domingo, 9 de fevereiro de 2014

Deuteronômio 34: 1-12 – A MORTE DE MOISÉS.

Chegamos, finalmente, ao último capítulo de Deuteronômio e ainda estamos no último dia de vida de Moisés. Estamos, também, finalizando a quarta parte de nossa divisão proposta, seguindo a BEG: O Encerramento do Ministério de Moisés e sua Sucessão na Liderança – 31:1 a 34:12.
Os quatro últimos capítulos foram também divididos em quatro pequenas partes. Hoje veremos a última parte: a espetacular e privilegiada morte de Moisés – 34:1-12. Foi em Dt 32:48, quando o Senhor falou a Moisés para ele subir ao monte Nebo para ali deixar a sua vida. Às vezes, acho estranho a forma de Deus falar as coisas. Como deixaria Moisés a sua vida?
O fato é que, em ato de misericórdia e graça abundante, Deus ainda lhe permitiu o privilégio de ver a terra pela qual tinha conduzido todo o povo por cerca de 40 anos, mas não entrou por causa de sua prevaricação contra o Senhor e porque não santificou a Deus no meio do povo. Dois foram os pecados graves de Moisés: 1. Prevaricou contra o Senhor. 2. Não santificou a Deus no meio do povo
Se fizéssemos uma contabilidade entre os atos bons e maus de Moisés, ele teria vencido de goleada, tipo 20x1. No entanto, no jogo celestial as coisas não são assim. Deus é perfeito e nada menos que a perfeição é permitida, por isso que Deus usa de sua graça e misericórdia e espera que igualmente ajamos assim.
Se agimos bem e nossos atos glorificaram e santificaram ao Senhor, a glória deles não nos pertencem, mas sim a Deus. Deus jamais nos será devedor de coisa alguma, principalmente de glórias que lhe proporcionamos. Se agimos mal e prevaricamos e nossos atos não o glorificaram, nem o santificaram, agimos por natureza – pecadora – e somos responsáveis pelo mal feito, e não Deus.
Em suma, não sou eu que faço o bem, mas a graça que me dá condições de assim agir. Também não sou eu que faço o mal, mas o pecado que habita em mim. Paulo mesmo perguntou a si mesmo – Rm 7:24 -, chamando-se ainda de desventurado homem que era: quem me livrará do corpo desta morte? E ele mesmo responde no vs. 25: Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado.
Então ao sempre agirmos bem, agiremos por causa da graça de Deus e não por que sou bom e faço coisas boas. E quando peco, estou simplesmente sendo eu mesmo, sem a graça, livre, não para não fazer ou se conter, mas para fazer e cair na vontade da carne.
Se é assim, então como faço para sempre fazer o bem e jamais cair no pecado? Isso não é possível no presente momento, mas somente quando ressuscitarmos. Ai sim, jamais pecaremos por que não será de nossa natureza pecar; hoje, infelizmente, é o contrário, por causa do pecado. Portanto, a dica para viver o melhor possível diante de Deus, é o Espírito Santo mesmo quem dá essa dica:
Habacuque 2:4 Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé.
Hebreus 10:38 todavia, o meu justo viverá pela fé; e: Se retroceder, nele não se compraz a minha alma.
Deus mesmo se encarregou de sepultar Moisés e até hoje ninguém sabe onde Deus o escondeu. Interessante! Ah, se tivessem achado os restos mortais dele... Talvez estariam sendo expostos e venerados por ai em vitrines até a prova de bala.
Moisés morreu velho, bem velho, mas forte, bem forte e cheio de vigor e saúde. De onde vem então nossa saúde e força e vigor? Com certeza dos alimentos e bebidas e de uma vida saudável, mas não é somente isso e Moisés é prova disso, assim como Josué e mesmo Calebe.
Com a partida de Moisés, se levanta Josué, cheio do Espírito Santo e de sabedoria. Sabem porquê? Por causa da escolha divina e do preparo de uma vida toda feita pelo Espírito Santo de Deus que culminou no vs. 9 com a imposição das mãos de Moisés.
Dt 34:1 Então subiu Moisés das campinas de Moabe ao monte Nebo,
                ao cume de Pisga, que está em frente a Jericó
                             e o SENHOR mostrou-lhe toda a terra desde Gileade até Dã;
                Dt 34:2 E todo Naftali, e a terra de Efraim, e Manassés e toda a terra
                               de Judá, até ao mar ocidental; Dt 34:3 E o sul, e a campina
                               do vale de Jericó, a cidade das palmeiras, até Zoar.
Dt 34:4 E disse-lhe o SENHOR:
                Esta é a terra que jurei a Abraão, Isaque, e Jacó, dizendo:
                A tua descendência a darei; eu te faço vê-la com os teus olhos,
                               porém lá não passarás.
Dt 34:5 Assim morreu ali Moisés, servo do SENHOR, na terra de Moabe,
                conforme a palavra do SENHOR.
                Dt 34:6 E o sepultou num vale, na terra de Moabe,
                               em frente de Bete-Peor; e ninguém soube até hoje
                                               o lugar da sua sepultura.
Dt 34:7 Era Moisés da idade de cento e vinte anos quando morreu;
                os seus olhos nunca se escureceram, nem perdeu o seu vigor.
                Dt 34:8 E os filhos de Israel prantearam a Moisés trinta dias,
                               nas campinas de Moabe; e os dias do pranto no luto
                                               de Moisés se cumpriram.
Dt 34:9 E Josué, filho de Num,
                foi cheio do espírito de sabedoria,
                               porquanto Moisés tinha posto sobre ele as suas mãos;
                                               assim os filhos de Israel lhe deram ouvidos,
                                               e fizeram como o SENHOR ordenara a Moisés.
Dt 34:10 E nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés,
                a quem o SENHOR conhecera face a face;
                Dt 34:11 Nem semelhante em todos os sinais e maravilhas,
                               que o SENHOR o enviou para fazer na terra do Egito,
                               a Faraó, e a todos os seus servos, e a toda a sua terra.
                Dt 34:12 E em toda a mão forte, e em todo o grande espanto,
                               que praticou Moisés aos olhos de todo o Israel.
Nunca mais se levantou ninguém como Moisés até que veio Cristo que com seus sinais, prodígios, maravilhas e palavras as quais ele falou que jamais alguém falou. Ele, o Cristo, foi também profetizado por Moisés que viria e que quando viesse seria para todos lhe darem ouvidos.
Monte Nebo - (A morte de Moisés - Dt 34:5 e 6)
Aquele que sepultou Moisés voltou e agora ele era Jesus Cristo, o Messias esperado e desejado que veio para por fim ao pecado e nos livrar da morte e da imperfeição. Ele precisou voltar novamente aos céus, mas disse e prometeu que voltaria em breve e estamos aguardando a sua segunda vinda para definitivamente se cumprirem toda a Escritura. Maranata!
Moisés termina os seus quatro discursos, prepara e orienta o povo, apresenta o seu substituto aprovado por Deus e consagrado pela imposição de suas mãos, fala de sua morte e sobe ao monte para morrer. Missão concluída! Ele também pode dizer:
II Timóteo 4:7 Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.
E você? Continua firme em sua jornada? Em breve, ela terminará e eu espero que você também consiga dizer como Moisés e como Paulo que combateu o bom combate, completou a carreira e guardou a fé! Deus abençoe!

Conclusão do livro de Deuteronômio

Novamente - repito o que já disse antes em outros livros meus - estou satisfeito com o resultado alcançado se bem que acho que ainda há muito a melhorar. De fato é muito bom terminarmos algo que começamos! Como é bom termos propósitos e levarmos a sério nossa missão! Como é bom termos fé neste Deus maravilhoso cuja graça é maior do que a nossa vida!
O povo de Deus estava no deserto já havia quarenta anos e toda aquela geração, a primeira, tinha morrido. Ainda estavam vivos Moisés que estava pronunciando seus últimos quatro discursos, Josué, que iria substituí-lo, Calebe e toda a segunda geração cuja idade do mais velho era de sessenta anos.
Deuteronômio descreve a reunião efetuada por Moisés com o povo judeu bem no final daquela peregrinação de quarenta anos no deserto. Neste livro Moisés prega sobre os mandamentos, abençoa, instrui e orienta o povo, narra os perigos da idolatria e do abandono da Palavra de Deus.
O texto finaliza com a morte de Moisés. No judaísmo, o texto é comumente dividido em onze partes, ou porções - parashot - cuja divisão serve para a leitura semanal do texto nas sinagogas acompanhadas das haftarot - (em hebraico הפטרה‎; plural haftarot ou haftorás) é um trecho de texto dos Neviim (Os profetas) lidos na sinagogas geralmente após a leitura da Parashat haShavua.
As onze parashot são: 1 Devarim (דברים) - 2 Wa'ethanan (ואתחנן) - 3 Eqev (עקב) - 4 Re'eh (ראה) - 5 Shoftim (שופטים) - 6 Ki Teitzei (כי תצא) - 7 Ki Tavo (כי תבוא) - 8 Nitzavim (ניצבים) - 9 Vayelekh (וילך) - 10 Haazinu (האזינו) - 11 W'Zot HaBerachah (וזאת הברכה).
Esses quatros discursos de Moisés foram pronunciados nas últimas cinco semanas de vida dele na face da terra.
Do início ao fim é Deus orientando, esclarecendo, falando, instruindo, mostrando o quê, como, de que forma, quando, quanto, por quanto tempo. Percebe-se assim o Deus imanente na história de Israel e que se utiliza de líderes por ele escolhidos para realizarem as suas obras, no caso aqui, para instruir e orientar o povo de Israel.
Há tantas lições interessantes em toda as Escrituras! Cada vez que me dedico ao estudo delas, cada vez mais me convenço que Deus tanto é onipotente, como soberano.
Sem dúvida: A DEUS TODA A GLÓRIA!

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No entanto, lembre-se de juntar Cl 3:17 com 1 Co 10:31 :
devemos tudo fazer para a glória de Deus e em nome de Jesus! Deus o abençoe.