segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Romanos 8 1-39 - OS PROPÓSITOS DE DEUS.

Como já dissemos e repetiremos isso até ao fim, estamos diante de um escrito que ultrapassa a normalidade em questão de produção de conteúdo intelectual, notadamente espiritual. Não é à toa que esta epístola recebe o apelido de QUINTO EVANGELHO. Se ninguém falou como este homem, referindo-se a Jesus; ninguém escreveu como este homem, digo eu de Paulo.
Paulo escreve aos Romanos para apresentar a mensagem do evangelho aos crentes em Roma e explicar como esse evangelho corrige as divisões entre os crentes judeus e os crentes gentios. (BEG).
São tratadas nesta epístola as questões dos judeus e gentios e seus papéis interconectados na história relacionadas ao pecado, à justiça e ao juízo de Deus; ao recebimento da justificação somente mediante a fé, à parte das obras; à santificação, que conduz à glorificação, a qual ocorre mediante a dependência do Espírito Santo; e, como cristãos judeus e gentios devem aprender a aplicar o evangelho à vida prática. Estamos no capitulo 8/16, na parte II.
Breve síntese do capítulo 8.
Romanos 8 é lindo, maravilhoso. Todo crente deveria decorá-lo. Depois de lidar com o pecado e nos mostrar que ele já não tem domínio sobre nós e que devemos agora escolher a quem serviremos se a lei do pecado ou a lei da justiça, Paulo pelo Espírito Santo nos fala que nenhuma condenação há mais para os que estão em Cristo Jesus!
E será porque nenhuma condenação há sobre nós, que agora poderemos pecar à vontade e dar vazão total à carne satisfazendo ao máximo nossos apetites? Que tal? No Correio Braziliense de domingo saiu uma matéria que focava em traição conjugal como algo que agora tem comunidade e seguidores. Será que estamos livres para pecarmos?
Não, amados! Não é assim! Quem escolhe à desobediência não escolhe a Deus. Reparem que agora podemos escolher se daremos espaço à carne ou se mortificaremos nossa carne por causa de Cristo. Podemos escolher a quem serviremos? Podemos nos inclinar a um ou outro?
Quem se inclina para as coisas da carne, cogita das coisas da carne cujo pendor é a morte! Mas os que se inclinam para o Espírito, cogitam das coisas do Espírito, cujo pendor é a vida e a paz.
Vejamos o presente capítulo com mais detalhes, conforme ajuda da BEG:
III. A SALVAÇÃO PARA JUDEUS E GENTIOS (3.21-8.39) – continuação.
Como dissemos, a salvação vem para judeus e gentios do mesmo modo. Para todos, a justificação é somente mediante a fé, à parte das obras; e a santificação mediante a confiança no poder do Espírito Santo. Estamos vendo até o capítulo 8.39, a salvação para judeus e gentios. Tendo mostrado que tanto judeus como gentios são pecadores carentes de salvação, Paulo passou a explicar como a salvação alcança a todos.
Assim, seguindo a divisão proposta pela BEG, teremos duas divisões principais: A. A justificação (3.21-5.21) – estamos vendo: 1. Somente pela fé (3.21-31) – já vimos; 2. O exemplo de Abraão (4.1-25) – já vimos; 3. Os benefícios da justificação (5.1-11) – já vimos; 4. Cristo: o novo Adão (5.12-21) – já vimos; B. A santificação (6.1-8.39): 1. A destruição do domínio do pecado (6.1-23) – já vimos; 2. A luta contra o pecado (7.1-25) – já vimos; 3. Vivendo pelo Espírito (8.1-39) – veremos e concluiremos agora.
B. A santificação (6.1-8.39) - continuação.
Como já dissemos, até o capitulo oito, estaremos vendo a santificação. Tendo focado a justificação pela fé somente e os benefícios que vêm de Cristo para os que creem, Paulo passou a tratar da vida crista, ou da doutrina da santificação: sua consideração sobre o assunto se divide em três partes principais: a destruição do domínio do pecado (6.1-23), a luta permanente contra o pecado (7.1-25) e a vida no Espirito (8.1-39).
3. Vivendo pelo Espírito (8.1-39).
Tendo reconhecido a rima vida extraordinária que os crentes têm em Cristo (6.1-23), como também a realidade prática da luta contra o persistente pecado (7.1-25), o apóstolo Paulo ofereceu o encorajamento presente na descrição da vida cristã que é guiada pelo Espírito.
A preocupação do apóstolo aqui era pastoral. Paulo estava dizendo para os seus leitores: “À luz da advertência anterior sobre a sua pecaminosidade, vocês devem agora relembrar essas coisas" que nenhuma condenação existe mais para os que estão em Cristo Jesus. Provavelmente em ambos os sentidos: a decretação do julgamento e a execução da sentença.
Isso por causa de Cristo Jesus cuja lei do Espírito de Vida nos libertou da lei do pecado e da morte. É possível que Paulo tenha usado o termo “lei" aqui no sentido de "princípio", como em 7.21-23.
À luz de 8.3, é possível também que ele tivesse em mente a lei de Deus. Nesse entendimento, o apóstolo formou um contraste com a lei de Deus, operando dentro de duas estruturas ou contextos:
(1)     A lei do Espírito da vida, significando a lei que funciona "em" Cristo, revestida de poder pelo Espírito e que conduz à vida.
(2)     A lei do pecado e da morte significando a que funcionava em Adão, usada de maneira incorreta pelo pecado e que resultava em morte.
Paulo fez uma descrição mais profunda da lei enfraquecida pelo pecado. Ele não criticou a lei moral em si, mas fez a observação de que, por causa do pecado das pessoas, a lei não pode trazer salvação.
A lei que é boa, santa e justa tinha sido incapaz de salvar o homem porque estava enfraquecida pela carne e Deus, justamente, nesse corpo, em semelhança de carne pecaminosa, enviou seu próprio Filho.
A palavra “semelhança" (do grego homoioma; 1.23; 5.14; 6.5; Fp 2.7) sugere semelhança a um protótipo. A came pecaminosa significa a natureza humana, que com a queda se tornou corrompida e controlada pelo pecado.
A natureza humana de Jesus era como a nossa no tocante ao aspecto de que ele podia ser tentado. De fato, ele viveu a sua vida como parte de um mundo decaído cheio de debilidade e estava exposto a grandes pressões. 
Porém, Jesus nunca pecou e não havia nenhuma corrupção moral ou espiritual nele. Portanto, a semelhança era somente parcial. Caso tivesse Cristo de algum modo se corrompido pelo pecado, ele não poderia ter cumprido o padrão do Antigo Testamento, o qual exigia que a oferta pelo pecado fosse “sem defeito" (Lv 4.3).
Por isso foi que Deus pode assim condenar o pecado na carne. O apóstolo Paulo parece querer dizer que, na crucificação do Filho de Deus encarnado, o pecado foi julgado e condenado, de modo que agora todas as suas reivindicações de condenação contra nós se tornaram inválidas.
Consequentemente, não resta mais nenhuma condenação para aqueles que estão em Cristo.
O contraste feito por Paulo entre o velho padrão de vida e o novo, entre a vida na carne e a vida no Espírito (7.6), é encontrado agora detalhadamente em termos de duas atitudes ou disposições de espírito estabelecidas:
ü  Uma sob a influência da carne.
ü  Outra sob a influência de Crista por meio do Espírito que habita nos crentes.
Os crentes estão capacitados a obedecer a Deus, mas apenas quando vivem segundo o Espírito Santo, buscando e seguindo a sua direção para eles. Quando procuramos obedecer ao Senhor mediante meios carnais, fracassamos.
Os descrentes, os quais não têm o Espírito, são dirigidos pela carne e sempre falham em obedecer a ele. Embora algumas de suas ações pareçam estar em conformidade com os padrões divinos exteriormente (cf. Mt 7.9-11), a inimizade deles contra Deus corrompe suas motivações (vs. 7), fazendo com que todas essas ações sejam pecaminosas em sua essência.
Cristo consumou a salvação para o seu povo com a finalidade de capacitar os crentes a satisfazerem as exigências da lei. As considerações anteriores de Paulo (caps. 6-7) deixam claro que ele não esperava perfeição antes do retomo de Cristo.
Agora, pois, a mentalidade voltada à carne é inimiga de Deus. A inclinação de cada pessoa, quando não renovada pelo Espírito, é pura inimizade contra Deus (3.9-18). À parte de Cristo, a natureza humana está tão corrompida que não apenas nos recusamos de fato a servir a Deus, mas também somos incapazes de fazê-lo. Reparem:
ü  Nós recusamos fazê-lo.
ü  Somos incapazes de fazê-lo.
A conclusão do verso 8 é de que quem é dominado pela carne, não pode agradar a Deus e por isso se recusará sempre e ainda que não se recuse e tente agradá-lo, torna-se impossível consegui-lo.
No entanto, nós, cristãos, não estamos mais dominados pela carne. Os cristãos não estão dominados pela carne em Adão, mas sim debaixo do domínio de Cristo, pois o Espírito que habita neles é o Espírito de Cristo.
Embora a morte continue sendo experimentada pelo corpo, a vida prevalece porque aqueles que estão unidos com Cristo vivem na esfera do Espírito.
Nessa perspectiva, a dualidade não está presente simplesmente na distinção entre os aspectos físico e espiritual da existência do crente, mas também na distinção entre as duas esferas dessa existência:
ü  A existência corporal num mundo decaído (com sua inevitável morte física).
ü  A vida no Espírito.
Veja que lindo o verso 10, pois se Cristo está em nós e de fato está, nosso corpo está morto por causa do pecado, mas o espírito está vivo por causa da justiça. Lembram-se de Adão e da sentença sobre ele de morte se comesse do fruto proibido?
O termo “espírito” é um tanto ambíguo. Ele pode se referir ao espírito vivificado do crente, em contraste com o corpo dele que está sujeito à morte.
E, de modo alternativo, pode se referir ao Espírito Santo, indicando que o corpo corruptível em Adão está morto, mas que o Espírito de Deus traz vida.
A associação íntima do Espírito com Cristo também é destacada aqui. O “Espírito de Deus" que habita dentro do crente é o “Espírito de Cristo" (vs. 9), e essa habitação interior do Espírito é o meio pelo qual “Cristo está em vós" (vs. 10).
Paulo via essa relação como sendo tão íntima que pôde até mesmo afirmar que "o Senhor é o Espirito" (2Co 3.17; cf. 1Co 15.45). Essas passagens não implicam a perda das identidades distintas e pessoais de Cristo e do Espírito. Mais precisamente, ambos trabalham juntos para pôr em prática a vida ressurreta nos crentes.
A presença do Espírito agora é a garantia da ressurreição futura do corpo do crente (vs. 11)! Ela é a nossa âncora segura que mantém firme nossa alma presa a Cristo Jesus e às promessas de Deus Pai. Ora, em virtude disso, nossa dívida com ele é imensa... Nós não temos tempo a perder com a carne e suas inclinações. Como a vida vem do Espírito e a morte vem da carne, os crentes têm a responsabilidade de viver em oposição a esta última.
Paulo deixou claro que o objetivo da salvação em Cristo não é livrar do corpo físico, mas sim restaurá-lo. O corpo não é maligno em e de si mesmo, mas é por meio do nosso corpo corrompido que o pecado se expressa, e essas expressões devem ser mortificadas (isto é, levadas ao fim; 6.12-13; 12.1).
Agora devemos ser guiados pelo Espírito, somos filhos de Deus. O Espírito Santo não apenas capacita, mas também guia os crentes. A relação entre ser “guiados" e ser "filhos" tem origem na associação desses dois conceitos no êxodo de Israel.
Os israelitas foram testados no deserto a fim de provarem a adoção deles pela obediência à orientação de Deus (Dt 8.2,15; 29.5). Aqueles que a seguiram provaram serem filhos.
No Novo Testamento, o mesmo é verdade para a igreja visível. Os crentes são chamados a provar a adoção deles por meio da obediência à direção do Espírito. Se eles não a seguem, mostram que não são filhos.
Nós não recebemos um espírito que nos escravize para novamente temer, mas o Espírito que nos adota como filhos, por isso que chamamos “Aba, Pai”. Esse é o espírito de adoção. Os cristãos receberam o espírito de adoção.
Além da justificação e da libertação da condenação (vs. 1), os crentes são aceitos na família de Deus e convencidos interiormente pelo Espírito de que pertencem a ela.
O clamor do crente, "Aba, Pai" (a palavra aramaica Aba, que revela intimidade, foi usada pelo próprio Jesus ao se dirigir a Deus; Mc 14.36), indica o vigor com que a união com Cristo foi realizada na experiência da igreja do Novo Testamento. Ele é uma expressão de uma consciência convicta da adoção.
Essa ideia de adoção não aparece no sistema legal do Antigo Testamento; Paulo parece ter emprestado esse conceito apropriado da lei romana, desenvolvendo-o de modo, mas profundo com a teologia bíblica da paternidade de Deus para com o seu povo.
É por meio do clamor "Aba, Pai' que o testemunho conjunto de nossa adoção (concedido pelo nosso espírito e pelo Espírito Santo) emerge (Cl 4.6).
Assim como todos os demais filhos de famílias humanas são, juntamente com o mais velho, herdeiros de seus pais, os crentes são herdeiros de Deus em e com Cristo.
Porém, o recebimento da herança em Cristo que vem a nós envolve compartilharmos do seu sofrimento, o qual é o caminho para compartilharmos sua "glória” (2Co 4.17). A manifestação transformadora, enobrecedora e alegremente contagiante de Deus no ser de uma pessoa (cf. vs. 30).
Essa glória, a ser ainda revelada, envolve a revelação dos filhos de Deus em suas verdadeiras naturezas (vs. 19) e a libertação da criação deste estado atual de imperfeição e corrupção (vs. 20-21).
A manifestação dela fará mais do que aniquilar todo dano e perda (“vaidade"; vs. 20) que a criação sofreu como resultado da queda de Adão (Gn 3.17).
A restauração de todas as coisas (Mt 19.28; At 3.21; Ap 21.1) criadas corresponde à liberdade da glória (vs. 17-18) desfrutada pelos filhos de Deus, e é seu fruto direto.
O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus – vs. 16. Portanto, se somos filhos, então somos herdeiros; herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo, se de fato participamos dos seus sofrimentos, para que também participemos da sua glória.
Paulo nos consola em sua fala inspirada que considerava que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada. Seria mesmo comparar a tribulação com a glória da seguinte maneira: a tribulação, toda ela, por pior que possa ser, é como uma pena e a glória que virá como um eterno peso. Veja 2 Co 4.17 onde ele ainda nos exorta a atentarmos, por isso, não nas coisas que se veem, mas que não se veem.
Se a natureza criada aguarda, com grande expectativa, que os filhos de Deus sejam revelados, imaginem que glória seria essa?
A própria natureza foi submetida à futilidade, não pela sua própria escolha, mas por causa da vontade daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria natureza criada será libertada da escravidão da decadência em que se encontra para a gloriosa liberdade dos filhos de Deus.
A atual condição da criação não é definitiva, mas é parecida com a dor de uma mãe que geme em trabalho de parto. Toda a criação possui um destino escatológico, e ela geme pelo seu cumprimento, assim como gemem também os crentes e o Espírito (vs. 23,26).
Nossa salvação já começou - nós temos o Espírito como suas primícias - porém ela não será consumada até a ressurreição final de nossos corpos (a concretização total da nossa adoção em Cristo; vs. 23) no fim dos tempos.
Portanto, a vida cristã envolve inevitavelmente espera paciente em esperança. Por isso gememos interiormente, esperando ansiosamente nossa adoção como filhos, a redenção do nosso corpo. A adoção plena significa o recebimento pleno da nossa herança, e nós receberemos essa herança plena em Cristo apenas quando nossos corpos forem redimidos.
Nesse tempo, toda a criação será restaurada e nós reinaremos sobre ela com Cristo (Ap 21.1-5; 22.5). É muita glória mesmo.
É mesmo e de fato nessa esperança que somos salvos. Para o crente, a vida, com toda a sua dor e pesar provocados pelo fato de as coisas serem como são (7.24-25; 8.18,36), ainda assim é impregnada de expectativa, paciência (vs. 25) e desejo (vs. 23), e não com confusão e frustração (5.5).
Ele nos ensina que a esperança que se vê, não é mesmo esperança, pois quem é que espera por aquilo que já está vendo? – vs. 24. No entanto, se esperamos o que não vemos, de fato esperamos. Nossa esperança é diferente da esperança, por exemplo, de ganhar na loteria jogando.
Quem não joga, nunca pode esperar ganhar; mas quem joga, pode ter esperança, mas não a esperança em Deus, pois a da loteria é incerta e mesmo improvável, mas a de Deus, é certa, podemos de fato esperar que se sucederá, por causa da palavra daquele que prometeu. Ela está além do provável, mas do fato certo.
O Espírito nos fortalece em nosso estado de fraqueza, do qual estamos continuamente cônscios. A dificuldade em saber como orar é uma experiência cristã universal, especialmente em tempos de desespero e confusão. Entretanto, mesmo quando não podemos articular nossos anseios, o Espírito nos ajuda ao interceder por nós no nosso coração, fazendo pedidos que o Pai com certeza atenderá.
Se o Espírito nos ajuda em oração por que não sabemos orar como convém, então a oração é muito mais do que imaginamos, pois ela vai além. Ela seria a própria conversa de Deus, com Deus mesmo dentro da infinitude de seu próprio ser. Orar é também Deus falar com Deus a nosso respeito. Quem é que nos ajuda? O Espírito Santo? Quem é o Espírito Santo? Ele é Deus!
Repare que ele intercede por nós conforme a vontade de Deus – vs. 27. Então daí eu tiro mais uma: orar é ter certeza de que serei ouvido porque eu fui movido pelo Espírito a orar, óbvio, isso estando eu no Espírito e não na carne.
O cristão avalia o seu presente à luz de sua segurança acerca do futuro. Como "verdadeiros israelitas", nos quais o primeiro e grande mandamento é cumprido (Mt 22.37-38), o nosso amor a Deus é provocado pelo nosso conhecimento do seu amor por nós (5.5-8).
É por isso que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e que são chamados - levados a fé (vs. 30; cf.. 1.6) - segundo o seu propósito.
O propósito de Deus garante o "bem para o seu poio em termos da definição divina de bem (isto é, em conformidade com o padrão de Cristo; vs. 17-23.29).
A providência de Deus governa de tal modo a assegurar que, em tudo o que nos aconteça, ele esteja trabalhando em prol do nosso bem final.
Deus age em todas as coisas para o nosso bem. Os versículos 29-30 explicam o 'propósito' de Deus (vs. 28), mostrando ser ele um plano da graça soberana e salvadora.
Ele dá direito a todos os que creem de atribuírem a sua fé e salvação a uma decisão eterna tomada por Deus de levá-los à glória, além de aguardarem com expectativa essa glória como uma certeza garantida.
O destino designado para os crentes (de conformidade com Cristo e glorificação com ele) tem origem na presciência divina. A presciência que Paulo menciona nessa passagem é com respeito a pessoas, e não a fatos ou acontecimentos; ela se refere à própria iniciativa de Deus em escolher os objetos de seu amor ativo e salvador.
Conhecer aqui implica relacionamento pessoal e intimo, e não um mero conhecimento intelectual sobre alguma coisa ou alguém. Por exemplo, a palavra conheceu é traduzida no Antigo Testamento como "coabitou" (Gn 4.1) e conheci como "escolhi" (Am 3.2); no Novo Testamento conhecer também se refere à união sexual (Mt 1.25). E praticamente o equivalente de "eleição".
Aqueles que são predestinados são, ao tempo certo, chamados (isto é, convocados para uma comunhão salvadora com Cristo por meio do evangelho; 1.6; cf. 1Co 1.9).
Observe que todos os chamados são também justificados. Isso não tem a ver com o chamado exterior do evangelho que muitos rejeitam, mas sim com a ação interior do Espírito Santo que faz acontecer o que Deus planeja.
Tendo em vista que todos os que são predestinados são assim chamados, vemos que a predestinação envolve uma determinação divina antecipada de que o destino deles deve incluir um chamado eficaz. Entretanto ela não está baseada no conhecimento antecipado da resposta de uma pessoa ao evangelho.
Assim como o chamado resulta da predestinação, o resultado do chamado é a justificação e, subsequentemente, a glorificação. O tempo verbal de “glorificou" (no passado) indica que, do ponto de vista de Deus, a obra está praticamente feita.
Ele irá completá-la como planejado. (aqui, a BEG recomenda reflexão em seu excelente artigo teológico "A perseverança e a preservação dos santos", em Fp 1).
Diante de todo o exposto brilhantemente por Paulo, mediante o Espírito de Deus, o que ser poderá dizer de todas essas coisas? Ora, sendo Deus por nós, quem será contra nós? É muito animador e revelador.
Já nos vs. 31-19, Paulo dirigiu toda a discussão de 1.16-8.39 para uma conclusão triunfal em uma série de desafios ocasionados por todo poder que pudesse frustrar a segurança confiante da igreja no tocante à preservação presente e à glória futura.
Essa passagem lembra a terceira canção do servo em Is 50.4-9, da qual ela depende em parte.
Que diremos, pois, à vista destas coisas? – vs. 31. Embora os versículos 28-30 possam estar explícitos originalmente aqui, eles não devem ser separados de 1.16-8.27, e especialmente de 8.1-27.
A expressão "destas coisas” abrange a exposição completa acerca da graça oferecida gratuitamente aos pecadores perdidos, como expressa na carta até aqui.
Destarte, “quem será contra nós?” – vs. 31. Com certeza existirá a oposição, no entanto o foco de Paulo está no fato de que falta a ela a capacidade para destruir a fé.
Visto que “Deus é por nós" (isto é, está do nosso lado), a sobrevivência espiritual vitoriosa está assegurada. "Por nós" expressa o compromisso eterno do amor onipotente, o qual está explicado em detalhes nos versículos 38-39.
Ora, Deus mesmo não poupou o seu próprio Filho por amor de nós. A linguagem empregada por Paulo ecoa a tradução da Septuaginta (a tradução grega do AT) de Gn 22.12, em uma forma evocativa, por todos nós. Até mesmo pelo pior de nós, os que agora cremos (3.9-18; 5.6-8).
Uma vez mais, como em 5.9-10, o apóstolo argumenta do maior para o menor: o fato de Deus ter dado o seu Filho para morrer por nós foi a dádiva suprema, que garantiu a dádiva subsequente de tudo o mais de que necessitamos para a nossa glória plena e final (vs. 30).
Além de não poupá-lo, o entregou - a palavra grega aqui traduzida por "o entregou" é usada em outras passagens acerca da participação ativa das pessoas na condenação judicial de Cristo (Mt 20.19; 26.15-16; 27.2,18,26; cf. Is 53.6,10) – por todos nós. E se ele foi capaz disso, como não nos dará, juntamente com ele, e gratuitamente, todas as coisas? Meu Deus, estou escrevendo aqui, vendo os comentários abençoados da BEG, refletindo em tudo isso, e não estou aguentando tanta glória. Corro o sério de risco de achar o caminho de volta e como Enoque e Elias desaparecer para sempre...
Ele começa uma série de perguntas retóricas e sobre cada uma delas vai firmando em nós o grande amor e graça de Deus:
Quem fará alguma acusação contra os escolhidos de Deus?
É Deus quem os justifica. O Juiz já lidou com todas as acusações contra nós na morte e na ressurreição de Cristo (4.25). Portanto, é inútil a auto justificação.
Quem os condenará?
Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós.
Jesus Cristo morreu, mas ressuscitou e esta agora à direita de Deus. A posição de honra e de autoridade governante (cf. SI 110.1). Não pode haver nenhuma condenação para nós (em qualquer sentido do termo) se aquele que suportou o nosso pecado e está entronizado intercede por nós no céu (1Jo 2.1), e o Espírito intercede no nosso coração (vs. 27).
Quem nos separará do amor de Cristo?
Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?
A naturalidade com que Paulo usou a expressão “amor de Cristo” alternadamente com "o amor de Deus... em Cristo" (vs. 39) testifica a sua suposição subjacente sobre a identidade da essência entre o Pai e o Filho.
Paulo, então, se vale das Escrituras para afirmar como está escrito: "Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro" - Paulo citou o SI 44.22, um rogo a Deus por parte daqueles que sofrem inocentemente.
No entanto, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Essa é a força que os crentes podem mostrar ao suportar a hostilidades de perseguidores e a dor de circunstâncias difíceis é muitas vezes espantosa.

Tal era o conhecimento, a vivência e a experiência de Paulo que ele chega a afirmar que estava convencido de que NADA poderia afastá-lo de Cristo, de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor: nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação:
ü  nem a morte,
ü  nem a vida,
ü  nem os anjos,
ü  nem os principados,
ü  nem as coisas do presente,
ü  nem do porvir,
ü  nem os poderes,
ü  nem a altura,
ü  nem a profundidade,
ü  nem qualquer outra criatura
Nenhum aspecto da ordem criada, nem nenhum acontecimento ou ser que faça parte dela (incluindo nós mesmos) pode pôr um fim ou desfazer o nosso prazer no amor ativo de Deus por nós em Cristo. É ou não muita glória?
Rm 8:1 Agora, pois, já nenhuma condenação há
                para os que estão em Cristo Jesus.
                               Rm 8:2 Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus,
                                               te livrou da lei do pecado e da morte.
Rm 8:3 Porquanto o que fora impossível à lei,
                no que estava enferma pela carne,
                               isso fez Deus enviando o seu próprio Filho
                                               em semelhança de carne pecaminosa
                                               e no tocante ao pecado;
                                               e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado,
                                                               Rm 8:4 a fim de que o preceito da lei
se cumprisse em nós,
                                                               que não andamos segundo a carne,
                                                                              mas segundo o Espírito.
Rm 8:5 Porque os que se inclinam para a carne
                cogitam das coisas da carne;
                               mas os que se inclinam para o Espírito,
                                               das coisas do Espírito.
Rm 8:6 Porque o pendor da carne
                dá para a morte,
mas o do Espírito,
                para a vida e paz.
Rm 8:7 Por isso, o pendor da carne
                é inimizade contra Deus,
                pois não está sujeito à lei de Deus,
                nem mesmo pode estar.
Rm 8:8 Portanto, os que estão na carne
                não podem agradar a Deus.
Rm 8:9 Vós, porém,
                não estais na carne,
                               mas no Espírito, se, de fato,
                                               o Espírito de Deus habita em vós.
                                                               E, se alguém não tem o Espírito de Cristo,
                                                                              esse tal não é dele.
Rm 8:10 Se, porém, Cristo está em vós,
                o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado,
                               mas o espírito é vida,
                                               por causa da justiça.
Rm 8:11 Se habita em vós
                o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos,
                               esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos
                                               vivificará também o vosso corpo mortal,
                                                               por meio do seu Espírito,
                                                                              que em vós habita.
Rm 8:12 Assim, pois, irmãos, somos devedores,
                não à carne como se constrangidos a viver segundo a carne.
Rm 8:13 Porque, se viverdes segundo a carne,
                caminhais para a morte;
                               mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo,
                                               certamente, vivereis.
Rm 8:14 Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus
                são filhos de Deus.
Rm 8:15 Porque não recebestes o espírito de escravidão,
                para viverdes, outra vez, atemorizados,
                               mas recebestes o espírito de adoção,
                                               baseados no qual clamamos:
                                                               Aba, Pai.
Rm 8:16 O próprio Espírito
                testifica com o nosso espírito
                               que somos filhos de Deus.
Rm 8:17 Ora, se somos filhos,
                somos também herdeiros,
                               herdeiros de Deus
                               e co-herdeiros com Cristo;
                se com ele sofremos,
                               também com ele seremos glorificados.
Rm 8:18 Porque para mim tenho por certo
                que os sofrimentos do tempo presente
                               não podem ser comparados
                                               com a glória a ser revelada em nós.
Rm 8:19 A ardente expectativa da criação aguarda
                a revelação dos filhos de Deus.
Rm 8:20 Pois a criação está sujeita à vaidade,
                não voluntariamente,
                               mas por causa daquele que a sujeitou,
                                               Rm 8:21 na esperança de que a própria criação
                                                               será redimida do cativeiro da corrupção,
                                               para a liberdade da glória dos filhos de Deus.
Rm 8:22 Porque sabemos que toda a criação,           
a um só tempo, geme e suporta angústias até agora.
Rm 8:23 E não somente ela,
                mas também nós,
                               que temos as primícias do Espírito,
                                               igualmente gememos em nosso íntimo,
                                                               aguardando a adoção de filhos,
                                                                              a redenção do nosso corpo.
Rm 8:24 Porque, na esperança,
                fomos salvos.
Ora, esperança que se vê
                não é esperança;
pois o que alguém vê,
                como o espera?
Rm 8:25 Mas, se esperamos o que não vemos,
                com paciência o aguardamos.
Rm 8:26 Também o Espírito,
                semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza;
                               porque não sabemos orar como convém,
                                               mas o mesmo Espírito
                                                               intercede por nós sobremaneira,
                                                                              com gemidos inexprimíveis.
Rm 8:27 E aquele que sonda os corações
                sabe qual é a mente do Espírito,
                               porque segundo a vontade de Deus
                                               é que ele intercede pelos santos.
Rm 8:28 Sabemos que
                todas as coisas cooperam
                               para o bem daqueles
                                               que amam a Deus,
                               daqueles que
                                               são chamados segundo o seu propósito.
Rm 8:29 Porquanto aos que de antemão conheceu,
                também os predestinou para serem
                               conformes à imagem de seu Filho,
                               a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.
                Rm 8:30 E aos que predestinou,
                               a esses também chamou;
                e aos que chamou,
                               a esses também justificou;
                e aos que justificou,
                               a esses também glorificou.
Rm 8:31 Que diremos, pois, à vista destas coisas?
                Se Deus é por nós, quem será contra nós?
Rm 8:32 Aquele que não poupou o seu próprio Filho,
                antes, por todos nós o entregou,
                               porventura, não nos dará
                                               graciosamente com ele
                                                               todas as coisas?
Rm 8:33 Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?
                É Deus quem os justifica.
Rm 8:34 Quem os condenará?
                É Cristo Jesus quem morreu ou, antes,
                               quem ressuscitou,
                                               o qual está à direita de Deus
                                               e também intercede por nós.
Rm 8:35 Quem nos separará do amor de Cristo?
                Será tribulação,
                ou angústia,
                ou perseguição,
                ou fome,
                ou nudez,
                ou perigo,
                ou espada?
Rm 8:36 Como está escrito:
                Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo,
                               fomos considerados como ovelhas para o matadouro.
Rm 8:37 Em todas estas coisas, porém,
                somos mais que vencedores,
                               por meio daquele que nos amou.
Rm 8:38 Porque eu estou bem certo de que
                nem a morte,
                nem a vida,
                nem os anjos,
                nem os principados,
                nem as coisas do presente,
                nem do porvir,
                nem os poderes,
                Rm 8:39 nem a altura,
                nem a profundidade,
                nem qualquer outra criatura
                               poderá separar-nos do amor de Deus,
                                               que está em Cristo Jesus,
                                                               nosso Senhor.
Que grande perda de tempo é escolher a carne e desprezar as coisas do Espírito! Veja que grandes promessas tem nos garantido o Espírito Santo neste capítulo! Até a natureza geme e aguarda ansiosa a revelação dos Filhos de Deus!
Quem peca ou escolhe pecar precisa de um guarda chuva para se esconder do sol. Não dá para pecar com Deus olhando! Ai vem as desculpas, os guarda chuvas, ... Para com isso! Jesus é melhor!
Predestinação e Presciência: As pessoas são predestinadas ao céu ou ao inferno?
O termo predestinação é uma tradução da palavra grega proorizo, que aparece seis vezes no Novo Testamento (At 4.28; Rm 8.29-30; 1 Co 2.7; Ef 1.5,11). Em alguns casos, refere-se à preordenação divina de todos os acontecimentos da história mundial (At 4.28; 1Co 2.7). Em outros, refere-se à decisão de Deus, tomada antes de o mundo vir a existir, com respeito ao destino final de pecadores individuais - mais especificamente, daqueles que foram escolhidos para a salvação e vida eterna (Rm 8.29-30; Ef 1.5,11), em contraste com aqueles que, por fim, serão condenados ao julgamento eterno. No entanto, muitos ressaltam que as Escrituras também atribuem a Deus uma decisão prévia quanto àqueles que, em última análise, não são salvos (Rm 9.6-29; 1 Pe 2.8; Jd 4). Ademais, ao predestinar alguns para a salvação, Deus necessariamente destina o restante à destruição. Diante desses fatos, tornou-se comum em vários círculos definir a predestinação por Deus de modo a incluir tanto a decisão de salvar alguns do pecado (eleição), quanto sua decisão de condenar o restante pelo seu pecado (reprovação).
É difícil negar categoricamente que as Escrituras ensinam um tipo de predestinação à salvação, uma vez que o termo grego proorizo aparece nas Escrituras (veja acima). Não obstante, as tradições cristãs diferem quanto ao critério de Deus para sua decisão de predestinar alguns, mas não outros, à vida eterna. Vários ramos da igreja falam de predestinação (ou eleição) com base na presciência de Deus acerca da fé de certos indivíduos. Supõem que Deus sabia de antemão que certas pessoas escolheriam, por sua própria vontade, aceitar a Cristo como seu Salvador ao ouvir o evangelho e concluem que, com base nisso, Deus predestinou tais pessoas à salvação. Nesse sentido, a presciência é uma previsão divina passiva acerca daquilo que os indivíduos escolherão fazer por sua livre e espontânea vontade, sem a intervenção de Deus. Assim, Deus predetermina o destino dessas pessoas em resposta aquilo que ele sabe que ocorrerá.
No entanto, os teólogos reformados ressaltam que o termo proginosko, traduzido como "de antemão conheceu" em Rm 8.29 e 11.2 significa "de antemão amou" e "de antemão reconheceu" (cf. 1 Pe 1.20, onde proginosko é traduzido como "conhecido... antes"). Passagens como essas deixam claro que proginosko expressa presciência em relação a uma pessoa, e não apenas a fatos do futuro ou às escolhas que alguém fará ao longo da vida. Na verdade, o Novo Testamento ensina que Deus elegeu com base em sua afeição e amor prévio por aqueles aos quais deu a vida eterna.
Ademais, uma vez que todas as pessoas se encontram naturalmente mortas no pecado (ou seja, separadas da vida de Deus e indiferentes a ele), ninguém que ouve o evangelho pode se arrepender e aceitar a salvação pela fé sem o despertamento interior que somente Deus pode conceder (Ef 2.4-10). Jesus disse, "ninguém poderá vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido" (Jo 6.65; cf. Jo 6.44; 10.2 5-2 8). Se Deus olhar para o futuro a fim de ver as escolhas que faremos por nossa própria conta, não verá outra coisa senão a nossa rejeição total do evangelho. Os pecadores escolhem Cristo somente porque Deus os escolhe e conduz a essa decisão ao renovar o coração deles.
A doutrina da predestinação pode ser usada indevidamente para apoiar várias formas de fatalismo. No entanto, não é esse o propósito do ensinamento das Escrituras. Antes, as Escrituras repudiam o fatalismo ensinando que as nossas escolhas e decisões são importantes, pois foram preordenadas como o meio que Deus usa para alcançar os seus propósitos (p. ex., Fp 2.1 2-13). As Escrituras não ensinam a predestinação para incentivar o fatalismo, mas para dar aos cristãos a certeza da vida eterna, uma vez que estão em Cristo. A predestinação assegura os salvos da fidelidade de Deus e da certeza de nosso destino eterno em Cristo. Não precisamos temer, pois ninguém poderá nos arrebatar da sua mão (Jo 10.28). Veja CFW 3; 10; C13 16; CD 1.
p.s.: link da imagem original:
Contagem regressiva: Faltam 137 dias para 20/04/16 (Inicio: 05/05/15). Tu, SENHOR, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti. (Is 26.3).
A Deus toda glória! p/ pr. Daniel Deusdete.

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No entanto, lembre-se de juntar Cl 3:17 com 1 Co 10:31 :
devemos tudo fazer para a glória de Deus e em nome de Jesus! Deus o abençoe.