terça-feira, 22 de setembro de 2009

365 dias de propósito! Dia 63/365


LB de hoje: Dt 32:52. Ler Deuteronômio é muito gostoso e interessante. Vale a pena dedicar-se, estudar mais profundamente e ver como o apóstolo Paulo e outros escritores do Novo Testamento faziam suas aplicações.

Dois assuntos estão me incomodando para eu neles meditar hoje. O primeiro diz respeito ao diabo travestido de anjo de luz e o segundo é um testemunho que vivenciei hoje. Irei começar pelo testemunho.

Normalmente, eu venho de carro para meu emprego, dentro de um fiat uno mille fire 2007/2007, 2p, sem ar, mais com vidro e trava elétrica, além de alarme. É um carro simples, mas muito prático. Não tem muito conforto, mas me leva e me traz numa boa. Geralmente, venho com o vidro fechado, ouvindo ou a Raquel ou o Felipe que lêem para mim livros que eu seleciono. Por exemplo, estou escutando as INSTITUTAS de João Calvino. São aproximadamente 60 horas de áudio. Normalmente, consigo escutar mais de 1h/dia. Eu já escutei muitos livros assim, inclusive toda a Bíblia, antigo e novo testamento. Por esse método, eu sou uma das pessoas, atuais, que mais lêem-ouvem livros. O problema é que eu tenho de encontrá-los digitalizados, ou então, eu mesmo os digitalizo (dá um trabalhão!). já reclamei muitas vezes de meu carrinho desejando algo melhor com ar, com motor mais potente e mais conforto. Substituir esse carro é um de meus alvos materiais mais próximos.

Hoje, precisei deixar o carro com minha gatinha (esposa!) e vim de ônibus. Lotadíssimo. Vim de pé, pois não havia lugar para eu sentar. Levava comigo um livrinho de John Owen, Sobre a Tentação, e, por uns instantes, uma folguinha mesmo em pé, de uns 5 minutinhos consegui folhear algumas páginas interessantes sobre a tentação. Ele dizia que se sentimos atração por algo, seja o que for, já entramos em tentação. Terrível, não é mesmo? Só que ainda não caímos no pecado, mas o passo largo na direção dele já está dado. Ele nos alerta que para vencer o pecado (não creio ser isso possível na sua forma genérica, mas pode encontrar aplicação em algo específico) é necessário combate-lo na raiz, antes da tentação. Este assunto é muito interessante, mas não quero explora-lo aqui, agora. Voltemos ao ônibus lotadíssimo.

Minhas observações são as seguintes:

Em ônibus lotadíssimo, deveria haver distinção de sexo, pois os “danados” dos homens aproveitam para ficarem mais juntinhos com o sexo oposto. Não estou dizendo que procuram deliberadamente (vamos retirar daí uma meia dúzia que serve a Deus e foge da tentação), mas a situação é que é ruim para as mulheres honestas, compromissadas, tementes a Deus. Quando somente tem homens, pode ter certeza de que o homem sempre dá um jeitinho de evitar aquele contato desagradável.

Ônibus lotadíssimo é bom para os empresários do ramo, pois o “coitado” do povo honesto dá seu jeito de ir para o seu emprego, tenha ou não tenha lugar, seja ou não molestada, sofra ou não desconfortos. Todo dia aquela rotina vivida é muito cruel.

Ônibus lotadíssimo é perigoso quando está cheio de homens que se apertam e se comprimem para evitar que se esbarrem ou que suas nádegas fiquem se comunicando (detesto isso) ou mesmo qualquer outra parte do corpo. Hoje, por exemplo, presenciei, ou melhor, fiquei entre dois machos, jovens, fortes, em que um ao esbarrar no outro, vôou faísca... o nível de stress é alto e realmente dá vontade, às vezes, de explodir com certos esbarrões... e começaram a trocar insultos, elevaram a suas vozes e um deles, em tom ameaçador, disse: eu não sou homem de apanhar não, meu negócio é bala na cabeça e pronto. Eu bem no meio, entre um e outro. Eu parecia até juiz de luta livre. Tentei dizer deixa disso, mas a coisa estava esquentando. Por pouco não se agrediram ali mesmo. Comecei a orar, a interceder para que deixassem de lado o atrito e cada um seguisse o seu caminho sem brigas. Depois de muitos insultos, um desceu e chamou o outro para fora do ônibus, mas a briga, graças a Deus, não aconteceu.

E olhem que hoje se comemora ou se promove no planeta, hoje, o dia mundial sem carro. Óbvio que não foi de propósito que eu fiquei sem meu carro por aderir a essa campanha lindíssima pelo amor ao planeta, mas participei dela sem querer. Tudo é tão lindo teoricamente, mas quando em prática: onde está o transporte público? E, ainda que haja o transporte público, cadê a segurança? Eu somente venho de carro todos os dias porque há uns 2 anos, o ônibus em que vinha sofreu assalto a mão armada e a situação ficou para lá de crítica: um terror!

Ufa! Deus meu, Deus meu,... Dentro de meu fiatizinho, lendo meus livrinhos abençoados de teologia e afins, nem imagino as lutas dos dia-a-dia de cada um dos milhares e milhares que não tendo outro jeito se submetem ao transporte público. E o que dizer da saúde pública, educação, saneamento, segurança? Quanta luta, quanto sofrimento, quanto stress, quanta carga... Meu Deus, sinto-me tão impotente, tão frágil e, ao mesmo tempo, tão indigno. Impotente e frágil porque os problemas parecem tão grandes e as pessoas são tantas; indigno, porque acho que deveria fazer algo para a situação desse povo (nós, brasileiros) melhorar e o que estou fazendo?.

Quanto ao primeiro assunto, irei postergá-lo pára amanhã, mas fica o alerta: cuidado com as vozes macias, bonitas e aveludadas que dizem verdades e coisas profundas, mas cujo coração de quem isso diz está ou é o próprio satanás. Amanhã! Não percam! A Deus toda a glória. Amém.

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No entanto, lembre-se de juntar Cl 3:17 com 1 Co 10:31 :
devemos tudo fazer para a glória de Deus e em nome de Jesus! Deus o abençoe.