sábado, 9 de fevereiro de 2013

Salmo 23: 1-6 - O SENHOR É O MEU PASTOR

Sem dúvida um dos mais belos salmos da Bíblia o qual é citado e cantado por muitas gerações e povos por todo o mundo. Também famoso nos cinemas, na arte em geral e em tantos outros lugares. Muita gente o tem decorado, como por exemplo, eu mesmo.
Foi Davi quem fez este salmo e assim ele se expressou ao falar ou deixar que o Espírito Santo falasse por sua boca. Estudiosos da língua hebraica tem afirmado que o primeiro versículo melhor ficaria interpretado se fosse da seguinte maneira:
“O SENHOR É O MEU PASTOR, ELE NÃO ME FALTARÁ!”. Ele aqui entendido claramente como o Senhor. Isto para distinguir o Senhor da bênção, do Senhor. Há muitos que se dirigem a Deus não pelo que ele é digno de toda glória, louvor e adoração, mas pelo que ele pode fazer por eles.
Muitos há que somente querem a felicidade, a prosperidade, os bens, a saúde, a paz, o sucesso, o restante, não interessa. Quem corre somente atrás da bênção, jamais a alcançará porque ela fará asas para si e se, por ventura a alcançarem, ela se desfará em suas mãos.
Calvino comentou sobre este salmo:
Este salmo não está misturado com orações, nem se queixa de misérias com o propósito de obter alívio; Mas contém simplesmente uma ação de graças, da qual parece que ela foi composta quando Davi obteve a possessão pacífica do reino, e viveu em prosperidade e no prazer de tudo que ele poderia desejar. Para que ele não seja, portanto, no tempo de sua grande prosperidade, seja como homens mundanos, que, quando parecem ser afortunados, enterram Deus no esquecimento e mergulham luxuosamente em seus prazeres, ele se deleita em Deus, o autor de todas as bênçãos que ele desfrutava. E ele não só reconhece que o estado de tranquilidade em que ele agora vive, e sua isenção de todos os inconvenientes e problemas, é devido à bondade de Deus; mas ele confia que, através da sua providência, ele continuará feliz até o fim de sua vida e, para esse fim, ele pode entregar-se em seu puro culto.
Um salmo de David.
 Sl 23:1 O SENHOR
é o meu pastor;
nada me faltará.
Sl 23:2 Ele me faz repousar em pastos verdejantes.
Leva-me para junto das águas de descanso;
Sl 23:3 refrigera-me a alma.
Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.
Sl 23:4 Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte,
não temerei mal nenhum,
porque tu estás comigo;
o teu bordão
e o teu cajado
me consolam.
Sl 23:5 Preparas-me uma mesa
na presença dos meus adversários,
unges-me a cabeça
com óleo;
o meu cálice transborda.
Sl 23:6 Bondade
e misericórdia
certamente me seguirão todos os dias da minha vida;
e habitarei na Casa do SENHOR para todo o sempre.
Embora tenha sua aplicação direta para a época em que o salmo foi composto, onde Davi enfrentava tempos de paz e prosperidade e assim fez suas ações de graça, podemos também aplicá-lo tranquilamente ao Messias e aos seus seguidores em todos os tempos.
O Senhor continua nosso Pastor e ele não nos falta. Ele continua a nos dirigir, a nos guiar e a nos conduzir às águas tranquilas de sua palavra, a nos proteger e nos livrar de todo mal, a nos envolver com a sua presença e a nos preparar um banquete que durará toda a vida na presença do Senhor com a vida eterna que ele nos prometeu. 

E você ja reparou nesta parte do Salmo 23 "unges a minha cabeça com óleo" significa? Não se trata de uma mera linguagem figurada para Deus manter o salmista saudável, mas tem um significado especial.

Há moscas que atormentam as ovelhas colocando ovos em suas narinas que se transformam em vermes e levam as ovelhas a bater a cabeça contra uma pedra, às vezes até à morte. Seus ouvidos e olhos também são suscetíveis a outros insetos que a atormentam. Na tentativa de se livrar do problema, ela bate a sua cabeça e às vezes morre tentando se desembaraçar. 

Então, é aí que o pastor unge toda a sua cabeça com óleo proporcionando-lhe paz. Esse óleo acaba formando uma barreira de proteção contra o mal que tenta destruir as ovelhas. 

Você tem enfrentado momentos de tormento mental? 
Os pensamentos preocupantes têm invadido sua mente mais e mais? 
Você anda batendo a sua cabeça contra a parede tentando detê-los? 

Você já pediu a Deus que ungisse sua cabeça com óleo como fez Davi no Salmo 23? Então, peça com fé. Ele tem um suprimento infinito! O seu óleo nos proteje e nos livra do mal!

É muita bênção, pare de correr e descanse no Senhor!
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Salmo 22: 1-31 - O SOFRIMENTO E A VITÓRIA DO MESSIAS

Como pode Davi viver aquele momento na cruz de forma tão precisa como se fosse o próprio Cristo que ainda viria uns 1000 anos depois? É isso que fala o Salmo 22, do sofrimento de Cristo na cruz do Calvário.
De quem e do que e em que situação Davi escreveu este salmo? Como estava ele e o que enfrentava? Certamente Davi falou pelo Espírito Santo e descreveu momentos especiais do Cristo na cruz enquanto era imolado o cordeiro do sacrifício pascoal.
Outro paralelo da descrição de Cristo neste momento amargo é o que se encontra em Isaias, no capítulo 53. Outro autor, não bíblico,  que explora bem estes momentos em sua obra literária, um romance, é Fiodor Dostoievski, em Os Irmãos Karamazóvi[1].
No comentário de Calvino, em sua introdução, encontramos:
Davi se queixa neste salmo, que ele é reduzido a tais circunstâncias de angústia que ele é como um homem desesperado. Mas, depois de ter contado as calamidades com as quais ele estava tão severamente afligido, ele sai do abismo das tentações e ancorando-se na coragem, conforta-se com a garantia da libertação. Ao mesmo tempo, ele coloca diante de nós, em sua própria pessoa, um tipo de Cristo, que ele conheceu pelo Espírito de profecia, para ser abatido de maneiras maravilhosas e incomuns antes de sua exaltação pelo Pai. Assim, o salmo, nas suas duas partes consiste em explicar a profecia de Isaías (Isaías 53: 8): "Ele foi tirado da prisão e do juízo; e quem declarará a sua geração?"
Para o principal músico. No meio da manhã. Um salmo de David.
Inicialmente, calvino explica o texto “no meio da manhã” que não parece fazer sentido de ali se encontrar e depois, continua…
(…) parece que Davi não se refere apenas a uma perseguição, mas compreende todas as perseguições que sofreu sob Saul. No entanto, é incerto se ele compôs este salmo quando desfrutava pacificamente o seu reino, ou no tempo de sua aflição; mas não há dúvida de que ele aqui descreve os pensamentos que passaram por sua mente no meio de seus problemas, perplexidades e tristezas.
Salmo messiânico que reflete detalhes da vida do Messias de uma forma impressionante.
Sl 22:1 Deus meu, Deus meu,
por que me desamparaste?
Por que se acham longe de minha salvação
as palavras de meu bramido?
Sl 22:2 Deus meu,
clamo de dia,
e não me respondes;
também de noite,
porém não tenho sossego.
Sl 22:3 Contudo,
tu és santo,
entronizado entre os louvores de Israel.
Sl 22:4 Nossos pais confiaram em ti;
confiaram,
e os livraste.
Sl 22:5 A ti clamaram
e se livraram;
confiaram em ti
e não foram confundidos.
Sl 22:6 Mas eu sou verme
e não homem;
opróbrio dos homens
e desprezado do povo.
Sl 22:7 Todos os que me veem
zombam de mim;
afrouxam os lábios
e meneiam a cabeça:
Sl 22:8 Confiou no SENHOR!
Livre-o ele;
salve-o,
pois nele tem prazer.
Sl 22:9 Contudo,
tu és quem me fez nascer;
e me preservaste,
estando eu ainda ao seio de minha mãe.
Sl 22:10 A ti me entreguei
desde o meu nascimento;
desde o ventre de minha mãe,
tu és meu Deus.
Sl 22:11 Não te distancies de mim,
porque a tribulação está próxima,
e não há quem me acuda.
Sl 22:12 Muitos touros me cercam,
fortes touros de Basã me rodeiam.
Sl 22:13 Contra mim
abrem a boca,
como faz o leão que despedaça e ruge.
Sl 22:14 Derramei-me como água,
e todos os meus ossos se desconjuntaram;
meu coração
fez-se como cera,
derreteu-se dentro de mim.
Sl 22:15 Secou-se o meu vigor,
como um caco de barro,
e a língua se me apega ao céu da boca;
assim, me deitas no pó da morte.
Sl 22:16 Cães me cercam;
uma súcia de malfeitores me rodeia;
traspassaram-me as mãos e os pés.
Sl 22:17 Posso contar todos os meus ossos;
eles me estão olhando
e encarando em mim.
Sl 22:18 Repartem entre si
as minhas vestes
e sobre a minha túnica
deitam sortes.
Sl 22:19 Tu, porém, SENHOR,
não te afastes de mim;
força minha,
apressa-te em socorrer-me.
Sl 22:20 Livra a minha alma
da espada,
e, das presas do cão,
a minha vida.
Sl 22:21 Salva-me
das fauces do leão
e dos chifres dos búfalos;
sim, tu me respondes.
Sl 22:22 A meus irmãos
declararei o teu nome;
cantar-te-ei
louvores no meio da congregação;
Sl 22:23 vós que temeis o SENHOR,
louvai-o;
glorificai-o,
vós todos, descendência de Jacó;
reverenciai-o,
vós todos, posteridade de Israel.
Sl 22:24 Pois não desprezou,
nem abominou a dor do aflito,
nem ocultou dele o rosto,
mas o ouviu,
quando lhe gritou por socorro.
Sl 22:25 De ti
vem o meu louvor na grande congregação;
cumprirei os meus votos
na presença dos que o temem.
Sl 22:26 Os sofredores
hão de comer e fartar-se;
louvarão o SENHOR
os que o buscam.
Viva para sempre o vosso coração.
Sl 22:27 Lembrar-se-ão do SENHOR
e a ele se converterão os confins da terra;
perante ele
se prostrarão todas as famílias das nações.
Sl 22:28 Pois do SENHOR
é o reino,
é ele
quem governa as nações.
Sl 22:29 Todos os opulentos da terra
hão de comer e adorar,
e todos os que descem ao pó
se prostrarão perante ele,
até aquele que não pode preservar a própria vida.
Sl 22:30 A posteridade
o servirá;
falar-se-á do Senhor
à geração vindoura.
Sl 22:31 Hão de vir anunciar
a justiça dele;
ao povo que há de nascer,
contarão que foi ele
quem o fez.
Ele aqui fala que aos seus irmãos declarará o nome do Senhor e cantará louvores a ele. É como se depois de ter passado pela agonia da morte naquela cruz horrível, ele está a comunicar os eventos futuros ligados à sua ressurreição a qual, em primeiro momento, não será vivida por todo o mundo, mas por aqueles que ele tem separado para isso e que os chama de amigos.
Estes amigos, nós crentes em Jesus Cristo, pela vontade de Deus, devemos agora fazer o que nos pede: anunciar o evangelho para a salvação de almas e alegria do Senhor.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
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[1] Os Irmãos Karamazov (em russo Братья Карамазовы, Brat'ya Karamazovy, AFI ['bratʲjə karə'mazəvɨ]) é um romance de Fiódor Dostoiévski, escrito em 1879, uma das mais importantes obras das literaturas russas e mundiais, ou, conforme afirmou Freud[1]: "a maior obra da história". Freud considera esse romance, juntamente com Édipo Rei e Hamlet, três importantes livros a respeito do embate pai e filho, e retratam o complexo de Édipo.
É uma obra aclamada pela crítica e trata-se de uma narração muito pormenorizada como que de uma testemunha dos aludidos fatos numa cidade afastada russa. O narrador pede constantes desculpas ao leitor por não saber alguns fatos, por considerar a própria narrativa longa (mesmo nos formatos grandes o livro passa de 700 páginas) e por considerar seu herói alguém pouco conhecido ou, até mesmo, desimportante. A narrativa não só conversa com o leitor, mas é onipresente e também indica ou infere os pensamentos dos incontáveis personagens.
Provavelmente o nome Karamázov foi forjado a partir de "kara", "castigo" ou "punição", e do verbo "mázat", "sujar", "pintar", "não acertar". Significaria, então, aquele que com seu comportamento desacertado provoca a própria punição', segundo nota dos tradutores da obra.[2]” (Fonte: wikipedia)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Salmo 21: 1-13 - AÇÕES DE GRAÇA PELA VITÓRIA

Aqui o salmo começa com o Senhor e com o rei que está alegre e exulta com o Deus de sua salvação. Não dá para governar este mundo nem aqueles que Deus confiou a nós para termos certo domínio e responsabilidade sem a ajuda de Deus.
Ele também, o Senhor, é rei e também tem um reino e um trono, e um domínio. Assim, nós também temos de certa forma que produzir aquilo que o Senhor comunica conosco: sua justiça, juízo, misericórdia, bondade e amor.
No comentário de Calvino, apenas a introdução, temos:
Este salmo contém uma ação de graças pública e solene para a próspera e feliz condição do rei. Seu assunto é quase o mesmo do salmo anterior. No primeiro, foi estabelecida uma forma comum de oração, que foi projetada para estimular em todo o povo uma preocupação séria pela preservação da cabeça real. Nisto, mostra-se que a segurança e a prosperidade do rei devem produzir alegria pública e geral em todo o reino, na medida em que Deus, por esse meio, pretende preservar todo o corpo em segurança. Mas, acima de tudo, era o jeito especial do Espírito Santo aqui direcionar as mentes dos fiéis a Cristo: o fim e a perfeição deste reino, e ensiná-los que no Senhor e somente nele, há salvação.
Para o principal músico. Um salmo de David.
Davi fala de si mesmo, mas a palavra alcança o Messias. Deus escolheu Davi, seus salmos, vida e reflexões para nos trazer detalhes precisos e preciosos do próprio Cristo que haveria de vir e veio na época certa. A relação rei e Senhor pode muito bem ser entendida entre o Deus Pai e o Deus Filho.
Sl 21:1 Na tua força,
SENHOR,
o rei se alegra!
E como exulta
com a tua salvação!
Sl 21:2 Satisfizeste-lhe
o desejo do coração
e não lhe negaste as súplicas dos seus lábios.
Sl 21:3 Pois o supres das bênçãos de bondade;
pões-lhe na cabeça uma coroa de ouro puro.
Sl 21:4 Ele te pediu vida,
e tu lha deste;
sim,
longevidade para todo o sempre.
Sl 21:5 Grande lhe é a glória da tua salvação;
de esplendor e majestade o sobrevestiste.
Sl 21:6 Pois o puseste por bênção
para sempre
e o encheste de gozo com a tua presença.
Sl 21:7 O rei
confia no SENHOR
e pela misericórdia do Altíssimo
jamais vacilará.
Sl 21:8 A tua mão
alcançará todos os teus inimigos,
a tua destra
apanhará os que te odeiam.
Sl 21:9 Tu os tornarás
como em fornalha ardente,
quando te manifestares;
o SENHOR,
na sua indignação,
os consumirá,
o fogo
os devorará.
Sl 21:10 Destruirás da terra
a sua posteridade
e a sua descendência,
de entre os filhos dos homens.
Sl 21:11 Se contra ti
intentarem o mal
e urdirem intrigas,
não conseguirão efetuá-los;
Sl 21:12 porquanto
lhes farás voltar as costas
e mirarás o rosto deles com o teu arco.
Sl 21:13 Exalta-te,
SENHOR,
na tua força!
Nós cantaremos
e louvaremos o teu poder.

Como  no salmo precedente, Davi está exaltando o Senhor na sua força certo de que a ele devemos cantar e louvar. Quem poderá se levantar contra o Senhor e contra os seus protegidos que de dia e de noite clamam a ele?
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Salmo 20: 1-9 - ORAÇÃO A FAVOR DO REI (AUTORIDADES)

Este é o belo Salmo 20, salmo que eu, Daniel Deusdete, e minha esposa dedicamos a nossa linda filha Isabel Cristina. Ela já conhece este salmo quase de cor. Ele é muito lindo e nas lutas que temos com problemas de saúde e outras dificuldades, sempre usamos seus dizeres como se fossem palavras proféticas.
Aqui, Davi invoca ao Senhor por alguém desejando a esta pessoa o que ele tem de mais especial, ou seja, sua oração intercessória. Por quem Davi está orando? Uma oração comum da igreja pelo rei (autoridades) de Israel. É como se ele propusesse a forma de se orar pelo rei, que naturalmente era ele mesmo.
Vejamos o que nos diz Calvino em seu início do comentário deste salmo ao falar de forma geral:
Este salmo contém uma oração comum da Igreja em favor do rei de Israel, que Deus o socorrerá em perigo; e em nome de seu reino, que Deus o manteria em segurança e o faria prosperar; pois na pessoa de Davi se concentrou a segurança e o bem-estar de toda a comunidade. A isso, acrescenta-se uma promessa de que Deus presidirá o reino do qual ele foi o fundador, e o supervisionou de maneira a garantir sua preservação contínua.
Para o principal músico. Um salmo de David.
Resposta às orações, proteção, socorro em tempo oportuno, sustento, livramentos... Hoje, por exemplo, tive um péssimo começo de dia ao atravessar um sinal vermelho que acabara de fechar. Era para eu ter parado, mas quis ganhar tempo e por ele paguei caro! Fui flagrado pelas câmeras fotográficas e logo, logo, estarei recebendo em casa o preço de meu ato precipitado.
Certamente...
Deus nos livra e nos protege, mas quando avançamos suas leis, estamos sujeitos ao magistrado e a palavra de Deus diz:
Romanos 13:3 Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela,...
Eu não fiz o bem, logo deverei temê-la. Senhor, perdoe-me e não me deixes cair em tentação. Amém!
Sl 20:1 O SENHOR
te responda
no dia da tribulação;
o nome do Deus de Jacó
te eleve em segurança.
Sl 20:2 Do seu santuário
te envie socorro
e desde Sião
te sustenha.
Sl 20:3 Lembre-se
de todas as tuas ofertas de manjares
e aceite
os teus holocaustos.
Sl 20:4 Conceda-te
segundo o teu coração
e realize
todos os teus desígnios.
Sl 20:5 Celebraremos
com júbilo
a tua vitória
e em nome do nosso Deus
hastearemos pendões;
satisfaça o SENHOR
a todos os teus votos.
Sl 20:6 Agora, sei
que o SENHOR salva o seu ungido;
ele lhe responderá
do seu santo céu
com a vitoriosa força de sua destra.
Sl 20:7 Uns confiam em carros,
outros, em cavalos;
nós, porém,
nos gloriaremos em o nome do SENHOR,
nosso Deus.
Sl 20:8 Eles se encurvam e caem;
nós, porém,
nos levantamos
e nos mantemos de pé.
Sl 20:9 Ó SENHOR,
dá vitória ao rei;
responde-nos,
quando clamarmos.
Não devemos confiar apenas em nossa força, ou sorte, ou em nossos belos e fortes cavalos, por que a vitória não vem disso, mas do Senhor que tudo controla e governa. Por isso que o Espírito Santo insiste conosco para orarmos de contínuo a Deus. Que o Senhor nos ajude a manter essa regularidade nas orações!
Quando oramos, estamos sendo movidos por Deus que já começou a nos abençoar somente pelo fato de estarmos em oração e jejum. Quando não, cuidado! É bom ligar o pisca-alerta e buscar onde erramos, voltar, corrigir, pedir perdão a Deus e recomeçar tudo novamente. Mais grave ainda... é que estaremos dando aquelas brechas que não deveríamos dar...
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Salmo 19: 1-14 - A EXCELÊNCIA DA CRIAÇÃO E DA PALAVRA DE DEUS

Que belo salmo, novamente de Davi! Ele inicia falando dos céus que proclamam a glória de Deus e do firmamento que anuncia, sem palavras, as suas obras. Então ele dá detalhes dessa obra que fala sem palavras e dos discursos que cada dia e cada noite tem a revelar para a outra.
Deus fala não somente usando sua própria boca e anunciando a sua voz como também pelas coisas criadas que ele as sustenta pelo seu poder. Não há como não ver Deus nas coisas. Aqueles que estudam ciência e que se encantam com o fascínio de aprender e de ensinar, jamais deveriam rejeitar o conhecimento de Deus.
Então, em seu discurso ele fala do astro-rei, do grande sol que ilumina a terra e a tira da escuridão dando aos seres um espetáculo aos olhos. O sol a tudo ilumina e ninguém pode se esconder dele.
Não é à toa que ele fala do sol por que em seguida, bem ato contínuo mesmo, ele fala de sua lei, testemunho, preceito, mandamento, temor e juízo. Comparativamente ao sol, sua lei é o sol de nossa alma que ilumina os corações e nos tira da escuridão dando um espetáculo à nossa mente.
Vejamos a introdução de Calvino sobre este salmo:
Para o principal músico. Uma música de David.
Davi, com a visão de incentivar os fiéis a contemplar a glória de Deus, coloca-se diante deles em primeiro lugar, num espelho dele no tecido dos céus e na requintada ordem de sua mão-de-obra que vemos; e em segundo lugar, ele lembra os nossos pensamentos para a Lei, em que Deus se tornou mais familiarizado com o povo escolhido. Tomando ocasião disso, ele continua a falar com um longo alcance sobre esse presente peculiar do Céu, elogiando e exaltando o uso da lei. Finalmente, ele conclui o salmo com uma oração.
Sl 19:1 Os céus
proclamam a glória de Deus,
e o firmamento
anuncia as obras das suas mãos.
Sl 19:2 Um dia
discursa a outro dia,
e uma noite
revela conhecimento a outra noite.
Sl 19:3 Não há linguagem,
nem há palavras,
e deles não se ouve nenhum som;
Sl 19:4 no entanto,
por toda a terra se faz ouvir a sua voz,
e as suas palavras, até aos confins do mundo.
Aí, pôs uma tenda para o sol,
Sl 19:5 o qual, como noivo que sai dos seus aposentos,
se regozija como herói, a percorrer o seu caminho.
Sl 19:6 Principia numa extremidade dos céus,
e até à outra vai o seu percurso;
e nada refoge ao seu calor.
Sl 19:7 A lei do SENHOR
é perfeita
e restaura a alma;
o testemunho do SENHOR
é fiel
e dá sabedoria aos símplices.
Sl 19:8 Os preceitos do SENHOR
são retos
e alegram o coração;
o mandamento do SENHOR
é puro
e ilumina os olhos.
Sl 19:9 O temor do SENHOR
é límpido
e permanece para sempre;
os juízos do SENHOR
são verdadeiros
e todos igualmente, justos.
Sl 19:10 São mais desejáveis do que ouro,
mais do que muito ouro depurado;
e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos.
Sl 19:11 Além disso,
por eles se admoesta o teu servo;
em os guardar, há grande recompensa.
Sl 19:12 Quem há que possa discernir as próprias faltas?
Absolve-me das que me são ocultas.
Sl 19:13 Também da soberba
guarda o teu servo,
que ela não me domine;
então, serei irrepreensível
e ficarei livre de grande transgressão.
Sl 19:14 As palavras
dos meus lábios
e o meditar
do meu coração
sejam agradáveis na tua presença,
SENHOR,
rocha minha
e redentor meu!
Finaliza Davi este salmo, depois de falar e meditar coisas profundas do Deus criador e que nos deu suas leis, com uma oração do fundo de sua alma para que tanto as suas palavras como as meditações de seu coração sejam sempre agradáveis diante dele de quem não podemos fugir.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Proclamar a Exclusividade de Jesus Resultará em Perseguição


Se os cristãos primitivos estivessem preparados para ter Jesus simplesmente incluído no panteão romano da época, então eles teriam conseguido evitar a perseguição. Mas eles não fizeram isso, nem poderiam fazer. As saudações comuns do mundo romano que afirmam a deidade essencial de César como seu líder e soberano; homens, enquanto se encontravam pelas feiras, afirmavam diariamente: “César é Senhor.” E como cristãos, eles tomaram a oportunidade de dizer que não, que na verdade Jesus é Senhor. Eles estavam começando a entender que todo joelho no fim se dobraria a Jesus. E, portanto, havia uma diferença radical na maneira que eles viam a cultura de seu tempo.
Tudo o que eles precisavam fazer era simplesmente permitir que Jesus fosse incluído entre as outras deidades da época.
Era só fingir, só encontrar um lugar para ele. “Por que vocês precisam ser esse tipo de pessoa?” “Por que vocês têm que fazer tanta agitação sobre Jesus de Nazaré?” “Ficaremos muito felizes em ter um lugar para Jesus, olhe, já temos um pilar para ele, e vocês podem colocar um busto de Jesus lá assim como os outros.”
Não. Eles disseram: “Não faremos isso.” Então lhes responderam: “Se vocês não fizerem isso, lhes penduraremos de ponta-cabeça, lhes fincaremos no chão, e botaremos fogo em vocês.” “Se vocês não fizerem isso, lhes forçaremos à rendição, ou morrerão.” E vocês leram a história da igreja o suficiente para saber que o contexto no qual foi feita a afirmação das alegações exclusivas de Jesus, foi um contexto que resultou na morte daqueles que se agarraram mais fortemente a ela.
Mas estamos muito longe de lá, e hoje é uma época diferente, não é? Aqui estamos nos Estados Unidos. A perseguição pode não ser física para a maioria de nós, mas ela certamente é intelectual e social no avanço da vida diária. E a disposição predominante que nos permite até encarar esta questão, é uma disposição que separa a si mesma das certezas. Isto é, separadamente de toda certeza, exceto da certeza de que não há certezas. A noção de que, de uma maneira ou de outra, há verdade a ser descoberta e definida está cada vez mais ausente em todo ponto de nossa sociedade.