Sete
a um! Sete a um foi a derrota imposta pela Alemanha sobre a nossa seleção.
Agora, surgem os por quês? Sorte da Alemanha? Os jogadores alemães, sabendo que
estão num ninho de cobras, diziam aparentemente estupefatos: “Não esperávamos
este resultado“. O Felipão engasgado saiu-se bem na entrevista com os
jornalistas. Ele não disse, mas deixou implícitas algumas causas.
Em
primeiro lugar, a seleção alemã é de fato uma máquina e estava bem lubrificada
nesta terça-feira. É uma seleção cujos jogadores estão juntos há mais de cinco
anos, cujo técnico, o Joaquim Loew está ativo há dez anos; enquanto a nossa é
composta de jovens que nunca enfrentaram uma partida do quilate desta semifinal
e que foram escolhidos praticamente às vésperas da copa, basta lembrar de Fernandinho
e William.
Tentem
descobrir quantos jogadores foram testados nestes dois últimos e fragmentados
anos. Como diz a palavra de Jesus: “Pois qual de vós, pretendendo construir uma
torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os
meios para a concluir? Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a
podendo acabar, todos os que a virem zombem dele, dizendo: Este homem começou a
construir e não pôde acabar “.(vs. 28-30).
Então
aqui está a primeira resposta, não houve tempo suficiente para o preparo,
improvisaram, trocaram aqui e ali de técnicos. Os cartolas se beneficiaram,
presidentes da CBF e de clubes bebericaram favores.
Em
segundo lugar, não foi sorte, foi competência, a seleção alemã entrou para
decidir o mais breve possível a partida. Ignoraram e até se mostraram humildes,
sempre dizendo que apesar da ausência de Neymar, a seleção brasileira é
detentora do melhor futebol. “Quem se humilha será exaltado, quem se exalta
será humilhado.” (Lucas 14:11).
O
Neymar não fez diferença nenhuma, até porque todos os gols dos alemães foram
arquitetados na pequena área e em geral o Neymar joga como atacante.
Em
terceiro lugar, somos um povo miscigenado: do português, herdamos o fatalismo,
ou seja, tudo é sorte; do índio, herdamos o animismo, a pajelança; e, dos
negros, a superstição. O que tem os santos católicos, exu e sua tropa com uma
partida de futebol? Se isto tivesse algum efeito, o Vitória da Bahia seria
sempre campeão brasileiro. Mas, como diz Paulo “o atleta é coroado se lutar
segundo as normas“, isto é, tempo de treinamento, consciência de que pertence a
um grupo e perseverança nos treinamentos e para isto o fator tempo é ímpar.
Quase todos os nossos jogadores saíram de temporadas exaustivas nos seus
respectivos clubes.
Em
quarto lugar, o Felipão é teimoso, por que ele insistiu em deixar o Fred na
banheira o tempo todo? O Fred não foi o Romário, este ficava na banheira, mas
tinha habilidade de decidir em jogadas brilhantes uma partida, sem precisar se
arrastar pelo chão. Por que não misturou como a Alemanha o jovem inexperiente
com o jogador experiente?
Futebol,
não é uma roleta russa, é algo lógico, há esquema táticos, regras, estratégias.
O Brasil quando começou a construção da torre, não calculou tempo, subestimou o
melhor material, mas acreditou que a História se repetiria. A História é linear,
não é cíclica. Por quê não o Muricy? Politicagem da CBF. Á agua de um riacho
não passa duas vezes pelo mesmo leito. Continuamos deitado em berço.. só que
ainda estamos dormindo e estão levando o caneco.” (Rev. Joel Paulo).
A Deus toda a glória!
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No entanto, lembre-se de juntar Cl 3:17 com 1 Co 10:31 :
devemos tudo fazer para a glória de Deus e em nome de Jesus! Deus o abençoe.