quinta-feira, 30 de abril de 2015

Ezequiel 31:1-18 - A SOBERBA DO EGITO E A SUA RUÍNA.

Para nos situarmos na leitura e não perdemos nosso foco, estamos estudando o livro de Ezequiel composto de 48 capítulos. Ainda, estamos na parte II, no capítulo 31, mas na última seção F.
Ressaltamos novamente que entre os oráculos de advertência sobre a destruição de Jerusalém (caps. 1-24) e as profecias de esperança e restauração (caps. 33-48), Ezequiel, o profeta, o filho do homem, incluiu uma seção de oráculos contra outras nações.
II. PROFECIAS CONTRA AS NAÇÕES (25.1-32.32).
A. Amom (25.1-7) – já vista; B. Moabe (25.8-11) – já vista; C. Edom (25.12-14) – já vista; D. Filístia (25.15-17) – já vista; E. Fenícia (26.1-28.26) – já vista; F. Egito (29.1-32.32) – estamos vendo.
F. Egito (29.1-32.32) - continuação.
Como já dissemos, nesses quatro capítulos finais desta parte II, estamos vendo que Ezequiel profetizou contra o Egito, um dos grandes impérios do mundo antigo.
Também fizemos a seguinte proposta de divisão dessa seção “F”: 1. Julgamento contra o Egito (29.1-6) – já vimos; 2. Segundo julgamento contra o Egito (29.17-21) – já vimos; 3. Lamento sobre o Egito (30.1-19) – já vimos; 4. Terceiro julgamento contra o Egito (30.20-26) – já vimos; 5. Quarto julgamento contra o Egito (31.1-18) – veremos agora; 6. Lamento por Faraó (32.1-16); 7. Lamento pelo Egito e por Faraó (32.17-32).
5. Quarto julgamento contra o Egito (31.1-18).
Até o versículo 18, veremos Ezequiel em um quarto julgamento contra o Egito. Ezequiel descreve o julgamento que viria sobre o Egito apesar de suas glórias.
Ele começa dizendo que também aconteceu no undécimo ano, no terceiro mês, no primeiro dia do mês, do reinado de Joaquim - junho de 587 a.C. -, que veio a palavra do Senhor para ele se dirigir a Faraó, rei do Egito e à sua multidão.
Jerusalém se encontrava nas últimas semanas do cerco que terminaria com a destruição da cidade.
O rei do Egito estava se achando o mais importante e principal dos reis e buscava entre os homens quem pudesse se comparar a ele em grandeza.
Ezequiel, então, inexplicavelmente, começa falando da Assíria. Cremos que ele usou o destino da Assíria como uma advertência ao Egito; o poderoso império assírio havia desmoronado entre os anos de 640 a 609 a.C.
A BEG nos diz que alguns estudiosos consideram improvável que, num oráculo contra o Egito (vs. 2,18), o foco principal fosse a Assíria (vs. 3-17).
A alteração de uma consoante no texto poderia modificar a tradução "Assíria" (1) para "cipreste" ou (2) "a que a equipararei?", um paralelo condizente com a última cláusula do v. 2.
Qualquer das traduções resolveria o que parece ser uma referência imprópria à Assíria.
Ele (o Egito ou a Assíria?) é comparado ao cedro. Os cedros eram grandes árvores que se erguiam por dezenas de metros e viviam por milhares de anos oferecendo metáforas adequadas para reinos e dinastias.
Anteriormente Ezequiel usara imagem semelhante (veja 17.20-24). Essa árvore assemelhava-se àquela do sonho de Nabucodonosor (Dn 4.1-12,19-27). Compare a generosa descrição de Ezequiel dessa árvore com a extravagante descrição de Tiro como um navio (27 3-11).
Nós iremos admitir que a profecia era mesmo contra o rei do Egito que estava se achando o maioral entre todos e que a Assíria aqui é usada para fazer um paralelo com ele.
Dos versos 3 ao 18, ele fala expondo a declaração de soberba do rei do Egito, de Faraó.
Começa descrevendo de onde ele surgiu e que era formoso e que cresceu muito por causa das muitas águas junto às suas raízes – vs. 7. Foi o abismo que fê-lo crescer e as águas que o nutriram. Elas formavam uma corrente caudalosa que corria em torno da sua plantação e enviava os seus regatos a todas as árvores do campo.
Foi por isso que se elevou a sua estatura acima de todas as outras e se multiplicaram os seus ramos e se alongaram as suas varas por causa das muitas águas.
As aves dos céus buscavam nela se aninhar e todos os animais do campo geravam debaixo dos seus ramos e à sua sombra abrigavam muitos povos.
Era de fato mui formoso na sua grandeza e na extensão de seus ramos, isto tudo, repetido diversas vezes, porque a sua raiz estava junto às muitas águas.
Tão famoso e formoso era que despertou a inveja de todas as árvores do Édem que havia no jardim de Deus.
Por causa disso, Deus o entregaria na mão da mais poderosa das nações para receber o tratamento devido. Deus o estava lançando fora – vs. 11.
Então seria vítima dos estrangeiros que não se apiedariam dele e cortariam os seus ramos, quebrariam os seus renovos sobre os montes e por todos os vales.
Em consequência, todos os povos da terra se retirariam de sua sombra e o deixariam, mas as aves dos céus e todos os animais do campo habitariam em suas ruínas.
Agora – vs. 14 – todos eles estão entregues à morte, até as partes inferiores da terra, no meio dos filhos dos homens, juntamente com os que descem à cova. Isso para que nenhuma de todas as árvores junto às águas se exaltasse na sua estatura, nem levantasse a sua copa no meio dos ramos espessos, nem se levantassem na sua altura os seus poderosos, sim, todos os que bebem água.
Deus diz no verso 15 que no dia em que ele desceu ao Seol, ele fez que houvesse luto; ele cobriu o abismo, por causa dele, e reteve as suas correntes, e assim, foi detida as grandes águas; e fez que o Líbano o pranteasse; e que todas as árvores do campo por causa dele desfalecessem.
Deus faria tremer as nações com o som de sua queda naquele momento em que o fizesse descer ao Seol justamente com os que descem à cova.
Isso faria com que todas as árvores do Édem, a flor e o melhor do Líbano, todas as que bebem águas, se consolariam nas partes inferiores da terra. Ele não desceria sozinho, estas seriam ajuntadas a ele.
Agora, Deus, por meio de seu profeta, volta a questão inicial deste capítulo: a quem, pois, és semelhante em glória e em grandeza entre as árvores do Eden? – vs. 18.
A resposta é que Faraó e toda a sua multidão, diz o Senhor Deus, seria precipitado juntamente com as árvores do Édem às partes inferiores da terra e no meio dos incircuncisos jazeria com os que foram mortos à espada.
Ez 31:1 Também sucedeu, no ano undécimo, no terceiro mês,
ao primeiro do mês, que veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
Ez 31:2 Filho do homem, dize a Faraó, rei do Egito,
e à sua multidão:
A quem és semelhante na tua grandeza?
Ez 31:3 Eis que o assírio era como um cedro do Líbano,
de ramos formosos, de sombrosa ramagem e de alta estatura;
e a sua copa estava entre os ramos espessos.
Ez 31:4 As águas nutriram-no, o abismo fê-lo crescer;
as suas correntes corriam em torno da sua plantação;
assim ele enviava os seus regatos a todas
as árvores do campo.
Ez 31:5 Por isso se elevou a sua estatura
sobre todas as árvores do campo,
e se multiplicaram os seus ramos, e se alongaram
as suas varas, por causa das muitas águas
nas suas raízes.
Ez 31:6 Todas as aves do céu se aninhavam nos seus ramos;
e todos os animais do campo
geravam debaixo dos seus ramos;
e à sua sombra habitavam todos os grandes povos.
Ez 31:7 Assim era ele formoso na sua grandeza,
na extensão dos seus ramos, porque a sua raiz
estava junto às muitas águas.
Ez 31:8 Os cedros no jardim de Deus não o podiam esconder;
as faias não igualavam os seus ramos,
e os plátanos não eram como as suas varas;
nenhuma árvore no jardim de Deus se assemelhava a ele
na sua formosura.
Ez 31:9 Formoso o fiz pela abundância dos seus ramos;
de modo que tiveram inveja dele todas as árvores do Edem
que havia no jardim de Deus.
Ez 31:10 Portanto assim diz o Senhor Deus:
 Como se elevou na sua estatura, e se levantou a sua copa
no meio dos espessos ramos,
e o seu coração se ufanava da sua altura,
Ez 31:11 eu o entregarei na mão da mais poderosa das nações,
que lhe dará o tratamento merecido.
Eu já o lancei fora.
Ez 31:12 Estrangeiros, da mais terrível das nações, o cortarão,
e o deixarão; cairão os seus ramos sobre os montes
e por todos os vales,
e os seus renovos serão quebrados junto
a todas as correntes da terra;
e todos os povos da terra se retirarão da sua sombra,
e o deixarão.
Ez 31:13 Todas as aves do céu habitarão sobre a sua ruína,
e todos os animais do campo estarão sobre os seus ramos;
Ez 31:14 para que nenhuma de todas as árvores junto às águas
se exalte na sua estatura, nem levante a sua copa no meio
dos ramos espessos, nem se levantem na sua altura
os seus poderosos,
sim, todos os que bebem água;
porque todos eles estão entregues à morte,
até as partes inferiores da terra,
no meio dos filhos dos homens,
juntamente com os que descem a cova.
Ez 31:15 Assim diz o Senhor Deus:
No dia em que ele desceu ao Seol, fiz eu que houvesse luto;
cobri o abismo, por sua causa, e retive as suas correntes,
e detiveram-se as grandes águas;
e fiz que o Líbano o pranteasse;
e todas as árvores do campo
por causa dele desfaleceram.
Ez 31:16 Farei tremer as nações ao som da sua queda,
quando o fizer descer ao Seol juntamente com
os que descem à cova; e todas as árvores do Edem
a flor e o melhor do Líbano,
todas as que bebem águas,
se consolarão nas partes inferiores da terra;
Ez 31:17 também juntamente com ele descerão ao Seol,
ajuntar-se aos que foram mortos à espada;
sim, aos que foram seu braço,
e que habitavam à sua sombra no meio das nações.
Ez 31:18 A quem, pois, és semelhante em glória e em grandeza
entre as árvores do Eden?
Todavia serás precipitado juntamente
com as árvores do Eden
às partes inferiores da terra;
no meio dos incircuncisos jazerás
com os que foram mortos à espada:
este é Faraó e toda a sua multidão,
diz o Senhor Deus.
O orgulho de Faraó estava fazendo ele cair e com ele caem todos os orgulhosos.
“Certa vez um aluno falou ao outro que Deus precisava dele para uma grande obra, mas o outro respondeu quase imediatamente que Jesus só falou uma vez que precisava de alguém – e esse alguém era um jumento” (Mc 11.3)[1].
Aquele que se exalta será humilhado, mas aquele que se humilhar será exaltado – Pv 8.13; 16.18; Is 14:13,14; Ob 1.3; Mt 23.12; Lc 14.7-11; Jo 3.30; Fp 2. 3,5-8; I Pe 5.6.
Diz o mesmo artigo citado de Nortert Lieth “A revista alemã "Focus" publicou uma reportagem sobre o tema "Eu, eu, eu". Ela tratava do culto ao eu – que aumenta cada vez mais em meio à nossa população – no qual cada um se considera cada vez mais importante. Cresce a sociedade que quer levar vantagem em tudo, que não recua diante de nenhum meio para alcançar seus objetivos. É indiferente se outros têm de sofrer com isso – o que importa é que se consiga o primeiro lugar. Um dos lemas em curso entre a juventude é: "Eu sou mais eu".”.
Para estes vale este capítulo em que Deus promete fazer descer ao Seol todo orgulho do rei do Egito, dele e de todos a sua volta que são semelhantes a ele ou que pactuam de suas obras malignas.
Contagem regressiva: Faltam 96 dias para 04/08/2015, quando eu irei concluir a Segmentação de toda a Bíblia.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdetehttp://www.jamaisdesista.com.br




[1] (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br/mensagens/humildade.html  – há um artigo excelente falando do orgulho e da humildade nesse link)
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No entanto, lembre-se de juntar Cl 3:17 com 1 Co 10:31 :
devemos tudo fazer para a glória de Deus e em nome de Jesus! Deus o abençoe.