quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Gênesis 37: 1-36 – JOSÉ É VENDIDO PELOS SEUS IRMÃOS.

No capítulo 37 de Gênesis, começa a narrativa da linda história de José, o décimo segundo filho de Jacó, contando com Diná e o primeiro filho com Raquel, seu amor que já estava falecida. O presente capítulo termina com o versículo bíblico que fala da venda de José a Potifar, no Egito.
Jacó estava na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã e José já tinha 17 anos. Ele era o querido filho de seu pai e o agradava em tudo. Era obediente, inteligente e muito bonito. Tinha José se apegado muito a seu pai e seu pai confiava nele e achava mesmo que José ainda seria um menino especial nessa terra.
Seus sonhos impressionavam a todos e causava inveja em seus irmãos porque já notavam que havia algo diferente nele. Ao narrar dois de seus sonhos e sugerir a interpretação, quase óbvia, aí sim que eles o odiaram mais ainda. Seu pai, apesar de o repreender quanto a eles se inclinarem a ele nessa terra, guardava tudo aquilo em seu coração.
Sua função naquela terra era a de apascentador de ovelhas junto com seus irmãos. O pai estava tão feliz com ele que lhe deu uma túnica especial e colorida que despertou ainda mais a inveja de seus irmãos a ponto de quererem tramar contra a sua vida.
Aproveitando de um episódio em que obedecendo ao seu pai foi espionar seus irmãos, eles, naquelas terras de Siquém, encontraram um jeito de se livrar dele e quiseram matá-lo, mas Ruben, sabiamente, os convenceu do contrário e colocaram ele numa cisterna vazia e sem água.
Até que surgiu uma caravana de Ismaelitas que faziam tráfico de coisas, entre elas de escravos e Judá teve a brilhante ideia, provavelmente tentando proteger seu irmão do derramamento de sangue, de vendê-lo e com isso ainda lucrar algum dinheiro.
Gostaram da ideia e aproveitando a ausência de Ruben o venderam aos ismaelitas por 20 moedas de prata. Quanto Ruben o soube, ficou muito irado, mas acabou concordando com tudo aquilo e levaram de volta a túnica de José a seu pai, agora manchada de sangue de animais, para enganar a Jacó e sugerir que sua morte se deu por enfrentamento a bestas-feras.
Seu pai sofreu muito e recusou ser consolado. José estava agora seguindo outro destino, desconhecido e já não era mais apascentador de ovelhas junto com seus irmãos. Os planos de Deus na vida dele iriam seguir rumo diferente.
Não imaginemos nós que sua partida para o Egito foi pacífica e tranquila de primeira classe, pelo contrário, José estava como escravo e devia ter cadeias em seus pés que o machucavam. Era Deus conduzindo o seu filho para um destino que ele estava preparando.
E se José por isso começasse a entrar em depressão profunda e a reclamar de tudo e de todos e se revoltar e querer tomar vingança com suas próprias mãos? E se começasse aquela vida de lamentos, de entrega ao pecado, de murmurações e coisas semelhantes? Por isso que temos de confiar em Deus completamente porque não sabemos dos planos dele.
Antes de ser levantado na terra, José ainda terá uns 13 anos de provações terríveis!
Gn 37:1 E Jacó habitou na terra das peregrinações de seu pai,
na terra de Canaã.
Gn 37:2 Estas são as gerações de Jacó.
Sendo José de dezessete anos,
apascentava as ovelhas com seus irmãos;
sendo ainda jovem,
andava com os filhos de Bila,
e com os filhos de Zilpa,
mulheres de seu pai;
e José trazia más notícias deles a seu pai.
Gn 37:3 E Israel amava a José
mais do que a todos os seus filhos,
porque era filho da sua velhice;
e fez-lhe uma túnica de várias cores.
Gn 37:4 Vendo, pois, seus irmãos
que seu pai o amava mais do que a todos eles,
odiaram-no,
e não podiam falar com ele pacificamente.
Gn 37:5 Teve José um sonho,
que contou a seus irmãos;
por isso o odiaram ainda mais.
Gn 37:6 E disse-lhes:
Ouvi, peço-vos, este sonho, que tenho sonhado:
Gn 37:7 Eis que estávamos atando molhos no meio do campo,
e eis que o meu molho se levantava,
e também ficava em pé,
e eis que os vossos molhos o rodeavam,
e se inclinavam ao meu molho.
Gn 37:8 Então lhe disseram seus irmãos:
Tu, pois, deveras reinarás sobre nós?
Tu deveras terás domínio sobre nós?
Por isso ainda mais o odiavam
por seus sonhos e por suas palavras.
Gn 37:9 E teve José outro sonho, e o contou a seus irmãos, e disse:
Eis que tive ainda outro sonho;
e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam a mim.
Gn 37:10 E contando-o a seu pai e a seus irmãos,
repreendeu-o seu pai, e disse-lhe:
Que sonho é este que tiveste?
Porventura viremos, eu e tua mãe, e teus irmãos,
a inclinar-nos perante ti em terra?
Gn 37:11 Seus irmãos, pois, o invejavam;
seu pai porém guardava este negócio
no seu coração.
Gn 37:12 E seus irmãos foram apascentar o rebanho de seu pai,
junto de Siquém.
Gn 37:13 Disse, pois, Israel a José:
Não apascentam os teus irmãos junto de Siquém?
Vem, e enviar-te-ei a eles.
E ele respondeu:
Eis-me aqui.
Gn 37:14 E ele lhe disse:
Ora vai, vê como estão teus irmãos,
e como está o rebanho,
e traze-me resposta.
Assim o enviou do vale de Hebrom,
e foi a Siquém.
Gn 37:15 E achou-o um homem,
porque eis que andava errante pelo campo,
e perguntou-lhe o homem, dizendo:
Que procuras?
Gn 37:16 E ele disse:
Procuro meus irmãos;
dize-me, peço-te,
onde eles apascentam.
Gn 37:17 E disse aquele homem:
Foram-se daqui;
porque ouvi-os dizer:
Vamos a Dotã.
José, pois, seguiu atrás de seus irmãos,
e achou-os em Dotã.
Gn 37:18 E viram-no de longe
e, antes que chegasse a eles,
conspiraram contra ele para o matarem.
Gn 37:19 E disseram um ao outro:
Eis lá vem o sonhador-mor!
Gn 37:20 Vinde, pois, agora, e matemo-lo,
e lancemo-lo numa destas covas, e diremos:
Uma fera o comeu;
e veremos que será dos seus sonhos.
Gn 37:21 E ouvindo-o Rúben,
livrou-o das suas mãos, e disse:
Não lhe tiremos a vida.
Gn 37:22 Também lhes disse Rúben:
Não derrameis sangue;
lançai-o nesta cova, que está no deserto,
e não lanceis mãos nele;
isto disse para livrá-lo das mãos deles
e para torná-lo a seu pai.
Gn 37:23 E aconteceu que,
chegando José a seus irmãos,
tiraram de José a sua túnica,
a túnica de várias cores, que trazia.
Gn 37:24 E tomaram-no,
e lançaram-no na cova;
porém a cova estava vazia,
não havia água nela.
Gn 37:25 Depois assentaram-se a comer pão;
e levantaram os seus olhos, e olharam,
e eis que uma companhia de ismaelitas vinha de Gileade;
e seus camelos traziam especiarias e bálsamo e mirra,
e iam levá-los ao Egito.
Gn 37:26 Então Judá disse aos seus irmãos:
Que proveito haverá que matemos a nosso irmão
e escondamos o seu sangue?
Gn 37:27 Vinde e vendamo-lo a estes ismaelitas,
e não seja nossa mão sobre ele;
porque ele é nosso irmão, nossa carne.
E seus irmãos obedeceram.
Gn 37:28 Passando, pois, os mercadores midianitas,
tiraram e alçaram a José da cova,
e venderam José por vinte moedas de prata,
aos ismaelitas,
os quais levaram José ao Egito.
Gn 37:29 Voltando, pois, Rúben à cova,
eis que José não estava na cova;
então rasgou as suas vestes.
Gn 37:30 E voltou a seus irmãos e disse:
O menino não está;
e eu aonde irei?
Gn 37:31 Então tomaram a túnica de José,
e mataram um cabrito,
e tingiram a túnica no sangue.
Gn 37:32 E enviaram a túnica de várias cores,
mandando levá-la a seu pai, e disseram:
Temos achado esta túnica;
conhece agora se esta será
ou não a túnica de teu filho.
Gn 37:33 E conheceu-a, e disse:
É a túnica de meu filho;
uma fera o comeu;
certamente José foi despedaçado.
Gn 37:34 Então Jacó rasgou as suas vestes,
pôs saco sobre os seus lombos
e lamentou a seu filho muitos dias.
Gn 37:35 E levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas,
para o consolarem;
recusou porém ser consolado, e disse:
Porquanto com choro hei de descer ao meu filho até à sepultura.
Assim o chorou seu pai.
Gn 37:36 E os midianitas
venderam-no no Egito a Potifar,
oficial de Faraó, capitão da guarda.
José de apascentador de ovelhas junto com seus irmãos, agora era escravo e escravo do capitão da guarda, oficial de Faraó, no Egito. Há em nós escolhas que podemos e devemos fazer. José fez escolhas na sua vida e foram excelentes escolhas cujos resultados não apareceram de imediato.
Ele escolheu confiar em Deus, acreditar no Deus soberano, manter-se íntegro, aceitar a administração celeste das coisas ao seu redor que o envolveriam, escolheu não se entregar ao pecado, escolheu viver dignamente e respeitando seu próximo.

Isso tudo o ajudará, como veremos nos próximos capítulos, a subir e a se transformar naquele instrumento de Deus útil para abençoar nações.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
http://www.jamaisdesista.com.br
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No entanto, lembre-se de juntar Cl 3:17 com 1 Co 10:31 :
devemos tudo fazer para a glória de Deus e em nome de Jesus! Deus o abençoe.