INSCREVA-SE!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Faltam 826 dias para 26/04/13 (Inicio: 31/07/10).

TEMA: Como vencer o pecado?

 

Não faço o que aprovo. O que quero, isso não faço. O que aborreço, isso faço. Se faço o que não quero, consinto, então, que a lei é boa. Logo, já não sou eu que faço isto. Quem faz isto é o pecado que habita em mim. O pecado habita em mim?

 

Sim, na minha carne não habita bem algum. Existe algum bem que habita em mim? Na minha carne, não. Não habita bem algum na minha carne! O querer o bem, o bom, o justo, as coisas de Deus está em mim, no entanto, não consigo realizá-las. Por quê?

 

Por que não faço o bem que quero. Eu não faço o bem que quero! E o mal que não quero? Esse, sim, eu faço. Eu faço o mal que não quero! Eu, tanto não faço o bem que quero, como também, faço o mal que não quero. A culpa é do pecado! A culpa é do pecado que habita em mim!

 

É uma lei! Qual lei? A lei de que quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Quem está comigo quando eu quero fazer o bem? O mal! Impressionante, não é? Existe uma lei que é mais forte do que a gente e que se aplica quando quero fazer o bem. Já quando quero fazer o mal não há lei alguma porque faço o que é da minha própria natureza adâmica decaída.

 

Vemos que há duas leis nesses versículos: a lei do pecado e a lei do meu entendimento. Com a carne sirvo o pecado. Com meu entendimento, à lei de Deus. Ora, apareceu mais uma lei, a lei de Deus. Por isso que não vencemos o pecado nunca, pois ele se faz lei para nós. Quando tento dominar o pecado, caio na lei do pecado e ao invés de dominá-lo, torno-me mais dependente dele, mais escravo.

 

Se, por um tempo, eu o venço ou o subjugo, na verdade, na verdade, não estou vencendo, mas fabricando uma bomba atômica que quando for detonada irá me abater até ao pó. Outro risco, com vitórias aparentes ou temporárias, é o do orgulho. Passo a achar-me forte, poderoso, dominador e começo também a despresar os que não são como eu, forte.

 

Acho, então, que são fracos, sem vergonhas e que merecem castigo, punição, justiça e juízo. Então ao vencer, eu não estou vencendo, mas tendo a ilusão de que estou vencendo. Como então vencer o pecado? Resistindo e subjugando-o? Sinceramente, não creio. Eu não deixarei de pecar, deixando de pecar, pois isto é obra: "eu deixei de pecar" ou "eu estou deixando de pecar".

 

Não devemos ter como objetivo ou "neura" o deixarmos de pecar. Não seja isso o que ocupe a nossa mente. Se estamos enxertados na videira verdadeira, somos ramos dela. Se somos ramos da videira, produziremos frutos, muitos frutos. Não dá para eu produzir qualquer fruto estando fora da videira, mas estando na videira.

 

Se eu tenho fé, a fé não é minha, pois não posso estar, nem ser , nem viver independentemente. Eu não posso ter fé estando fora da videira. A fé é dom de Deus, dom gratuíto de Deus. Eu somente tenho fé operante quando estou na videira enxertado. Tudo vem de Deus. Tudo é para Deus. Tudo é por Deus.

 

"15. Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço.16. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. 17. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. 18. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. 19. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. 20. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. 21. Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. 22. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; 23. Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. 24. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? 25. Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado"

 

A Deus toda a glória!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Faltam 827 dias para 26/04/13 (Inicio: 31/07/10).

TEMA: Amor de Pastor 3!

 

Por ninguém! Eu não quero ser reconhecido por ninguém! Que diminua eu para que tua glória cresça mais e mais.

 

"15. Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço.16. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. 17. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. 18. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. 19. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. 20. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. 21. Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. 22. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; 23. Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. 24. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? 25. Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado"

 

O homem sempre procura diante de Deus se justificar e dificilmente aceita o seu favor e graça. Ele sempre quer estar fazendo algo, ainda que seja mínimo ele quer ter o mérito por algo. Dificilmente o homem aceita a graça de Deus por causa de seu orgulho. Aceitar que a salvação é gratuíta, totalmente gratuíta, é como um ato de ofensa ao homem.

 

Reparem na questão da fé e das obras. O que me justifica diante de Deus? As minhas obras? Não! Elas não me justificam diante de Deus, mas as minhas obras justificam a minha fé. Se tenho fé, como provarei que tenho fé se não pelas minhas obras? Mostra-me a tua fé sem obras e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.

 

Não me justifico diante de Deus pelas minhas obras por que se não Deus seria meu devedor. Cada obra me geraria o direito de reclamar de Deus o salário devido. Logo, as minhas obras não são minhas, pois se fosse, eu teria direitos sobre elas. Na oração isso fica bem claro, pois não dou graças por que faço obras.

 

Imaginem eu chegando a Deus e lhe falando: obrigado Senhor pelas obras que fiz e que justificam a minha fé. Não dá, não é? Eu não sou justo por que eu pratico a justiça, mas por que Deus me fa justo em Cristo Jesus. da mesma forma, eu não faço obras porque eu as pratico, mas por que Deus me concede a sua graça.

 

Ninguém será justificado por obras diante de Deus, logo: eu não sou justo, nem bom, nem reto, nem santo. No entanto, em Cristo Jesus, Deus me faz justo, bom, reto, santo. Quanto ao pecado, temos escrito que não sou eu quem faço, mas o pecado que está em mim. Pois o querer o bem está em mim, mas não o executá-lo.

 

Glórias a Deus que por nós tudo faz! É a graça de Deus que me faz ter fé, ter obras. Se é a graça de Deus, não tenho do que me orgulhar, mas temer e tremer diante de Deus. Já não sou eu quem faço o bem, mas a graça de Deus é quem me faz fazer o bem. Não há glórias em mim, não há, portanto, reconhecimento algum pelo qual passo a merecer algo.

 

Uma coisa faço e farei, esquecendo-me das coisas que para trás ficam, prossigo avante para o prêmio da soberana vocação em Cristo Jesus. Quando eu acho que eu tenho fé e que portanto tenho obras, eu já perdi tanto a fé quanto as obras.  Para eu produzir mais frutos a Deus, eu preciso estar na videira, pois não posso produzir frutos sem estar nela enxertado.

 

Eu  não tenho méritos, por isso que minhas obras são trapos de imundície e sujidade. Elas não tem valor algum para minha santificação, mas quando estou nele ligado, enxertado, as obras que ele me permite fazer por sua graça, servem para glorificá-lo e honrá-lo. Essa obra, sim, não é trapo de imundície, nem sujidade.

 

Meditar nesse assunto é bastante complexo e pode gerar muita confusão de compreensão. Também é difícil falar dele, mas está em mim e ainda falarei muito disso. Meu filho acaba de me perguntar coisas difíceis e eu lhe disse que nos sentimos down porque na realidade estamos buscando justificativas para praticar o que não convêm, pois, sem estas justificativas, não temos como encarar o Espírito Santo.

 

A Deus toda a glória!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Faltam 828 dias para 26/04/13 (Inicio: 31/07/10).

TEMA: Amor de Pastor 2!
 
Sem dúvidas, a minha glória, como pastor, é fazer com que conheçam a ti Senhor. Diz-nos o Catecismo Maior de Westminster na pergunta 1: qual o fim supremo e principal do homem? Resposta: o fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus e alegrar-se nele para sempre.
 
Eu entendo que buscar sempre a glória de Deus em tudo e alegrar-se nele é, como se diz, o fim supremo e principal do homem. Reparem que não é somente supremo, mas principal também. Supremo, significa que nada está acima disso. Principal, que é mais importante.
 
Reconhecer o trabalho e a dedicação de alguém é mais importante do que ser reconhecido. Quem reconhece o que os outros fazem tem maior sensibilidade e mostra maior maturidade. Quando reconhecemos o nosso próximo estamos mais próximos de Deus?
 
Reconheço minha necessidade de buscar ao Senhor para que ele me ajude a glorificá-lo em tudo. Aceitar as glórias e não transferi-las a Deus significa que estou buscando o reconhecimento devido e merecido, isto é, Deus está me devendo... mas não é assim.
 
Eu, no entanto, caio num laço terrível quando meu foco de atenção sai da glória de Deus para a glória humana. Pior que muitas vezes alcançamos essa glória e ela vicia, pois massageia o nosso ego e nos torna dependentes de reconhecimentos e novas glórias.
 
Creio que deixando a minha glória e o meu reconhecimento para buscar a glória de Deus e o seu reconhecimento ou o reconhecimento de meu próximo, eu estarei alcançando – não que este seja o objetivo – indiretamente o verdadeiro reconhecimento e glórias devidas.
 
O fato de eu tirar o foco do meu “eu” já me é vitória. Diz a palavra de Deus, em outra parte, que quem quiser se gloriar que se glorie em conhecê-lo e saber que ele faz beneficência, juízo, justiça na terra. “Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o SENHOR, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR.” (Jr 19:24).
 
Não é que a palavra diz entender e conhecer? Eu me glorio nisso: em entendê-lo e conhecê-lo. Em outra parte ainda há uma outra palavra profética de que a terra ainda se encherá do conhecimento do Senhor. “Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do SENHOR, como as águas cobrem o mar.” (Hb 2:14).
 
Homem de Deus que anuncia a palavra de Deus ao povo de Deus sendo tu instrumento de Deus, não vês que tudo é de Deus e tudo é para Deus?
 
Então, porque a busca pelo reconhecimento, pela glória, pela fama, pelos holofotes, pelas massagens de teu ego, pelos elogios? Não é tudo do Senhor e para a sua glória? O que temos que não temos recebido?
 
Creio que se recebemos, então não veio de nós, mas de Deus, logo que a glória é sempre dele. Isso é saúde para nós e tira de nós a inveja e o desejo de superar o outro para sermos melhores que nosso próximo. Deus não nos chamou para sermos melhores do que ninguém, mas nos chamou para sermos cada dia melhores.
 
Isso mesmo, não tem contradição. Sou e faço o meu melhor quando faço buscando a glória de Deus. Agora, em eu buscando a sua glória, ele, de sua própria vontade, quiser me exaltar, o que tem você com isso?
 
Deus pode todas as coisas e quando ele ou os outros nos exaltam, a nossa exaltação é legítima e a glória sobe para Deus. A sua glória, diz palavra dele, não a darei a ninguém. “Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura.” (Is 42:8).
 
O nosso Deus nos coroou com a mente de Cristo onde, plenamente, habitam riquezas de sabedoria, de conhecimento e de amor. A busca da glória de Deus nos enche de glória, não nossa, dele. É tudo mistério, lindo, maravilhoso, profundo. O amor de pastor nos constrange a darmos as glórias a Deus: glórias a Deus!
 
Soli Deo Gloria!
 

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Faltam 829 dias para 26/04/13 (Inicio: 31/07/10).

TEMA: Amor de Pastor!
 
Eu não preciso ser reconhecido por ninguém... Assim começa uma canção do TOQUE NO ALTAR.
 
Uma coisa devemos fazer sempre e a canção continua: A minha glória é fazer com que conheçam a Ti. E que diminua eu pra que tu cresças, Senhor, mais e mais.
 
Nada é mais triste que não ser reconhecido quando nos esforçamos e procuramos de todos os meios despertar a atenção dos que estão a nossa volta. Na obra do Senhor, como sofre o pastor quando cria expectativas de reconhecimentos. Se a motivação de eu fazer algo estiver na resposta do outro eu não estarei agindo no amor.
 
A indiferença, o descuido, o desprezo, a negligência, a não correspondência aliada a cobrança acabam sugando o desejo de agradar, de corresponder, de surpreender. Então o que o pastor deve fazer? Não espero nunca o reconhecimento pelo que faço, embora sinta a falta dele.
 
O momento experimentado de dor causada pela indiferença, eu apresento a Deus em sacrifício e digo ao Senhor: Pai, ajudá-me a amar livremente, liberalmente, prontamente. Que a minha motivação esteja sempre em ti.
 
Pastorear um rebanho exige o amor de pastor que dá a sua vida pelas suas ovelhas embora essas ovelhas nem reconheçam seu esforço, sua dedicação, seu amor voluntário e abnegado. Estou preparado para amar incondicionalmente ainda que minhas ovelhas me crucifiquem?
 
Reparem na vida de Jesus Cristo que teve em si mesmo a dor da rejeição e foi desprezado, humilhado e abandonado até pelos seus amigos íntimos, seus seguidores eleitos. Na hora da sua prisão quem ficou com ele? Creio que somente João e isso de longe. Ficaram também algumas mulheres lhe dando apoio.
 
Eu não vejo vingança em Cristo, mas amor liberal, total, voluntário, independente do que ofereciam em troca. Jesus nos ensinou a amar sempre e a recompensa pelo seu amor não aconteceu se não ao longo de muito tempo de devoção incondicional.
 
Creio que eu devo amar os que estão a minha volta da mesma forma que Cristo nos ama. O amor de Cristo também está centrado na certeza de que os seus atos estão, mesmo que não valorizados, causando uma revolução nos corações de todos os que o conhecem.
 
Irmãos e irmãs do rebanho do Senhor valorizem e tratem com respeito aqueles que presidem sobre as suas almas e que por elas gemem todos os dias em agonia até que Cristo esteja formado em cada um de vós.
 
Servos do Senhor, pastores de rebanho, o Pastor de vossas almas espera que vocês amem a igreja como ele a amou. Ele jamais excitou em dar a sua própria vida para que ela, sua igreja, estivesse cada vez mais bela e preparada.
 
O amor de Deus derramado em nossos corações nos constrangem a nos doarmos em amor pleno por todos aqueles que o Senhor traz para nós pastorearmos. Faça tudo pela sua ovelha, mas não espere reconhecimentos. Amar é dar sem esperar jamais qualquer retorno.
 
Soli Deo Gloria!