terça-feira, 14 de maio de 2013

Salmo 117: 1-2 - UM CONVITE PARA TODOS OS POVOS

Chegamos ao menor capítulo da Bíblia que fisicamente está anes do capítulo central, salmo 118 e antes do maior capítulo da Bíblia, salmo 119. Amanhã, comentaremos isso, é interessante.
Como diz Calvino em seu comentário, o convite é feito pelo Espírito Santo para todas as nações, todos os gentios e todos os povos, inclusive os ímpios que certamente não irão louvá-lo por que estão entregues a si mesmos para realizarem seus próprios desejos, certamente malignos.
O apóstolo Paulo usa este salmo de forma indireta em Romanos porque está claro que o conhecimento de Deus está manifesto aos homens em toda parte pelas coisas que foram criadas e que permanecem até hoje como prova e evidência da criação.
Assim, mares, rios, montes, montanhas, desertos, ventos, tempestade, toda criação louva a Deus, mas somente a criatura racional ousa dizer em seu coração de que não há Deus ou que não há conhecimento no Altíssimo.
Enquanto, no menor capítulo da Bíblia, o verso 1 é a solicitação de todos no mundo para louvarem a Deus, o verso 2, explica porque devemos louvá-lo: por causa de sua misericórdia e fidelidade que sustenta na sua graça todas as coisas criadas e ainda provê a salvação ao homem por meio de seu Filho amado.
Tudo temos recebido de Deus e nada está conosco por causa de nosso grande esforço ou labuta diária, pois a mesma força que temos para adquirir as coisas vem do Senhor e nada do que temos por enquanto é mesmo nossa uma vez que ao morrermos nada levamos conosco se não quem somos e a nossa experiência com relação a sua misericórdia e fidelidade.
Ele nos prometeu vida eterna! É a sua promessa! Esta eu levarei comigo para meu túmulo, a vida eterna, pois no tempo certo, a voz da trombeta soará e eu a ouvirei e sairei com milhares de milhares e milhões de milhões que guardaram a aliança com Deus e têm o penhor do Espírito Santo em seus corações.
O comentário de Calvino não possui introdução para este salmo, antes já começa a discutir e apresentar análise de seus únicos dois versículos.
1 Louvado seja o Senhor, todas as nações. O Espírito Santo tendo, pela boca do profeta, exortado todas as nações a celebrar os lábios da misericórdia e fidelidade de Deus, Paulo, em sua Epístola aos Romanos, considera justamente isso como uma previsão respeitando o chamado do mundo inteiro ( Romanos 15:11.) Como os incrédulos podem ser qualificados para louvar a Deus, que, apesar de não ser totalmente destituído de sua misericórdia, é insensível a isso e ignora sua verdade? Por conseguinte, não servia de propósito para o profeta dirigir-se às nações pagãs, a menos que fossem reunidos na unidade da fé com os filhos de Abraão. Não há motivo para a tentativa censurável, por seus argumentos sofisticados, refutar o raciocínio de Paulo. Eu entendo que o Espírito Santo em outros lugares invoque os montes, os rios, as árvores, a chuva, os ventos e os trovões, para ressoar os louvores de Deus, porque toda a criação proclama silenciosamente que ele é o seu Criador. É de uma maneira diferente que ele é louvado por suas criaturas racionais. A razão atribuída é que a misericórdia e a verdade de Deus fornecem materiais para celebrar seus louvores. Além disso, o profeta não significa que Deus seja louvado em todos os lugares pelos gentios, porque o conhecimento de seu caráter se limita a uma pequena porção da terra da Judéia, mas porque deve ser espalhado por todo o mundo.
Primeiro, ele exige que Deus seja louvado, porque a sua bondade é aumentada ou reforçada, pois o termo hebraico admite ambos os significados.
Em segundo lugar, porque sua verdade permanece firme para sempre. Como, então, são aqueles qualificados para celebrar seus lábios, que, com insensibilidade brutal, passam sua bondade e fecham os ouvidos contra sua doutrina celestial?
A verdade de Deus, nesta passagem, é devidamente apresentada como um atestado de sua graça. Pois ele pode ser verdade mesmo quando ameaça o mundo inteiro com perdição e ruína. O profeta, no entanto, colocou a sua misericórdia primeiro para que a sua fidelidade e verdade, que comprovem a sua bondade paterna, possam encorajar os corações dos piedosos. Seu poder e justiça são igualmente louváveis; Mas como os homens nunca louvam cordialmente a Deus até que sejam atraídos por um antecipado de sua bondade, o profeta escolhe muito justamente a misericórdia e a verdade de Deus, que só abre as bocas daqueles que são mudo para se envolver nesse exercício. Quando sua verdade é dita eterna, não se opõe à sua misericórdia, como se, depois de florescer por um período de tempo, faleceu instantaneamente. O mesmo motivo seria provar que era pequeno em comparação com a sua misericórdia, o qual é dito ser abundante. O significado é que a misericórdia de Deus é rica para nós, fluindo em um fluxo perene, unido a sua verdade eterna. Se lemos, sua misericórdia é confirmada, todas as dificuldades serão removidas, pois tanto a constância quanto a estabilidade adornarão sua misericórdia e sua verdade.
Salmos 117:1 Louvai ao SENHOR,
vós todos os gentios,
louvai-o,
todos os povos.
Salmos 117:2 Porque mui grande
é a sua misericórdia para conosco,
e a fidelidade do SENHOR
subsiste para sempre.
Aleluia!

Eu te louvarei Senhor de todo meu coração porque a sua misericórdia dura para sempre e a sua fidelidade de geração a geração.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
http://www.jamaisdesista.com.br

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No entanto, lembre-se de juntar Cl 3:17 com 1 Co 10:31 :
devemos tudo fazer para a glória de Deus e em nome de Jesus! Deus o abençoe.