quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Gênesis 15 1-21 – A ALIANÇA DE DEUS COM ABRAÃO.

Deus faz aliança com Abrão, que logo, logo, será Abraão, pai de muitos, pai da fé. Mas somente aconteceram depois das coisas narradas em Gn 14 em que heroicamente Abrão foi salvar seu sobrinho e pela fé enfrentou exércitos inimigos e prevaleceu e depois recebeu a bênção de Melquisedeque que Abrão teve este encontro com Deus.
Na verdade, Abrão não teve encontro algum com Deus, mas Deus o achou ali e com ele teve este relacionamento fantástico que passaremos a meditar nas próximas linhas. A forma com que Deus se manifestou a Abrão nesta ocasião foi por meio de visão.
Eu mesmo já passei por muitas experiências fantásticas com Deus, mas jamais tive visões de Deus. Em sua visão acontece um diálogo e uma conversa em que Deus, primeiramente, afirma ser dele seu escudo e seu grandíssimo galardão.
Duas coisas importantíssimas diante de Deus é primeiro tê-lo por escudo e a segunda tê-lo por seu próprio galardão. Ele não disse que seria algo que ele fizesse ou fosse dar a ele, mas que ele mesmo lhe seria o seu galardão. Não é a coisa, nem o objeto o importante, mas o possuidor das coisas, o abençoador, como está escrito em Salmos 23:1 – “O Senhor é o meu pastor, ELE não me faltará”, pena que as traduções em vigor falam de que bem algum nos faltará e não de que Ele não nos faltará.
Tudo o que está escrito e aplicado a Abrão, podemos, pela mesma fé, aplicá-la a nós também aqui no século XXI, guardadas as devidas proporções e ocasiões específicas e eventos específicos, óbvio. Mas no que tange ao escudo e a ele ser nossa bênção, disso, sim, podemos, como dizem, “tomar posse”, sem medo, sem temor, com ousadia e intrepidez, por causa de Jesus Cristo, a razão de tudo isso e de todas as coisas.
Deus é meu escudo! Deus é a minha porção! Que gostoso poder encher a boca dessas santas palavras e pela fé de Abrão, vive-las em sua plenitude. A Deus toda a glória!
Em seguida, Abrão começa a discutir com Deus e a sua queixa, se é que assim podemos falar, é sobre o seu descendente que ele já mostrava preocupação, pois ainda não tinha e as promessas de Deus para ele, sempre apontavam multidões e multidões maiores que as próprias areias da terra!
Incrível é que Abrão reconhecia piamente que não tinha filhos ainda porque Deus ainda não lhe tinha dado. Sua noção e consciência da soberania divina é muito forte em Abrão, como foi em Moisés, em Davi, em Jesus Cristo, em Paulo e assim vai por ai. Ele não entendia os caminhos e planos de Deus, pois lhes pareciam esquisitos. Como iria se cumprir a sua palavra sendo que ele nem filhos tinha porque o Senhor não lhe tinha dado?
Sua lógica apontava para a solução de prover para si um herdeiro, não natural, não nascido de suas entranhas, mas que habitasse em sua casa, seu servo, mas Deus, claramente, diz para ele que não. Acho que a paciência também nos falta antes da chegada da nossa bênção.
O jogo parece caminhar para seu final e tudo apontava para uma grande derrota, mas quando se menos espera sai um ou mais gols no finalzinho do jogo, às vezes, nos últimos instantes, no último lance dele e tudo muda e a vitória antes longe, agora é comemorada com grande alegria e gozo.
Deus acalma seu coração e aceita aquele diálogo “petitório” e fala a ele a sua palavra. Ela soa assim como se fosse desse jeito: - calma, Abrão, eu sou Deus, eu posso tudo e eu estou no controle. As coisas estão seguindo o seu curso que eu dei e quis que assim fosse. A minha palavra se cumprirá na sua vida.
Depois da explicação paciente de Deus e da demonstração das estrelas para ele as contar se fosse possível, diz, as Escrituras que Abrão creu em Deus e isso lhe foi imputado por justiça. Tornou-se ali o pai da fé! Por que creu naquele que lhe fazia promessas sem ao menos ainda ter qualquer descendente.
Em seguida, depois de perguntar para Deus com quem dialogava, como iria herdar e saber que herdou aquela terra foi que Deus com ele fez uma aliança, um pacto em que ele foi o iniciador do pacto. É a chamada e conhecida aliança Abraâmica.
Diz o autor de o Cristo dos Pactos, O. Palmer Robertson, que aliança é um pacto de sangue soberanamente administrado. Já Gerard Van Groningen, diz que aliança é um vínculo de amor e vida. Recomendo a leitura do seguinte texto: http://www.monergismo.com/textos/teologia_pacto/alianca_plenitude.htm. Vale a pena aprofundar-se um pouco mais na questão de alianças. 
Essa questão das alianças mostra claramente Deus se relacionando com a sua criação de uma forma muito especial. Não que Deus seja ou fosse carente de afetos e precisava desesperadamente da adoração dos homens que criara. Se Deus tem alguma carência, ele precisaria de um Deus para supri-lo, sendo isto um absurdo. Deus é completo, perfeito e se basta a si mesmo. Ele não tem falta de nada nem de coisa alguma.
A forma especial de Deus se relacionar para mim demonstra mais seu amor que é sem igual, pois Deus é amor e vida tudo criou com propósito e inteligência e finalidade. Ao criar o homem, ele com ele fez uma aliança de amor e de vida.
Se alguém quebrasse a aliança quando esta era feita, era também seu corpo partido ao meio, como deveria ser feito com aqueles animais que Deu orientou Abrão para colocar uma parte ao lado da outra. Sangue deveria ser tomado, mas Deus sabendo da fragilidade da outra parte, ele mesmo passa sozinho pelo meio dos animais.
Não significa agora que então ele estaria desobrigado de cumpri-la, não de modo algum. Ele está sim obrigado a cumprir e Deus requererá dele o cumprimento de sua parte, mas Deus mesmo o fará triunfar. Deus não anula a nossa responsabilidade nem coage a criatura em sua soberana maneira de administrar.
Gn 15:1 Depois destas coisas
veio a palavra do SENHOR a Abrão em visão, dizendo:
Não temas, Abrão,
eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão.
Gn 15:2 Então disse Abrão:
Senhor DEUS,
que me hás de dar,
pois ando sem filhos,
e o mordomo da minha casa é o damasceno Eliézer?
Gn 15:3 Disse mais Abrão:
Eis que não me tens dado filhos,
e eis que um nascido na minha casa será o meu herdeiro.
Gn 15:4 E eis que veio a palavra do SENHOR a ele dizendo:
Este não será o teu herdeiro;
mas aquele que de tuas entranhas sair,
este será o teu herdeiro.
Gn 15:5 Então o levou fora, e disse:
Olha agora para os céus,
e conta as estrelas, se as podes contar.
E disse-lhe:
Assim será a tua descendência.
Gn 15:6 E creu ele no SENHOR,
e imputou-lhe isto por justiça.
Gn 15:7 Disse-lhe mais:
Eu sou o SENHOR,
que te tirei de Ur dos caldeus,
para dar-te a ti esta terra,
para herdá-la.
Gn 15:8 E disse ele:
Senhor DEUS,
como saberei que hei de herdá-la?
Gn 15:9 E disse-lhe:
Toma-me uma bezerra de três anos,
e uma cabra de três anos,
e um carneiro de três anos,
uma rola e um pombinho.
Gn 15:10 E trouxe-lhe todos estes,
e partiu-os pelo meio,
e pôs cada parte deles em frente da outra;
mas as aves não partiu.
Gn 15:11 E as aves desciam sobre os cadáveres;
Abrão, porém, as enxotava.
Gn 15:12 E pondo-se o sol,
um profundo sono caiu sobre Abrão;
e eis que grande espanto e grande escuridão caiu sobre ele.
Gn 15:13 Então disse a Abrão:
Sabes, de certo,
que peregrina será a tua descendência
em terra alheia,
e será reduzida à escravidão,
e será afligida por quatrocentos anos,
Gn 15:14 Mas também eu
julgarei a nação,
à qual ela tem de servir,
e depois sairá com grande riqueza.
Gn 15:15 E tu irás a teus pais em paz;
em boa velhice serás sepultado.
Gn 15:16 E a quarta geração tornará para cá;
porque a medida da injustiça dos amorreus
não está ainda cheia.
Gn 15:17 E sucedeu que,
posto o sol,
houve escuridão,
e eis um forno de fumaça,
e uma tocha de fogo,
que passou por aquelas metades.
Gn 15:18 Naquele mesmo dia
fez o SENHOR uma aliança com Abrão, dizendo:
A tua descendência tenho dado esta terra,
desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates;
Gn 15:19 E o queneu, e o quenezeu, e o cadmoneu,
Gn 15:20 E o heteu, e o perizeu, e os refains,
Gn 15:21 E o amorreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o jebuseu.
A aliança foi feita. A aliança foi renovada. As alianças que as precederam, a da criação e a da redenção e ainda a com Noé não são jogadas fora e invalidadas, pelo contrário, seguem seu curso até o fim, enquanto houver homem e mulher na face da terra e enquanto Deus for Deus e tudo for renovado.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
http://www.jamaisdesista.com.br
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No entanto, lembre-se de juntar Cl 3:17 com 1 Co 10:31 :
devemos tudo fazer para a glória de Deus e em nome de Jesus! Deus o abençoe.