quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

II Coríntios 7 1-16 - APRENDA A SEPARAR A GRAÇA DA RESPONSABILIDADE HUMANA.

Ressaltamos que II Coríntios foi escrita para expressar carinho e gratidão pelo arrependimento que houve em Corinto e encorajar uma maior lealdade a Paulo como um apóstolo de Cristo. Estamos vendo a parte II, cap. 7/13.
Breve síntese do capítulo 7.
Ele começa nos falando das promessas de Deus e dos papéis ativos que devemos ter diante disso, ou seja, devemos nos aperfeiçoar sempre e buscar a santidade.
Seria isso como aprender a separar a graça da responsabilidade humana. Graça é o favor imerecido da parte de Deus que somente ele pode fazer e responsabilidade humana é o que podemos e devemos fazer nesse processo.
Depois disso, Paulo vai demonstrar sua alegria com a chegada de Tito e com as notícias que ele trazia de que os coríntios tinham se arrependido, segundo Deus e não segundo o mundo.
Vejamos o presente capítulo com mais detalhes, conforme ajuda da BEG:
II. EXPLICAÇÃO SOBRE O MINISTÉRIO DE PAULO (1.3-7.16) - continuação.
Nós já explicamos que como os coríntios haviam interpretado mal as ações e motivações de Paulo, ele começou a carta com uma explicação de algumas coisas que haviam acontecido desde que os havia visto pela última vez, especialmente as maravilhas do seu ministério na nova aliança.
Assim, dividimos esta parte, conforme a BEG, em seis seções: A. Gratidão pelo consolo de Deus (1.3-11) – já vimos; B. Explicação sobre a mudança de planos (1.12-2.4) – já vimos; C. Perdão de um pecador penitente (2.5-11) – já vimos; D. Viagem à Trôade e à Macedônia (2.12-13) – já vimos; E. A maravilha do ministério da nova aliança (2.14-7.4) – estamos vendo; e, F. Alegria pela chegada de Tito (7.5-16) – veremos agora.
E. A maravilha do ministério da nova aliança (2.14-7.4) - continuação.
Como já dissemos, dos vs. 2.14 ao 7.4, estamos vendo a grandeza do ministério apostólico. Enquanto descreve a sua ansiedade com relação à igreja de Corinto e o seu desapontamento por não ter encontrado Tito em Trôade, Paulo se aprofundou numa longa reflexão sobre a natureza do seu ministério.
Assim, dividimos essa seção “E”, conforme a BEG, igualmente em seis: 1. A vitória no ministério (2.14-17) – já vimos; 2. A carta viva (3.1-3) – já vimos; 3. A nova e excelente aliança (3.4-4.6) – já vimos; 4. Vasos de barro (4.7-5.10) – já vimos; 5. O ministério da reconciliação (5.11-6.13) – já vimos; e, 6. Nenhuma comunhão com os incrédulos (6.14-7.4) – concluiremos agora.
6. Nenhuma comunhão com os incrédulos (6.14-7.4) - continuação.
Como falamos, dos vs. de 6.14 ao 7.4, Paulo vai falar da necessidade da separação das influências pagãs que os cercavam.
A intenção de Paulo era bem simples. Uma vez que temos tais promessas - as promessas do Antigo Testamento citadas em 6.16-18 – deveríamos, portanto, purificarmo-nos a nós mesmos de todo tipo de contaminação, quer do corpo, quer do espírito.
Isso implica um papel ativo e vigoroso que os crentes precisam exercer em sua santificação (Fp 2.12-13).
Alguns pecados (como o vício do alcoolismo e a glutonaria) corrompem o nosso corpo, enquanto outras (como a amargura ou a inveja) corrompem o nosso espírito. Ambos precisam ser eliminados por meio de uma purificação.
Tanto Paulo recomenda a purificação como também o aperfeiçoamento da santidade no temor de Deus – vs. 1. Voltamos a enfatizar que isso exige papel ativo e vigoroso do crente. Ele precisa entender e saber separar a graça da responsabilidade humana.
No presente versículo – vs. 1 – poderíamos ter isso assim:
·         Graça: as promessas de Deus.
·         Responsabilidade humana: purificar-se de tudo que contamina o corpo e o espírito e aperfeiçoar a santidade no temor de Deus.
No vs. 2, Paulo volta a se defender. É um apelo repetido de 6.12-13. Novamente, defendendo-se contra aqueles que o acusariam, Paulo afirma um registro irrepreensível do seu ministério.
Paulo revelou o quão profundamente ele amava a igreja em Corinto. Essa não era uma palavra enganosa, mas "da verdade" (6.7).
Embora houvesse ainda alguma oposição dos falsos apóstolos e talvez de alguns outros na congregação, a atitude geral de Paulo para com a congregação dos coríntios era positiva.
F. Alegria pela chegada de Tito (7.5-16).
Paulo retomou aqui a narrativa de suas viagens, que havia interrompido em 2.13.
Ele fala que quando chegou à Macedônia - o norte da Grécia, que estava na rota de Paulo para Corinto -, não teve nenhum descanso. Ele teve lutas por fora, temores por dentro. Paulo estava profundamente perturbado a respeito da condição da igreja de Corinto quando viajou para a Macedônia e esperava pelas notícias de Tito.
Sua confissão revela o coração de alguém que se preocupava profundamente com o bem-estar da igreja e de seus companheiros crentes.
Tito havia finalmente chegado à Macedônia com boas notícias a respeito dos coríntios e a resposta deles à "carta severa" de Paulo
A "carta severa" de Paulo (não mais existente) foi escrita com a finalidade de alertar os coríntios acerca de sua conduta durante a sua visita "em tristeza.
O problema foi, provavelmente, que eles como igreja não haviam defendido Paulo contra a pessoa que o acusava sem motivo. Esse versículo nos dá um exemplo claro do fato de que líderes amorosos da igreja precisam, às vezes, advertir e disciplinar aqueles que estão sob o seu cuidado, desse modo causando tristeza a eles.
Paulo estava feliz, não com a tristeza deles por causa da carta, mas porque ela tinha levado eles ao arrependimento, segundo Deus – vs. 9.
Quando o pecado está presente na vida de um cristão, Deus não quer que ele negue isso, mas que se arrependa sinceramente e sinta grande tristeza por tê-lo cometido (a BEG recomenda aqui a leitura e a reflexão em seu excelente artigo teológico "A vontade de Deus", em Ez 18).
A tristeza segundo Deus nos leva ao arrependimento. Isso é bom e sadio para nosso espírito, corpo e alma. Deixar o pecado, que inclui unia sincera decisão de esquecer um pecado específico (ou pecados) e a começar a obedecer a Deus.
Como usado aqui, o termo não se refere especificamente ao arrependimento inicial que precisa acompanhar a verdade e a fé salvadora (Mc 1.15; At 3.19; 17.30; 26.20), mas a uma contínua luta contra o pecado na vida de um cristão (novamente a BEG recomenda leitura e reflexão em seu excelente artigo teológico "Arrependimento", em Sl 51).
E o arrependimento nos leva para a salvação. Como usado aqui, essa expressão se refere ao crescimento e ao progresso na vida cristã.
A tristeza e o arrependimento divino nos levam a uma apropriação cada vez maior das bênçãos da salvação, culminando no relacionamento do crente com o Senhor (cf. um uso semelhante da palavra "salvação" em 1 Pe 1.9).
O crescimento normal do cristão incluirá momentos de profunda tristeza por permanecer pecando.
Já a tristeza segundo o mundo nos leva à morte. A tristeza segundo Deus nos leva ao arrependimento e depois à salvação e a tristeza segundo o mundo, à morte.
Os coríntios haviam respondido à "carta severa" trazida por Tito exatamente como Paulo havia esperado que eles respondessem.
No vs. 12, Paulo, provavelmente, não esteja se referindo ao homem que havia cometido incesto (como registrado em 1Co 5.1), apesar de que, ao longo da história da igreja, muitos têm dado essa interpretação.
A resposta deles demonstrou que eles estavam prontos para seguir a liderança e a autoridade apostólica de Paulo, satisfazendo suas esperanças quanto à carta que ele havia enviado.
A vida cristã deve ser vivida diante da face de Deus. Existe um ministério pessoal de consolo e renovação no reino espiritual, pelo qual, mediante o companheirismo cristão, o espírito dos crentes é confortado. Tito sentiu esse consolo em Corinto.
Aparentemente, mesmo antes de Tito chegar com a "carta severa" de Paulo, o Espírito Santo havia trabalhado o arrependimento na igreja de Corinto com relação à conduta de seus membros durante a breve visita de Paulo.
A confiança de Paulo na igreja de Corinto havia sido restaurada, mesmo que ainda houvessem questões a serem discutidas com relação aos falsos apóstolos (caps. 10-13).
 II Co 7:1 Tendo, pois, ó amados, tais promessas,
                purifiquemo-nos
                               de toda impureza,
                                               tanto da carne
                                               como do espírito,
                                                               aperfeiçoando a nossa santidade
                                                                              no temor de Deus.
II Co 7:2 Acolhei-nos em vosso coração;
a ninguém tratamos com injustiça,
a ninguém corrompemos,
a ninguém exploramos.
II Co 7:3 Não falo para vos condenar;
porque já vos tenho dito que estais em nosso coração para, juntos,
                morrermos
                e vivermos.
II Co 7:4 Mui grande é a minha franqueza para convosco,
e muito me glorio por vossa causa;
sinto-me grandemente confortado
e transbordante de júbilo
                em toda a nossa tribulação.
II Co 7:5 Porque, chegando nós à Macedônia,
                nenhum alívio tivemos;
                               pelo contrário,
                                               em tudo fomos atribulados:
                                                               lutas por fora,
                                                               temores por dentro.
II Co 7:6 Porém Deus,
                que conforta os abatidos,
nos consolou
                com a chegada de Tito;
                II Co 7:7 e não somente com a sua chegada,
                mas também pelo conforto que recebeu de vós, referindo-nos
                               a vossa saudade,
                               o vosso pranto,
                               o vosso zelo por mim,
                aumentando, assim, meu regozijo.
II Co 7:8 Porquanto, ainda que vos tenha contristado com a carta,
                não me arrependo;
                embora já me tenha arrependido
(vejo que aquela carta vos contristou por breve tempo),
II Co 7:9 agora, me alegro
                não porque fostes contristados,
                               mas porque fostes contristados
                                               para arrependimento;
                               pois fostes contristados segundo Deus,
                                               para que, de nossa parte,
                                                               nenhum dano sofrêsseis.
II Co 7:10 Porque a tristeza segundo Deus
                produz arrependimento
                               para a salvação,
                                               que a ninguém traz pesar;
mas a tristeza do mundo
                produz morte.
II Co 7:11 Porque quanto cuidado não produziu isto mesmo em vós que,
                segundo Deus,
                               fostes contristados!
Que defesa,
que indignação,
que temor,
que saudades,
que zelo,
que vindita!
Em tudo
                destes prova
                               de estardes inocentes neste assunto.
II Co 7:12 Portanto, embora vos tenha escrito,
                não foi por causa do que fez o mal,
                nem por causa do que sofreu o agravo,
                               mas para que a vossa solicitude a nosso favor
fosse manifesta entre vós,
                                                               diante de Deus.
II Co 7:13 Foi por isso que nos sentimos confortados.
E, acima desta nossa consolação,
                muito mais nos alegramos
                               pelo contentamento de Tito,
                               cujo espírito foi recreado por todos vós.
II Co 7:14 Porque, se nalguma coisa me gloriei de vós para com ele,
                não fiquei envergonhado;
                               pelo contrário, como, em tudo,
                                               vos falamos com verdade,
                               também a nossa exaltação na presença de Tito
                                               se verificou ser verdadeira.
                               II Co 7:15 E o seu entranhável afeto
                                               cresce mais e mais para convosco,
                               lembrando-se da obediência de todos vós,
                                               de como o recebestes
                                                               com temor e tremor.
II Co 7:16 Alegro-me porque,
                em tudo,
                               posso confiar em vós.
Vemos na narrativa as preocupações e angústias de Paulo com o corpo de Cristo e como ele procurava administrar todas as coisas de forma a dar glórias a Deus.
Amados, como Paulo, tenhamos a mesma disposição e vamos pregar a Palavra de Deus enquanto ainda é possível. Muitas almas serão salvas pela nossa pregação!
p.s.: link da imagem original: http://www.projetospurgeon.com.br/2013/04/a-soberana-graca-de-deus-e-a-responsabilidade-do-homem-c-h-spurgeon/ [nesse link você poderá baixar grátis em pdf, epub ou p kindle - aproveite!]
Contagem regressiva: Faltam 107 dias para 20/04/16 (Inicio: 05/05/15). Tu, SENHOR, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti. (Is 26.3).
A Deus toda glória! p/ pr. Daniel Deusdete.

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No entanto, lembre-se de juntar Cl 3:17 com 1 Co 10:31 :
devemos tudo fazer para a glória de Deus e em nome de Jesus! Deus o abençoe.