terça-feira, 4 de dezembro de 2018

TOLERÂNCIA

Tolerância é a irmã querida da Paciência. Ambas têm de andar de mãos dadas e de preferência seguindo os passos do Amor e, principalmente do perdão.

O perdão pressupõe um Ofensor, uma Ofensa e um Pretenso Ofendido.  Somente quando o Pretenso Ofendido abriga em seu peito a Ofensa é que o Ofensor atinge o seu êxito e começa o processo de destruição de ambos, inclusive do próprio Ofensor. Nasce aqui o Ofendido!

Lembremos dos ensinamentos do Mestre que nos mostrou o excelente caminho do Amor. No amor a Deus e ao próximo estariam o resumo de toda a Lei, de todos os Escritos e dos Profetas. No Amor não existe o Medo e a Ofensa perde seu valor e encanto não gerando ofendidos...

Em seu ministério, Jesus Cristo estava cercado da Intolerância. Ela parecia querer desafiá-lo ou fazê-lo se desviar de seus objetivos: - os judeus e os samaritanos, em especial, se odiavam - João 4:9; os homens tratavam as mulheres como inferiores; os líderes religiosos judaicos desprezavam o povo - João 7:49. No entanto, Jesus Cristo amava a Tolerância e com ela tinha relacionamento profundo: ele acolhia e comia com pecadores - “Este homem acolhe pecadores e come com eles”, disseram seus opositores - Lucas 15:2; ele era bondoso, paciente e tolerante porque sua principal motivação era o Amor; ele não veio para julgar as pessoas (ensinava isso – com a medida com que julgardes, sereis julgados – Mt 7.2), mas para ajudá-las - João 3:17; 13:34. Ele ensinava a tolerância. Ensinar a tolerância é ensinar o amor, o perdão e a paciência. Quem ama perdoa, pois não irá abrigar em seu peito a famigerada Ofensa que precisa de ser acalentada para gerar a morte. Como ser tolerante quando não se tem amor nem a Deus nem ao próximo o qual foi criado à imagem e à semelhança do Mestre?

Raiva e Ódio caminham juntos com a Intolerância, pois não conhecem nem ao Mestre, nem o Amor, o Perdão e a Paciência. Eles desprezam a Tolerância e a julgam “virtude” dos fracos. O Mestre nos ensinou que quem chamar o seu irmão de Louco é réu do inferno. Ou seja, não devemos abrigar em nosso peito sentimentos ruins, pensamentos maus, intolerâncias, medos, raiva.

A boca falará do que está cheio o coração. Um coração tolerante é cheio de amor, cheio de perdão e considera qualquer um o seu próximo. Quem ataca ou ofende o outro, por causa da imagem e da semelhança com o Criador acaba ofendendo e agredindo ao Mestre. A natureza da ofensa é conforme a natureza da pessoa que queremos atingir. Se ela é eterna, a ofensa também o é e o seu estrago acaba sendo de consequências inimagináveis.

No entanto, quem ofende e não tem êxito em sua ofensa por causa do Amor, do perdão e da Tolerância, recebe de volta o que semeou de forma dobrada. Triste é o fim daqueles que insistem no caminho contrário ao da vida. A sua boca, os seus corações, mentes, falas e atitudes o condenam. Não há saída a não ser que se arrependam e procurem o Amor.

Com amor eterno te amei e te chamei desde os confins da Terra para anunciares o tempo oportuno do Amor, do Perdão e da Tolerância.

Irmãos queridos que juntos estamos trilhando o caminho da vida, precisamos urgentemente valorizar o que temos, o que somos e onde estamos e ajudar nossos irmãos que estão confusos sendo enganados pelo mal e pela ignorância. Se os amarmos além de nossas idiossincrasias seremos mais tolerantes, mais propensos ao perdão e mais dedicados no amor.

A Tolerância é a irmã querida da Paciência que segue os passos do Amor e do Perdão.


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No entanto, lembre-se de juntar Cl 3:17 com 1 Co 10:31 :
devemos tudo fazer para a glória de Deus e em nome de Jesus! Deus o abençoe.