domingo, 6 de dezembro de 2015

Romanos 7 1-25 - O MAL QUE HABITA EM MIM

Como já dissemos e repetiremos isso até ao fim, estamos diante de um escrito que ultrapassa a normalidade em questão de produção de conteúdo intelectual, notadamente espiritual. Não é à toa que esta epístola recebe o apelido de QUINTO EVANGELHO. Se ninguém falou como este homem, referindo-se a Jesus; ninguém escreveu como este homem, digo eu de Paulo.
Paulo escreve aos Romanos para apresentar a mensagem do evangelho aos crentes em Roma e explicar como esse evangelho corrige as divisões entre os crentes judeus e os crentes gentios. (BEG).
São tratadas nesta epístola as questões dos judeus e gentios e seus papéis interconectados na história relacionadas ao pecado, à justiça e ao juízo de Deus; ao recebimento da justificação somente mediante a fé, à parte das obras; à santificação, que conduz à glorificação, a qual ocorre mediante a dependência do Espírito Santo; e, como cristãos judeus e gentios devem aprender a aplicar o evangelho à vida prática. Estamos no capitulo 7/16, na parte II.
Breve síntese do capítulo 7.
Como pode a lei ser boa e eu ao cumpri-la ou tentar cumpri-la, se me tronar em mal? Engraçado, não é? Pois bem, a lei não torna ninguém melhor, nem pior, mas ela, como diz Paulo, é santa, perfeita e boa. A lei é o agente revelador de nossa natureza e não o agente modificador dela.
Ele nos diz que a lei tem domínio sobre o homem. É como a figura do casamento que obriga os cônjuges, pela lei do casamente, a serem fiéis. Ela não os torna fiéis e ela não é má, pelo contrário: santa, prefeita e boa. Enquanto o homem estiver ligado à mulher pelo casamento estão sujeitos à lei, mas sobrevindo a morte, qual seria o sentido da lei?
Assim, nós não estamos mais obrigados pela lei porque morremos e agora pertencemos a outro, a saber, ao Senhor. Já que não estou obrigado pela lei, por isso, posso dar lugar ao pecado? Jamais! Isso mesmo – só a proposição – é uma grande insensatez!
Vejamos o presente capítulo com mais detalhes, conforme ajuda da BEG:
III. A SALVAÇÃO PARA JUDEUS E GENTIOS (3.21-8.39) – continuação.
Como dissemos, a salvação vem para judeus e gentios do mesmo modo. Para todos, a justificação é somente mediante a fé, à parte das obras; e a santificação mediante a confiança no poder do Espírito Santo. Estamos vendo até o capítulo 8.39, a salvação para judeus e gentios. Tendo mostrado que tanto judeus como gentios são pecadores carentes de salvação, Paulo passou a explicar como a salvação alcança a todos.
Assim, seguindo a divisão proposta pela BEG, teremos duas divisões principais: A. A justificação (3.21-5.21) – estamos vendo: 1. Somente pela fé (3.21-31) – já vimos; 2. O exemplo de Abraão (4.1-25) – já vimos; 3. Os benefícios da justificação (5.1-11) – já vimos; 4. Cristo: o novo Adão (5.12-21) – já vimos; B. A santificação (6.1-8.39): 1. A destruição do domínio do pecado (6.1-23) – já vimos; 2. A luta contra o pecado (7.1-25) – veremos agora; 3. Vivendo pelo Espírito (8.1-39).
B. A santificação (6.1-8.39) - continuação.
Como já dissemos, até o capitulo oito, estaremos vendo a santificação. Tendo focado a justificação pela fé somente e os benefícios que vêm de Cristo para os que creem, Paulo passou a tratar da vida crista, ou da doutrina da santificação: sua consideração sobre o assunto se divide em três partes principais: a destruição do domínio do pecado (6.1-23), a luta permanente contra o pecado (7.1-25) e a vida no Espirito (8.1-39).
2. A luta contra o pecado (7.1-25).
Veremos nos próximos 25 versículos a nossa luta permanente contra o pecado. Tendo lançado o fundamento da união na morte e na ressurreição de Cristo como a fonte da salvação, o apóstolo se aprofundou mais sobre o relacionamento do crente com a lei.
Nessa passagem – vs. 1 ao 6 -, o apóstolo Paulo se estendeu sobre o tema do relacionamento do crente com a lei.
A ideia principal é que assim como a morte física altera os relacionamentos segundo a lei, a morte em Cristo também altera as obrigações legais do crente.
A punição que a lei exige é a morte, mas aqueles que morreram por meio da união com Cristo já sofreram essa penalidade. A lei já fez todo o mal que pôde a eles; ela não tem mais autoridade para condená-los.
Nos versículos 2-3 esse princípio é ilustrado pela analogia com o casamento. Quando um cônjuge morre, a lei que rege o relacionamento cessa a sua aplicação e um novo casamento deixa de ser pecado. Casar de novo após a morte de um cônjuge é totalmente coerente com o evangelho cristão (1Tm 5.14).
De modo semelhante, a morte dos crentes em Cristo quebra os grilhões da desobediência e da morte pelos quais a lei os prendia na carne à condenação em Adão (5.12-21).
Agora eles, ressuscitados para uma nova vida por meio da união com Cristo, em sua ressurreição, estão livres para pertencer a Cristo (livre no sentido de poder se casar com outra pessoa; vs. 3) com a finalidade de produzir frutos para Deus (vs. 4).
A vida em Adão era uma vida "segundo a came" (vs. 5). Os crentes estavam outrora sujeitos à complexa mistura de Adão, pecado, lei, condenação e morte. A palavra traduzida por "carne" se refere às compulsões de corações rebeldes e corrompidos que a lei constantemente estimula em direção aos atos pecaminosos.
O fruto do antigo casamento foi a "morte" (vs. 5), porém em Cristo esse casamento adâmico com a lei deixou de existir; os crentes não estão mais "debaixo da lei" (vs. 14), mas libertados dela (vs. 6).
O novo casamento (ou seja, a união de Cristo com o crente) é a entrada para uma nova vida dominada pelo Espírito Santo, o qual concede novo poder para o crente cumprir a lei santa de Deus. (neste ponto a BEG recomenda refletir em seu excelente artigo teológico "Os três usos da lei", em SI 119).
O raciocínio de Paulo está correto, pois nesse ponto alguém poderia indagar então se seria a lei pecado? Até aqui, as alusões de Paulo à lei foram de caráter negativo, mas estreitamente focadas.
A função negativa que ela representou na vida da humanidade caída não é uma difamação da lei propriamente dita (observe a linguagem veemente usada em 3.31). O mandamento, que nos leva a conhecer a realidade do pecado em nosso sistema moral e espiritual (3.20; 5.13,20), é em si mesmo "santo, e justo, e bom" (vs. 12).
A lei é boa no sentido de ela ser o agente revelador do pecado. No entanto, o pecado, aproveitando a oportunidade dada pelo mandamento, produziu em mim todo tipo de desejo cobiçoso. Pois, sem a lei, o pecado está morto.
Aqueles que não conhecem os mandamentos de Deus em pormenores pecam menos gravemente do que os que conhecem (Lc 12.48). Além disso, como a lei fornece informações sobre mais maneiras para se pecar e a carne deseja pecar, o conhecimento dela produz mais desejos de se praticar o pecado. No entanto, ainda que o pecado seja menos expressivo sem a lei, ele nunca está ausente.
Que coisa mais estranha, antes, eu vivia sem a lei, mas quando o mandamento veio, o pecado reviveu, e eu morri. Não é "vivia" no sentido de possuir vida espiritual (6.11), mas segundo o juízo formado por ele próprio sobre viver.
Conhecer a lei, que prometia vida mediante obediência (vs. 10), fez Paulo compreender que a guarda de suas ordens era exigida. Mas a tentativa de obedecer a ela o fez verificar que interiormente, nos desejos do seu coração (p. ex., a cobiça - vs. 7 - o pecado proibido no décimo mandamento), ele tinha quebrado de modo contínuo a lei, antes mesmo de perceber que fazia isso. E quando viu o que fazia, ele não conseguiu parar o ciclo vicioso.
Por isso, o apóstolo escreveu que o pecado, a força impulsora contrária a Deus e oposta à lei dentro dele, "enganou-[o] e [o] matou" (vs. 11; isto é, convenceu-o de modo muito profundo que ele estava espiritualmente sem vida e perdido). Paulo ofereceu sua própria experiência como um indicador de como o pecado e a lei se relacionam em cada pessoa.
Foi dessa forma que Paulo descobriu que o próprio mandamento, destinado a produzir vida, na verdade, nele, produziu a morte – vs. 10. (Veja Is 18.5; Dt 30.15,19.) Em si mesma, a lei demarca um caminho que garante o favor de Deus e a felicidade das pessoas. Porém, onde reina o pecado esse caminho não pode ser seguido, e assim, a lei acaba por trazer somente miséria e morte.
Aqui – vs. 11 -, como em outras passagens de Romanos, a sombra do Éden emerge na linguagem de Paulo (Gn 3.13; cf. 2Co 11.3; 1Tm 2.14). Paulo afirma que fora enganado pelo pecado que se aproveitou do mandamento, o enganou e por meio da lei o matou.
A lei reflete o caráter de Deus ("santo"). Ela é a norma objetiva para a resposta pactua! da humanidade a Deus ("justo"). E é também benéfica para os seres humanos, os quais foram criados à imagem de Deus ("bom").
O dilema de Paulo era como o bom poderia tornar-se morte para ele? “Acaso o bom se me tornou em morte?” – vs. 13. Paulo afirmou que foi o pecado dentro dele que se tornou a causa de sua morte espiritual ao levá-lo a quebrar o bom mandamento de Deus. Por isso, ele é visto como “sobremaneira maligno".
Conforme a BEG, a partir dos vs. 14 ao 25, notaremos uma mudança repentina dos verbos para o tempo presente nos versículos 15-25, em contrate com as declarações descritas no passado nos versículos 7-13, levanta a questão sobre se Paulo estava nesse pondo descrevendo a experiência que ele próprio estava vivendo.
Há uma variedade de interpretações possíveis:
(1)          O apóstolo descrevia a experiência de pessoas não regeneradas ou, talvez, de judeus descrentes em particular.
(2)          Ele falava a respeito de um cristão numa condição espiritual enfraquecida, uma pessoa que não conseguia fazer uso dos recursos vindos da habitação interior do Espírito.
(3)          Paulo se referia a uma experiência de transição, possivelmente vivenciada por ele mesmo, de alguém que foi conscientizado de sua verdadeira necessidade espiritual, mas que não tinha entrado ainda no refrigério completo da justificação pela graça.
(4)          Ele descrevia, de um ponto de vista cristão, a situação de pessoas piedosas antes da chegada de Cristo e do Pentecostes.
(5)          O apóstolo Paulo descrevia a situação normal de cristãos em geral, os quais ainda não cumprem perfeitamente as exigências da lei, embora eles estejam "em Cristo" e livres da condenação dela.
Esta última perspectiva é a interpretação mais provável e a que era aceita por Agostinho, Calvino, Lutero e Melanchthon. Ela é a que melhor explica a mudança feita por Paulo para o tempo presente, embora o seu tema nos versículos 7-25 (a lei santa de Deus estimulando e expondo o pecado) continuasse o mesmo.
E também é a que melhor explica a presença de elementos encontrados somente em pessoas que foram unidas como Cristo ressurreto para uma nova vida no Espírito aqui na autoanálise feita pelo apóstolo (6.4-11; 7.6; 8.4-9).
Diversos fatores revelam que o conflito descrito foi uma experiência de Paulo como uma pessoa regenerada:
(1)     A consciência de Paulo de que a lei de Deus é "espiritual" em prescrever o comportamento exato ao qual o Espirito induz (vs. 14).
(2)     O prazer dele na lei de Deus e o seu desejo de cumpri-la completamente (vs. 15-23).
(3)     A aflição do apóstolo pelo fato de o pecado dentro dele frustrar os seus propósitos e a sua gratidão pela perspectiva do livramento dessa frustração no futuro (vs. 24; 8.23).
(4)     A distinção feita por Paulo entre a sua "mente" (que visava à obediência) e a sua "carne" (que ainda pecava).
Esse profundo conflito é inerente à vida em Cristo para todo crente da terra, pois Cristo habita nos crentes (GI 2.20), assim como ainda habita neles o pecado (vs. 17,20).
No vs. 14, Paulo afirma que a lei é espiritual. Uma descrição mais profunda da lei (cf. vs. 12). Longe de rejeitá-la (3.31), Paulo declarou que ela vem do Espirito Santo.
De fato, a lei estabelece os padrões (conquanto apropriado para os tempos do Antigo Testamento especialmente) aos quais a vida governada pelo Espírito deve se conformar.
Embora a lei fosse espiritual, ele dizia de si que, todavia, era carnal, vendido à escravidão do pecado. Por essas expressões serem reservadas geralmente para descrentes, alguns estudiosos concluem que Paulo descreveu a si mesmo antes de sua regeneração. Porém, é mais provável que o apóstolo reconhecesse simplesmente que, até mesmo como crente, ele não tinha escapado completamente dos efeitos da queda. Ele ainda aguardava a redenção do seu corpo (8.23).
Paulo não entendia o que fazia – vs. 15. Paulo conseguia reconhecer, mas não explicar, o contraste entre o "eu" e o "pecado que habita em mim" (vs. 17,20).
Havia um conflito real e perturbador entre as forças do pecado e a graça na vida dele. Mesmo assim, ele sabia que, embora o pecado ainda acompanhasse a sua nova identidade em Cristo nesta vida, essa identidade chegaria um dia ao triunfo final sobre o pecado que habitava nele (6.2-14).
A situação aqui se torna muito complicada. O dilema é grande na vida de Paulo e na vida, óbvio, de todos nós. Vejamos os vs. de 14 a 20:
ü  A lei é espiritual.
ü  Eu não sou espiritual.
ü  Eu fui vendido como escravo ao pecado.
ü  Eu não entendo o que faço.
ü  Eu não faço o que desejo, mas o que odeio.
ü  Eu sei que a lei, portanto, é boa, santa e justa.
ü  O mal não sou eu quem pratica, mas o pecado que habita em mim.
Ora, se faço o que não desejo, admito que a lei é boa. Então, neste caso, não sou mais eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim.
ü  Eu sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne.
Isso é claro porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim.
Duas leis ou forças impulsoras - a carne e o Espírito - operam dentro do crente. O eu regenerado ama a lei de Deus e é devotado a ele por meio da capacitação vinda do Espírito Santo; mas na atual existência, a poderosa força do pecado que habita no crente continua a operar, impedindo-o de realizar o seu desejo por uma obediência que não se enfraquece (GI 5.17).
Em razão disso, surge uma pergunta fatal na mente de Paulo, no vs. 24: Quem me livrará... ? Essa pergunta não é um grito de desespero, pois Paulo sabia a resposta dela e a forneceu no versículo 25. Do corpo sujeito a esta morte?
A resposta é o corpo físico decaído, visto como o meio pelo qual o pecado é expresso. O desejo de Paulo não era ficar livre do corpo, como se a existência material em si mesma fosse maligna. Em vez disso, ele ansiava pela libertação em Cristo que um dia resultaria definitivamente num corpo glorioso e ressurreto (8.23; 2Co 5.2-4; Fp 3.20).
Paulo resumiu o estado de frustração que ele vinha descrevendo desde o versículo 14. Ele primeiro dá graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor e expressa sua solução de que ele, de si mesmo, isso quer dizer “eu, a única e a mesma pessoa” iria servir a Deus com sua mente, sabendo que sua carne, condenada, serviria o pecado.
A minha mente é de Cristo, mas a minha carne serve ao pecado. Paulo aprovava totalmente o bom mandamento de Deus, embora o pecado ainda permanecesse dentro dele.
Sabedores disso, desse dilema, do mal que habita em nós e que estará conosco até ao final da jornada, qual deve ser nosso proceder, de forma a maximizarmos as glórias e alegrias no Senhor e ao mesmo tempo minimizarmos o egoísmo?
Rm 7:1 Porventura, ignorais, irmãos (pois falo aos que conhecem a lei),
                que a lei tem domínio sobre o homem toda a sua vida?
Rm 7:2 Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido,
                enquanto ele vive;
                               mas, se o mesmo morrer,
                                               desobrigada ficará da lei conjugal.
Rm 7:3 De sorte que será considerada adúltera se,
                vivendo ainda o marido,
                               unir-se com outro homem;
                porém, se morrer o marido,
                               estará livre da lei
                                               e não será adúltera se contrair novas núpcias.
Rm 7:4 Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei,
                por meio do corpo de Cristo,
                               para pertencerdes a outro,
                                               a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos,
                                                               a fim de que frutifiquemos para Deus.
Rm 7:5 Porque, quando vivíamos segundo a carne,
                as paixões pecaminosas postas em realce pela lei
                               operavam em nossos membros,
                                               a fim de frutificarem para a morte.
Rm 7:6 Agora, porém, libertados da lei,
                estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos,
                               de modo que servimos
                                               em novidade de espírito
                                               e não na caducidade da letra.
Rm 7:7 Que diremos, pois?
                É a lei pecado?
                               De modo nenhum!
                                               Mas eu não teria conhecido o pecado,
                                                               senão por intermédio da lei;
                                                               pois não teria eu conhecido a cobiça,
                                                                              se a lei não dissera:
                                                                                              Não cobiçarás.
Rm 7:8 Mas o pecado,
                tomando ocasião pelo mandamento,
                               despertou em mim toda sorte de concupiscência;
                                               porque, sem lei, está morto o pecado.
Rm 7:9 Outrora, sem a lei, eu vivia;
                mas, sobrevindo o preceito,
                               reviveu o pecado,
                                               e eu morri.
Rm 7:10 E o mandamento que me fora para vida,
                verifiquei que este mesmo se me tornou para morte.
Rm 7:11 Porque o pecado,
                prevalecendo-se do mandamento,
                               pelo mesmo mandamento,
                                               me enganou
                                               e me matou.
Rm 7:12 Por conseguinte,
                a lei é santa;
                e o mandamento,
                               santo,
                               e justo,
                               e bom.
Rm 7:13 Acaso o bom se me tornou em morte?
                De modo nenhum! Pelo contrário,
                               o pecado, para revelar-se como pecado,
                                               por meio de uma coisa boa,
                                                               causou-me a morte,
                                                                              a fim de que, pelo mandamento,
                                                               se mostrasse sobremaneira maligno.
Rm 7:14 Porque bem sabemos que a lei é espiritual;
                eu, todavia, sou carnal,
                               vendido à escravidão do pecado.
Rm 7:15 Porque nem mesmo compreendo
                o meu próprio modo de agir,
                               pois não faço o que prefiro,
                                               e sim o que detesto.
Rm 7:16 Ora, se faço o que não quero,
                consinto com a lei,
                               que é boa.
Rm 7:17 Neste caso,
                quem faz isto já não sou eu,
                               mas o pecado que habita em mim.
Rm 7:18 Porque eu sei que em mim,
                isto é, na minha carne, não habita bem nenhum,
                               pois o querer o bem está em mim;
                                               não, porém, o efetuá-lo.
Rm 7:19 Porque não faço o bem que prefiro,
                mas o mal que não quero,
                               esse faço.
Rm 7:20 Mas, se eu faço o que não quero,
                já não sou eu quem o faz,
                               e sim o pecado que habita em mim.
Rm 7:21 Então, ao querer fazer o bem,
                encontro a lei
                               de que o mal reside em mim.
Rm 7:22 Porque, no tocante ao homem interior,
                tenho prazer na lei de Deus;
                               Rm 7:23 mas vejo, nos meus membros,
                               outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente,
                                               me faz prisioneiro da lei do pecado
que está nos meus membros.
Rm 7:24 Desventurado homem que sou!
                Quem me livrará do corpo desta morte?
                               Rm 7:25 Graças a Deus por Jesus Cristo,
                                               nosso Senhor.
De maneira que eu,
                de mim mesmo,
                               com a mente,
                                               sou escravo da lei de Deus,
                                                               mas, segundo a carne,
                                                                              da lei do pecado.
Um dia deixaremos de sermos contraditórios quando aquilo que preferimos, isso faremos. Por enquanto, nem compreendemos nosso próprio modo de agir, mas Paulo suspira aliviado dizendo que com a mente servirá ou será escravo da lei de Deus, mas segundo a carne, da lei do pecado.
São duas leis! Escolhemos a quem serviremos... conta-se uma história de um sábio índio que descreveu certa vez em seus conflitos internos:
"Dentro de mim existem dois lobos, um deles é cruel e mau, o outro é muito bom e dócil. Os dois estão sempre brigando...”.
Quando então lhe perguntaram qual dos lobos ganharia a briga, o sábio índio parou, refletiu e respondeu:
"Aquele que eu alimentar mais".
p.s.: link da imagem original: http://editoraculturacrista.com.br/uploads/5388c1fb90995.jpg

  • "Este livro será um marco para muitos crentes." J. I. Packer Pontaria mortal contra o coração do pecado! Este livro encoraja e orienta o crente que luta para derrotar o mal interior. Uma notável missão de reconhecimento por trás das linhas inimigas, descrevendo com cuidado as forças espirituais que nos atacam e nos atraem invadindo o nosso coração. Lundgaard nos prepara contra esses assaltos relembrando-nos quão vulneráveis poderemos ser quando convencemos de que estamos seguros demais para cair. Aqui está um eficaz lembrete de que, fora da graça de Deus, somos muito mais fracos do que imaginamos – mas que maior é o que está em nós do que o que está no mundo. Bryan Chapell – Presidente, Covenant Theological Seminary  - ref.: https://www.editoraculturacrista.com.br/loja/livro/mal-que-habita-em-mim-o-3-edicao-1036
Contagem regressiva: Faltam 138 dias para 20/04/16 (Inicio: 05/05/15). Tu, SENHOR, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti. (Is 26.3).
A Deus toda glória! p/ pr. Daniel Deusdete.

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No entanto, lembre-se de juntar Cl 3:17 com 1 Co 10:31 :
devemos tudo fazer para a glória de Deus e em nome de Jesus! Deus o abençoe.