domingo, 26 de abril de 2009

Todo mundo faz! É normal! Até pastor faz... não tem nada de mais!

Porque todos fazem, devemos também fazer, sem medo de ser feliz? A voz do povo é a voz de Deus? E quando a multidão excitada pelos principais dos sacerdotes dizia sobre Jesus Cristo, o Filho de Deus: “Eles, porém, mais gritavam: Crucifica-o! Crucifica-o!”. será mesmo que a voz do povo é a voz de Deus?

O que deve governar nossas atitudes diante das circunstâncias é a nossa consciência. “Amados, se o nosso coração nos não condena, temos confiança para com Deus;” I Jo 3.21. Nada melhor do que o testemunho a nosso favor de nossa própria consciência.

Um dia destes quando eu negociava a venda de meu imóvel, de todos os modos procuraram me persuadir que eu poderia aceitar vendê-lo por um preço e registrá-lo, escriturá-lo, por outro, para facilitar o comprador que pagaria menos imposto e obteria uma taxa melhor de financiamento junto a CEF.

Eu disse “não!” de forma enfática, mas tanto tentaram me persuadir do contrário que eu é que pensei estar errado e todos certos. Senti-me como alguém diferente que estava exagerando em meus valores e dando uma de “certinho”, de “supersanto”. Pediram-me para orar, para conversar com minha esposa e para buscar a direção de Deus. Disseram-me, isto não é problema teu, mas do comprador. Se ele quiser escriturar pelo valor real ou não, isso nada tem a ver contigo, o vendedor.

Minha primeira atitude foi verificar um modelo de escrituração e lá pude ver que há um escrevente, um tabelião, o comprador e sua esposa, o vendedor e sua esposa que devem assinar a escritura e declarar muitas coisas relativas ao imóvel e aos compradores e vendedores, inclusive a forma de pagamento (detalhadamente). A escritura termina com os seguintes dizeres:

“Sendo lida a escritura, às pessoas comparecentes, verificando sua conformidade, a outorgam, aceitam e assinam. Eu, Maria Informática, escrevente notarial, a digitei. Eu, Zé Dedicado, Tabelião de Notas, dou fé e assino, encerrando este ato. (Seguem as assinaturas).
Em testemunho (assinatura do tabelião) da verdade” (http://www.registroimoveispitangui.com.br/textos/A%20DIF%CDCIL%20ARTE%20DE%20LAVRAR%20CONTRATOS.doc )

Confesso que “tremi na base” de somente pensar em declarar uma coisa e praticar outra. “testemunho da verdade!” Meu Deus, tenha misericórdias de nós! Não se trata de questões financeiras, mas de temor a Deus.

Com relação à oração, achei tão ridículo pedir a Deus a aprovação de um ato claramente ilícito que confesso não tê-lo nem invocado nesse sentido, mas sim para que tivesse misericórdias de todos nós e o seu nome fosse glorificado.

Irmãos sejamos autenticos e verdadeiros não somente em palavras, mas em nossos atos. Sejamos fiéis no pouco e Deus nos confiará coisas grandes. Quanto aos que praticam tais atos e acham normal, pois todo mundo faz, ainda dá tempo de se arrepender, pois Deus não nos terá por inocentes. Eu creio na soberania de Deus, mas também na total responsabilidade do homem em seus pensamentos, palavras e atos.

A Deus seja toda a glória! Amém. Obs.: eu fiz um apanhado de alguns artigos sobre isso que aponta o fato como crime de fraude e você poderá fazer o download em http://www.scribd.com/doc/14668579/Colecao-de-artigos-Compra-e-Venda-de-Imoveis. Deus te abençoe!

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No entanto, lembre-se de juntar Cl 3:17 com 1 Co 10:31 :
devemos tudo fazer para a glória de Deus e em nome de Jesus! Deus o abençoe.