terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Salmo 19: 1-14 - A EXCELÊNCIA DA CRIAÇÃO E DA PALAVRA DE DEUS

Que belo salmo, novamente de Davi! Ele inicia falando dos céus que proclamam a glória de Deus e do firmamento que anuncia, sem palavras, as suas obras. Então ele dá detalhes dessa obra que fala sem palavras e dos discursos que cada dia e cada noite tem a revelar para a outra.
Deus fala não somente usando sua própria boca e anunciando a sua voz como também pelas coisas criadas que ele as sustenta pelo seu poder. Não há como não ver Deus nas coisas. Aqueles que estudam ciência e que se encantam com o fascínio de aprender e de ensinar, jamais deveriam rejeitar o conhecimento de Deus.
Então, em seu discurso ele fala do astro-rei, do grande sol que ilumina a terra e a tira da escuridão dando aos seres um espetáculo aos olhos. O sol a tudo ilumina e ninguém pode se esconder dele.
Não é à toa que ele fala do sol por que em seguida, bem ato contínuo mesmo, ele fala de sua lei, testemunho, preceito, mandamento, temor e juízo. Comparativamente ao sol, sua lei é o sol de nossa alma que ilumina os corações e nos tira da escuridão dando um espetáculo à nossa mente.
Vejamos a introdução de Calvino sobre este salmo:
Para o principal músico. Uma música de David.
Davi, com a visão de incentivar os fiéis a contemplar a glória de Deus, coloca-se diante deles em primeiro lugar, num espelho dele no tecido dos céus e na requintada ordem de sua mão-de-obra que vemos; e em segundo lugar, ele lembra os nossos pensamentos para a Lei, em que Deus se tornou mais familiarizado com o povo escolhido. Tomando ocasião disso, ele continua a falar com um longo alcance sobre esse presente peculiar do Céu, elogiando e exaltando o uso da lei. Finalmente, ele conclui o salmo com uma oração.
Sl 19:1 Os céus
proclamam a glória de Deus,
e o firmamento
anuncia as obras das suas mãos.
Sl 19:2 Um dia
discursa a outro dia,
e uma noite
revela conhecimento a outra noite.
Sl 19:3 Não há linguagem,
nem há palavras,
e deles não se ouve nenhum som;
Sl 19:4 no entanto,
por toda a terra se faz ouvir a sua voz,
e as suas palavras, até aos confins do mundo.
Aí, pôs uma tenda para o sol,
Sl 19:5 o qual, como noivo que sai dos seus aposentos,
se regozija como herói, a percorrer o seu caminho.
Sl 19:6 Principia numa extremidade dos céus,
e até à outra vai o seu percurso;
e nada refoge ao seu calor.
Sl 19:7 A lei do SENHOR
é perfeita
e restaura a alma;
o testemunho do SENHOR
é fiel
e dá sabedoria aos símplices.
Sl 19:8 Os preceitos do SENHOR
são retos
e alegram o coração;
o mandamento do SENHOR
é puro
e ilumina os olhos.
Sl 19:9 O temor do SENHOR
é límpido
e permanece para sempre;
os juízos do SENHOR
são verdadeiros
e todos igualmente, justos.
Sl 19:10 São mais desejáveis do que ouro,
mais do que muito ouro depurado;
e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos.
Sl 19:11 Além disso,
por eles se admoesta o teu servo;
em os guardar, há grande recompensa.
Sl 19:12 Quem há que possa discernir as próprias faltas?
Absolve-me das que me são ocultas.
Sl 19:13 Também da soberba
guarda o teu servo,
que ela não me domine;
então, serei irrepreensível
e ficarei livre de grande transgressão.
Sl 19:14 As palavras
dos meus lábios
e o meditar
do meu coração
sejam agradáveis na tua presença,
SENHOR,
rocha minha
e redentor meu!
Finaliza Davi este salmo, depois de falar e meditar coisas profundas do Deus criador e que nos deu suas leis, com uma oração do fundo de sua alma para que tanto as suas palavras como as meditações de seu coração sejam sempre agradáveis diante dele de quem não podemos fugir.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Proclamar a Exclusividade de Jesus Resultará em Perseguição


Se os cristãos primitivos estivessem preparados para ter Jesus simplesmente incluído no panteão romano da época, então eles teriam conseguido evitar a perseguição. Mas eles não fizeram isso, nem poderiam fazer. As saudações comuns do mundo romano que afirmam a deidade essencial de César como seu líder e soberano; homens, enquanto se encontravam pelas feiras, afirmavam diariamente: “César é Senhor.” E como cristãos, eles tomaram a oportunidade de dizer que não, que na verdade Jesus é Senhor. Eles estavam começando a entender que todo joelho no fim se dobraria a Jesus. E, portanto, havia uma diferença radical na maneira que eles viam a cultura de seu tempo.
Tudo o que eles precisavam fazer era simplesmente permitir que Jesus fosse incluído entre as outras deidades da época.
Era só fingir, só encontrar um lugar para ele. “Por que vocês precisam ser esse tipo de pessoa?” “Por que vocês têm que fazer tanta agitação sobre Jesus de Nazaré?” “Ficaremos muito felizes em ter um lugar para Jesus, olhe, já temos um pilar para ele, e vocês podem colocar um busto de Jesus lá assim como os outros.”
Não. Eles disseram: “Não faremos isso.” Então lhes responderam: “Se vocês não fizerem isso, lhes penduraremos de ponta-cabeça, lhes fincaremos no chão, e botaremos fogo em vocês.” “Se vocês não fizerem isso, lhes forçaremos à rendição, ou morrerão.” E vocês leram a história da igreja o suficiente para saber que o contexto no qual foi feita a afirmação das alegações exclusivas de Jesus, foi um contexto que resultou na morte daqueles que se agarraram mais fortemente a ela.
Mas estamos muito longe de lá, e hoje é uma época diferente, não é? Aqui estamos nos Estados Unidos. A perseguição pode não ser física para a maioria de nós, mas ela certamente é intelectual e social no avanço da vida diária. E a disposição predominante que nos permite até encarar esta questão, é uma disposição que separa a si mesma das certezas. Isto é, separadamente de toda certeza, exceto da certeza de que não há certezas. A noção de que, de uma maneira ou de outra, há verdade a ser descoberta e definida está cada vez mais ausente em todo ponto de nossa sociedade.

Salmo 18: 1-50 - DAVI CANTA AO SENHOR A SUA VITÓRIA SOBRE OS SEUS INIMIGOS

Davi neste salmo começa com uma declaração de amor ao seu Deus que por ele tudo executa. Deus é a sua fortaleza, por isso ele está alegre e celebrando a Deus com todas as suas forças.
Ele faz oito enumerações do SENHOR como:
1.     Rocha.
2.     Cidadela.
3.     Libertador.
4.     Deus.
5.     Rochedo.
6.     Escudo.
7.     Força.
8.     Baluarte.

É a este Deus que ele tem invocado e Deus tem sido fiel por que não negligenciou sua oração.
Ele estava cercado, encurralado e seus inimigos impiedosos estavam prontos para o devorar. Às vezes, passamos por momentos assim em que nada nem ninguém está perto para nos socorrer e até o chão sob os nossos pés começam a afundar e em pouco tempo estamos submersos e sendo tragado pela própria terra faminta e ávida por mais uma vida.
Faltam-nos força, escape, alívio e a nossa sentença vem voando sobre as nossas cabeças. Davi sabia que seu Deus o ajudaria por isso o invoca e obtém dele a sua salvação.
Encontramos na introdução ao comentário de Calvino sobre o salmo 18:
Todos sabemos que foi através das dificuldades e obstáculos quase insuperáveis que David veio ao reino. Até o tempo da morte de Saul, ele era um fugitivo, e, por assim dizer, um fora da lei, e passava a vida com medo, em meio a muitas ameaças e perigos da morte.
Depois que Deus, com sua própria mão, o colocou no trono real, ele foi imediatamente assediado com os tumultos e insurreições de seus próprios assuntos, e a facção hostil sendo superior a ele no poder, ele estava muitas vezes no ponto de ser completamente derrubado. Os inimigos estrangeiros, por outro lado, o tentaram severamente até a sua velhice.
Estas calamidades, ele nunca teria superado se ele não tivesse sido auxiliado pelo poder de Deus. Tendo obtido muitas vitórias e sinais, ele não age como alguns homens irreligiosos estão acostumados a fazer ao cantarem uma canção de triunfo em homenagem a si mesmo, pelo contrário, ele exalta e magnifica a Deus o autor dessas vitórias com um conjunto de epítetos marcantes e apropriados em um estilo de superação, grandeza e sublimidade.
Este salmo, portanto, é o primeiro desses salmos em que Davi comemora, em sublimes tensões, a maravilhosa graça que Deus mostrou em relação a ele, tanto para colocá-lo na posse do reino quanto depois para mantê-lo nele. Ele também mostra que seu reinado era uma imagem e tipo do reino de Cristo pronto para ensinar e assegurar aos fiéis que Cristo, apesar do mundo inteiro e de toda a resistência que podem fazer, será, pelo estupendo e incompreensível Poder do Pai, feito sempre vitorioso.
Ao chefe do músico de Davi, servo do Senhor, que cantou a Jeová as palavras desta canção no dia em que o Senhor o livrou da mão de todos os seus inimigos e das mãos de Saul.
Sl 18:1 Eu te amo,
ó SENHOR,
força minha.
Sl 18:2 O SENHOR
é a minha rocha,
a minha cidadela,
o meu libertador;
o meu Deus,
o meu rochedo em que me refugio;
o meu escudo,
a força da minha salvação,
o meu baluarte.
Sl 18:3 Invoco o SENHOR,
digno de ser louvado,
e serei salvo dos meus inimigos.
Sl 18:4 Laços de morte me cercaram,
torrentes de impiedade me impuseram terror.
Sl 18:5 Cadeias infernais me cingiram,
e tramas de morte me surpreenderam.
Sl 18:6 Na minha angústia,
invoquei o SENHOR,
gritei por socorro ao meu Deus.
Ele do seu templo
ouviu a minha voz,
e o meu clamor
lhe penetrou os ouvidos.
Sl 18:7 Então,
a terra se abalou e tremeu,
vacilaram também os fundamentos dos montes
e se estremeceram,
porque ele se indignou.
Sl 18:8 Das suas narinas
subiu fumaça,
e fogo devorador,
da sua boca;
dele saíram
brasas ardentes.
Sl 18:9 Baixou ele
os céus,
e desceu,
e teve sob os pés densa escuridão.
Sl 18:10 Cavalgava um querubim
e voou;
sim, levado velozmente nas asas do vento.
Sl 18:11 Das trevas
fez um manto em que se ocultou;
escuridade de águas
e espessas nuvens dos céus
eram o seu pavilhão.
Sl 18:12 Do resplendor que diante dele havia,
as densas nuvens se desfizeram
em granizo e brasas chamejantes.
Sl 18:13 Trovejou, então, o SENHOR, nos céus;
o Altíssimo levantou a voz,
e houve granizo e brasas de fogo.
Sl 18:14 Despediu as suas setas
e espalhou os meus inimigos,
multiplicou os seus raios
e os desbaratou.
Sl 18:15 Então, se viu
o leito das águas,
e se descobriram
os fundamentos do mundo,
pela tua repreensão,
SENHOR,
pelo iroso resfolgar das tuas narinas.
Sl 18:16 Do alto
me estendeu ele a mão
e me tomou;
tirou-me
das muitas águas.
Sl 18:17 Livrou-me
de forte inimigo
e dos que me aborreciam,
pois eram mais poderosos do que eu.
Sl 18:18 Assaltaram-me no dia da minha calamidade,
mas o SENHOR me serviu de amparo.
Sl 18:19 Trouxe-me para um lugar espaçoso;
livrou-me,
porque ele se agradou de mim.
Sl 18:20 Retribuiu-me o SENHOR,
segundo a minha justiça,
recompensou-me
conforme a pureza das minhas mãos.
Sl 18:21 Pois tenho guardado
os caminhos do SENHOR
e não me apartei perversamente do meu Deus.
Sl 18:22 Porque todos os seus juízos
me estão presentes,
e não afastei de mim
os seus preceitos.
Sl 18:23 Também fui íntegro para com ele
e me guardei da iniquidade.
Sl 18:24 Daí retribuir-me o SENHOR,
segundo a minha justiça,
conforme a pureza das minhas mãos,
na sua presença.
Sl 18:25 Para com o benigno,
benigno te mostras;
com o íntegro,
também íntegro.
Sl 18:26 Com o puro,
puro te mostras;
com o perverso,
inflexível.
Sl 18:27 Porque
tu salvas o povo humilde,
mas os olhos altivos,
tu os abates.
Sl 18:28 Porque
fazes resplandecer a minha lâmpada;
o SENHOR,
meu Deus,
derrama luz
nas minhas trevas.
Sl 18:29 Pois contigo
desbarato exércitos,
com o meu Deus
salto muralhas.
Sl 18:30 O caminho de Deus é perfeito;
a palavra do SENHOR é provada;
ele é escudo para todos os que nele se refugiam.
Sl 18:31 Pois quem é Deus,
senão o SENHOR?
E quem é rochedo,
senão o nosso Deus?
Sl 18:32 O Deus que me revestiu de força
e aperfeiçoou o meu caminho,
Sl 18:33 ele deu a meus pés
a ligeireza das corças
e me firmou nas minhas alturas.
Sl 18:34 Ele adestrou
as minhas mãos para o combate,
de sorte que os meus braços vergaram um arco de bronze.
Sl 18:35 Também me deste
o escudo da tua salvação,
a tua direita
me susteve,
e a tua clemência
me engrandeceu.
Sl 18:36 Alargaste
sob meus passos o caminho,
e os meus pés
não vacilaram.
Sl 18:37 Persegui os meus inimigos,
e os alcancei,
e só voltei
depois de haver dado cabo deles.
Sl 18:38 Esmaguei-os a tal ponto,
que não puderam levantar-se;
caíram sob meus pés.
Sl 18:39 Pois de força me cingiste
para o combate
e me submeteste
os que se levantaram contra mim.
Sl 18:40 Também puseste em fuga os meus inimigos,
e os que me odiaram,
eu os exterminei.
Sl 18:41 Gritaram por socorro,
mas ninguém lhes acudiu;
clamaram ao SENHOR,
mas ele não respondeu.
Sl 18:42 Então,
os reduzi a pó ao léu do vento,
lancei-os fora como a lama das ruas.
Sl 18:43 Das contendas do povo
me livraste
e me fizeste cabeça das nações;
povo que não conheci
me serviu.
Sl 18:44 Bastou-lhe ouvir-me a voz,
logo me obedeceu;
os estrangeiros
se me mostram submissos.
Sl 18:45 Sumiram-se
os estrangeiros
e das suas fortificações
saíram, espavoridos.
Sl 18:46 Vive o SENHOR,
e bendita seja a minha rocha!
Exaltado
seja o Deus da minha salvação,
Sl 18:47 o Deus
que por mim
tomou vingança
e me submeteu povos;
Sl 18:48 o Deus
que me livrou dos meus inimigos;
sim,
tu que me exaltaste
acima dos meus adversários
e me livraste do homem violento.
Sl 18:49 Glorificar-te-ei,
pois, entre os gentios,
ó SENHOR,
e cantarei
louvores ao teu nome.
Sl 18:50 É ele
quem dá grandes vitórias ao seu rei
e usa de benignidade
para com o seu ungido,
com Davi
e sua posteridade,
para sempre.
Aqui aprendemos que Deus se mostra inflexível para quem tem a opção de agir perversamente. Estamos acostumados a somente entender Deus como amor e sendo bom e esquecemos que também ele é justo e, portanto, se ira com a injustiça.

Davi reconheceu Deus na sua vida e na condução de todos os fatos relacionados à sua ascensão ao trono. Ele sabia que haveria de chegar no topo, onde Deus o quis colocar para a sua glória. Davi teve a paciência de esperar no Senhor e embora tenha caído em pecados graves, foi humilde e reconheceu seu erro.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Uma Nação Feliz!


Aos amados irmãos da Primeirona, eis a versão escrita de meu sermão ministrado hoje no culto de Santa Ceia, das 17h.

Salmo 17: 1-15 - DAVI NOS ENSINA A CLAMAR A DEUS


Davi novamente está invocando a Deus e pedindo sua proteção, ajuda, livramento. Eu sempre me impressiono com a forma de Davi orar e quero aprender. Ele ora como quem conhece a seu Deus e sabe que ele está ouvindo e já já responderá suas súplicas.
Ele sabe que não obterá de Deus a perversão do direito e da justiça, mas reconhece que nesta vida as pessoas que rejeitam a Deus são perversas, sem escrúpulos e prontas para torcerem o direito a seu favor. Davi não quer isso, apenas clama sabendo que Deus irá socorrê-lo, dentro da sua justiça.
Vamos ver o comentário de Calvino sobre o início deste salmo:
Este salmo contém uma triste reclamação contra o orgulho cruel dos inimigos de Davi. Ele protesta que ele não mereceu ser perseguido com tanta desumanidade, na medida em que ele não lhes deu nenhuma causa para exercer sua crueldade contra ele. Ao mesmo tempo, ele pede a Deus, como seu protetor, que lhe mostre seu poder para sua libertação. A inscrição do salmo não se refere a nenhum momento em particular, mas é provável que David aqui reclame de Saul e seus associados.
Uma oração de David..
O que fez Davi para ser tão perseguido assim? Nada! Era por causa do Espírito de Deus que estava nele e que todos já sabiam disso.
Sl 17:1 Ouve,
SENHOR,
a causa justa,
atende
ao meu clamor,
dá ouvidos
à minha oração,
que procede de lábios não fraudulentos.
Sl 17:2 Baixe de tua presença
o julgamento a meu respeito;
os teus olhos veem com equidade.
Sl 17:3 Sondas-me
o coração,
de noite
me visitas,
provas-me
no fogo
e iniquidade nenhuma encontras em mim;
a minha boca não transgride.
Sl 17:4 Quanto às ações dos homens,
pela palavra dos teus lábios,
eu me tenho guardado dos caminhos do violento.
Sl 17:5 Os meus passos
se afizeram às tuas veredas,
os meus pés
não resvalaram.
Sl 17:6 Eu te invoco,
ó Deus,
pois tu me respondes;
inclina-me
os ouvidos
e acode às minhas palavras.
Sl 17:7 Mostra
as maravilhas da tua bondade,
ó Salvador dos que à tua destra
buscam refúgio
dos que se levantam contra eles.
Sl 17:8 Guarda-me
como a menina dos olhos,
esconde-me
à sombra das tuas asas,
Sl 17:9 dos perversos que me oprimem,
inimigos que me assediam de morte.
Sl 17:10 Insensíveis,
cerram o coração,
falam com lábios insolentes;
Sl 17:11 andam agora
cercando os nossos passos
e fixam em nós os olhos
para nos deitar por terra.
Sl 17:12 Parecem-se
com o leão,
ávido por sua presa,
ou o leãozinho,
que espreita de emboscada.
Sl 17:13 Levanta-te,
SENHOR,
defronta-os,
arrasa-os;
livra do ímpio
a minha alma
com a tua espada,
Sl 17:14 com a tua mão,
SENHOR,
dos homens mundanos,
cujo quinhão é desta vida
e cujo ventre
tu enches dos teus tesouros;
os quais se fartam de filhos
e o que lhes sobra
deixam aos seus pequeninos.
Sl 17:15 Eu, porém,
na justiça
contemplarei a tua face;
quando acordar,
eu me satisfarei
com a tua semelhança.

Quem vê a justiça, vê Deus; quem vê Deus, vê a justiça! Se pudéssemos personificar a Justiça e fazê-la materializar-se diante de nós, teríamos de nos curvar diante dela em adoração por que ela seria Deus. Deus é justo, isto é, Deus é mais do que justo, ele é a justiça! Davi sabia disso...
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
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sábado, 2 de fevereiro de 2013

Salmo 16: 1-11 - OS NOTÁVEIS QUE ESTÃO NA TERRA

Quando lemos e meditamos em Salmos, a ideia do Messias, de Cristo, do Ungido do Senhor parece dominar a nossa mente. Ele mesmo Jesus e o Espírito Santo aplicou muitas das coisas que aconteceram com Davi e com outros salmistas à vida do Messias.
O salmo começa com um pedido por proteção e guarda, e um motivo porque deveria Deus guardá-lo, por que ele Nele busca refugio. Onde é que temos nos refugiado? Se for no Senhor, poderemos orar para ele nos guardar e ele nos guardará. Jesus, o Messias, era o máximo exemplo de alguém que se refugiava plenamente em Deus e por isso era guardado em sua jornada.
Ele chamou os santos que há na terra de notáveis! Ele me chamou de notável por que quem são os santos se não aqueles que ele tem separado para sua glória e prazer pelos quais morreu e depois ressuscitou?
Vejamos a introdução do comentário de Calvino sobre este salmo também de Davi:
No começo, David recomenda-se à proteção de Deus. Ele então medita sobre os benefícios que recebeu de Deus e, assim, se prepara para a ação de graças. Por seu serviço, é verdade, ele não pode, em nenhum caso, ser lucrativo para Deus, mas ele, no entanto, se rende e dedica-se inteiramente a ele, protestando que ele não terá nada a ver com as superstições. Ele também declara o motivo disso, que a felicidade plena e substancial consiste em descansar somente em Deus, que nunca fez sofrer de forma vingativa seu próprio povo para dele querer qualquer coisa boa.
Mictam de David.
Quanto ao significado da palavra mictam, os expositores judeus não são de uma só mente. Alguns derivam de ktm, catham, como se fosse uma crista dourada ou jóia. Outros pensam que é o início de uma música, que na época era muito comum. Para os outros parece ser um pouco de melodia, e essa opinião estou inclinada a adotar.
Não há Deus como nosso Deus que nos deixou a Bíblia e, especialmente Salmos – o seu coração – para nele, nossa alma encontrar descanso, abrigo, proteção e alimento.
Sl 16:1 Guarda-me,
ó Deus,
porque em ti me refugio.
Sl 16:2 Digo ao SENHOR:
Tu és o meu Senhor;
outro bem não possuo,
senão a ti somente.
Sl 16:3 Quanto aos santos que há na terra,
são eles os notáveis
nos quais tenho todo o meu prazer.
Sl 16:4 Muitas serão as penas
dos que trocam o SENHOR por outros deuses;
não oferecerei as suas libações de sangue,
e os meus lábios não pronunciarão o seu nome.
Sl 16:5 O SENHOR
é a porção da minha herança
e o meu cálice;
tu és
o arrimo da minha sorte.
Sl 16:6 Caem-me as divisas
em lugares amenos,
é mui linda a minha herança.
Sl 16:7 Bendigo o SENHOR,
que me aconselha;
pois até durante a noite
o meu coração me ensina.
Sl 16:8 O SENHOR,
tenho-o sempre à minha presença;
estando ele à minha direita,
não serei abalado.
Sl 16:9 Alegra-se,
pois, o meu coração,
e o meu espírito
exulta;
até o meu corpo repousará seguro.
Sl 16:10 Pois não deixarás a minha alma na morte,
nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.
Sl 16:11 Tu me farás ver
os caminhos da vida;
na tua presença
há plenitude
de alegria,
na tua destra,
delícias perpetuamente.
Onde é que estão as delícias perpétuas e a plenitude da alegria? Não é isso que o homem busca e sempre buscou, mesmo usando meios ilícitos? Pois bem, Deus colocou tudo isso e muito mais em Jesus Cristo: ele é o caminho da vida, conforme Sl 16:11. Fico triste de ver que nós, apesar de Cristo, continuamos a buscar aquilo que nos aprisiona e não pode nos libertar, jamais: o pecado!
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
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