sexta-feira, 5 de julho de 2019

LIÇÕES IMPORTANTES DO DESERTO QUE PREPARAM PARA A TERRA PROMETIDA


“Durante os quarenta anos os israelitas tiveram maná para comer, até que chegaram a uma terra habitada, isto é, até que chegaram à fronteira de Canaã.” (Êxodo 16:35)
É muito interessante ver como o nosso maravilhoso Senhor supre as necessidades do povo israelita no deserto. Cerca de três milhões de pessoas foram supridas de maneira milagrosa por meio do maná.
Quando eles se cansaram do maná e reclamaram contra o líder, o Senhor ouviu a queixa e ainda supriu com milhões de codornizes toda aquela multidão.
Uma lição é a dependência de Deus. O pão diário foi suprido durante 40 anos, mas isso aconteceu somente enquanto estavam no deserto.
Quando os israelitas se acercaram da fronteira da terra prometida o milagre do maná cessou.
O maná era diário, se quisessem guardar estragaria, exceto no caso da sexta-feira que poderiam colher em dobro, pois o Senhor queria que eles tivessem descanso no sétimo dia. 
Enquanto estavam no deserto, conviveram com a experiência da proteção divina por meio da grande nuvem, que durante o dia protegia o povo do calor causticante que podia superar os 50ºC e, durante a noite, a coluna de fogo os aquecia durante o tremendo frio de 0ºC.
Outra lição importantíssima era que o maná era suprido debaixo da nuvem que se movia, algumas vezes diariamente, outras vezes a cada dois dias, um mês e até mesmo um ou dois anos.
Se eles avançassem ou parassem e ficassem fora da proteção não teriam o maná e poderiam morrer queimados ou congelados. 
A obediência ao comando do Senhor era importante.
Quando o Senhor dava a ordem para levantar acampamento, todos tinham que se mover em quaisquer circunstâncias, mesmo as grávidas e as que tinham tido bebês.
Quando entraram na terra que mana leite e mel tiveram que trabalhar a terra e cinco das 12 tribos se estabeleceram na terra conquistada e reservada para eles.
As outras sete tribos que deveriam conquistar a outra parte da terra prometida viram o grande desafio dos gigantes em suas terras, tiveram medo e, como resultado, ficaram dependentes das cinco tribos que haviam se estabelecido na parte mais fácil e segura.
Como deve ter sido difícil para aquele povo, ao chegar em Canaã, parar de receber o maná diário! Parece que muitos deles se tornaram acostumados àquela facilidade.
Na verdade, a história mostra que os israelitas se tornaram acomodados em muitos sentidos, nem mesmo quiseram terminar o trabalho de conquista da terra.
Essa acomodação ocorreu até que cinco mulheres valentes, filhas de Zelofeade (Macla, Noa, Hogla, Milca e Tirza), inconformadas com a sujeição, foram ao governador, príncipes e ao sacerdote reivindicar a terra mais difícil e perigosa. Elas creram na excepcional ordem divina e disseram que o Senhor havia prometido ao pai delas a terra, e isto providencialmente, pois ele não teve filhos.
Naquele tempo não era dada herança para as mulheres. A atitude daquelas mulheres corajosas e trabalhadoras levou o dócil e manso líder Josué a se revoltar com a indolência e passividade das sete tribos e chamar seus líderes de negligentes em conquistar a outra parte da terra prometida.
Essas mulheres mexeram com o brio de Josué que empurrou os dependentes até que eles saíram da inércia para a conquista do restante da terra a eles destinada.
Aprendemos essas lições maravilhosas e entendemos que a nuvem nos moveu para o continente asiático, região que tem a maior população menos evangelizada da terra, onde estão os grandes desafios e gigantes.
Ali também estão os nove entre os 10 países menos evangelizados, 85% dos menos evangelizados e 40% das línguas sem nada traduzido da bíblia.
No início dos anos 70, tivemos três sonhos seguidos com algumas pessoas asiáticas e na época não tínhamos conhecimento para discernir a diferença entre chineses, japoneses e coreanos e como éramos influenciados pelos livros de Osvald Smith - pastor da Igreja Dos Povos em Toronto - Canadá e que chegou a sustentar cerca de 800 missionários - e nos livros mostrava o desafio da China e nós entendemos que a nossa vocação era para tal nação.
Na época, em obediência deixamos a coordenação técnica da engenharia de uma empresa automobilística no estado de São Paulo e fomos ao seminário nos preparar. Ao concluirmos o Seminário, no final da década, a China estava totalmente fechada.
Fomos para um trabalho pioneiro em Monte Verde, estado de Minas Gerais e ficamos ali quatro anos. Após um treinamento transcultural em São Paulo, fomos para a Bolívia, primeiro na selva entre os indígenas "aioreos" e depois numa cidade fronteiriça, Puerto Suárez onde foi estabelecido várias igrejas, um colégio, um posto de saúde e um Centro de de Refeição para as crianças.
Vários amigos disseram que a Bolívia era a nossa China, país que aprendemos a amar de todo coração.
Em 1991, voltamos ao Brasil para iniciar a HORIZONTES e em 1992 fomos para um treinamento de união, mobilização e estratégias no País de Gales.
Em 1993, retornamos ao Brasil para alavancar a obra de conscientização missionária, recrutamento, treinamento e envio de OBREIROS aos Povos Não Alcançados da JANELA 10-40.
Produzimos o primeiro artigo sobre a JANELA 10-40, todo o material do Movimento AD2000 e Além, mais de 100 títulos de livros, livretos, revistas de missões. Isto culminou com 96 jovens enviados de uma vez para a JANELA 10-40 em Setembro de 2001, por intermédio do Projeto Radical.
O Projeto foi escolhido como Modelo Multicultural de Treinamento pelo Congresso de Lausanne realizado em Setembro de 2004 em Pattaya - Tailândia.
Desenvolvemos vários projetos, tais como: Espanha, Sahel, Seminário Transcultural, Revolution Teen, UNIASIA, Região e Curso a Distância.
O curso a distância chegou a ter mais de 3.400 alunos. Além disso, treinou um terço da força missionária atuando na JANELA 10-40.
Em Novembro 2017, fomos ministrar em Honolulu - Havaí, com um casal amigo, Ismael  e Vera Montanha, sobre o Movimento de Oração do Brasil para a REGIÃO.
Ao retornar fomos a MASSACHUSSETS compartilhar sobre o PROJETO REGIÃO.
Eles voltaram mais cedo e uma semana depois ao entrarmos no avião para retornar o Senhor trouxe claramente a memória os sonhos dos anos 70, como em slides, e bem claro disse: Coreia. No meu entendimento estava envolvido com o Projeto e então compreendi que era confirmação e isso depois de quatro décadas.  Nunca imaginamos que o Senhor estava confirmando nossa ida, neste estágio da vida, a Península, nossa TERRA PROMETIDA.
Estas duas viagens deste ano para a Coreia confirmaram em nossos corações a chamada para a Península, apesar disso muitos amigos brasileiros e estrangeiros não compreenderem este chamado. Por isso estamos tentando compartilhar o nosso chamado.
Nestas viagens, ver algumas faces em Seul me fez retornar às imagens das pessoas vistas nos sonhos do início dos anos 70  e a cada dia que as via me fazia chorar e a amar muito mais este povo querido.
Ao compartilhar com minha filha que está estudando em Seoul, disse que seria como Moisés, que nesta idade avançada veria a Terra Prometida somente de longe. Mas sua resposta foi que já entrei várias vezes na minha minha TERRA PROMETIDA.
Uma observação importante dela foi que a vasta experiência adquirida é valorizada na Península e que como jovens sem experiência no passado não seria aceita para uma tarefa gigantesca como essa do Projeto da REGIÃO.
Também estamos conscientes que não temos muito mais tempo de vida, mas que estamos dispostos a ser enterrados ali, mas antes queremos dar o melhor de nossas vidas para a Península.
Não queremos desobedecer ao comando e estar na classificação de negligentes, pois ainda há muita terra a ser conquistada. Claro que não queremos sair de debaixo da Nuvem, que é a Proteção do Senhor.
Vemos o Senhor nos escancarando tremendas portas na ÁSIA, mas temos perfeita consciência de que não será fácil tal conquista, pois a tarefa mais difícil ficou para o fim.
Convidamos você para se associar a nós nesta ferrenha batalha de conquistar a árdua região a ser alcançada e que tem um preço alto a ser pago pela posse!
MOTIVOS DE ORAÇÃO:
ü  Pela venda do estoque dos livros da Editora, junto com os direitos autorais, e pelos kits das 300 bibliotecas missionárias de R$ 2.500,00 por R$ 1.000,00 e em até dez VEZES NO CARTÃO de crédito.
ü  Pela renegociação da dívida bancária da BASE em Monte Verde MG para nos liberar para o processo de transição.
ü  Pelo arrendamento da Base em Monte Verde MG, por um período de 10 anos. Que o arrendatário tenha condições para conclusão e adaptação dos edifícios.
ü  Pelo sustento das quatro famílias para irem junto conosco para a Coreia para estabelecer uma BASE de APOIO e treinamento para a Região. Também por um meio de auto-sustentabilidade, como tivemos no Brasil, a fim de avançar na obra.
ü  Por apoio internacional no PROJETO editorial de tradução e produção dos livros que conseguimos os direitos autorais.
ü  Por apoio internacional para complementar o sustento para 100 candidatos para serem treinados para a REGIÃO.
ü  Por recursos da Igreja no Brasil e no mundo para levantar um COMPLEXO na REGIÃO para receber equipes e viabilizar vistos de permanência.
Contamos com suas preciosas orações, apoio pelas nossas vidas e ministério.
Seus companheiros de batalha e representantes juntos aos povos, tribos, línguas e nações menos alcançados da terra,

Cleonice e David Botelho
Horizontes América Latina
Bradesco - Agência 1020 - Conta 3474-6 e CNPJ 59.958.983-0001-16

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No entanto, lembre-se de juntar Cl 3:17 com 1 Co 10:31 :
devemos tudo fazer para a glória de Deus e em nome de Jesus! Deus o abençoe.