritor.
Sl 45:2 Tu és o mais formoso dos filhos dos homens;
nos teus lábios se extravasou a graça;
por isso, Deus te abençoou para sempre.
Sl 45:3 Cinge a espada no teu flanco, herói;
cinge a tua glória e a tua majestade!
Sl 45:4 E nessa majestade cavalga prosperamente,
pela causa da verdade e da justiça;
e a tua destra
te ensinará proezas.
 Sl 45:5 As tuas setas são agudas,
penetram o coração dos inimigos do Rei;
os povos caem submissos a ti.
Sl 45:6 O teu trono, ó Deus,
é para todo o sempre;
cetro de equidade
é o cetro do teu reino.
Sl 45:7 Amas a justiça
e odeias a iniquidade;
por isso, Deus, o teu Deus,
te ungiu com o óleo de alegria,
como a nenhum dos teus companheiros.
Sl 45:8 Todas as tuas vestes
recendem a mirra, aloés e cássia;
de palácios de marfim ressoam instrumentos de cordas
que te alegram.
Sl 45:9 Filhas de reis
se encontram entre as tuas damas de honra;
à tua direita
está a rainha adornada de ouro finíssimo de Ofir.
Sl 45:10 Ouve, filha; vê, dá atenção;
esquece o teu povo e a casa de teu pai.
Sl 45:11 Então, o Rei cobiçará a tua formosura;
pois ele é o teu senhor;
inclina-te perante ele.
Sl 45:12 A ti virá a filha de Tiro
trazendo donativos;
os mais ricos do povo
te pedirão favores.
Sl 45:13 Toda formosura
é a filha do Rei no interior do palácio;
a sua vestidura
é recamada de ouro.
Sl 45:14 Em roupagens bordadas
conduzem-na perante o Rei;
as virgens,
suas companheiras que a seguem,
serão trazidas à tua presença.
Sl 45:15 Serão dirigidas com alegria e regozijo;
entrarão no palácio do Rei.
Sl 45:16 Em vez de teus pais,
serão teus filhos,
os quais farás príncipes por toda a terra.
Sl 45:17 O teu nome,
eu o farei celebrado de geração a geração,
e, assim, os povos
te louvarão para todo o sempre.

A igreja aguarda o seu Senhor e no seu íntimo diz: Maranata! Ora, vem Senhor Jesus! Vem ao encontro de sua noiva que se encontra pronta e adornada te aguardando. A natureza e todas as coisas criadas aguardam o momento da volta de Jesus onde haverá a reconciliação e a renovação de tudo.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
http://www.jamaisdesista.com.br

sábado, 2 de março de 2013

JONATHAN EDWARDS: REFORMED APOLOGIST - SCOTT OLIPHINT

WTI 57 (1995) 165-86 (fonte: http://wts.edu/faculty/profiles/ksoliphint/kso_writings.html)

JONATHAN EDWARDS: REFORMED APOLOGIST SCOTT OLIPHINT

0, how is the world darkened, clouded, distracted, and torn to pieces
by those dreadful enemies of mankind called words!'

THOUGH when Jonathan Edwards penned these words he was dis- cussing morality, particularly of the Sabbath, his exclamation could just as easily be applied to the debates over his own words. Due to the sheer volume of Edwards' publications as well as the depth of his insight, there seems to be no end to the potential debates with regard to the "real Ed­wards" on a given topic or position.2 Perhaps Jonathan Edwards' many exegetes are the clearest example of the influence of one's presuppositions on any interpretive endeavor.'

The title of this article displays, at least implicitly, its twofold purpose. First, I will be attempting faithfully to explicate Edwards with a view toward a Reformed apologetic. More specifically, I will look briefly at Edwards' ontology and then a bit more specifically at his view of man, particularly as that view relates to the unregenerate. Secondly, in expli­cating such a view, I will be attempting to distinguish Edwards' insights from a so-called "classical" approach to apologetics and further to incor­porate his work into a presuppositional or transcendental framework of apologetics. I am not trying to ask whether or not Edwards was a Van

Jonathan Edwards, "Miscellanies #4," in The Philosophy of Jonathan Edwards (ed. H.G.

Townsend; Connecticut: Greenwood, 1955) 209. All "Miscellanies," unless otherwise noted, will be from the Townsend source.

Note, for example, Fiering's contention that Edwards was no Lockean (contra Perry Miller) in Norman Fiering, "The Rationalist Foundations of Jonathan Edwards's Metaphys‑

ics," in Jonathan Edwards and the American Experience (ed. N. 0. Hatch and H. S. Stout; New York, Oxford: Oxford University Press, 1988) 77-78. See also Douglas J. Elwood, The Philo­sophical Theology of Jonathan Edwards (New York: Columbia University Press, 1960), who seems to want to make of Edwards a neo-orthodox theologian, as one untimely born. Speaking of one of Edwards' arguments, the author says, "It is an argument from revelation, though not revelation as authority but as living encounter" (p. 16). Such misrepresentations can be found frequently throughout the book.

It may be important at this point to acknowledge my own bias. When I began to study Edwards' view of man, I suspected that Edwards was, at bottom, too heavily influenced by secular rationalistic thought in his view of man. Having looked closer, however, I am now convinced that my suspicion of Edwards' thought in this area was unwarranted. Though I began thinking Edwards to be non-Reformed in some significant anthropological areas, it seems to me now that, by and large, he was a Reformed, presuppositional apologist.

Salmo 44: 1-26 - APELO PELO AUXÍLIO DIVINO

Muito interessante este salmo que está dividido em três partes. Na primeira parte há a exaltação de Deus e o reconhecimento de que foi ele quem deu a vitória sobre os seus inimigos fazendo Israel triunfar e ser vitorioso. Aqui há o reconhecimento forte de que a batalha pertence ao Senhor e é ele quem luta as nossas lutas.
E por falar que a batalha pertence ao Senhor, eu acabei de ler e recomendo o seguinte livro, em meu KINDLE: “The Battle Belongs to the Lord: The Power of Scripture for Defending Our Faith” [Paperback], K. Scott Oliphint (K. Scott Oliphint is professor of apologetics and systematic theology at Westminster Theological Seminary in Philadelphia and has written three books and numerous scholarly articles. See http://wts.edu/faculty/profiles/ksoliphint/kso_writings.html).
Este salmo é um tributo à soberania de Deus em suas três partes. Na segunda parte há o reconhecimento de que o atual estado em que se encontram de vergonha e humilhação e de vitórias dos inimigos sobre eles, vem do Senhor que os entregou a este estado. Então eles se queixam e apresentam suas orações.
Na última parte, a partir do vs 23 a oração deles é para que Deus os livre desse atual estado e lhes dêem vitórias sobre os seus inimigos. Aqui há também o reconhecimento da soberania de Deus por que sabem que a vitória somente vem do Senhor.
Vejamos o comentário de Calvino em sua introdução referente a este salmo:
Este salmo é dividido em três partes principais. No início, os fiéis registram a infinita misericórdia de Deus em relação ao seu povo, e às muitas testemunhas pelos quais ele manifestou seu amor paternal por eles. Então eles se queixam de que eles não acham que Deus é favorável a eles, como antes tinha sido com seus pais. Depois, eles se referem à aliança que Deus criou com Abraão, e declararam que a mantinham com toda a fidelidade, apesar das aflições doloridas a que foram submetidos. Ao mesmo tempo, eles se queixam de que eles são cruelmente perseguidos por nenhuma outra causa, exceto por ter continuado firmemente no puro culto de Deus. No final, acrescenta-se uma oração, de que Deus não esqueceria a opressão injusta de seus servos, que tende especialmente a desonrar e a censurar a religião.
Ao músico-chefe dos filhos de Coré, dando instruções.
É incerto quem foi o autor deste salmo; mas é claramente manifesto que foi composto por qualquer outra pessoa. As queixas e lamentações que contém podem ser adequadamente referidas a esse período miserável e calamitoso em que a ultrajante tirania de Antíoco destruiu e desperdiçou tudo. Alguns, na verdade, podem estar dispostos a aplicá-lo de forma mais geral; pois depois do retorno dos judeus do cativeiro de Babilônia, eles quase nunca estavam livres de aflições severas. Tal visão, sem dúvida, não seria aplicável ao tempo de Davi, sob cujo reino a Igreja desfrutaria de prosperidade, pode ser, também, que durante o tempo de seu cativeiro em Babilônia, um dos profetas compôs esta reclamação em nome de todas as pessoas. É, no entanto, ao mesmo tempo que se observa, que o estado da Igreja, como seria depois da aparição de Cristo, é descrito aqui. Paulo, em Romanos 8:36, como depois veremos em seu devido lugar, não entende este salmo como uma descrição do estado da Igreja somente em uma era, mas nos adverte que os cristãos são nomeados para as mesmas aflições, e não deve esperar que sua condição na terra, até o fim do mundo, seja diferente do que Deus nos deu a conhecer, como por exemplo, no caso dos judeus após o retorno do cativeiro. Cristo, é verdade, depois apareceu como o Redentor da Igreja. Ele não parecia, contudo, que a carne se exaltem com facilidade sobre a terra, mas sim que devemos fazer a guerra sob a bandeira da cruz, até sermos recebidos no resto do reino celestial. Quanto ao significado da palavra mskyl, maskil, já foi explicado em outro lugar. Às vezes é encontrada na inscrição de salmos cujo tema é alegre; mas é mais usado quando o assunto tratado é angustiante; pois é um meio singular de nos levar a aprender com a instrução do Senhor, quando, subjugando a obstinação dos nossos corações, ele nos traz sob seu jugo.
Sl 44:1 Ouvimos, ó Deus, com os próprios ouvidos;
nossos pais nos têm contado o que outrora fizeste, em seus dias.
Sl 44:2 Como por tuas próprias mãos
desapossaste as nações e os estabeleceste;
oprimiste os povos
e aos pais deste largueza.
Sl 44:3 Pois não foi por sua espada
que possuíram a terra,
nem foi o seu braço
que lhes deu vitória,
e sim a tua destra,
e o teu braço,
e o fulgor do teu rosto,
porque te agradaste deles.
Sl 44:4 Tu és o meu rei,
ó Deus;
ordena a vitória de Jacó.
Sl 44:5 Com o teu auxílio,
vencemos os nossos inimigos;
em teu nome,
calcamos aos pés os que se levantam contra nós.
Sl 44:6 Não confio no meu arco,
e não é a minha espada que me salva.
Sl 44:7 Pois tu nos salvaste dos nossos inimigos
e cobriste de vergonha os que nos odeiam.
Sl 44:8 Em Deus,
nos temos gloriado continuamente
e para sempre louvaremos o teu nome.
Sl 44:9 Agora, porém,
tu nos lançaste fora,
e nos expuseste à vergonha,
e já não sais com os nossos exércitos.
Sl 44:10 Tu nos fazes bater em retirada
à vista dos nossos inimigos,
e os que nos odeiam
nos tomam por seu despojo.
Sl 44:11 Entregaste-nos
como ovelhas para o corte
e nos espalhaste entre as nações.
Sl 44:12 Vendes por um nada
o teu povo
e nada lucras
com o seu preço.
Sl 44:13 Tu nos fazes
opróbrio dos nossos vizinhos,
escárnio
e zombaria aos que nos rodeiam.
Sl 44:14 Pões-nos por ditado entre as nações,
alvo de meneios de cabeça entre os povos.
Sl 44:15 A minha ignomínia
está sempre diante de mim;
cobre-se de vergonha o meu rosto,
Sl 44:16 ante os gritos do que afronta e blasfema,
à vista do inimigo e do vingador.
Sl 44:17 Tudo isso nos sobreveio;
entretanto,
não nos esquecemos de ti,
nem fomos infiéis à tua aliança.
Sl 44:18 Não tornou atrás o nosso coração,
nem se desviaram os nossos passos dos teus caminhos,
Sl 44:19 para nos esmagares onde vivem os chacais
e nos envolveres com as sombras da morte.
Sl 44:20 Se tivéssemos esquecido
o nome do nosso Deus
ou tivéssemos estendido
as mãos a deus estranho,
Sl 44:21 porventura, não o teria atinado Deus,
ele, que conhece os segredos dos corações?
Sl 44:22 Mas, por amor de ti,
somos entregues à morte continuamente,
somos considerados
como ovelhas para o matadouro.
Sl 44:23 Desperta!
Por que dormes, Senhor?
Desperta!
Não nos rejeites para sempre!
Sl 44:24 Por que escondes
a face
e te esqueces
da nossa miséria
e da nossa opressão?
Sl 44:25 Pois a nossa alma
está abatida até ao pó,
e o nosso corpo,
como que pegado no chão.
Sl 44:26 Levanta-te
para socorrer-nos
e resgata-nos
por amor da tua benignidade.

Engraçado o apelo de oração deles no final deste salmo pedindo ao Senhor para despertar, se levantar e socorrê-los, mas é mesmo assim que devemos fazer em nossas orações por que sabemos que a vitória não virá de nossos cavalos, nem de nossas forças, mas do Senhor que vence todas as batalhas e a quem tributamos todas as glórias!
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdetehttp://www.jamaisdesista.com.br

sexta-feira, 1 de março de 2013

Salmo 43: 1-6 - DESEJOS PELO SANTUÁRIO

Muito parecido com o salmo precedente, este salmo também de Davi começa com seu apelo à justiça de Deus. Davi tem uma causa e tem ela sido apresentada ao seu Deus, mas não entende porque ainda não foi julgada e por que ele está a sofrer tamanha perseguição contra ele.
Na sua mente, tudo o que fez, foi correto e somente trouxe alegrias a Saul. Ele também o respeitou em tudo e jamais quis afrontá-lo ou usurpar dele qualquer coisa, no entanto o que recebia em troca do bem, da justiça, do amor que lhe devotava, apenas perseguições, ódio cruel e ameaças de morte.
Ele conhece bem a Deus e sabe que ele responde suas orações por isso insiste em que Deus lhe faça alguma coisa e se aproxima de Deus clamando por justiça e pedindo socorro. Não eram os lamentos de Davi como lamúrias e queixas de morte como se ele fosse um desgraçado. Davi sabia que havia a graça de Deus nele.
Em nosso mundo não existem desgraçados por que todos nós temos recebidos de graça da graça de Deus que nos dá mais um dia de vida. Antes de se lamentar de sua sorte, faça como Davi fazia. Sendo perseguido e odiado injustamente, aproximava-se de seu Pai em inteira certeza de fé, crendo que logo ele julgaria a sua causa.
Calvino comenta isso muito bem em sua introdução abaixo deste Salmo.
Este salmo é muito semelhante ao precedente. Davi, que provavelmente foi o autor dele, sendo perseguido e expulsado de seu país pela injusta violência e tirania de seus inimigos, invoca a Deus para vingança e se encoraja a esperar pela restauração.
Sl 43:1 Faze-me justiça,
ó Deus,
e pleiteia a minha causa
contra a nação contenciosa;
livra-me
do homem fraudulento e injusto.
Sl 43:2 Pois tu és o Deus da minha fortaleza.
Por que me rejeitas?
Por que hei de andar eu lamentando
sob a opressão dos meus inimigos?
Sl 43:3 Envia a tua luz e a tua verdade,
para que me guiem
e me levem ao teu santo monte
e aos teus tabernáculos.
Sl 43:4 Então,
irei ao altar de Deus,
de Deus, que é a minha grande alegria;
ao som da harpa eu te louvarei,
ó Deus, Deus meu.
Sl 43:5 Por que estás abatida,
ó minha alma?
Por que te perturbas dentro de mim?
Espera em Deus,
pois ainda o louvarei,
a ele, meu auxílio e Deus meu.

Ele termina este salmo do mesmo jeito que terminou o salmo anterior com uma palavra de esperança para sua alma. Minha alma espera mais um pouquinho que ainda louvarei o Deus da graça que de graça nos dá de graça todas as coisas.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
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