quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Jeremias 24:1-10 - OS FIGOS BONS E OS FIGOS RUINS, IMPRESTÁVEIS.


Estamos finalizando a décima primeira parte, de nossa divisão proposta de dezoito delas, nos baseando na estruturação apresentada pela BEG. Estamos no capítulo 24.
XI. JULGAMENTO E ESPERANÇA NOS ÚLTIMOS DIAS DE JUDÁ (21.1-24.10) – continuação.
Como já dissemos, ainda que alguns negassem a realidade, o julgamento de Judá seria inevitável. Esses capítulos estão narrando o fim da dinastia davídica, deixando claro que a calamidade e o exílio seriam o resultado do julgamento divino dos pecados dos reis, dos profetas e do povo de Judá. O julgamento é enfatizado, mas o tema de esperança de restauração futura também está presente.
Para melhor compreensão do assunto, também foi dividida esta parte em três seções: A. Os governantes de Judá (21.1 - 23.8) – já vista; B. Os falsos profetas (23.9-40) – já vista; C. Uma distinção e a esperança futura (24.1-10) – concluiremos agora.
C. Uma distinção e a esperança futura (24.1-10).
Jeremias teve uma visão interessante sobre a figueira e seus frutos e isso se sucedeu depois que Nabucodonosor, rei da Babilônia, levou em cativeiro a Jeconias, filho de Jeoiaquim, rei de Judá e com ele os príncipes de Judá, os carpinteiros, os ferreiros. A primeira grande deportação ocorreu em 597 a.C. (2Rs 24.14-16).
A visão dos figos bons e ruins traz à memória a seca que havia sido uma das consequências da desobediência de Judá (12.4; 14.1; cf. 8.13). Eles estão relacionados aos que resistiam de alguma forma ao cativeiro.
Os "bons figos" são equiparados aos exilados, aos quais, diz a palavra – vs. 5 – o Senhor os enviou. Seria por meio daqueles que haviam sido levados para o exílio na Babilônia que ocorreria a restauração do povo de Deus. O próprio Cristo era descendente desses que voltaram do exílio babilônico.
Sobre esses estariam os olhos atentos do Senhor para o bem deles e, com certeza, os faria voltar, obviamente que não eles mesmos, mas os seus filhos, pois que tal cativeiro durou cerca de 70 anos.
Considerando o nascimento de Israel em 1948 ou 47, teremos os 70 anos de uma geração em 2017 ou 18. Muitos tem estabelecido em seus cálculos que a volta de Jesus a este mundo não passará desta data.
O fato é que ninguém sabe ao certo, mas os rumores mexem com nossa imaginação. Também devemos estar atentos às festas judaicas uma vez que Cristo participou com a história de sua vida de todos os momentos dela, como por exemplo a páscoa. Ele foi “imolado” no mesmo dia de comemoração da páscoa.
Além de por os olhos neles e edificá-los e plantá-los, o Senhor daria a eles um coração humilde e disposto a aprender e a conhecer ao Senhor.
Os judaítas que estavam no exílio não eram melhores nem mais propensos a crer do que os judaítas que haviam ficado para trás. Em resposta à incapacidade do seu povo de manter o relacionamento de aliança com ele, o próprio Senhor interviria, criando nos seus escolhidos uma nova capacidade de conhecê-lo.
A fórmula da aliança “eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus” (32.38; Lv 26.12) mostra que essa resposta constitui nada menos que uma nova aliança. A teologia introduzida aqui é desenvolvida em 31.31-34.
Já quanto aos figos ruins – vs. 8 - aqueles que permaneceram na terra, pensaram que estariam protegidos da ira de Deus, mas Jeremias afirma o contrário. Os que ficaram para trás seriam ainda mais castigados.
O Senhor os faria um espetáculo horrendo e uma ofensa para todo os reinos da terra. Deles faria um opróbrio e um provérbio, um escárnio e uma maldição em todos os lugares por onde os haveria de arrojar. Ou seja, seriam totalmente esquecidos e igualados àqueles que não conhecem ao Senhor nem por ele se interessam, antes dele se afastam cada vez mais.
Para tais, haveria a trilogia do terror do Senhor: - a espada, a fome e a peste! Ela os consumiria, bem assim todos os seus descendentes. Terrível coisa é negligenciar ao Senhor. Melhor é não conhecê-lo e por isso ser condenado e sofrer as ações de sua escolha, do que conhecendo-o, ignorá-lo ou buscar outros deuses.
Jr 24:1 Fez-me o Senhor ver,
e vi dois cestos de figos, postos diante do templo do Senhor.
Sucedeu isso depois que Nabucodonosor, rei de Babilônia,
levara em cativeiro a Jeconias, filho de Jeoiaquim,
rei de Judá, e os príncipes de Judá, e os carpinteiros,
e os ferreiros de Jerusalém,
e os trouxera a Babilônia.
Jr 24:2 Um cesto tinha figos muito bons, como os figos temporãos;
mas o outro cesto tinha figos muito ruins,
 que não se podiam comer, de ruins que eram.
Jr 24:3 E perguntou-me o Senhor:
Que vês tu, Jeremias?
E eu respondi:
Figos; os figos bons, muito bons, e os ruins,
muito ruins, que não se podem comer,
de ruins que são.
Jr 24:4 Então veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
Jr 24:5 Assim diz o Senhor, o Deus de Israel:
Como a estes bons figos, assim atentarei com favor
para os exilados de Judá, os quais eu enviei
deste lugar para a terra dos caldeus.
Jr 24:6 Porei os meus olhos sobre eles, para seu bem,
e os farei voltar a esta terra.
Edificá-los-ei, e não os demolirei; e plantá-los-ei,
e não os arrancarei.
Jr 24:7 E dar-lhes-ei coração para que me conheçam,
que eu sou o Senhor; e eles serão o meu povo,
e eu serei o seu Deus; pois se voltarão para mim
de todo o seu coração.
Jr 24:8 E como os figos ruins, que não se podem comer,
de ruins que são, certamente assim diz o Senhor:
Do mesmo modo entregarei Zedequias, rei de Judá,
e os seus príncipes, e o resto de Jerusalém,
que ficou de resto nesta terra,
e os que habitam na terra do Egito;
Jr 24:9 eu farei que sejam espetáculo horrendo,
uma ofensa para todos os reinos da terra,
um opróbrio e provérbio, um escárnio,
e uma maldição em todos os lugares
para onde os arrojarei.
Jr 24:10 E enviarei entre eles a espada, a fome e a peste,
até que sejam consumidos de sobre a terra
que lhes dei a eles e a seus pais.
Eles foram levados para o cativeiro, sofrendo a primeira grande deportação em 597 a.C., conforme se ve em 2Rs 24.14-16. A primeira impressão dessa leitura é “o inimigo os levou para o cativeiro”, mas ao lermos o vs. 5, somos obrigados a repensar tudo. O inimigo, na verdade, não os levou, mas Deus foi quem os enviou ao cativeiro, pela instrumentalidade dos babilônios.
Isso é muito importante de se destacar. O Senhor jamais é surpreendido em qualquer coisa, mas é soberano sobre todas elas e é ele quem dirige os destinos das nações e dos homens, de forma que eles poderia imitar o apóstolo Paulo dizendo, eu, cativo do Senhor na Babilônia – Ef 3:1 – ou como eu (guardada as devidas proporções), no século XXI, em 2015 – eu, empregado de Cristo nos Correios.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete
http://www.jamaisdesista.com.br
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Jeremias 23:1-40 - OS FALSOS PROFETAS E SUAS FALSAS PREGAÇÕES.

Estamos na décima primeira parte, de nossa divisão proposta de dezoito delas, nos baseando na estruturação apresentada pela BEG. Estamos no capítulo 23.
XI. JULGAMENTO E ESPERANÇA NOS ÚLTIMOS DIAS DE JUDÁ (21.1-24.10) – continuação.
Como já dissemos, ainda que alguns negassem a realidade, o julgamento de Judá seria inevitável. Esses capítulos estão narrando o fim da dinastia davídica, deixando claro que a calamidade e o exílio seriam o resultado do julgamento divino dos pecados dos reis, dos profetas e do povo de Judá. O julgamento é enfatizado, mas o tema de esperança de restauração futura também está presente.
Para melhor compreensão do assunto, também foi dividida esta parte em três seções: A. Os governantes de Judá (21.1 - 23.8) – concluiremos agora; B. Os falsos profetas (23.9-40) – iniciaremos e concluiremos também agora; C. Uma distinção e a esperança futura (24.1-10).
A. Os governantes de Judá (21.1 - 23.8) - continuação.
Estamos vendo na primeira parte, que irá até o capítulo 23, os governantes de Judá. Esses capítulos resumem o que Jeremias tinha a dizer acerca dos últimos anos da monarquia em Judá durante o reinado de Zedequias, antes da última Invasão babilônica e da destruição de Jerusalém em 586 a.C.
Esse material foi igualmente dividido em duas seções também: (1) Palavras de condenação (21.1 - 23.2) – estamos vendo; e, (2) Palavras contrastantes de esperança quanto à continuidade da linhagem davídica depois do exílio (23.3-8) – veremos em seguida.
(1) Palavras de condenação (21.1 - 23.2) – continuação.
Como também já dissemos, estamos vendo a explicação do por que a linhagem real de Judá seria julgada com tamanha severidade pelo cativeiro babilônico.
Acho bem pertinente, por causa dos dois primeiros versículos que encerram esta parte A, a citação de uma frase de Hernandes Dias Lopes que diz:
A teologia determina a vida.
            Os sacerdotes deixaram de ensinar a Palavra
                        e o povo se corrompeu.
             Práticas erradas
                        são frutos de princípios errados.
            Eles estavam lidando
                        de forma errada uns com os outros,
                                   porque estavam lidando
                                               de forma errada com Deus.”
                                                                                  (H.D.L.)
Aqui no verso primeiro, os pastores destruíam e dispersavam as ovelhas do pasto do Senhor. Era para eles estarem apascentando e cuidando, mas eles estavam destruindo e dispersando, por isso que o Senhor falou acerca deles de que visitaria sobre eles a iniquidades deles, frutos de suas más ações.
Se, ao contrário, estivessem fazendo como diz HDL acima, ensinando corretamente a palavra de Deus, não haveria problema algum, mas o fato era que estavam lidando com Deus de forma muito errada e com Deus as consequências são terríveis.
Dos versos de 3 ao 9, Jeremias estará prenunciando que um êxodo da Babilônia levará à restauração do reino davídico.
Diante do fracasso dos reis, o próprio Senhor assumiria o controle de uma maneira nova (24.7) sobre o restante de suas ovelhas. Em essência, a reunião do remanescente mostra o cuidado constante do Senhor pelo seu povo e a sua determinação de cumprir os propósitos estabelecidos na aliança. Nesse contexto, a doutrina do remanescente sugere a eliminação de certos ramos de Judá (cf. Rm 11.17-24) diante da negligência do rei e do castigo decorrente. O próprio Senhor seria o seu pastor (SI 23) e aí sim, serão fecundas e se multiplicarão.
Como aqueles pastores tinham fracassado e apascentado somente a si mesmos, o Senhor levantaria pastores submissos a Deus. O Pastor divino e outros pastores verdadeiros administrariam o reino na era que se seguiria ao exílio (Mq 5.5).
Deus faz a sua promessa de que levantaria a Davi um renovo. Podemos ver que 2Sm 7.12 fundamenta essa promessa. A promessa messiânica é um cumprimento da promessa feita a Davi (Mt 1.1,17; 12.23) sobre um renovo justo - termo messiânico que expressa o fato de que o último Ungido da linhagem de Davi seria perfeitamente justo (Is 4.2; 11.1) – obviamente se referindo ao Messias, Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Esse termo “renovo justo” serve de parâmetro para todos os líderes do povo de Deus (confira que em Zc 6.12, Zorobabel é descrito desse modo). Na antiguidade, além de servirem para identificar o seu portador, os nomes muitas vezes eram designações de caráter. Veja "Emanuel" em Is 7.14 e também os nomes em Is 9.6.
Nos seus dias, Judá e Israel seriam salvos e habitariam seguros sendo o Senhor chamado O SENHOR JUSTIÇA NOSSA. Uma das características da era messiânica seria a reunião do povo (Ez 37.15-22), onde as bênçãos do reino messiânico abrangeriam, por fim, tanto as dimensões físicas quanto as espirituais.
Observa-se aqui neste termo “SENHOR, Justiça Nossa” uma certa ironia com Zedequias, que foi objeto da condenação de Jeremias em passagens anteriores (caps. 21 22), cujo nome significa "O Senhor é minha justiça", mas esse rei, infelizmente, não fez jus ao seu nome.
O grande Filho de Davi que restauraria o reino depois do exílio seria, de fato, a justiça de todos do seu reino. Reinaria com justiça e a estabeleceria em todo o seu povo.
B. Os falsos profetas (23.9-40).
Entramos em nossa parte B, sobre os falsos profetas. Jeremias irá tratar agora dos profetas mentirosos e os condenará por iludirem o povo.
É bom ressaltar que o termo profetas, do verso 9, se trata, obviamente, dos profetas falsos ou mentirosos que como já dissemos no início deste capítulo que tais homens de Deus estavam lidando de forma errada com Deus e assim passando conteúdo impróprio ao povo de Deus que levou Jeremias a expressar-se poeticamente mostrando seu terrível lamento sobre a situação nos versos de 9 e 10. Confira o seu grande pesar.
A contaminação contagia tanto o profeta quanto o sacerdote. O próprio Jeremias era tanto profeta como sacerdote, mas se fiava em Deus e nele esperava, por isso que também era rejeitado e perseguido.
Em função disso, Deus promete que os punirá severamente, principalmente por que estavam eles dentro de sua casa que deveria ser lugar de oração e busca a Deus para todos os povos.
Já nem falavam em nome do Senhor, mas em Samaria já falavam em nome de Baal o que mostra que estavam todos esquecidos do Senhor, de sua graça e de seus benefícios.
No Antigo Testamento, crenças e ações corretas são inseparáveis. Logo, aqueles que não davam ouvidos à palavra de Deus ativamente incentivavam o mal. Eles cometiam adultério, andavam com falsidade, fortaleciam a mão dos malfeitores de sorte que se pareciam com os moradores de Sodoma e Gomorra. O profeta faz esse paralelo para chocar os seus ouvintes, na esperança de que eles se voltassem para o Senhor.
Seria por conta disso que o Senhor os haveria fazer de comerem losna e beberem águas de fel, pois dos profetas de Jerusalém saiu grande contaminação sobre a terra.
A orientação de Jeremias, vinda da parte do Senhor, era para não darem ouvidos a eles, nem acreditarem em suas falsas mensagens de paz, pois estavam todos de coração teimoso e não criam que o mal viria até eles.
O vs. 18 fala do concílio onde havia uma reunião celestial. Em várias ocasiões, Deus é retratado assentando num conselho de seres celestiais com os quais delibera (1 Rs 22.19-22; Jó 1.6; Is 6.1-8). A imagem veterotestamentária de um homem diante de um tribunal celeste é singular na literatura do antigo Oriente Próximo. Ao contrário dos seres divinos enviados como simples mensageiros dos deuses, o profeta era enviado como representante autoritativo do Senhor.
O mal já estava determinado a vir sobre eles tal qual uma tempestade devastadora e ela já saiu – vs. 19 – e cairá sobre a cabeça de todos os ímpios, dos que rejeitam ao Senhor e buscam injustiças.
Ela não retrocederá até que tenha consumido todos eles. Nos últimos dias entenderíamos. O fato é que o Senhor não mandou – vs. 21 – esses falsos profetas, todavia, eles foram correndo a profetizarem. Os falsos profetas propagavam suas mentiras com grande zelo.
Eles não tinham assistido ao seu concílio – vs. 22. Se tivessem assistido, eles teriam ouvido as palavras de Deus e teriam se desviado do seu mau caminho e das maldades de suas ações. Por que não ouviram? Simples, os corações deles estavam ocupados com seus próprios pensamentos e rejeitaram a Deus – Rm 1:28.
Coisa nenhuma, perto ou longe, pode escapar do conhecimento de Deus (SI 139.2; Am 9.2-3). Como poderia alguém escapar do conhecimento de Deus ou dele ocultar-se - SI 139.7-12 – se ele enche eu os céus e a terra? (Is 6.3). Nesse contexto, as mentiras dos falsos profetas não podem ser ocultadas do Senhor.
O sonho era um dos modos pelos quais um profeta podia receber uma revelação (Nm 12.6). No entanto, as declarações dos profetas de que estavam transmitindo revelações deviam ser consideradas com certa desconfiança (Dt 13.1-3).
Eles estavam bêbados por causa de Baal, por isso que os seus corações estavam inflamados pelo inferno e cheios de mentira e engano, fruto de suas péssimas escolhas.
Deus fala e adverte, mas o povo endurece. O que acontece? Surgem falsos profetas que pregam justamente o que querem ouvir e isso ouvem. Pronto, estão seduzidos e prontos para o juízo, sem misericórdia.
Deus, apesar deles, continua ensinando e tendo paciência. O profeta que tiver sonhos, conte apenas como sonhos e o que tem a palavra de Deus, deve falar fielmente a sua palavra. O sonho falso está para a verdadeira palavra profética como a palha está para o trigo - a diferença entre ambos é enorme.
E quanto a nós, em Cristo, nos tempos presentes? Temos ou não temos a palavra de Deus em nossas bocas? Por que então estamos tão calados? Também sobre nós pesa a mão de Deus se guardarmos silêncio diante de suas grandes revelações.
A diferença é gritante para aqueles que tem a palavra de Deus. Essas símiles do fogo e do martelo deixam claro que a palavra verdadeira é inconfundível, pois seus efeitos são inevitáveis.
Para maior ênfase, essa declaração “sou contra” é repetida três vezes nos versos 30, 31 e 32.
1.      Contra os que furtam as suas palavras.
2.      Contra os que que usam de sua própria linguagem.
3.      Contra os que profetizam sonhos mentirosos.
Jr 23:1 Ai dos pastores que destroem
e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o Senhor.
Jr 23:2 Portanto assim diz o Senhor, o Deus de Israel,
acerca dos pastores que apascentam o meu povo:
Vós dispersastes as minhas ovelhas,
e as afugentastes, e não as visitastes.
Eis que visitarei sobre vós a maldade das vossas ações, diz o Senhor. 
Jr 23:3 E eu mesmo recolherei o resto das minhas ovelhas
de todas as terras para onde as tiver afugentado,
e as farei voltar aos seus apriscos; e frutificarão,
e se multiplicarão.
Jr 23:4 E levantarei sobre elas pastores que as apascentem,
e nunca mais temerão, nem se assombrarão,
e nem uma delas faltará, diz o Senhor.
Jr 23:5 Eis que vêm dias, diz o Senhor,
em que levantarei a Davi um Renovo justo;
e, sendo rei, reinará e procederá sabiamente,
executando o juízo e a justiça na terra.
Jr 23:6 Nos seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro;
e este é o nome de que será chamado:
O SENHOR JUSTIÇA NOSSA.
Jr 23:7 Portanto, eis que vêm dias, diz o Senhor,
em que nunca mais dirão:
Vive o Senhor, que tirou os filhos de Israel da terra do Egito;
Jr 23:8 mas: Vive o Senhor, que tirou e que trouxe
a linhagem da casa de Israel da terra do norte,
e de todas as terras para onde os tinha arrojado;
e eles habitarão na sua terra.
Jr 23:9 Quanto aos profetas.
O meu coração está quebrantado dentro de mim;
todos os meus ossos estremecem;
sou como um homem embriagado,
e como um homem vencido do vinho,
por causa do Senhor,
e por causa das suas santas palavras.
Jr 23:10 Pois a terra está cheia de adúlteros;
por causa da maldição a terra chora,
e os pastos do deserto se secam.
A sua carreira é má, e a sua força não é reta.
Jr 23:11 Porque tanto o profeta como o sacerdote são profanos;
até na minha casa achei a sua maldade, diz o Senhor.
Jr 23:12 Portanto o seu caminho lhes será como veredas
escorregadias na escuridão; serão empurrados e cairão nele;
porque trarei sobre eles mal, o ano mesmo da sua punição,
diz o Senhor.
Jr 23:13 Nos profetas de Samária bem vi eu insensatez;
profetizavam da parte de Baal,
e faziam errar o meu povo Israel.
Jr 23:14 Mas nos profetas de Jerusalém vejo uma coisa horrenda:
cometem adultérios, e andam com falsidade,
e fortalecem as mãos dos malfeitores,
de sorte que não se convertam da sua maldade;
eles têm-se tornado para mim como Sodoma,
e os moradores dela como Gomorra.
Jr 23:15 Portanto assim diz o Senhor dos exércitos
acerca dos profetas:
Eis que lhes darei a comer losna,
e lhes farei beber águas de fel;
porque dos profetas de Jerusalém
saiu a contaminação sobre toda a terra.
Jr 23:16 Assim diz o Senhor dos exércitos:
Não deis ouvidos as palavras dos profetas, que vos profetizam a vós,
ensinando-vos vaidades; falam da visão do seu coração,
não da boca do Senhor.
Jr 23:17 Dizem continuamente aos que desprezam
a palavra do Senhor:
Paz tereis; e a todo o que anda na teimosia
do seu coração, dizem:
Não virá mal sobre vós.
Jr 23:18 Pois quem dentre eles esteve no concílio do Senhor,
para que percebesse e ouvisse a sua palavra,
ou quem esteve atento e escutou a sua palavra?
Jr 23:19 Eis a tempestade do Senhor!
A sua indignação, qual tempestade devastadora, já saiu;
descarregar-se-á sobre a cabeça dos ímpios.
Jr 23:20 Não retrocederá a ira do Senhor,
até que ele tenha executado e cumprido os seus desígnios.
Nos últimos dias entendereis isso claramente.
Jr 23:21 Não mandei esses profetas, contudo eles foram correndo;
não lhes falei a eles, todavia eles profetizaram.
Jr 23:22 Mas se tivessem assistido ao meu concílio,
então teriam feito o meu povo ouvir as minhas palavras,
e o teriam desviado do seu mau caminho,
e da maldade das suas ações.
Jr 23:23 Sou eu apenas Deus de perto, diz o Senhor,
e não também Deus de longe?
Jr 23:24 Esconder-se-ia alguém em esconderijos,
de modo que eu não o veja? diz o Senhor.
Porventura não encho eu o céu e a terra?
diz o Senhor.
Jr 23:25 Tenho ouvido o que dizem esses profetas
que profetizam mentiras em meu nome, dizendo:
Sonhei, sonhei.
Jr 23:26 Até quando se achará isso no coração dos profetas
que profetizam mentiras, e que profetizam do engano
do seu próprio coração?
Jr 23:27 Os quais cuidam fazer com que o meu povo
se esqueça do meu nome pelos seus sonhos
que cada um conta ao seu próximo,
assim como seus pais se esqueceram do meu nome
por causa de Baal.
Jr 23:28 O profeta que tem um sonho conte o sonho;
e aquele que tem a minha palavra,
fale fielmente a minha palavra.
Que tem a palha com o trigo? diz o Senhor.
Jr 23:29 Não é a minha palavra como fogo, diz o Senhor,
e como um martelo que esmiúça a pedra?
Jr 23:30 Portanto, eis que eu sou contra os profetas, diz o Senhor,
que furtam as minhas palavras, cada um ao seu próximo.
Jr 23:31 Eis que eu sou contra os profetas, diz o Senhor,
que usam de sua própria linguagem, e dizem: Ele disse.
Jr 23:32 Eis que eu sou contra os que profetizam sonhos mentirosos,
diz o Senhor, e os contam, e fazem errar o meu povo
com as suas mentiras e com a sua vã jactância;
pois eu não os enviei, nem lhes dei ordem;
e eles não trazem proveito algum a este povo,
diz o Senhor.
Jr 23:33 Quando pois te perguntar este povo, ou um profeta,
ou um sacerdote, dizendo:
Qual é a profecia do Senhor?
Então lhes dirás:
Qual a profecia! que eu vos arrojarei, diz o Senhor.
Jr 23:34 E, quanto ao profeta, e ao sacerdote, e ao povo, que disser:
A profecia do Senhor; eu castigarei aquele homem
e a sua casa.
Jr 23:35 Assim direis, cada um ao seu próximo,
e cada um ao seu irmão:
Que respondeu o Senhor? e: Que falou o Senhor?
Jr 23:36 Mas nunca mais fareis menção da profecia do Senhor,
porque a cada um lhe servirá de profecia
a sua própria palavra;
pois torceis as palavras do Deus vivo,
do Senhor dos exércitos, o nosso Deus.
Jr 23:37 Assim dirás ao profeta:
Que te respondeu o Senhor? e: Que falou o Senhor?
Jr 23:38 Se, porém, disserdes:
A profecia do Senhor; assim diz o Senhor:
Porque dizeis esta palavra:
A profecia do Senhor, quando eu mandei dizer-vos:
Não direis: A profecia do Senhor;
Jr 23:39 por isso, eis que certamente eu vos levantarei,
e vos lançarei fora da minha presença,
a vós e a cidade que vos dei a vós e a vossos pais;
Jr 23:40 e porei sobre vós perpétuo opróbrio,
e eterna vergonha, que não será esquecida.
Dos versos 33 ao 40, o Senhor praticamente anula toda profecia e todos os profetas que profetizam falsamente em o nome do Senhor. O Senhor estava indignado com tais profetas e sacerdotes que falavam falsamente em seu nome e no íntimo buscavam a Baal.
Todos os que ousassem dizer que a profecia era do Senhor, o Senhor os castigaria, porque eles torciam a palavra do Senhor para colocar nelas o sentido que bem desejava o seu ventre. Quem rejeita o Senhor, se faz senhor no seu lugar!
O Senhor haveria de os lançar de sua presença demonstrando uma reação apropriada, tendo em vista que o povo havia se esquecido do Senhor; cada caso havia sido um ato deliberado.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Jeremias 22:1-30 - DESCE... E ANUNCIA ALI A MINHA PALAVRA.

Estamos na décima primeira parte, de nossa divisão proposta de dezoito delas, nos baseando na estruturação apresentada pela BEG. Estamos no capítulo 22.
XI. JULGAMENTO E ESPERANÇA NOS ÚLTIMOS DIAS DE JUDÁ (21.1-24.10) – continuação.
Como já dissemos, ainda que alguns negassem a realidade, o julgamento de Judá seria inevitável. Esses capítulos estão narrando o fim da dinastia davídica, deixando claro que a calamidade e o exílio seriam o resultado do julgamento divino dos pecados dos reis, dos profetas e do povo de Judá. O julgamento é enfatizado, mas o tema de esperança de restauração futura também está presente.
Para melhor compreensão do assunto, também foi dividida esta parte em três seções: A. Os governantes de Judá (21.1 - 23.8) – já iniciada; B. Os falsos profetas (23.9-40); C. Uma distinção e a esperança futura (24.1-10).
A. Os governantes de Judá (21.1 - 23.8) - continuação.
Estamos vendo na primeira parte, que irá até o capítulo 23, os governantes de Judá. Esses capítulos resumem o que Jeremias tinha a dizer acerca dos últimos anos da monarquia em Judá durante o reinado de Zedequias, antes da última Invasão babilônica e da destruição de Jerusalém em 586 a.C.
Esse material foi igualmente dividido em duas seções também: (1) Palavras de condenação (21.1 - 23.2) – estamos vendo; e, (2) Palavras contrastantes de esperança quanto à continuidade da linhagem davídica depois do exílio (23.3-8).
(1) Palavras de condenação (21.1 - 23.2) – continuação.
Como também já dissemos, estamos vendo a explicação do por que a linhagem real de Judá seria julgada com tamanha severidade pelo cativeiro babilônico.
Com “Assim diz o Senhor” é que se começa o presente capítulo. A palavra é dirigida ao profeta para descer à casa do rei de Judá e anunciar ali a sua palavra. Hoje, temos a ordem de Jesus Cristo de descer, ou melhor, ir, por todo o mundo e anunciarmos o evangelho a toda criatura– Mc 16:15.
Era para ele dizer ao rei de Judá, muito provavelmente a Zedequias que ouvissem a palavra do Senhor, tanto ele, como o povo junto com ele, todos aqueles que entrariam por aquelas portas - 17.19-20 -, ou seja, à linhagem real como um todo, servindo de prelúdio para uma demonstração do seu fracasso praticamente total.
Nos versos 3 e 4, parece haver ainda esperanças para o povo, mas quem disse que ouviriam e praticariam a palavra de Deus? Era mais provável que aquela pregação viesse a endurecer os seus corações e eles fizessem simplesmente descaso do que se pregava.
A palavra era muito simples e exigia justiça, juízo, verdade e misericórdia, coisas essas deixadas de lado por causa das suas vaidades e outros negócios com as outras nações que imitavam tão bem.
Se eles cumprissem aquele básico do verso 4, por aquelas portas entrariam reis que se assentariam sobre o trono de Davi, andando em carros e montados em cavalos, com seus servos e todo o seu povo.
Agora, se não dessem ouvidos, e era este o caso ali, a coisa seria diferente. O Senhor chega a jurar por si mesmo, isto é, não encontrando alguém maior para firmar seu juramento, firma-o sobre a sua própria pessoa. Veja outros exemplos do Senhor jurando por si mesmo - Gn 22.16; Is 45.23.  A coisa seria diferente, porque ao invés de reis entrando por aquelas portas, a casa se tornaria em desolação e tanto o templo (7.14) quanto o palácio também sofreriam grandes calamidades - 17.27.
O Senhor compara a casa do rei com Gileade e a cabeça do Líbano, lugares férteis (8.22). O Líbano era abundante em água e florestas, especialmente de cedro, a madeira usada na construção do templo de Jerusalém (1 Rs 5.6-10), no entanto, Deus faria daquele lugar paradisíaco um deserto de cidades desabitadas.
Numa inversão chocante – vs. 7 -, a linguagem de guerra santa é usada para descrever o exército da Babilônia avançando contra o povo de Deus - 6.4-5; 21.4-5. Aqueles lindos cedros seriam cortados e lançados ao fogo e se levantariam destruidores sem piedade que apenas destruiriam.
A calamidade seria tão terrível que, no futuro, nações passariam por ali e perguntariam por que o Senhor tinha se irado tanto contra aquele lugar que antes era uma maravilha.
A resposta seria por que deixaram o pacto do Senhor seu Deus, e adoraram a outros deuses, e os serviram.
O rei morto – vs. 10 - é Josias, e o rei exilado, o seu filho Jeoacaz (identificado no versículo seguinte). Este último teve um reinado curto e foi exilado no Egito em 609 a.C. (2Rs 23.30-34).
Salum, filho de Josias – vs. 11 – que reinou em lugar de Josias seu pai, é outro nome usado para Jeoacaz (v. 10; 1Cr 3.15). Depois de seu exílio, a palavra profética é de que jamais voltaria, antes ali morreria, sem jamais ver a sua terra novamente – vs. 11 e 12.
Dos versos 13 ao 19, temos uma seção que falará contra Jeoaquim (vs. 18; 2Rs 23.35-24.7). A casa do verso 13 que ele edificou com iniquidade, refere-se, primeiramente, ao palácio do rei, mas também pode indicar a dinastia real que se valeu do serviço do seu próximo, sem paga, contrariando Dt 24.14-15; 1Sm 8.10-18.
Ele mesmo dizia para si que edificaria ainda casa mais espaçosa, com aposentos largos, janelas, uso de cedros e pintada de vermelho. Ele via no reinado não a oportunidade de servir ao povo, mas se servir do povo para seus deleites e caprichos.
Um contraste entre reis: um reinou exercendo justiça (Josias), outro considerou o seu reino uma oportunidade de adquirir riquezas (Jeoaquim, seu filho). O versículo retrata a harmonia pactual entre a obediência e a bênção (Dt 7.12-13; 6.24-25).
O verso 16 que diz que julgou a causa do aflito e do necessitado, detalha "o juízo e a justiça" do v. 15. E o Senhor mesmo conclui o que seria óbvio acerca do conhecê-lo. O conhecimento do Senhor é caracterizado pela fidelidade aos seus mandamentos (Mq 6.6-8; Jn 14.15,17).
No entanto, os olhos do rei estavam em outro lugar. Uma referência a Jeoaquim (vs. 18) que tinha se entregado à ganância e mesmo derramado sangue inocente, praticado a violência e a extorsão, para simplesmente se dar bem. Jeoaquim era pessoalmente culpado de todos os males que Jeremias condenou (6.13; 7.6, 19.4; 21.12, cf. 26.20-23).
Uma palavra dura é dirigida a Jeoaquim, pois não seria nem lamentado. Contrastar com 2Cr 34.24-25 (também implícito no vs. 10) e seria sepultado – vs. 19 - como se sepulta um jumento. Em outras palavras, o rei não teria um sepultamento (7.33; cf. 15.3).
No verso 20, a palavra para subir ao Líbano, Basã e Abarim - regiões montanhosas ao norte, nordeste e sudeste, respectivamente – e clamar contra elas, consideradas namorados de Judá, ou seja, cidades em que Judá estava de olho e encantada com suas práticas. Jerusalém é retratada à espera de ajuda de antigos aliados (v. 22; p. ex., o Egito e a Assíria 2.36) que agora eram impotentes diante da Babilônia, deixando Jerusalém esperar sozinha.
Apesar de advertida, desde o princípio, desde os tempos de prosperidade, Jerusalém se recusou a escutar. O seu caminho e a sua escolha tem sido o não obedecer à voz do Senhor, por isso que o vento apascentaria os seus pastores e esses seus namorados iriam todos ao cativeiro. O Líbano é uma referência ao palácio, construído com cedros do Líbano (vs. 6) e até o palácio em Jerusalém havia sido chamado de "Casa do Bosque do Líbano" (1 Rs 7.2).
Dos versos 24 ao 30, encontraremos palavras contra Jeconias (também chamado de Joaquim ou Conias), em cujo reinado ocorreu a primeira das principais deportações para a Babilônia. Foram palavras duras que refletiam a indignação do Senhor por causa dele o qual seria lançado em terra estrangeira para ali padecer até ao fim, sem qualquer esperança de retorno.
Esse anel – vs. 24 - representava o seu dono; sua rejeição é chocante. A promessa de renovação do reino davídico é estendida posteriormente a Zorobabel, um descendente de Jeconias, usando a mesma linguagem (Ag 2.23).
O clamor do vs. 29 é de arrepiar! Ó terra, terra, terra! Pode-se ouvir nessa personificação da Terra Prometida, a tristeza do Senhor diante da sua herança contaminada pelo pecado de Judá (2.7; 12.4).
Hoje também podemos exclamar igualmente: ó terra, terra, terra; ouve a palavra do Senhor! A palavra do evangelho de seu Filho que veio ao mundo salvar ao perdido.
Jr 22:1 Assim diz o Senhor:
                Desce à casa do rei de Judá, e anuncia ali esta palavra.
                               Jr 22:2 E dize:
                Ouve a palavra do Senhor, ó rei de Judá,
                               que te assentas no trono de Davi; ouvi, tu, e os teus servos,
                                               e o teu povo, que entrais por estas portas.
Jr 22:3 Assim diz o Senhor:
                Exercei o juízo e a justiça,
                               e livrai o espoliado da mão do opressor.
                Não façais nenhum mal ou violência ao estrangeiro,
                               nem ao órfão, nem a viúva;
                não derrameis sangue inocente neste lugar.
Jr 22:4 Pois se deveras cumprirdes esta palavra,
                entrarão pelas portas desta casa reis
                               que se assentem sobre o trono de Davi,
                               andando em carros e montados em cavalos,
                                               eles, e os seus servos, e o seu povo.
Jr 22:5 Mas se não derdes ouvidos a estas palavras,
                por mim mesmo tenho jurado, diz o Senhor,
                               que esta casa se tornará em assolação.
Jr 22:6 Pois assim diz o Senhor acerca da casa do rei de Judá:
                Tu és para mim Gileade, e a cabeça do Líbano;
                               todavia certamente farei de ti um deserto
                                               e cidades desabitadas.
Jr 22:7 E prepararei contra ti destruidores, cada um com as suas armas;
                os quais cortarão os teus cedros escolhidos, e os lançarão no fogo.
Jr 22:8 E muitas nações passarão por esta cidade,
                e dirá cada um ao seu companheiro:
                               Por que procedeu o Senhor assim com esta grande cidade?
Jr 22:9 Então responderão:
                Porque deixaram o pacto do Senhor seu Deus,
                               e adoraram a outros deuses, e os serviram.
Jr 22:10 Não choreis o morto, nem o lastimeis;
                mas chorai amargamente aquele que sai; porque não voltará mais,
                               nem verá a terra onde nasceu.
Jr 22:11 Pois assim diz o Senhor acerca de Salum, filho de Josias, rei de Judá,
                que reinou em lugar de Josias seu pai, que saiu deste lugar:
                               Nunca mais voltará para cá,
                Jr 22:12 mas no lugar para onde o levaram cativo morrerá,
                               e nunca mais verá esta terra.
Jr 22:13 Ai daquele que edifica a sua casa com iniqüidade,
                e os seus aposentos com injustiça;
                               que se serve do trabalho do seu próximo sem remunerá-lo,
                                               e não lhe dá o salário;
                14 que diz:
                               Edificarei para mim uma casa espaçosa, e aposentos largos;
                                               e que lhe abre janelas, forrando-a de cedro,
                                                               e pintando-a de vermelhão.
                Jr 22:15 Acaso reinarás tu, porque procuras exceder no uso de cedro?
                               O teu pai não comeu e bebeu, e não exercitou o juízo
                                               e a justiça? Por isso lhe sucedeu bem.
                Jr 22:16 Julgou a causa do pobre e necessitado;
                               então lhe sucedeu bem.
                                               Porventura não é isso conhecer-me? diz o Senhor.
                Jr 22:17 Mas os teus olhos e o teu coração não atentam
                               senão para a tua ganância, e para derramar sangue inocente,
                                               e para praticar a opressão e a violência.
                Jr 22:18 Portanto assim diz o Senhor acerca de Jeoiaquim,
                               filho de Josias, rei de Judá: Não o lamentarão, dizendo:
                                               Ai, meu irmão! ou: Ai, minha irmã!
                                                               nem o lamentarão, dizendo:
                                               Ai, Senhor! ou: Ai, sua majestade!
                Jr 22:19 Com a sepultura de jumento será sepultado,
                               sendo arrastado e lançado fora das portas de Jerusalém.
                Jr 22:20 Sobe ao Líbano, e clama, e levanta a tua voz em Basã,
                               e clama desde Abarim; porque são destruídos todos
                                               os teus namorados.
                Jr 22:21 Falei contigo no tempo da tua prosperidade; mas tu disseste:
                               Não escutarei.
                                               Este tem sido o teu caminho, desde a tua mocidade,
                                                               o não obedeceres à minha voz.
                Jr 22:22 O vento apascentará todos os teus pastores,
                               e os teus namorados irão para o cativeiro;
                                               certamente então te confundirás,
                               Jr 22:23 e tu, que habitas no Líbano, aninhada nos cedros,
                                               como hás de gemer, quando te vierem as dores,
                                                               os ais como da que está de parto!
                Jr 22:24 Vivo eu, diz o Senhor, ainda que Conias,
                               filho de Jeoiaquim, rei de Judá, fosse o anel do selo
                                               da minha mão direita, contudo eu dali te arrancaria;
                Jr 22:25 e te entregaria na mão dos que procuram tirar-te a vida,
                               e na mão daqueles diante dos quais tu temes,
                                               a saber, na mão de Nabucodonosor,
                                                               rei de Babilônia, e na mão dos caldeus.
                Jr 22:26 A ti e a tua mãe, que te deu à luz,
                               lançar-vos-ei para uma terra estranha, em que não nascestes,
                                               e ali morrereis.
                Jr 22:27 Mas à terra para a qual eles almejam voltar,
                               para lá não voltarão.
                Jr 22:28 E este homem Conias algum vaso desprezado e quebrado,
                               um vaso de que ninguém se agrada?
                               Por que razão foram ele e a sua linhagem arremessados
                                               e arrojados para uma terra que não conhecem?
Jr 22:29 Ó terra, terra, terra; ouve a palavra do Senhor.
                Jr 22:30 Assim diz o Senhor:
                               Escrevei que este homem fica sem filhos,
                                               homem que não prosperará nos seus dias;
                                               pois nenhum da sua linhagem prosperará
                                                               para assentar-se sobre o trono de Davi
                                                               e reinar daqui em diante em Judá.
Apesar de Jeconias ter filhos (1Cr 3.17-18), nenhum deles reinaria no trono de Davi. Em sua graça, Deus ofereceu uma inversão dessa maldição a Zorobabel (Ag 2.23; 22.24), mas essa inversão só se concretizou de fato quando Jesus, um descendente de Jeconias (Mt 1.12 – “Depois da deportação para Babilônia nasceu a Jeconias, Salatiel; a Salatiel nasceu Zorobabel;”), começou a reinar no trono de Davi (Lc 1.32-33).
Se não fosse isso, essa graça do Senhor, nem nós teríamos qualquer salvação e a semente messiânica teria chegado ao seu fim, sem gerar o Messias esperado, aquele que esmagaria a cabeça da serpente e poria fim à morte, com a sua própria morte.
A Deus toda glória! p/ Daniel Deusdete
http://www.jamaisdesista.com.br
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