segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Salmo 39: 1-13 segmentado


Outro dos salmos de Davi em que começa contando de sua resolução de não abrir a sua boca diante do ímpio. Até aqui tudo bem, mas ele também resolve se calar quanto ao bem e ai começa o seu sofrimento.
A resolução dele de se calar diante do bem perante o ímpio é por que ele se encontrava zangado com alguma coisa e seu comportamento revela um pouco de infantilidade de sua parte. Todos nós humanos temos problemas com nossas emoções. Davi não era diferente.
Alguns conseguem superar e resolver isso magistralmente, mas a maioria de nós não sabe lidar com as suas emoções e por isso vivem presas de si mesmas e produzem comportamentos que trazem à tona nossa natureza adâmica caída. É somente vermos os jornais que diariamente há crimes envolvendo esse aspecto.
Deveria haver em nossas escolas desde quando entramos no Jardim da Infância uma disciplina que deveria nos acompanhar até a nossa formatura numa faculdade: INTELIGÊNCIA EMOCIONAL ou algo assim que nos ensinasse a lidarmos com nossas emoções.
Davi teve a sua vida toda se lamentando por causa de seus pecados e pela péssima educação de seus filhos. Apesar de ser um exemplo em muitas áreas, principalmente na oração e no conhecimento impar de seu Deus com quem teve um excelente relacionamento, era um homem frágil e débil emocionalmente.
Calvino faz um comentário sobre este salmo que vale a pena conhecermos. O comentário citado abaixo é apenas a sua introdução.
In the beginning of the psalm, David intimates that his heart had been seized with extreme bitterness of grief, which forced him to give utterance to complaints with too much vehemence and ardor. He confesses that whilst he was disposed to be silent, and to exercise patience, he was nevertheless compelled, by the vehemence of his sorrow, to break out into an excess which he by no means intended. Then he relates the complaints which he had made mingled with prayers, which indicate great trouble of mind; so that from this it appears that he had wrestled with no ordinary effort in resisting temptation, lest he should fall into despair.
To the chief musician, Jeduthun. A Psalm of David.
It is well known that Jeduthun was one of the chief singers of whom sacred history makes mention. (1 Chronicles 9:16; 1 Chronicles 16:38, 41, 42) It is, therefore, probable that this psalm was delivered to the chief singer, who was of his household. Some, indeed, understand it as denoting the particular kind of tune, and suppose that it was the beginning of some other song; but this I consider too forced an interpretation. Nor can I agree with others who suppose that David here complains of some disease; for unless some urgent reason require it, it is improper to limit general statements to particular cases. On the contrary, from the extreme character of the sufferings which he here describes, it may be presumed that a variety of afflictions is here included, or, at least, that some one is referred to which was more severe than all the others, and one which had continued for a long time. Besides, it ought to be considered that in this psalm David is not proclaiming his own merit, as if in his affliction he had presented his prayers to God in the language, and according to the spirit dictated by true piety: he rather confesses the sin of his infirmity in bursting forth into immoderate sorrow, and in being led by the vehemence of this affection to indulge in sinful complaints.
Sl 39:1 Disse comigo mesmo:
guardarei os meus caminhos,
para não pecar com a língua;
porei mordaça à minha boca,
enquanto estiver na minha presença o ímpio.
Sl 39:2 Emudeci em silêncio,
calei acerca do bem,
e a minha dor se agravou.
Sl 39:3 Esbraseou-se-me no peito o coração;
enquanto eu meditava,
ateou-se o fogo;
então, disse eu com a própria língua:
Sl 39:4 Dá-me a conhecer, SENHOR,
o meu fim e qual a soma dos meus dias,
para que eu reconheça a minha fragilidade.
Sl 39:5 Deste aos meus dias
o comprimento de alguns palmos;
à tua presença,
o prazo da minha vida é nada.
Na verdade,
todo homem,
por mais firme que esteja,
é pura vaidade.
Sl 39:6 Com efeito,
passa o homem como uma sombra;
em vão se inquieta;
amontoa tesouros
e não sabe quem os levará.
Sl 39:7 E eu, Senhor,
que espero?
Tu és a minha esperança.
Sl 39:8 Livra-me de todas as minhas iniqüidades;
não me faças o opróbrio do insensato.
Sl 39:9 Emudeço,
não abro os lábios porque tu fizeste isso.
Sl 39:10 Tira de sobre mim o teu flagelo;
pelo golpe de tua mão,
estou consumido.
Sl 39:11 Quando castigas o homem com repreensões,
por causa da iniqüidade,
destróis nele, como traça,
o que tem de precioso.
Com efeito,
todo homem é pura vaidade.
Sl 39:12 Ouve, SENHOR,
a minha oração,
escuta-me
quando grito por socorro;
não te emudeças
à vista de minhas lágrimas,
porque sou forasteiro à tua presença,
peregrino como todos os meus pais o foram.
Sl 39:13 Desvia de mim o olhar,
para que eu tome alento,
antes que eu passe
e deixe de existir.
Na verdade, na verdade todos nós somos, como dizem as Escrituras, pura vaidade. Até o mais firme e valente entre nós é assim cheio de vaidades e frágil emocionalmente. Davi se consolava e se apoiava em seu Deus e nele buscava as suas respostas e a saída para seus problemas.
p.s.: link da imagem original:
Contagem regressiva: Faltam 62 dias para 26/04/13 (Inicio: 31/07/10). (hoje: 25/02/2013) e 472 dias para a Copa, sem álcool nos estádios....
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete  http://www.jamaisdesista.com.br

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