quinta-feira, 4 de abril de 2013

Salmo 77: 1-20 - AS GRANDES OBRAS E A MISERICÓRDIA DE DEUS

Salmo de Asafe que começa elevando a Deus a sua voz por causa de seu clamor e a sua certeza é de que elevando a sua voz e clamando, Deus irá atendê-lo. Ele se encontra em angústia por causa das provações de sua alma e isso o motiva a ir até o Senhor.
Há quem queira afogar as suas mágoas bebendo, drogando-se, praticando coisas inconvenientes, mas Deus tem uma porta aberta para nós para que nos acheguemos a ele com confiança apresentando nossas lutas e dores.
Ele mesmo diz que sua alma recusa-se consolar em outra coisa se não no Senhor. Em seguida, ele vai recorrer as suas memórias que apontam o caminho para Deus no passado quando aconteceu algo que similar o levou até ele. Muitos são os feitos do Senhor no passado da nação de Israel e junto com os homens de Deus da história.
Muitos são também os feitos do Senhor conosco, por isso recorremos as nossas próprias lembranças e experiências e elas nos mostram Deus agindo a nosso favor e nos livrando de cada uma. Melhor é o consolo do Senhor do que qualquer outro consolo que poderá até mascarar a angústia no momento, mas não terá o poder de transformar e agir em nada.
Calvino, em sua introdução deste salmo, irá contextualizá-lo e explicar certos fatos para melhor entendermos a narrativa. Ele chega a comparar o salmo com um modelo de oração eficaz que o Espírito Santo está nos instruindo pela sua palavra.
Quem fosse o autor deste salmo, o Espírito Santo parece, por sua boca, ter ditado uma forma comum de oração pela Igreja em suas aflições, que mesmo sob as perseguições mais cruéis, os fiéis não podem deixar de dirigir suas orações ao céu . Não é o sofrimento privado de um indivíduo particular aqui expresso, mas as lamentações e gemidos do povo escolhido. Os fiéis celebram a libertação que uma vez foi forjada para eles e que foi um testemunho da graça eterna de Deus, para animar e fortalecer-se para se envolver no exercício da oração com maior seriedade.
Ao músico-chefe de Jeduthun. Um salmo de Asafe.
Sl 77:1 Elevo a Deus
a minha voz
e clamo,
elevo a Deus
a minha voz,
para que me atenda.
Sl 77:2 No dia da minha angústia,
procuro o Senhor;
erguem-se as minhas mãos
durante a noite
e não se cansam;
a minha alma recusa consolar-se.
Sl 77:3 Lembro-me de Deus
e passo a gemer;
medito,
e me desfalece o espírito.
Sl 77:4 Não me deixas pregar os olhos;
tão perturbado estou,
que nem posso falar.
Sl 77:5 Penso nos dias de outrora,
trago à lembrança os anos de passados tempos.
Sl 77:6 De noite indago o meu íntimo,
e o meu espírito perscruta.
Sl 77:7 Rejeita o Senhor para sempre?
Acaso, não torna a ser propício?
Sl 77:8 Cessou perpetuamente a sua graça?
Caducou a sua promessa para todas as gerações?
Sl 77:9 Esqueceu-se Deus de ser benigno?
Ou, na sua ira,
terá ele reprimido as suas misericórdias?
Sl 77:10 Então, disse eu:
isto é a minha aflição;
mudou-se a destra do Altíssimo.
Sl 77:11 Recordo os feitos do SENHOR,
pois me lembro das tuas maravilhas da antiguidade.
Sl 77:12 Considero também
nas tuas obras todas
e cogito dos teus prodígios.
Sl 77:13 O teu caminho, ó Deus,
é de santidade.
Que deus é tão grande
como o nosso Deus?
Sl 77:14 Tu és o Deus
que operas maravilhas
e, entre os povos,
tens feito notório o teu poder.
Sl 77:15 Com o teu braço
remiste o teu povo,
os filhos de Jacó e de José.
Sl 77:16 Viram-te as águas,
ó Deus;
as águas te viram e temeram,
até os abismos se abalaram.
Sl 77:17 Grossas nuvens se desfizeram em água;
houve trovões nos espaços;
também as suas setas cruzaram de uma parte para outra.
Sl 77:18 O ribombar do teu trovão
ecoou na redondeza;
os relâmpagos
alumiaram o mundo;
a terra
se abalou e tremeu.
Sl 77:19 Pelo mar
foi o teu caminho;
as tuas veredas,
pelas grandes águas;
e não se descobrem os teus vestígios.
Sl 77:20 O teu povo,
tu o conduziste,
como rebanho,
pelas mãos de Moisés e de Arão.

Ele não parece concluir o salmo por que ficou na memória dos fatos e feitos que o Senhor realizou com seu povo ao longo dos anos. Ele termina este salmo com Deus conduzindo seu povo como um rebanho que foi conduzido por um servo que ele mesmo levantou, Moisés e Arão, antes mesmo de existir qualquer problema.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete – 
http://www.jamaisdesista.com.br

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