quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Levítico 17: 1-16 – A PRÁTICA DA SANTIDADE.

Saímos do assunto da impureza e de seu tratamento e chegamos no nosso último grande tema de Levítico, conforme propõe a BEG: A PRÁTICA DA SANTIDADE – 17:1 – 27:34, onde Moisés revelará as amplas implicações do chamado de Israel à santidade ao falar sobre como permanecer santo nas diferentes áreas da vida.
Observaremos a estruturação proposta pela BEG que divide esta quarta parte nas seguintes etapas:
1.     Os sacrifícios e os alimentos, os quais veremos hoje e ocupa todo o capítulo 17.
2.     O comportamento sexual, que também ocupa todo o capítulo 18.
3.     A santidade para com Deus e para com o próximo, que ocupa todo o capítulo 19.
4.     Os crimes que requerem pena de morte, no capítulo 20.
5.     As prescrições para os sacerdotes, no 21 e para os sacrifícios, no 22.
6.     As santas convocações, no capítulo 23.
7.     O azeite e os pães – 24:1-9 e a blasfêmia – 24:10-23.
8.     Os anos de libertação, todo o capítulo 25, sendo o ano sabático dos vs. 1-7 e o ano do jubileu dos vs. 8-55.
9.     As bênçãos e as maldições, todo o 26
10.                       Os votos feitos a Deus, no 27.
A prática da santidade não foi capricho de Moisés ou de Arão e seus filhos ou partiu ela de qualquer ser humano, antes do próprio Deus que estava querendo separar uma nação fiel, de sacerdotes e pronta e preparada para levar e transmitir aos outros povos a sua palavra.
Na verdade, creio eu, que Deus havia rejeitado os que o rejeitaram e não puderam entrar no seu descanso e jamais poderão enquanto permanecerem na dureza de seus corações.
Destarte, a aliança já não era mais com a nação, mas com os obedientes, com os da fé, com aqueles que criam que Deus ainda reservava para eles uma entrada, um descanso.
Vejam algumas citações de Hebreus que enfatizam isso:
Hebreus 3:11 Assim, jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso.
Hebreus 3:18 E contra quem jurou que não entrariam no seu descanso, senão contra os que foram desobedientes?
Hebreus 4:1 Temamos, portanto, que, sendo-nos deixada a promessa de entrar no descanso de Deus, suceda parecer que algum de vós tenha falhado.
Hebreus 4:3 Nós, porém, que cremos, entramos no descanso, conforme Deus tem dito: Assim, jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso. Embora, certamente, as obras estivessem concluídas desde a fundação do mundo.
Hebreus 4:5 E novamente, no mesmo lugar: Não entrarão no meu descanso.
Hebreus 4:8 Ora, se Josué lhes houvesse dado descanso, não falaria, posteriormente, a respeito de outro dia.
Hebreus 4:10 Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas.
Hebreus 4:11 Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência.
As exigências relativas à santidade abrangiam claramente todos os aspectos da vida de Israel, conforme elencamos acima em número de 10 e podemos depreender do texto que foi Deus quem revelou a sua vontade a Moisés com respeito a esses assuntos diversos. Em todas essas áreas, o Senhor declarou que Israel deveria imitar a santidade do seu Deu.
Foi o Senhor quem instruiu o povo acerca das proibições de oferecer sacrifícios em qualquer outro lugar além do tabernáculo, vs. 3-9 e de comer carne com sangue – vs. 10-16.
A observação mais clara de que os sacrifícios de sangue do ritual do Antigo Testamento possuíam significado substitutivo e por causa desse significado o derramamento de sangue e a sua aspersão eram indispensáveis à expiação. E o sangue ganha, por causa deste significado um sentido importantíssimo.
Vejamos a comprovação disto, na proibição de Deus de comer o sangue: “porque a vida da carne está no sangue. Eu vô-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação sobre a vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida.” (Lv. 17:11).
Este texto faz três afirmações acerca do sangue:
1.       Primeiro o sangue é símbolo da vida e a ênfase não está no sangue que corre nas veias, o símbolo da vida sendo vivida, mas sobre o sangue derramado, o símbolo da vida terminada, geralmente por meios violentos.
2.       Segundo: o sangue faz expiação, e o motivo de seu significado expiador é justamente a vida. É somente porque “a vida da carne está no sangue” que “é o sangue que fará expiação em virtude da vida”, ou seja, uma vida é poupada enquanto outra vida é sacrificada no seu lugar. O que faz com que o sangue tenha sentido expiatório é o seu caráter substitutivo.
3.       Terceiro: Deus deu o sangue com este propósito expiador. “Eu vô-lo tenho dado”, diz o Senhor, “sobre o altar para fazer expiação pelas vossas almas”. ´
E, pois deste modo que deve ser visto o sistema sacrificial do Antigo Testamento, algo providenciado e implantado por Deus, e não feito pelo homem. Os sacrifícios no Antigo Testamento não era um mero recurso humano para aplacar a ira de Deus e sim um meio de expiação providenciado pelo próprio Deus.[1]
Lv 17:1 Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:
                Lv 17:2 Fala a Arão e aos seus filhos, e a todos os filhos de Israel,
                               e dize-lhes:
                Esta é a palavra que o SENHOR ordenou, dizendo:
                               Lv 17:3 Qualquer homem da casa de Israel que degolar boi,
                               ou cordeiro, ou cabra, no arraial,
                               ou quem os degolar fora do arraial, Lv 17:4 E não os trouxer
                                               à porta da tenda da congregação, para oferecer
                                               oferta ao SENHOR diante do tabernáculo
                                               do SENHOR, a esse homem será imputado o sangue;
                               derramou sangue; por isso será extirpado do seu povo;
                Lv 17:5 Para que os filhos de Israel, trazendo os seus sacrifícios,
                               que oferecem sobre a face do campo, os tragam ao SENHOR,
                               à porta da tenda da congregação, ao sacerdote,
                               e os ofereçam por sacrifícios pacíficos ao SENHOR.
                Lv 17:6 E o sacerdote espargirá o sangue sobre o altar do SENHOR,
                               à porta da tenda da congregação, e queimará a gordura
                                               por cheiro suave ao SENHOR.
                Lv 17:7 E nunca mais oferecerão os seus sacrifícios aos demônios,
                               após os quais eles se prostituem; isto ser-lhes-á
                                               por estatuto perpétuo nas suas gerações.
                Lv 17:8 Dize-lhes pois:
                               Qualquer homem da casa de Israel, ou dos estrangeiros
                                               que peregrinam entre vós, que oferecer holocausto
                                               ou sacrifício, Lv 17:9 E não o trouxer
                               à porta da tenda da congregação, para oferecê-lo
                               ao SENHOR, esse homem será extirpado do seu povo.
Lv 17:10 E qualquer homem da casa de Israel, ou dos estrangeiros
                que peregrinam entre eles, que comer algum sangue,
                               contra aquela alma porei a minha face,
                                               e a extirparei do seu povo.
                Lv 17:11 Porque a vida da carne está no sangue;
                               pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar,
                                               para fazer expiação pelas vossas almas;
                               porquanto é o sangue que fará expiação pela alma.
                Lv 17:12 Portanto tenho dito aos filhos de Israel:
                               Nenhum dentre vós comerá sangue, nem o estrangeiro,
                                               que peregrine entre vós, comerá sangue.
                Lv 17:13 Também qualquer homem dos filhos de Israel,
                               ou dos estrangeiros que peregrinam entre eles,
                               que caçar animal ou ave que se come,
                                               derramará o seu sangue, e o cobrirá com pó;
                Lv 17:14 Porquanto a vida de toda a carne é o seu sangue;
                               por isso tenho dito aos filhos de Israel:
                                               Não comereis o sangue de nenhuma carne,
                                               porque a vida de toda a carne é o seu sangue;
                                                               qualquer que o comer será extirpado.
                Lv 17:15 E todo o homem entre os naturais, ou entre os estrangeiros,
                               que comer corpo morto ou dilacerado, lavará as suas vestes,
                                               e se banhará com água, e será imundo até à tarde;
                                                               depois será limpo.
                               Lv 17:16 Mas, se os não lavar, nem banhar a sua carne,
                                               levará sobre si a sua iniqüidade.
Que isso fique bem claro em nossas mentes, como bem salientado no pequeno artigo do Monergismo: Os sacrifícios no Antigo Testamento não era um mero recurso humano para aplacar a ira de Deus e sim um meio de expiação providenciado pelo próprio Deus.
O homem não buscava aplacar a ira divina com seus sacrifícios por causa do pecado, antes era uma questão de obediência à palavra de Deus que estava providenciando a este homem caído e preso pelo pecado, um meio de expiação providenciado pelo próprio Deus.

A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
http://www.jamaisdesista.com.br
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No entanto, lembre-se de juntar Cl 3:17 com 1 Co 10:31 :
devemos tudo fazer para a glória de Deus e em nome de Jesus! Deus o abençoe.