sábado, 6 de abril de 2013

Salmo 79: 1-13 - O POVO PEDE CASTIGO CONTRA OS INIMIGOS

Asafe começa seu salmo falando com Deus da dor que estão sentindo quando da ocasião da invasão dos Assírios após terem queimado o templo, destruído a cidade e arrastado o povo em cativeiro.
Ele abre a sua boca e seu coração se encontra muito afligido com tudo que está acontecendo a ele e a todo povo por conta de inimigos que não conhecem se quer ao Senhor. Eles foram cruéis na invasão e não tiveram respeito por nada, nem ninguém, pelo contrário, zombaram e profanaram os lugares sagrados para o povo com maldade.
Às vezes é desse jeito: o inimigo nos assola, as perseguições vêm, o desespero quer entrar em nossa casa, as lutas aumentam, a dor fica insuportável e a vontade é de desaparecer. Como pode, Deus - é o nosso questionamento – o Senhor permitir isso? Por quê?
Não é Deus soberano e não controla ele todas as coisas? Por que então nos sobrevêm tantas circunstâncias contrárias e por que somos vítimas de tanta violência?
Naquela situação em especial, tudo isso ocorreu conforme foi previamente profetizado, mas o povo não tinha ouvido o Senhor. No entanto, há dessas situações que eu chamaria de gratuitas e que ocorrem mesmo assim nos forçando a passar por tantos apertos. O que fazer?
Vamos fazer como fez Asafe, primeiramente nos elevarmos a Deus em oração. Na sequência, ele fala com o Senhor para que o tempo da tempestade seja abreviado, por isso pergunta até quando, Senhor? Nós também podemos pedir ao Senhor que abrevie os tempos das tribulações.
Agora, ele entra no pedido de socorro e sabe que o Senhor irá ajudá-los, tanto que termina o salmo diferentemente do que começou. Começou com a luta e agora já está louvando o Senhor que irá ajudá-los. Deus é sempre nosso socorro no meio das angústias! Aleluias!
Calvino em seu comentário contextualiza a situação do salmo e dá outras explicações:
Esta é uma queixa e lamentação da Igreja quando severamente afligida; em que, enquanto os fiéis lamentam suas miserias e, em um sentido, calamidades imerecidas e acusam seus inimigos de crueldade, eles reconhecem que, em outro sentido, foram justamente castigados e se comprometeram humildemente com a misericórdia divina. Sua confiança descansa principalmente no fato de que viram o desígnio de Deus unido às suas calamidades, na medida em que o ímpio, ao oprimir a Igreja, blasfemou seu nome sagrado.
Um salmo de Asafe.
Este salmo, como outros, contém evidências internas de que ele foi composto muito depois da morte de Davi. Alguns que lhe atribuem alegam, em apoio desta opinião, que as aflições da Igreja foram previstas pelo espírito de profecia, para encorajar os fiéis a levar a cruz quando essas aflições deveriam chegar. Mas não parece haver nenhum fundamento para tal suposição. Não é costume que os profetas falem historicamente em suas profecias. Quem refletir com justiça sobre o escopo do poema perceberá facilmente que foi composto quando os assírios, após ter queimado o templo, e destruído a cidade, arrastaram o povo para o cativeiro, ou quando o templo foi contaminado por Antíoco, depois que ele teve matou um grande número de habitantes de Jerusalém. Seu assunto concorda muito bem com qualquer um desses períodos. Consideremos, então, como um ponto admitido, que essa queixa foi dita ao povo de Deus no momento em que a Igreja foi submetida à opressão, e quando os assuntos foram reduzidos à condição mais desesperadora. Quão cruelmente os assírios se conduziram são bem conhecidos. E, sob a tirania de Antíoco, se um homem ousasse simplesmente abrir a boca em defesa da adoração pura de Deus, ele o fazia com o risco de perder sua vida imediatamente.
Sl 79:1 Ó Deus, as nações
invadiram a tua herança,
profanaram o teu santo templo,
reduziram Jerusalém a um montão de ruínas.
Sl 79:2 Deram os cadáveres dos teus servos
por cibo às aves dos céus
e a carne dos teus santos,
às feras da terra.
Sl 79:3 Derramaram como água
o sangue deles ao redor de Jerusalém,
e não houve quem lhes desse sepultura.
Sl 79:4 Tornamo-nos
o opróbrio dos nossos vizinhos,
o escárnio e a zombaria dos que nos rodeiam.
Sl 79:5 Até quando, SENHOR?
Será para sempre a tua ira?
Arderá como fogo o teu zelo?
Sl 79:6 Derrama o teu furor
sobre as nações que te não conhecem
e sobre os reinos que não invocam o teu nome.
Sl 79:7 Porque eles devoraram a Jacó
e lhe assolaram as moradas.
Sl 79:8 Não recordes contra nós
as iniqüidades de nossos pais;
apressem-se ao nosso encontro
as tuas misericórdias,
pois estamos sobremodo abatidos.
Sl 79:9 Assiste-nos,
ó Deus e Salvador nosso,
pela glória do teu nome;
livra-nos
e perdoa-nos os pecados,
por amor do teu nome.
Sl 79:10 Por que diriam as nações:
Onde está o seu Deus?
Seja,
à nossa vista,
manifesta entre as nações
a vingança do sangue
que dos teus servos é derramado.
Sl 79:11 Chegue
à tua presença
o gemido do cativo;
consoante a grandeza do teu poder,
preserva os sentenciados à morte.
Sl 79:12 Retribui, Senhor,
aos nossos vizinhos,
sete vezes tanto,
o opróbrio com que te vituperaram.
Sl 79:13 Quanto a nós,
teu povo
e ovelhas do teu pasto,
para sempre te daremos graças;
de geração em geração
proclamaremos os teus louvores.

Eu também. Eu e minha casa, como Asafe neste salmo, proclamaremos os teus louvores, ó Deus. Por que a tua ira dura apenas um segundo, mas a tua misericórdia é de geração em geração para os que te amam e são chamados a glorificar o teu nome nas suas vidas.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
http://www.jamaisdesista.com.br

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No entanto, lembre-se de juntar Cl 3:17 com 1 Co 10:31 :
devemos tudo fazer para a glória de Deus e em nome de Jesus! Deus o abençoe.