sábado, 2 de março de 2013

Salmo 44: 1-26 - APELO PELO AUXÍLIO DIVINO

Muito interessante este salmo que está dividido em três partes. Na primeira parte há a exaltação de Deus e o reconhecimento de que foi ele quem deu a vitória sobre os seus inimigos fazendo Israel triunfar e ser vitorioso. Aqui há o reconhecimento forte de que a batalha pertence ao Senhor e é ele quem luta as nossas lutas.
E por falar que a batalha pertence ao Senhor, eu acabei de ler e recomendo o seguinte livro, em meu KINDLE: “The Battle Belongs to the Lord: The Power of Scripture for Defending Our Faith” [Paperback], K. Scott Oliphint (K. Scott Oliphint is professor of apologetics and systematic theology at Westminster Theological Seminary in Philadelphia and has written three books and numerous scholarly articles. See http://wts.edu/faculty/profiles/ksoliphint/kso_writings.html).
Este salmo é um tributo à soberania de Deus em suas três partes. Na segunda parte há o reconhecimento de que o atual estado em que se encontram de vergonha e humilhação e de vitórias dos inimigos sobre eles, vem do Senhor que os entregou a este estado. Então eles se queixam e apresentam suas orações.
Na última parte, a partir do vs 23 a oração deles é para que Deus os livre desse atual estado e lhes dêem vitórias sobre os seus inimigos. Aqui há também o reconhecimento da soberania de Deus por que sabem que a vitória somente vem do Senhor.
Vejamos o comentário de Calvino em sua introdução referente a este salmo:
Este salmo é dividido em três partes principais. No início, os fiéis registram a infinita misericórdia de Deus em relação ao seu povo, e às muitas testemunhas pelos quais ele manifestou seu amor paternal por eles. Então eles se queixam de que eles não acham que Deus é favorável a eles, como antes tinha sido com seus pais. Depois, eles se referem à aliança que Deus criou com Abraão, e declararam que a mantinham com toda a fidelidade, apesar das aflições doloridas a que foram submetidos. Ao mesmo tempo, eles se queixam de que eles são cruelmente perseguidos por nenhuma outra causa, exceto por ter continuado firmemente no puro culto de Deus. No final, acrescenta-se uma oração, de que Deus não esqueceria a opressão injusta de seus servos, que tende especialmente a desonrar e a censurar a religião.
Ao músico-chefe dos filhos de Coré, dando instruções.
É incerto quem foi o autor deste salmo; mas é claramente manifesto que foi composto por qualquer outra pessoa. As queixas e lamentações que contém podem ser adequadamente referidas a esse período miserável e calamitoso em que a ultrajante tirania de Antíoco destruiu e desperdiçou tudo. Alguns, na verdade, podem estar dispostos a aplicá-lo de forma mais geral; pois depois do retorno dos judeus do cativeiro de Babilônia, eles quase nunca estavam livres de aflições severas. Tal visão, sem dúvida, não seria aplicável ao tempo de Davi, sob cujo reino a Igreja desfrutaria de prosperidade, pode ser, também, que durante o tempo de seu cativeiro em Babilônia, um dos profetas compôs esta reclamação em nome de todas as pessoas. É, no entanto, ao mesmo tempo que se observa, que o estado da Igreja, como seria depois da aparição de Cristo, é descrito aqui. Paulo, em Romanos 8:36, como depois veremos em seu devido lugar, não entende este salmo como uma descrição do estado da Igreja somente em uma era, mas nos adverte que os cristãos são nomeados para as mesmas aflições, e não deve esperar que sua condição na terra, até o fim do mundo, seja diferente do que Deus nos deu a conhecer, como por exemplo, no caso dos judeus após o retorno do cativeiro. Cristo, é verdade, depois apareceu como o Redentor da Igreja. Ele não parecia, contudo, que a carne se exaltem com facilidade sobre a terra, mas sim que devemos fazer a guerra sob a bandeira da cruz, até sermos recebidos no resto do reino celestial. Quanto ao significado da palavra mskyl, maskil, já foi explicado em outro lugar. Às vezes é encontrada na inscrição de salmos cujo tema é alegre; mas é mais usado quando o assunto tratado é angustiante; pois é um meio singular de nos levar a aprender com a instrução do Senhor, quando, subjugando a obstinação dos nossos corações, ele nos traz sob seu jugo.
Sl 44:1 Ouvimos, ó Deus, com os próprios ouvidos;
nossos pais nos têm contado o que outrora fizeste, em seus dias.
Sl 44:2 Como por tuas próprias mãos
desapossaste as nações e os estabeleceste;
oprimiste os povos
e aos pais deste largueza.
Sl 44:3 Pois não foi por sua espada
que possuíram a terra,
nem foi o seu braço
que lhes deu vitória,
e sim a tua destra,
e o teu braço,
e o fulgor do teu rosto,
porque te agradaste deles.
Sl 44:4 Tu és o meu rei,
ó Deus;
ordena a vitória de Jacó.
Sl 44:5 Com o teu auxílio,
vencemos os nossos inimigos;
em teu nome,
calcamos aos pés os que se levantam contra nós.
Sl 44:6 Não confio no meu arco,
e não é a minha espada que me salva.
Sl 44:7 Pois tu nos salvaste dos nossos inimigos
e cobriste de vergonha os que nos odeiam.
Sl 44:8 Em Deus,
nos temos gloriado continuamente
e para sempre louvaremos o teu nome.
Sl 44:9 Agora, porém,
tu nos lançaste fora,
e nos expuseste à vergonha,
e já não sais com os nossos exércitos.
Sl 44:10 Tu nos fazes bater em retirada
à vista dos nossos inimigos,
e os que nos odeiam
nos tomam por seu despojo.
Sl 44:11 Entregaste-nos
como ovelhas para o corte
e nos espalhaste entre as nações.
Sl 44:12 Vendes por um nada
o teu povo
e nada lucras
com o seu preço.
Sl 44:13 Tu nos fazes
opróbrio dos nossos vizinhos,
escárnio
e zombaria aos que nos rodeiam.
Sl 44:14 Pões-nos por ditado entre as nações,
alvo de meneios de cabeça entre os povos.
Sl 44:15 A minha ignomínia
está sempre diante de mim;
cobre-se de vergonha o meu rosto,
Sl 44:16 ante os gritos do que afronta e blasfema,
à vista do inimigo e do vingador.
Sl 44:17 Tudo isso nos sobreveio;
entretanto,
não nos esquecemos de ti,
nem fomos infiéis à tua aliança.
Sl 44:18 Não tornou atrás o nosso coração,
nem se desviaram os nossos passos dos teus caminhos,
Sl 44:19 para nos esmagares onde vivem os chacais
e nos envolveres com as sombras da morte.
Sl 44:20 Se tivéssemos esquecido
o nome do nosso Deus
ou tivéssemos estendido
as mãos a deus estranho,
Sl 44:21 porventura, não o teria atinado Deus,
ele, que conhece os segredos dos corações?
Sl 44:22 Mas, por amor de ti,
somos entregues à morte continuamente,
somos considerados
como ovelhas para o matadouro.
Sl 44:23 Desperta!
Por que dormes, Senhor?
Desperta!
Não nos rejeites para sempre!
Sl 44:24 Por que escondes
a face
e te esqueces
da nossa miséria
e da nossa opressão?
Sl 44:25 Pois a nossa alma
está abatida até ao pó,
e o nosso corpo,
como que pegado no chão.
Sl 44:26 Levanta-te
para socorrer-nos
e resgata-nos
por amor da tua benignidade.

Engraçado o apelo de oração deles no final deste salmo pedindo ao Senhor para despertar, se levantar e socorrê-los, mas é mesmo assim que devemos fazer em nossas orações por que sabemos que a vitória não virá de nossos cavalos, nem de nossas forças, mas do Senhor que vence todas as batalhas e a quem tributamos todas as glórias!
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdetehttp://www.jamaisdesista.com.br

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No entanto, lembre-se de juntar Cl 3:17 com 1 Co 10:31 :
devemos tudo fazer para a glória de Deus e em nome de Jesus! Deus o abençoe.