sexta-feira, 29 de maio de 2015

Daniel 12:1-13 - O ANJO ENCERRA AS EXPLICAÇÕES A DANIEL.

Estamos finalizando o impressionante livro das narrativas e das visões deste homem mui amado, Daniel.
As visões de Daniel, conforme já tivemos oportunidade de mostrar, descrevem o futuro do povo de Deus olhando para além dos anos de exílio. Deus revelou a Daniel que quatro grandes impérios controlariam Israel e perseguiriam os israelitas.
Nós estamos finalizando a visão sobre o futuro do povo de Deus (10.1-12.13).
O profeta volta a sua atenção para uma visão final e longa que focaliza o reinado de Antíoco IV Epífanes e olha também para além desse reino.
Esse material foi dividido em quatro seções principais: 1. A mensagem do anjo para Daniel (10.1-11.1) – já vimos; 2. De Daniel até Antíoco IV Epífanes (11.2-20) – já vimos; 3. O governo de Antíoco IV Epífanes (11.21-12.3) – estaremos encerrando; e, 4. A mensagem final a Daniel (12.4-13) – veremos e encerraremos agora mesmo.
3. O governo de Antíoco IV Epífanes (11.21-12.3) - continuação.
Desde 11.21 até o verso terceiro do capítulo 12 de Daniel, estamos vendo o governo de Antíoco IV Epífanes, onde aquele anjo poderoso que fez Daniel se desfalecer diante de sua presença continua a explicar a ele as visões e a declarar a ele a verdade – 11.2.
Continua o anjo suas explicações dizendo que naquele tempo se levantará Miguel, o arcanjo que se acha a favor dos filhos do povo de Daniel e que haverá, naquele tempo, uma grande tribulação qual nunca houve, desde que existe nação, mas que naquele tempo livrar-se-á todo aquele que fosse achado escrito no livro.
Explica-nos a BEG, que Miguel, o protetor angélico de Israel não permitirá que o povo de Deus seja perseguido para sempre. Ele julgará aqueles que oprimem o seu povo. Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do seu povo - 10.13.
A BEG nos fala que sobre o tempo de angústia ou de tribulação, era para vermos Mt 24.21; Mc 13.19, onde Jesus recorreu a essas profecias sobre Antíoco IV para descrever a ocasião do cerco romano contra Jerusalém em 70 d.C. E também não poderia estar se referindo ao tempo da manifestação do anticristo?
Esse livramento que ele fala que será salvo seu povo, não se refere necessariamente ao martírio (vs. 2), mas do poder de Satanás (cf. Mt 6.13; 2Tm 4.18). Como tal, o versículo assegura ao povo de Deus que ele os livrará da tentação de Satanás de apostatar durante o período da tribulação.
Será nessa época, diz as Escrituras, que muitos dos que dormem no pó da terra, ressuscitarão, sendo uns para a vergonha e horror eterno e outros para a salvação eterna.
Essa é uma predição da ressurreição física dos salvos e dos não salvos antes do julgamento final (Mt 25.46; Jo 5.28-29).
Ele encerra esta parte da mensagem lhe falando que aqueles que forem sábios, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que converterem a muitos para a justiça, como as estrelas sempre e eternamente.
Esse é o nosso chamado, à evangelização! Devemos pregar a tempo e fora de tempo a mensagem do evangelho a fim de alcançar quantas vidas forem possíveis. Não podemos, nem devemos perder tempo com esse mundo no qual não há saída para ele e que irá de mal a pior.
4. A mensagem final a Daniel (12.4-13).
A partir dos versos 4 até ao 13, estaremos vendo a mensagem final do anjo a Daniel. O livro conclui delineando um curso futuro de acontecimentos e prometendo descanso eterno a Daniel.
O anjo lhe diz para fechar com selos as palavras do livro até o tempo do fim, onde muitos iriam de um lado para o outro para aumentarem o conhecimento. O ato de selar era compreendido como conferir a alguma coisa a marca de autenticidade 8.26. Poderia também significar que o seu conteúdo estivesse sobre segredo até um tempo determinado.
Foi nesse momento que Daniel, olhando e vendo que diante dele estavam dois outros – provavelmente anjos -, um em cada margem, que um deles disse ao homem vestido de linho, que estava sobre as águas (flutuando?) - o mesmo anjo que Daniel viu no capítulo 10 e que estava falando com ele – uma pergunta relacionada ao tempo que decorreria antes de se cumprirem aquelas coisas estupendas – vs. 6.
O anjo, esse homem vestido de linho, que estava acima das águas do rio, ergueu para o céu a mão direita e a mão esquerda, e Daniel ouvi ele jurar por aquele que vive para sempre, dizendo que haveria um tempo, tempos e metade de um tempo.
Ele completa a resposta dizendo que quando o poder do povo santo fosse finalmente quebrado é que todas aquelas coisas se cumpririam.
Daniel ouviu a pergunta, a resposta – vs. 7 -, o cenário, mas não compreendeu nada e por isso é que perguntou ao anjo que ele chamava de senhor (não Senhor): qual seria o fim daquelas coisas.
A sua resposta foi no sentido de acalmar a Daniel dizendo-lhe que aquelas palavras estariam fechadas, seladas até o tempo do fim. Depois, lhe fala da purificação, do embranquecimento, da provação dos santos e que os ímpios iriam proceder impiamente sem entender nada, mas nada mesmo; no entanto, os sábios haveriam de entender, ou seja, seria quebrado o selo. Este selo somente será quebrado no tempo certo e está relacionado à terrível tribulação.
Ele ainda acrescenta algumas novas informações igualmente difíceis que somente no tempo certo poderão ser compreendidas. Ele diz que desde o tempo em que o sacrifício contínuo for tirado – 9.27 -, e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias, mas será bem-aventurado o que conseguir esperar e chegar até mil trezentos e trinta e cinco dias. A diferença em dias é de 45 dias, ou seja, um mês e meio. O significado dessas estruturas de tempo é obscuro.
A atitude semelhante de Antíoco IV prefigurava a atitude do romano Tito em 70 d.C. e muito provavelmente do anticristo, o “messias” esperado até hoje pelos judeus que rejeitaram e continuam rejeitando até agora o Messias Jesus, o Cristo.
Depois diz para ele, finalmente, ir até ao fim, porque haveria de descansar e novamente se levantar na sua herança no fim dos dias.
Dn 12:1 Naquele tempo se levantará Miguel,
o grande príncipe,
que se levanta a favor dos filhos do teu povo;
e haverá um tempo de tribulação,
qual nunca houve,
desde que existiu nação até aquele tempo;
mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo,
todo aquele que for achado escrito no livro.
Dn 12:2 E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão,
uns para a vida eterna,
e outros para vergonha e desprezo eterno.
Dn 12:3 Os que forem sábios, pois,
resplandecerão como o fulgor do firmamento;
e os que converterem a muitos para a justiça,
como as estrelas sempre e eternamente.
Dn 12:4 Tu, porém, Daniel, cerra as palavras e sela o livro,
até o fim do tempo;
muitos correrão de uma parte para outra,
e a ciência se multiplicará.
Dn 12:5 Então eu, Daniel, olhei,
e eis que estavam em pé outros dois,
um de uma banda à beira do rio,
e o outro da outra banda à beira do rio.
Dn 12:6 E perguntei ao homem vestido de linho,
que estava por cima das águas do rio:
Quanto tempo haverá até o fim destas maravilhas?
Dn 12:7 E ouvi o homem vestido de linho,
que estava por cima das águas do rio,
quando levantou ao céu a mão direita
e a mão esquerda,
e jurou por aquele que vive eternamente
que isso seria para
um tempo,
dois tempos,
e metade de um tempo.
E quando tiverem acabado de despedaçar
o poder do povo santo,
cumprir-se-ão todas estas coisas.
Dn 12:8 Eu, pois, ouvi, mas não entendi;
por isso perguntei:
Senhor meu, qual será o fim destas coisas?
Dn 12:9 Ele respondeu:
Vai-te, Daniel, porque estas palavras estão cerradas
e seladas até o tempo do fim.
Dn 12:10 Muitos se purificarão,
e se embranquecerão,
e serão acrisolados;
mas os ímpios procederão impiamente;
e nenhum deles entenderá;
mas os sábios entenderão.
Dn 12:11 E desde o tempo em que o holocausto contínuo for tirado,
e estabelecida a abominação desoladora,
haverá mil duzentos e noventa dias.
Dn 12:12 Bem-aventurado é o que espera e chega
aos mil trezentos e trinta e cinco dias.
Dn 12:13 Tu, porém, vai-te, até que chegue o fim;
pois descansarás,
e estarás no teu quinhão ao fim dos dias.
SOBRE OS PTOLOMEUS E SELÊUCIDAS.[1]
Com a finalidade de contextualização para nos situarmos na época, reproduzimos em seguida, em itálico, um trecho excelente do Quadro Temático da BEG – Ptolomeus e Selêucidas – ref. Dn 12, pg. 1113.
Com a morte de Alexandre o Grande, em 323 a.C., os ptolomeus dominaram o Egito e a Palestina. Eles respeitaram os costumes e a religião dos israelitas.
Assim, o templo foi o lugar onde se desenvolvia a fé e onde eram guardados os bens destinados a ajudar os órfãos e as viúvas. Porém, a dinastia e as políticas dos ptolomeus enfraqueceram, e a tolerância foi aos poucos desaparecendo.
A partir de 198 a.C., os selêucidas da Síria tentaram conquistar a Palestina, e Antíoco IV Epífanes (175-164 a.C.) conseguiu.
Ele tratou de impor à força os costumes sírios e os israelitas resistiram. Houve perseguição e lutas.
Entre os israelitas que se opuseram, estavam o sacerdote Matatias, Judas, Jônatas e Simeão Macabeus, sobre os quais falam os livros deuterocanônicos dos Macabeus.
Em 168 a.C., Roma derrotou a Macedônia e acabou com a sua monarquia. Quatro anos mais tarde, depois de muitas lutas, tornou-se o reino macabeu da Judeia.
Antíoco V firmou, em 162 a.C., o acordo de liberdade religiosa para os judeus, porém o seu sucessor, Demétrio Soter ("o salvador"), ajudado por alguns judeus, negou novamente os direitos, razão pela qual as lutas se reiniciaram.

Em 142 a.C. os israelitas conseguiram livrar-se do império selêucida e estabeleceram a dinastia dos hasmoneus, que durou pouco menos de um século, pois no ano 63 a.C. Jerusalém caiu nas mãos de Pompeu e tornou-se urna nova colônia de Roma.
p.s.: link da imagem original:
Contagem regressiva: Faltam 65 dias para 04/08/2015, quando eu irei concluir a Segmentação de toda a Bíblia.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdetehttp://www.jamaisdesista.com.br




[1] Quadro Temático da BEG – Ptlomeus e Selêucidas – ref. Dn 12, pg. 1113.

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No entanto, lembre-se de juntar Cl 3:17 com 1 Co 10:31 :
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